<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905796</id><updated>2011-11-07T07:17:30.439-08:00</updated><title type='text'>Les Fables de Beauxbatons</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>um aluno de Beauxbatons</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08263899301418645554</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-jmsjUlraUM/SL6SUF-a01I/AAAAAAAAAAM/ZY7fq13Af24/S220/anarquia%5B1%5D.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>415</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905796.post-4834968509106901115</id><published>2011-05-01T19:05:00.001-07:00</published><updated>2011-05-01T19:09:24.068-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Fevereiro de 1960&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oi – Marcel apareceu se surpresa no jornal e me beijou – O que vai fazer sábado?&lt;br /&gt;- Terminar esses artigos atrasados? – e mostrei a pilha de papel na mesa.&lt;br /&gt;- O que acha de carros em alta velocidade correndo há duas semanas e finalmente cruzar a linha de chegada?&lt;br /&gt;- Rally de Monte Carlo?&lt;br /&gt;- Sim. Papai está em uma viagem de negócios, então tenho que estar presente pra entregar o troféu ao campeão, queria que me acompanhasse. Sei que você odeia esses eventos, mas podemos aproveitar pra jantar em algum lugar legal antes de voltar. E não vai ter ninguém preocupado com a minha vida social pra perguntar sobre casamento...&lt;br /&gt;- Ok, já me convenceu. Que horas partimos?&lt;br /&gt;- Esteja pronta às 8h, a chave de portal vai nos levar direto até o Palácio. Um carro vai nos buscar lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assenti e ele me beijou outra vez, saindo da redação. Ele tinha razão, não gostava muito daqueles eventos que ele era obrigado a comparecer, mas se eu era sua namorada era melhor começar a me acostumar a eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ºººººº&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às 8h em ponto Marcel estava me esperando no salão comunal e, acompanhados de dois&lt;br /&gt;de seus seguranças, usamos a chave de portal para chegarmos ao Palácio. Um minuto depois Charlotte e Remy apareceram com seus seguranças do nosso lado e entramos nos três carros que já estavam à nossa espera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os carros nos levaram direto ao local onde os pilotos cruzariam a linha de chegada e antes mesmo de abrirmos as portas eles já estavam cercados por muitos seguranças, que foram nos escoltando até a área do pódio. Já podíamos ouvir o barulho dos carros a toda velocidade pela cidade, mas ainda restavam algumas voltas para que terminassem. Marcel e Remy logo se empolgaram e não demorou nada para que dessem um jeito de darem a bandeirada final, deixando Charlotte e eu apenas olhando de longe com nossos protetores de ouvido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A corrida terminou por volta das 10h e na hora da premiação, Remy entregou o troféu a dupla que ficou em terceiro lugar, Charlotte premiou os segundos colocados e Marcel deu o troféu à dupla campeã. A quantidade de flashes que disparavam contra os três era capaz de cegar até mesmo na luz do dia. Na hora que as duplas iam estourar as garrafas de champanhe os três se afastaram e Marcel se postou ao meu lado, não saindo mais durante o resto do evento. Estava ciente de que também estavam me fotografando junto dele, mas àquela altura do campeonato já não me importava mais. Não podia querer namorar o príncipe herdeiro e ficar anônima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Charlotte e Remy voltaram para Beauxbatons logo depois do almoço no Palácio, mas Marcel e eu ficamos para aproveitar o resto da tarde e começo da noite. Mônaco era o único lugar onde ele podia andar um pouco mais a vontade nas ruas. Claro que sempre teria ao menos um segurança por perto, mas nenhum caminhando colado com ele. Passamos à tarde nas docas, que com o clima ainda um pouco frio, estava vazia. Marcel tinha um barco a vela que havia construído sozinho com Remy e todo ano eles participavam da regata de abertura do solstício de verão. Já haviam vencido três vezes, sendo a última no verão passado. Marcel quase foi decapitado fazendo uma manobra abusada para ultrapassar uma das velas perto da linha de chegada, enquanto o irmão controlava o mastro sozinho. E Remy ficou tão feliz com a vitória que a Rainha não conseguiu reprimir a irresponsabilidade de Marcel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisávamos estar de volta à escola às 22h e como ainda tínhamos duas horas até lá, Marcel me levou para jantar em um restaurante italiano na parte alta de Monte Carlo. Sua família já tinha uma mesa especifica em uma área mais reservada e fomos direto para ela, onde a janela panorâmica nos dava toda a vista da beira-mar. Estávamos conversando sobre as comemorações do aniversário do avô dele, que seria em maio, quando o relógio de Marcel disparou. Ele o desligou, mas daí em diante não parecia mais concentrado em nada e o consultada a todo o instante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Algum problema? Está atrasado pra alguma coisa e esqueceu de avisar?&lt;br /&gt;- Desculpe, é que está na hora dos remédios do Remy e ele sempre esquece, tenho que lembrá-lo. Charlie ficou encarregada disso hoje, mas e se ela esquecer?&lt;br /&gt;- Charlotte é responsável, Marcel – segurei sua mão, que não parava de batucar na mesa – Ela não vai esquecer do Remy.&lt;br /&gt;- Sempre que saio sem ele, fico pensando se quando voltar ele ainda vai estar no mesmo lugar.&lt;br /&gt;- Remy está bem, ele vai estar do mesmo jeito que saiu daqui quando chegarmos a Beauxbatons.&lt;br /&gt;- Eu sei que é exagero, mas é que sempre que ele piora é tão de repente que não podemos evitar. Em um minuto ele está rindo e brincando e no instante seguinte está quase desmaiando e tendo convulsões. Sou muito idiota de ficar pensando que meu irmão pode morrer de repente e eu não estar lá?&lt;br /&gt;- Não, você é o melhor irmão do mundo. Remy o admira tanto, acho que você nem percebe o quanto. Só de estar sempre do lado dele já o ajuda muito, às vezes mais que todos os remédios que precisa tomar.&lt;br /&gt;- E você faz o mesmo por mim – ele acariciou minha mão e sorriu – Queria lhe dar uma coisa, mas não precisa se apavorar, ok? É só um presente, eu juro.&lt;br /&gt;- Marcel... – ele colocou a mão no bolso e tirou uma caixinha azul, com um anel lindo dentro.&lt;br /&gt;- Quando minha avó estava doente e sabia que ia morrer, ela reuniu todos os netos e pediu que cada um escolhesse algo de sua coleção particular para guardar como recordação dela, mas a mim ela não deixou escolher. Como seu neto mais velho, ela pediu que eu ficasse com esse anel e um dia o desse a alguém especial. Você é esse alguém especial.&lt;br /&gt;- Mas Marcel, não posso aceitar o anel da sua avó. Isso é valioso demais e ainda sou só sua namorada!&lt;br /&gt;- Exatamente, ainda. Só temos 18 anos, ainda nem nos formamos, não temos que apressar nada, mas eu amo você, Olivia. E se você também me ama, e me agüentar por mais alguns anos, vou transformar esse anel em um anel de noivado. Mas até lá, quero que fique com ele. Não precisa usar se não quiser, apenas guarde com você.&lt;br /&gt;- Se você tem certeza disso, não me importo em usar – sorri para ele e tirei o anel da caixa.&lt;br /&gt;- Posso? – ele o pegou da minha mão e estendi a mão a ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele segurou minha mão direita, colocou o anel em meu dedo e o beijou. Acho que se estivesse de pé teria desabado naquele momento. Sabia do peso que aquilo trazia, mesmo não tendo havido um pedido de casamento, mas também sabia que amava Marcel e que, com o tempo, o que tivesse que acontecer, ia acontecer. E eu não ia fugir do que estivesse reservado para o meu futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela noite, quando já estava em minha cama no dormitório da Lux Angeli, foi a primeira vez desde que comecei a namorar Marcel que sonhei com um conto de fadas de príncipes e princesas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905796-4834968509106901115?l=fablesbeauxbatons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/feeds/4834968509106901115/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905796&amp;postID=4834968509106901115&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/4834968509106901115'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/4834968509106901115'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/2011/05/fevereiro-de-1960-oi-marcel-apareceu-se.html' title=''/><author><name>um aluno de Beauxbatons</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08263899301418645554</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-jmsjUlraUM/SL6SUF-a01I/AAAAAAAAAAM/ZY7fq13Af24/S220/anarquia%5B1%5D.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905796.post-8595381148834765091</id><published>2011-01-09T17:13:00.000-08:00</published><updated>2011-01-09T17:15:01.153-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Dezembro de 1959&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois meses já haviam se passado desde que Marcel e eu começamos a namorar. Se alguém tivesse me dito ano passado que isso ia acontecer, eu jamais teria acreditado. Marcel e eu éramos muito diferentes um do outro, sempre o vi como o mais imaturo do nosso grupo, o mulherengo e irresponsável, mas no tempo que passamos juntos fingindo que namorávamos comecei a ver outro lado dele, e não tive como negar que não estava ao menos um pouco balançada quando ele me pediu em namoro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decidi que precisava dar a nós dois aquela chance, e a cada dia que passava ele me surpreendia mais. O Marcel meu amigo era completamente diferente do Marcel meu namorado. Ele era carinhoso, romântico e muito atencioso. Não o via mais agindo como um idiota pelo castelo nem se metendo em confusão, era uma outra pessoa. Nossos amigos diziam que eu estava fazendo bem a ele, mas ele também me fazia bem. Com Marcel, eu conseguia me soltar um pouco mais. Ainda não da forma que eu gostaria, mas estava fazendo progresso aos poucos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu medo maior ainda era a família dele. Mesmo já estando mais do que acostumada aos seus pais, era diferente quando tinha que estar ao lado dele em algum evento oficial. Eu agora era a namorada do Príncipe, e era inevitável que algumas pessoas nos perguntassem sobre casamento. No começo eu tinha crises de pânico, mas vinha ensaiando há semanas para o que prometia ser o dia em que mais me perguntariam isso: o jantar de Natal no Palácio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era simplesmente um jantar com a família Real, que já seria intimidador o suficiente. Era um jantar com toda a alta sociedade francesa presente. Nossa família foi convidada a participar e dessa vez Andreas não pode recusar o convite e nos acompanhou. Danielle também estava lá, o que me tranqüilizou mais um pouco. Depois da morte de seu avô, ela e os irmãos haviam sido praticamente adotados pela mãe de Marcel, então eles faziam questão da presença dos três. E para a alegria dela, Henri, seu namorado, também estava presente. Como donos do St. Napoleon, a família dele era sempre convidada para esses eventos oficiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já havíamos passado pelo jantar, onde tive que agüentar Estelle sentada bem na minha frente e lançando olhares furtivos na direção de Marcel. Sempre que pegava ela nos encarando, acariciava a mão dele, o que sempre o fazia me beijar ou falar alguma coisa no meu ouvido. Isso a deixava enlouquecida, e vê-la surtando me ajudava a relaxar. Mas depois que o jantar acabou, começou meu desespero. Marcel era requisitado a todo o momento em alguma conversa e eu estava sempre ao lado dele. Ele me apresentava às pessoas como sua namorada e 70% delas emendava com “Quando vai se tornar sua noiva?”. Depois de ouvir isso pela quinta vez, comecei a me sentir mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Com licença, Sr. Dekker – Marcel estendeu a mão ao homem, que a apertou – Olivia não está se sentindo muito bem, depois conversamos melhor.&lt;br /&gt;- Desculpa Marcel, mas as pessoas estão me assustando! – falei enquanto ele me puxava para longe das pessoas – Só estamos namorando há dois meses!&lt;br /&gt;- Eu sei disso, não se preocupe – ele riu. Parecia estar se divertindo – Só tente entender o lado deles. Tenho 18 anos e você é a primeira namorada que apresento às pessoas, as cobranças são inevitáveis. Mas não se preocupe com isso, sei que é cedo demais. Quando perguntarem disso outra vez, só balance a cabeça e sorria.&lt;br /&gt;- Onde estavam? – Andreas abriu a porta da biblioteca e entramos. Ele estava lá com Henri e Danielle, fugindo das conversas formais – Vocês estavam bem atrás da Dani.&lt;br /&gt;- Fui pego pelo Ministro antes de conseguir alcançar a porta. Liv não está se sentindo muito bem, cuidem dela que eu já volto – ele me beijou e saiu apressado.&lt;br /&gt;- Está passando mal? – Dani perguntou já me colocando sentada no sofá.&lt;br /&gt;- Não, só estou sufocada com essas pessoas perguntando quando vamos nos casar – minha voz estava esganiçada – Casar! Estamos namorando há dois meses!&lt;br /&gt;- Mas você queria o que? – os três riam – Marcel nunca foi uma promessa de formar família e assumir o trono, e de repente aparece com uma namorada que está colocando ele na linha. É lógico que as pessoas que sempre tiveram muitas de expectativas para ele vão pressionar.&lt;br /&gt;- Você está muito tensa, mana – Andreas sentou do meu lado e puxou um frasco de remédio do bolso, com uns comprimidos verdes – Tome isso, vai ajudar você a se acalmar e relaxar.&lt;br /&gt;- O que é isso? – peguei o comprimido da mão dele incerta.&lt;br /&gt;- Só um calmante, trouxe caso você precisasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confiei em Andreas e engoli o comprimido sem pensar duas vezes. Até hoje digo que aquele foi o maior erro da minha vida. Nos primeiros minutos estava tudo normal, mas aos poucos fui começando a sentir um calor absurdo, uma inquietação fora do comum. Depois comecei a ver pontinhos brilhantes e ai minha mente sofreu um blackout. Em um minuto estava na biblioteca suando em bicas e minha próxima lembrança é estar deitada na cama do Marcel, com uma dor de cabeça desesperadora e sem saber o que havia acontecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;ºººººººº&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Olívia estava começando a se sentir apavorada com toda aquela pressão em cima do nosso namoro de apenas dois meses e eu sabia que precisava deixá-la tranqüila em relação a isso, dizer que não precisava se preocupar com nada, mas a verdade era que, se dependesse de mim, a pediria em casamento naquela noite mesmo. Sempre fui desencanado em relação a isso, ignorava a pressão da minha família em encontrar alguém para me casar, não me importava. Mas quando percebi que estava apaixonado por ela, sabia que havia encontrado a pessoa certa, o único problema é que levaria um tempo até que eu pudesse dizer isso a ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de perguntarem pela quinta vez quando anunciaríamos o noivado na mesma noite, achei melhor deixá-la com Andreas e Dani na biblioteca e ir terminar sozinho de cumprir minhas obrigações. Não demorei muito do momento em que sai da biblioteca sem ela para conversar com chefe dos Aurores até ter conseguido me livrar dos apertos de mão e voltado para ficar com eles, mas quando entrei na biblioteca outra vez, parecia estar em um mundo paralelo. Olívia estava em cima da mesa de leitura, Andreas estava rindo jogado em uma poltrona e Danielle e Henri tentavam tirá-la de lá. Olívia pulava e ria de um jeito um pouco assustador, nunca a vi daquele jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Marcel! – ela me viu e saltou da mesa até onde eu estava. Vi Danielle congelar, achando que ela ia dar com a cara no chão – Por que demorou tanto? – e me beijou cheia de vontade.&lt;br /&gt;- Desculpa – olhei pra Dani sem entender nada e a segurei pela cintura, pois já estava caindo – O que aconteceu aqui?&lt;br /&gt;- Andreas deu a ela um “calmante” – Henri falou sério, e Andreas ria ainda mais.&lt;br /&gt;- Que porcaria você deu pra sua irmã, seu retardado? – perguntei preocupado. Olívia estava completamente alucinada.&lt;br /&gt;- Nada demais, só uma coisinha pra ela se soltar mais. Não vai fazer mal, e ela dificilmente vai se lembrar.&lt;br /&gt;- Estamos desde então impedindo que ela saísse, ela estava querendo ir atrás de vocês – Dani disse também séria. Só Andreas estava achando graça.&lt;br /&gt;- Vamos meu amor, quero dar uma volta pelo jardim do Palácio! – Olívia se soltou do meu abraço e agarrou minha mão com uma força que não conhecia.&lt;br /&gt;- Liv, tem certeza? Talvez seja melhor ficarmos aqui, você está um pouco... – tentei encontrar uma palavra delicada, mas não consegui.&lt;br /&gt;- Eu estou ótima, nunca me senti melhor! Vamos logo!&lt;br /&gt;- Viu? Ela está feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consegui lançar um último olhar furioso para Andreas antes de ser arrastado para fora da biblioteca por ela. Antes que chegássemos ao meio do salão cheio de convidados consegui assumir o controle da situação e passei a mão por trás da sua cintura de modo que ela estivesse bem presa e não pudesse sair, e ia guiando-a pela sala. As pessoas nos viam e acenavam, chamando para conversar, mas eu apenas sinalizava que voltaríamos depois e apertava o passo. Uma conversa com Olívia naquele estado poderia terminar em catástrofe. Os pais dela não podiam vê-la daquele jeito, e muito menos os meus. Papai ia começar a me interrogar para saber o que ela tinha tomado e o que aquilo significava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conseguimos chegar aos jardins com muito custo. Uma neve fraca caia e tinham muitas pessoas circulando lá fora também, mas era melhor que dentro do Palácio. Olívia se soltou de mim e correu até uma fonte que tínhamos no pátio principal. Ela subiu na beirada e não queria arriscar ver se ela ia pular ou não, corri atrás dela e a agarrei pela cintura, colocando-a no chão outra vez. Tentava fazer parecer que estávamos brincando, porque algumas pessoas já estavam olhando estranho. Ela jogou os braços em volta do meu pescoço e deixou o peso do corpo cair sobre mim e cai sentado na beirada da fonte, com ela escorrendo no meu colo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sente um pouco aqui, Liv – coloquei-a sentada ao meu lado e ela obedeceu.&lt;br /&gt;- A noite está tão linda... – ela comentou vaga, olhando pro céu. Apesar do frio e da neve, estava estrelado. Prendi o riso quando ela pegou um floco de neve com a língua.&lt;br /&gt;- É, está muito bonita mesmo. É a perfeita noite de natal.&lt;br /&gt;- Estou muito feliz com você – ela deitou a cabeça no meu ombro – Eu te amo, sabia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por um breve segundo eu congelei. Olívia tinha acabado de dizer que me amava? De verdade? Ela estava sob o efeito de drogas, mas ainda assim, só estava se sentindo mais a vontade para fazer coisas que não tinha coragem. Olhei para ela sorrindo e ela sorriu de volta, piscou duas vezes e apagou, caindo por cima de mim. Segurei-a depressa antes que caísse no chão e a coloquei deitada com a cabeça no meu colo, pensando em como ia tirá-la dali sem alarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É, eu também te amo – e beijei sua testa. Era mesmo a noite de natal perfeita.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905796-8595381148834765091?l=fablesbeauxbatons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/feeds/8595381148834765091/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905796&amp;postID=8595381148834765091&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/8595381148834765091'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/8595381148834765091'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/2011/01/dezembro-de-1959-dois-meses-ja-haviam.html' title=''/><author><name>um aluno de Beauxbatons</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08263899301418645554</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-jmsjUlraUM/SL6SUF-a01I/AAAAAAAAAAM/ZY7fq13Af24/S220/anarquia%5B1%5D.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905796.post-4021009223672859195</id><published>2010-02-08T20:08:00.000-08:00</published><updated>2010-02-08T20:14:06.548-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Por Millie Von Griffin&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- BAM!&lt;br /&gt;- O que é isso?- peguntei olhando o bolo de cartas que Andreas jogava em cima de minha mesa no jornal.&lt;br /&gt;- Isso Millicent Von Griffin É uma intervenção! Sabe que como seus amigos, temos o direito de intervir em uma situação sempre que acharmos que isso esta te prejudicando, e este é o caso.&lt;br /&gt;- Vocês estão se intrometendo em minha vida pessoal....- comecei a dizer mas ele me cortou:&lt;br /&gt;- Veja só: Isso são cartas dos ouvintes da rádio querendo saber como vai ficar a novela, já que eles querem saber se Louis vai enfrentar a familia para fazer  valer o seu amor pela pobre camponesa Marienne.- e ante o meu olhar espantado ele disse:&lt;br /&gt;- Sim, a novela fez um tremendo sucesso. Não sei se notou mas muitas garotas andam circulando pelo castelo, cantarolando a musica da serenata do mocinho, eu até tenho sonhado que canto Suspicious Minds, sabia?? E então? Ele vai tomar  uma atitude ou vamos ter que dizer no ar, que a novela não vai mais ser exibida, porque a autora está zangada demais por ser uma ótima escritora? Vai deixar seus amigos na mão?- perguntou sério Andreas, e atrás dele estavam os outros membros da rádio apreensivos. Olhei-o  séria mas meus olhos se voltaram para o monte de cartas dos fãs.&lt;br /&gt;- Gostaram mesmo?&lt;br /&gt;- Sim, e até a professora Cordelia veio me perguntar se o diretor não permitiria aumentar os dias de funcionamento da radio, só por causa da novela...- disse Kwon e não pude deixar de me espantar.&lt;br /&gt;- Está bem, vocês venceram. A novela pode ser exibida, e se quiser ajudo na montagem dos capitulos para ir ao ar e se o diretor permitir...&lt;br /&gt;- Vou falar com ele agora...- disse Kwon saindo da sala apressado e rimos. Jude se aproximou e perguntou curiosa:&lt;br /&gt;- Mas então, Louis vai mesmo enfrentar a familia para ficar com Marienne??&lt;br /&gt;- Aguarde os próximos capitulos.- disse com uma voz de locutor de rádio, e começamos a rir, mas um olhar para a pilha de papeis em nossas mesas nos fez voltar ao trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Durante a festa de aniversário de Andreas e Olivia, no salão da Lux&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de resolver com o pessoal da rádio sobre a novela, e deixar com eles, os proximos capitulos para serem estudados, eu comecei a ajudar na organização da festa de Andreas e Olivia. Meus amigos, vinham falar comigo sobre as boas intenções de Tristan, mas quando eu mostrava meu mau humor e começava a enumerar todas as coisas que estava fazendo, e o quanto estava ocupada demais pra pensar nisso, eles ficavam quietos. AJ ficava inconformado, mas Alice o acalmava dizendo que eu precisava de tempo, e eu a olhava agradecida.&lt;br /&gt;Havia tanta coisa a ser feita, tanto a estudar pelos NIEMS, o jornal, o anuário, que a minha briga com Tristan havia sido deixada de lado. Ele havia tentado se aproximar durante a semana, mas eu o ignorava e ele desistia.&lt;br /&gt;Hoje durante a festa, ele estava quieto num canto e vez ou outra nosso olhares se encontravam. Nos olhávamos, mas eu logo virava o rosto, não queria ceder, mas pelo canto do olho, eu o via segurar segurar sua cerveja amanteigada e recusar dançar com algumas garotas mais atiradas.&lt;br /&gt;- Você deveria dar uma chance ao Tristan, Millie. Ele está se sentindo péssimo, e quer se desculpar com você...- disse Yanic, enquanto dançavamos uma música dos Beatles.&lt;br /&gt;- Você advogando pelo Tristan? Nossa! Devo ser uma péssima companhia, já que você me quer longe.- disse fazendo biquinho e ele me girou dizendo, enquanto me abraçava de forma galante:&lt;br /&gt;- Sabe que se eu percebesse que teria alguma chance, te convidaria para sair, mas o fato de você fingir que flerta comigo enquanto dançamos e disfarçadamente verificar se Tristan, está vendo o quanto você ‘se diverte’  me coloca em meu devido lugar: um amigo, e eu quero ver vocês dois bem.&lt;br /&gt;- Estou sendo patética e intransigente não é?&lt;br /&gt;- Não diria tanto,você teve suas razões para ficar zangada, afinal sua privacidade foi invadida. Qualquer um perderia as estribeiras. Ele te ama, e só pensou no melhor para você. Não acha que ele já sofreu o bastante?  Não acha que em nome dos velhos tempos, você deveria dar a ele a chance de se explicar?&lt;br /&gt;- Você tem razão...Droga! Porque eu não me apaixonei por você??&lt;br /&gt;- Porque Thorn chegou primeiro, e o mundo feminino não deve ser privado de alguém como eu tão cedo.- rimos e depois de dançarmos fomos nos sentar.&lt;br /&gt;Não demorou e Tristan se aproximou, Yanic me olhou e após ver um leve aceno meu, saiu dando a desculpa de que iria buscar uma bebida. Tristan me olhava cauteloso e como estava começando uma musica lenta, ele me convidou para dançar me estendendo a mão. Demorei alguns segundos a mais em aceitar, fazendo-o suar, mas acabei pegando em sua mão. E quando ele colocou a mão em minha cintura e me puxou para ele, eu já estava com as pernas bambas, e porque não confessar, já havia esquecido porque estava zangada, eu só pensava em como eu pude ficar longe dele, por tanto tempo.&lt;br /&gt;- Sei que fui um idiota, mas eu so queria fazer algo bom pra você. Você tem razão em ter ficada magoada comigo, e eu sinceramente espero que você me perdoe.&lt;br /&gt;- Tristan, eu realmente fiquei muito zangada com você, afinal você mais do que ninguem, sabe o que é não ter sua privacidade respeitada, mas eu sei que você nunca quis me fazer mal, sei o quanto se preocupa comigo.&lt;br /&gt;- Senti sua falta, mesmo que fosse para brigarmos.- ele sorriu e me puxou mais para perto, mas eu o empurrei levemente e disse  o encarando:&lt;br /&gt;-  Eu desculpo o que você fez, Tristan, mas eu gostaria de saber, porque o fez, mesmo correndo o risco de me ver zangada. – e ele me segurou firme dizendo:&lt;br /&gt;- Porque eu amo você. Quero faze-la feliz, e sei que se você me der uma chance posso...- o puxei-o para mim e o beijei. Quando nos separamos eu disse:&lt;br /&gt;-Eu também amo você Tristan, há muito tempo. Só não quero mais que você tome atitudes que tenham a ver conosco, sem me consultar, promete?&lt;br /&gt;- Prometo.&lt;br /&gt; Continuamos a dançar e depois resolvemos escapar para algum lugar onde houvesse mais privacidade. Estava na hora de recuperar o tempo perdido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I will follow you &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;And bring you back where you belong&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;'cause I could't really stand it,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I admit that I was wrong,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I wouldn't let you leave me &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;'cause it's true,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;'cause you like me too much and I like you.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Música: Trecho da música: You Like me too much, The Beatles&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905796-4021009223672859195?l=fablesbeauxbatons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/feeds/4021009223672859195/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905796&amp;postID=4021009223672859195&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/4021009223672859195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/4021009223672859195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/2010/02/por-millie-von-griffin-bam-o-que-e-isso.html' title=''/><author><name>Millie Von Griffin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02921409048643146287</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_1R7jnnYKXNU/S1W3VQ3_gQI/AAAAAAAAAAM/22BW3_ta_zM/S220/Millicent.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905796.post-8186773425392342933</id><published>2010-02-05T10:35:00.000-08:00</published><updated>2010-02-05T10:36:40.343-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>- Todos prontos? – Andreas pegou o apito da mão de Philipe e ficamos em posição de corrida – 1, 2, 3... JÁ!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que ele assoprou o apito com força, disparamos para dentro do lago. Philipe abraçava uma goles a protegendo e Kwon e Bianca corriam colados com ele. Alphonse e eu tínhamos um bastão leve e uma bola de meia cada um, Leví já estava posicionado entre as bóias no meio do lago e Alexis corria junto dos artilheiros. Correndo do outro lado, o time da Fidei vinha ao nosso encontro. Era nossa versão aquática para o quadribol. Philipe e o capitão da Fidei, Royer, decidiram que deveríamos treinar dessa forma, porque além de ser divertido, era muito mais difícil correr na água do que voar, então se conseguíssemos fazer aquilo, não teríamos dificuldade no campeonato. Os times concordaram em trabalhar juntos nesse treino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partida realmente foi divertida. As funções de cada um continuaram as mesmas, e enquanto Bianca, Kwon e Philipe corriam pela água tentando proteger a goles dos artilheiros da Fidei e marcar gol contra eles, Alphonse e eu rebatíamos as bolas de meia contra para todos os lados, sem conseguir distinguir muito bem quem era quem com toda aquela água. A rivalidade dos times ainda estava lá, mas com muito menos intensidade, e nos permitíamos rir dos tombos e jogadas erradas. Segundos antes de Andreas apitar o fim do treino, Kwon estava com a goles na mão pronto para arremessá-la, mas foi interrompido por uma massa de gente que voou por cima dele. Os dois batedores da Fidei pularam pra cima do japa e Alphonse e eu nos atiramos também para impedir, e ele acabou afundou na água, deixando a goles livre. Bianca a recuperou antes do time adversário, mas Andreas apitou o fim da partida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Samurai, está bem? – puxei Kwon pela camisa de dentro da água e ele só ergueu o polegar pra cima – Ele está vivo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kwon saiu da água meio desnorteado, mas caminhando sozinho, e Philipe e Royer declararam o fim do treino aquático, prometendo marcar outro antes do fim da temporada. Quadribol estava ficando mais complexo a cada dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O treino de quadribol aquático da noite anterior havia sido divertido e o assunto do dia durante as aulas, mas fomos obrigados a afastar a imagem de Kwon se afogando por um instante, pois tínhamos preocupações maiores naquele momento. No próximo sábado era aniversário de Olivia e Andreas e toda a Lux estava empenhada em ajudar nos preparativos da comemoração. Mesmo com Olivia protestando que não queria nada exagerado, Andreas pregava por uma festa histórica e como eles eram obrigados a dividir a data, optamos por dar ouvidos apenas a Andreas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já eram quase 20h e agora que estávamos proibidos de apresentar a novela até que Millie se acalmasse, Kwon estava inventando programas para a rádio e achei melhor ir ajudá-lo. Talvez fosse minha única oportunidade de conversar com ele sem mais ninguém por perto e aproveitei que todos estavam ocupados demais decidindo quem seria barrado para sair sem ser notado. Como previ, ele estava sozinho na sala quando entrei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Precisa de ajuda? – bati na porta e ele virou para ver quem era. Estava todo agasalhado, como se dentro da sala estivesse nevando – Vai esquiar?&lt;br /&gt;- Estou doente – respondeu com a voz esquisita e percebi que não era o áudio da radio que estava ruim – Lago no inverno não é uma boa idéia.&lt;br /&gt;- Porque não falou nada? Podia ter vindo pra rádio mais cedo.&lt;br /&gt;- E deixar você sozinho aqui? Estou doente, mas não perdi minha sanidade ainda.&lt;br /&gt;- Deixe disso, não vou falar nenhuma bobagem! – empurrei Kwon para o lado e ele ainda protestou, mas seu nariz vermelho e cara abatida acabaram cedendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assumi o controle da rádio e depois de falar algumas gracinhas no ar que fizeram Kwon tossir engasgado, programei uma seqüência de 10 musicas para tocar sem intervalo. Isso me daria tempo de sobra para conseguir fazer Kwon falar o que eu queria ouvir. E antes mesmo que eu pudesse pensar em como chegar ao assunto, a porta da rádio abriu e Nani entrou trazendo um chá quente para ele, a mando da enfermeira. Ela não ficou nem cinco minutos lá dentro, mas foi tempo suficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Há quanto tempo estão namorando em segredo? – perguntei quando ela saiu da sala e Kwon me olhou espantado.&lt;br /&gt;- Não estamos namorando, seu doente. Ela é minha irmã.&lt;br /&gt;- Ah qual é, Samurai? Pra cima de mim? – debochei e ele fechou a cara – Se não estão namorando, estão em um joguinho de flerte bem avançado.&lt;br /&gt;- Você está louco, Nani e eu somos amigos e irmãos, mais nada.&lt;br /&gt;- Olha no meu olho, Kwon, e nega que você goste dela. Mas olha pra mim pra negar isso, quero ver você sua cara de pau pra mentir na minha cara.&lt;br /&gt;- Eu gosto dela – Kwon admitiu depois de retorcer a cara por quase um minuto.&lt;br /&gt;- E ela gosta de você também, está esperando que você tome uma atitude.&lt;br /&gt;- Isso nunca vai acontecer, ela é minha irmã. Meu pai me mataria e Kalani ia me odiar.&lt;br /&gt;- E se eu te disser que posso ajudar com isso?&lt;br /&gt;- Como?&lt;br /&gt;- Apenas confie em mim e faça o que eu disser. Até sábado vocês estarão juntos.&lt;br /&gt;- Não sei...&lt;br /&gt;- Relaxe, Kwon – bati nas costas dele de leve - Ninguém pode te odiar ou julgar por gostar de uma garota que passou a ser sua irmã aos 14 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kwon ainda estava receoso, mas acabou aceitando minha ajuda e apertamos as mãos para selar o acordo. São dois elfos com um feitiço só: ajudava um amigo a desencalhar e deixava o caminho livre pra mim. Tão fácil como tirar doce de criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;ººººººººº&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A festa de aniversário que meus amigos organizaram para Andreas e eu lotava o salão comunal da Lux. Sem darem ouvidos as minhas exigências e levando em conta apenas o que Andreas queria, o que eu queria que fosse uma comemoração menos chamativa havia se transformado em uma festa com quase toda a população de Beauxbatons espremida dentro da nossa casa. Tinha um aluno da Nox comandava a Jukebox e as portas e janelas haviam sido equipadas com abafadores de som, dessa forma nenhum barulho sairia dali e chamaria a atenção dos professores. O transporte dos alunos de outras casas até a Lux foi organizado por Kalani e Anabela, que cuidaram para que viessem em pequenos grupos de 5 para não tumultuar os corredores. A comida ficou toda nas mãos de Danielle e Bianca, que encomendaram tantos doces e comidas salgadas em um restaurante bruxo de Paris que eu começava a ficar feliz por ter toda aquela gente, ou nunca daríamos conta de comer aquilo tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Está gostando da festa? – Danielle se atirou no pufe ao meu lado com uma caneca de cerveja amanteigada na mão e derrabou quase tudo – Ops! Desculpa!&lt;br /&gt;- Acho que já chega de cerveja pra você, não acha?&lt;br /&gt;- Hoje é dia de celebrar, você e Andreas estão fazendo 18 anos! Os mais velhos da turma! Por que está com essa cara feia?&lt;br /&gt;- Não estou de cara feia, estou gostando da festa. Não posso sentar por cinco minutos?&lt;br /&gt;- Não, não pode – Marcel surgiu na minha frente e pegou minha mão, me puxando pra cima dele – Vamos dançar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcel me puxou para o meio da pista improvisada no salão comunal, onde a maioria dos alunos se espremia para dançar twist, a nova febre das festas. As músicas eram um de grupo novo chamado The Beatles, que só Marcel parecia conhecer, mas fizeram muito sucesso na festa. O som era bom e me deixei levar pela música animada, mas empaquei de repente no meio da pista quando meus olhos viram Kwon dançando com Nani, e para o meu total choque, eles estavam se beijando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que foi? – Marcel parou de dançar quando viu a minha cara.&lt;br /&gt;- Eles não são irmãos? – perguntei sem reação e ele entendeu o que estava olhando.&lt;br /&gt;- Vem pra cá – e saiu me rebocando da pista até um canto da sala.&lt;br /&gt;- Como isso aconteceu? Quando isso aconteceu? – perguntei ainda tonta.&lt;br /&gt;- Foi essa semana. Ontem, pra ser mais preciso. Kwon me disse que eles estavam apaixonados, já tinham conversado com Kalani e não precisavam mais esconder.&lt;br /&gt;- E você não me contou nada? – bati em seu braço, mas não sabia se por raiva ou impulso.&lt;br /&gt;- Sinto muito, Olivia, mas Kwon nunca olhou pra você do jeito que olha pra Nani – Marcel foi cruel em dizer aquilo e o olhei chocada – Ele a vê como vocês são, apenas amigos. Nunca passou disso e nunca ia passar.&lt;br /&gt;- Porque está falando assim comigo?&lt;br /&gt;- Porque quero que você pare de correr atrás de quem não quer nada com você e preste atenção em quem quer.&lt;br /&gt;- Ninguém quer nada comigo, Marcel. Essa idéia idiota toda deveria gerar alguma reação nele, mas não aconteceu nada.&lt;br /&gt;- É, acho que no fundo, vocês são almas gêmeas mesmo – Marcel soltou uma risada nervosa e debochada – Kwon nunca percebeu que você gostava dele e você também não percebe o obvio!&lt;br /&gt;- Do que você está falando? Que óbvio eu não percebo?&lt;br /&gt;- Que sou eu que gosto de você!&lt;br /&gt;- O que? – falei depois do que pareceu uma eternidade em silêncio.&lt;br /&gt;- Eu sei que não era pra ser assim, mas passar todo esse tempo com você só me fez bem, eu nunca fui tão feliz contando uma mentira. Foi inevitável não me apaixonar por você.&lt;br /&gt;- Apaixonar? Marcel, o quanto você bebeu hoje?&lt;br /&gt;- O bastante pra ter coragem de ser sincero com você, mas não o suficiente para não saber o que estou dizendo ou me arrepender. É a dosagem perfeita – como eu não disse nada, ele continuou – Sei que vai dizer que gosta do Kwon, mas ele agora tem namorada. Se antes não aconteceu nada, não vai ser agora que vai acontecer. Ele não está disponível pra você, mas eu estou. Eu sei que você me acha imaturo e bobalhão, mas acho que nesses 7 meses provei que posso ser um cara legal.&lt;br /&gt;- Eu nunca disse que você era imaturo e bobalhão.&lt;br /&gt;- Mas não anula o fato de que pensava. Me dê uma chance de provar que posso fazer você feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes que eu pudesse reagir, fui puxada para o meio do salão por vários pares de mão enquanto um carrinho com o bolo era empurrado até meu irmão e eu. O parabéns acabou quem ainda não tinha nos cumprimentado veio nos abraçar, mas quando me vi livre da multidão, já não encontrei mais Marcel. Danielle percebeu minha expressão frustrada e perguntou o que tinha acontecido. Decidi ser sincera e contei toda a historia, desde o começo em Julho até 5 minutos atrás, quando Marcel confessou estar gostando de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que eu faço? – perguntei completamente perdida.&lt;br /&gt;- COMO ASSIM O QUE VOCÊ FAZ? – Danielle gritou e algumas pessoas olharam – Quer saber o que você faz? Vai até lá e se atira nos braços dele, ora!&lt;br /&gt;- Assim sem mais nem menos?&lt;br /&gt;- Eu não te entendo, Liv, sério. Você tem o estereótipo da garota que sonha com o dia que o príncipe encantado vai aparecer e viver com ele feliz para sempre, e quando tem um príncipe de verdade se dizendo apaixonado por você, você recua! Tudo bem que ele não é encantado e ta mais pra vir numa vassoura do que num cavalo, mas é o garoto mais disputado da escola, aos seus pés. Quase todas as meninas daqui queriam estar no seu lugar E VOCÊ ESNOBA!&lt;br /&gt;- Eu não estou esnobando, só nunca imaginei ouvir isso dele e fiquem sem reação!&lt;br /&gt;- Fale a verdade pra mim. Nesses 7 meses que vocês fingiram namorar, você não se pegou nem ao menos uma vez imaginando como seria se fosse verdade? Não pensou nem por um segundo que talvez pudesse enxergar Marcel de uma forma diferente? – não respondi nada e ela riu – Bom, dizem que quem cala consente, não é? Você não tem nada a perder, amiga.&lt;br /&gt;- Tenho sim, a amizade dele se isso não der certo. Gosto do Marcel e não quero me afastar dele se as coisas não saírem como ele fantasiou.&lt;br /&gt;- Mas e se ele for o &lt;em&gt;“escolhido”&lt;/em&gt; – ela brincou com o jeito de falar e ri um pouco – E se Marcel for a pessoa com quem você vai passar o resto da sua vida, casar e ser feliz? Somos todos amigos desde que ainda usávamos fraldas, ele não vai se afastar de você caso não dê certo. Não acha que vale a pena pagar pra ver?&lt;br /&gt;- Acho que ele ficou chateado, nem o vi por perto quando estavam cantando parabéns.&lt;br /&gt;- Sua chance de se redimir é agora, olha ele ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Danielle apontou pro outro lado do salão comunal, onde Marcel estava sentado sozinho vendo as pessoas dançando, e ria sem muita empolgação de alguma que Philipe e Kalani diziam. Deixem Danielle sozinha no sofá e fui até o outro lado, parando na frente dele e estendendo a mão. Ele me olhou surpreso, mas segurou minha mão se levantando e no mesmo instante o beijei. Quando me afastei, ele tinha um sorriso tão verdadeiro no rosto que era impossível não sorrir também. Danielle tinha razão: não sabia se ia dar certo, mas valia à pena tentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Well she looked at me, and I, I could see&lt;br /&gt;That before too long I'd fall in love with her.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Whoah, we danced through the night,&lt;br /&gt;And we held each other tight,&lt;br /&gt;And before too long I fell in love with her.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;I Saw Her Standing There – The Beatles&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905796-8186773425392342933?l=fablesbeauxbatons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/feeds/8186773425392342933/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905796&amp;postID=8186773425392342933&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/8186773425392342933'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/8186773425392342933'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/2010/02/todos-prontos-andreas-pegou-o-apito-da.html' title=''/><author><name>um aluno de Beauxbatons</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08263899301418645554</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-jmsjUlraUM/SL6SUF-a01I/AAAAAAAAAAM/ZY7fq13Af24/S220/anarquia%5B1%5D.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905796.post-710091450936185848</id><published>2010-01-19T05:37:00.000-08:00</published><updated>2010-01-19T05:54:06.497-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Janeiro de 1960&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após umas férias de final de ano agitadas, era hora de voltar para a escola e continuar com a nossa rotina de estudos para os NIEM’s. AJ demorou a voltar e todos estávamos preocupados com ele, claro Alice estava mais, mas Tristan estava tenso, com a demora de nosso amigo, eu era a única dos três a tentar manter a calma, mas estava ficando dificil. Não poderia dizer a eles que eu mantinha a calma, porque meu cunhado Kyle, de uma forma que ele não havia me explicado, tentava monitorar a segurança dos Chronos, e ele apenas me dizia que AJ e a mãe estavam bem, que logo eles estariam em casa. E com o estado delicado de Alice, eu não queria assusta-la, não quando nem eu conseguia entender direito, que tipo de auror era o meu cunhado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada um de nós, tinha seus próprios problemas para resolver e eu não era uma exceção, já que eu também era a editora do jornal da escola e tinha muitas coisas para decidir e fazer, antes de nos formarmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ok, já temos a matéria de capa, e preciso colocar um aviso para os alunos do sétimo ano, que na próxima semana faremos as fotos para o anuário...- eu disse enquanto riscava mais um item da agenda e engolia um pouco de suco de abóbora do jantar.&lt;br /&gt;- De novo? Mas já nos fotografaram a semana passada. – remungou Andreas e eu respondi:&lt;br /&gt;- Agora serão as fotos individuais, onde cada um de nossos amigos poderá assinar e deixar uma dedicatória, algo mais descontraído... Nada parecido com um selo comemorativo.- provoquei:&lt;br /&gt;- E ela era tão quietinha quando chegou aqui...É...más companhias fazem isso.- ele respondeu e&lt;br /&gt;ele e Tristan bateram as mãos no ar, trocando cumprimentos.&lt;br /&gt;- Sabe poderíamos fazer uma edição especial, com a foto de todos os colunistas no final do ano letivo o que acham?- sugeriu Olivia.&lt;br /&gt;- É, ai poderemos conhecer a tão famosa ‘Shirley’, até agora não entendo como somente a Millie e a professora Molineux sabem quem ela é? Aposto que é uma gatinha. - disse Yanic e eu disse rindo:&lt;br /&gt;- Bom, eu acho que uma matéria com os colunistas ficaria ótima, e espero que a Shirley aceite fazer a foto, aposto que será memorável. Talvez ela seja uma das poucas, que ainda não sucumbiu ao seu charme Yanic...&lt;br /&gt;- Quer apostar que eu a conquisto??- e os meninos começaram a se mexer para formar um bolão de apostas, dando seus palpites.&lt;br /&gt;- Mesmo que ela seja um trasgo? Tenha pernas cabeludas?- e Yanic respondeu rindo:&lt;br /&gt;- Não existe mulher feia, você apenas bebeu pouco.- e rimos com ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos despedimos de Kwon, Andreas, Anabela e Jude, pois iriam colocar a rádio no ar e ficamos conversando e rindo e de repente ouvimos o bater de asas, tão conhecido indicando o correio coruja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estranhamos, pois normalmente elas apareciam de manhã e uma assim, à noite devia ser muito urgente. Todos no salão observaram a coruja vir diretamente até a nossa mesa e pousar na minha frente, e percebi uma carta trouxa amarrada em sua pata.&lt;br /&gt;Peguei a carta e dei a ela um pedaço de maçã e ela levantou vôo. Meus amigos estavam tão apreensivos quanto eu, então abri logo a carta. Minha expressão devia estar mudando rapidamente à medida que eu ia lendo, que Alice perguntou preocupada:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aconteceu alguma coisa séria Millie?&lt;br /&gt;- É uma carta de uma editora querendo publicar minhas estórias infantis e quer usar minhas ilustrações... - e fui levantando a vista e encarando cada um de meus amigos, que pareciam tão espantados quanto eu.&lt;br /&gt;- Estórias Infantis? Mas você não escreve con...quer dizer, artigos para o jornal?- perguntou AJ, mas não respondi, voltei a olhar para a carta e ao final, a editora se dizia encantada pelo meu estilo de escrever e pelos desenhos cheios de vida das figuras...&lt;br /&gt;- Ela diz que leu “O esquilo Trica-nozes”...- e nessa hora a rádio começou a a transmitir a nova novela, e todos fizeram silencio, enquanto eles começavam a falar, segurei a carta na mão e comecei a ouvir os anúncios e depois o nome da novela, “Os ricos também choram...”mas quando eles começaram a transmissão, levantei derrubando a cadeira:&lt;br /&gt;- O que foi isso Millie?- quis saber Derek assustado, enquanto eu sacudia as mãos desesperada:&lt;br /&gt;- Eles precisam parar de transmitir isso... Eu não autorizei... - e nesta hora caiu de dentro do envelope, um cartão de agradecimento. Peguei o cartão e depois de ler, me lembrei que meu namorado, era o único a não demonstrar espanto por causa da carta.&lt;br /&gt;- Tristan... O que está acontecendo aqui?- eu perguntei tremendo e acho que minha voz devia estar um pouco esganiçada, porque as pessoas começaram a olhar:&lt;br /&gt;- Ok, eu confesso: fui eu que enviei uma cópia do seu livro para esta editora, eu a conheci no restaurante onde eu trabalhei e pelo jeito eu tinha razão. Ela adorou suas estórias, e a novela da rádio, também fui eu, eles gostaram da sua novela romântica, então... Parabéns, agora você vai ser uma autora conhecida e publicada!- e sorriu, e nesta hora eu devo ter enlouquecido, porque saquei a varinha e apontei para ele e em minha mente eu gritei: estupefaça, e o joguei longe, e as pessoas gritaram assustadas.&lt;br /&gt;- Hey, o salão não é lugar de duelos. O que está havendo aqui?- perguntou Philipe, enquanto Tristan levantava e me encarava pasmo, enquanto eu perguntava:&lt;br /&gt;- Como você fez isso?? Ou melhor como você pode fazer isso comigo?&lt;br /&gt;- Amorzinho, vamos conversar em algum lugar mais reservado...&lt;br /&gt;- Por quê? Você não respeitou a minha privacidade, porque devo respeitar a sua?- perguntei tensa.&lt;br /&gt;- Vocês aí circulando, ou vou descontar pontos de todos.- disse Philipe sério dispersando as pessoas que se juntavam ao nosso redor.- mas percebi que AJ, Alice, Derek, Dani e o próprio Philipe, continuavam perto de nós.&lt;br /&gt;- Vocês sabiam?- olhei para eles rapidamente fizeram que não com as cabeças e voltei meu olhar para Tristan que começou a falar rápido:&lt;br /&gt;- Millie você é uma escritora incrível, e quando vi o livros que você deu aos seus sobrinhos, os achei tão bons, que pensei que outras crianças também deveriam ter a oportunidade de ouvir estórias tão bonitas e de ver aquelas ilustrações... Eu sei que você, tímida do jeito que é, não procuraria alguém para publicar, então eu fiz cópias através da magia, e a mostrei para a senhora Markham.É uma editora pequena, mas muito responsável, e nunca a enganaria.Tanto que ela está te oferecendo um contrato não é?&lt;br /&gt;- E a novela? Onde você a conseguiu?- perguntei friamente.&lt;br /&gt;- Você me emprestou alguns livros e ela estava junto... Mostrei a Andreas, que achou a trama muito interessante e resolveu colocar no ar, ele queria falar com você sobre isso, mas eu não deixei. Eu disse a ele que seria uma ótima surpresa para você, não pensei que você fosse se chatear. - ele disse e tentou se aproximar de mim e eu novamente ergui a varinha, o mantendo afastado:&lt;br /&gt;-Sabe, porque eu escrevo estes contos, as novelas, as estórias infantis...? Não é só porque eu amo escrever, mas foi a forma que encontrei de poder manter viva, a memória dos meus pais, e poder transmitir o amor que eles deram a mim e a minha irmã para os meus sobrinhos que nunca vão conhecer os avós, mas de alguma forma se sentiriam próximos por eles. Cada um dos livros que você viu, eram presentes pessoais.&lt;br /&gt;- Descul...&lt;br /&gt;- Ainda não acabei.- disse ríspida e ele se calou:&lt;br /&gt;- Se eu não havia procurado uma editora, era porque eu não estava pensando em publicá-los, não agora. Qual é, eu sou a editora chefe do jornal da escola, não acha que eu poderia pedir para professora Cecile me ajudar? Ou então começar a publicar meus contos no jornal? Acha que eu não sou capaz de decidir por mim mesma, quando algo de minha autoria é bom? Você me acha tão estúpida assim? Não, não se incomode, eu respondo esta: Deve achar ou não teria tomado para si o poder de decidir expor algo que pertencia a mim.&lt;br /&gt;- Millie, acalme-se... Deixe-explicar, por favor...- disse Tristan, e pensei sentir um pouco de apreensão em sua voz, mas ignorei:&lt;br /&gt;- Mesmo que você passasse um ano se explicando, não adiantaria nada Tristan. Você traiu a minha confiança, e sinceramente eu não consigo mais olhar para você sem me perguntar como eu pude me enganar tanto com alguém. Agora sim, eu acabei... Ou melhor, acabamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saí correndo do salão principal, deixando as pessoas chocadas para trás, e enquanto eu fazia o caminho para a Lux, ouvia nos auto falantes da escola, a minha primeira radio novela sendo transmitida e eu não estava me sentindo feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;If you knew just how I really feel&lt;br /&gt;You might return and yet&lt;br /&gt;There are so many times&lt;br /&gt;That people have to love and then forget&lt;br /&gt;Oh there might have been a way somehow&lt;br /&gt;I have to force myself to say&lt;br /&gt;It's over&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Nota da autora:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A história infantil citada, é de autoria de Beatrix Potter, uma grande autora inglesa, que criou Peter Rabbit. E a novela citada "Os ricos também choram", foi uma novela exibida pelo SBT, que foi um sucesso mundial.Trecho da música, It’s Over, de Elvis Presley.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905796-710091450936185848?l=fablesbeauxbatons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/feeds/710091450936185848/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905796&amp;postID=710091450936185848&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/710091450936185848'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/710091450936185848'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/2010/01/janeiro-de-1960-apos-umas-ferias-de.html' title=''/><author><name>Millie Von Griffin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02921409048643146287</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_1R7jnnYKXNU/S1W3VQ3_gQI/AAAAAAAAAAM/22BW3_ta_zM/S220/Millicent.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905796.post-2270734357050196770</id><published>2010-01-18T18:14:00.000-08:00</published><updated>2010-01-18T18:15:13.247-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Janeiro de 1960&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bati! – Danielle abriu as cartas na mesa e puxou toda minha pilha de fichas.&lt;br /&gt;- Dê as cartas outra vez – respondi sério, devolvendo as minhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já passava da meia noite e não havia uma alma viva acordada na Lux, exceto por Danielle e eu. Preocupado com Remy, que havia se sentido mal durante o dia e precisado passar um bom tempo na enfermaria, perdi o sono e ganhei a companhia de Danielle, que não conseguia dormir por estar com coisas demais na cabeça. Segundo ela, pensar muito às vezes atrapalhava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tem certeza? Podemos pular toda a burocracia de ter que jogar e você podia me dar logo o dinheiro, já perdeu cinco partidas mesmo – ela zombou – O que há com você, afinal? Nunca te vi perder tantas partidas de Snap Poker seguidas.&lt;br /&gt;- Estava um pouco distraído, só isso. Vamos, dê logo as cartas, não vou perder pela 6ª vez.&lt;br /&gt;- E o que te distrai? Por acaso está pensando na namorada? – ela perguntou em tom de deboche, distribuindo as cartas mais uma vez.&lt;br /&gt;- É, mas não do modo que está pensando – ela me olhou intrigada – Ela está tentando me tirar do sério.&lt;br /&gt;- Sinto um desequilíbrio entre Fred Astaire e Ginger Rogers – ela zombou outra vez, mas continuei sério e ela parou – Ok, o que eu perdi?&lt;br /&gt;- Ela não para de falar no Kwon! – explodi, atirando as cartas na mesa – O tempo todo, tudo é o Kwon! Que ele é isso e aquilo, e que não sabe como fazer para que ele a note, blá, blá, blá. Não sei se ela já notou que gosto dela e está fazendo isso para me irritar ou se não percebeu nada mesmo.&lt;br /&gt;- A Olivia que conheço jamais faria isso sabendo que você gosta dela – Danielle a defendeu – Ela não deve ter percebido nada, ela nunca percebe as coisas.&lt;br /&gt;- Que seja, mas está me tirando do sério de qualquer jeito. Preciso acabar com isso, antes que acabe comigo.&lt;br /&gt;- E o que você pretende fazer? Quer que eu converse com ela e tente contornar isso?&lt;br /&gt;- Não, obrigado, posso cuidar disso sozinho – recolhi as cartas da mesa e distribui entre nós dois – Vamos jogar outra vez, não vou deixá-la bater de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Danielle ficou me encarando com ar de curiosidade e preocupação, mas não perguntou o que eu tinha em mente e continuamos a jogar Snap Poker. Não tinha um plano elaborado, mas sabia que precisava tirar Kwon do meu caminho, e a qualquer preço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;ººººº&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A jogatina com Danielle no salão comunal da Lux durou toda a madrugada. Sem sono nenhum, viramos a noite jogando todos os tipos de jogos de carta que conhecíamos, tanto trouxas quanto bruxos, e colocamos a conversa em dia. A correria diária do 7º ano, os treinos de quadribol e a preocupação constante com Remy não me deixavam tempo para saber, por exemplo, que Danielle vinha sendo atormentada pela irmã gêmea de Henri, Estelle, e que tentava sobreviver à perseguição dela sem terminar o dia com uma passagem só de ida para Azkaban. Boa parte da madrugada insone foi dedicada a insultos a Estelle e demos boas risadas, o que acabou por tirar um pouco do peso de tudo que Danielle vinha enfrentando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se a noite foi de risadas e disposição, o dia seguinte foi exatamente o contrario. Graças à noite em claro, as aulas da terça-feira não renderam em nada. Danielle e eu passamos o dia inteiro nos escorando pelos cantos, cochilando enquanto os professores falavam e na hora do almoço, enquanto nossos amigos tagarelavam animados do nosso lado. Olivia até esqueceu sua obsessão por Kwon, curiosa para saber por que estávamos tão cansados. Havíamos optado pela tortura e não contamos a ele que havíamos passado a noite batendo papo, deixando todos com suas teorias furadas e a curiosidade em alta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Danielle lutava para não dormir em sua aula favorita, Botânica, e eu já cochilava escondido atrás de algumas mudas de Bubotúberas quando Andreas me cutucou e acordei assustado, derrubando os vasos no chão e chamando a atenção de toda a turma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que? – perguntei mal humorado e ele me ajudou a recolher os vasos.&lt;br /&gt;- Sério, o que você e Dani andaram fazendo essa noite? Nunca vi você cochilar em DCAT e aposto que nem sabe sobre o que foi a aula de hoje.&lt;br /&gt;- Me acordou só pra testar minha memória?&lt;br /&gt;- Não, só pra lembrá-lo de que hoje temos radio novela às 20h. Jude quer revisar o texto já que a novela é nova, então temos que chegar lá às 18h.&lt;br /&gt;- Estarei lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminamos de recolher as plantas e remendei os vasos quebrados, recolocando todos no lugar e voltando ao meu cochilo. Nunca um dia se arrastou tanto e quando o sinal anunciando o fim das aulas finalmente tocou, me arrastei sozinho até a rádio enquanto o resto do elenco ia jantar. Nani era a única pessoa na rádio, encarregada de colocar as primeiras músicas do dia no ar e já com um grosso caderno na mão, que reconheci de imediato como o script da novela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Largaram você sozinha aqui? Isso é trabalho escravo, você pode denunciar o Kwon – brinquei entrando na sala e ela riu.&lt;br /&gt;- Jude pediu que viesse mais cedo porque ela precisava terminar um trabalho de Literatura Mágica pra amanhã antes de vir pra cá – sentei ao seu lado na mesa e ela me estendeu um pedaço solto do caderno – Sua parte, se quiser começar a estudar.&lt;br /&gt;- Os ricos também choram – li o nome na capa do script – É a novela da Millie, não é?&lt;br /&gt;- É sim, Kwon e Jude trabalharam a semana toda para transformar ela em radio novela, ficou muito legal.&lt;br /&gt;- Bom, então vamos começar a trabalhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espantei o sono e Nani começou a me ajudar a passar o texto do dia, mas logo Kwon chegou e nos fazer companhia. Vê-lo entrando na rádio me fez lembrar o tormento que Olivia estava me fazendo passar e não consegui mais me concentrar na passagem de texto. Enquanto ele e Nani liam o roteiro diversas vezes, ficava martelando na cabeça uma maneira de afastar da cabeça dela a idéia de que Kwon poderia notá-la. A única solução que voltava sempre a mente era que, se ele tivesse uma namorada, ela talvez desencanasse, mas Kwon era a pessoa mais introspectiva da face da Terra, quem ia namorá-lo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta me atingiu como uma estrela cadente, até pude sentir o brilho daquele plano. A única pessoa no mundo, além de Olivia, que parecia achar a nerdice de Kwon interessante estava sentada na cadeira ao meu lado, e parecia facilmente manipulável. Eu iria transformar Kwon e Nani no casal sensação de Beauxbatons, ou não me chamo Marcel!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905796-2270734357050196770?l=fablesbeauxbatons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/feeds/2270734357050196770/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905796&amp;postID=2270734357050196770&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/2270734357050196770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/2270734357050196770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/2010/01/janeiro-de-1960-bati-danielle-abriu-as.html' title=''/><author><name>um aluno de Beauxbatons</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08263899301418645554</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-jmsjUlraUM/SL6SUF-a01I/AAAAAAAAAAM/ZY7fq13Af24/S220/anarquia%5B1%5D.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905796.post-2053623005883516613</id><published>2009-12-07T04:43:00.000-08:00</published><updated>2011-05-02T10:17:22.170-07:00</updated><title type='text'>Novo começo</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Lembranças de Alderan J. Chronos e Alice Oceanborn&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Última Semana de Férias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“ Millie, preciso conversar com você. Por favor, me avise quando puder ir à sua casa.&lt;br /&gt;        Alice.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“ Alice, o que aconteceu? Fiquei preocupada! Pode vir aqui em casa amanhã, na parte da tarde. Estaremos só eu e minha irmã.&lt;br /&gt;       Millie.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Boa tarde, Sra. Mcgregor, combinei com a Millie de visitá-la. – Alice falou, sorrindo para Virna, que sorriu para ela também, porém percebeu como seus olhos estavam inchados e ela parecia pálida.&lt;br /&gt;- Você sempre é bem vinda, Senhorita Oceanbourn. Ela está no quarto, conhece o caminho?&lt;br /&gt;- Conheço, muito obrigada. – Alice falou, subindo as escadas com rapidez, enquanto conseguia manter as aparências. Assim que chegou no corredor que levava ao quarto de Millie, ela parou para respirar e recostou-se à parede, tentando manter-se calma. Virna era curandeira, ela notaria sua aparência apática e seus olhos vermelhos... Assim como Millie. Não havia como esconder de sua melhor amiga...Alice, tomando coragem, bateu à porta de Millie, e ouviu a voz conhecida de sua amiga do outro lado.&lt;br /&gt;- Entre.&lt;br /&gt;Alice abriu a porta a tempo de ver Millie virando-se na cadeira, deixando de lado um de suas histórias que ela tanto gostava de escrever, para olhar para a porta. Foi imediato, Alice não conseguia mais segurar, e entrou no quarto correndo, chorando, jogando-se nos braços de Millie, que a abraçava preocupada.&lt;br /&gt;- Alice, o que aconteceu?&lt;br /&gt;- Millie...Millie! – Alice parecia não conseguir falar, e Millie a sentou em sua cama, com ela abraçada em seu colo, chorando longamente. O coração de Millie ficou apertado, mil coisas passavam pela sua cabeça, e todas envolviam AJ machucado ou pior, ou então, Tristan.&lt;br /&gt;- Calma, Alice, eu estou aqui com você. Acalme-se e conte-me o que aconteceu.&lt;br /&gt;- AJ... Alderan... – Alice começou a balbuciar em meio aos soluços, deixando Millie ainda mais preocupada.&lt;br /&gt;- O que aconteceu com o AJ? Ele está bem? Você teve algum pressentimento ruim? – Millie falou, enquanto acariciava lentamente os cabelos de Alice, tentando acalma-la.&lt;br /&gt;- Eu estou grávida! – Alice disparou, mergulhando novamente nos braços de Millie. Ela ficou chocada, estática sem saber o que fazer, apenas encarando aquela garota que chorava desesperadamente em seu colo. Mas no momento seguinte, seus olhos brilharam e ela começou a chorar também, não de tristeza, mas de felicidade.&lt;br /&gt;- Isso é maravilhoso, Alice! Meus parabéns!&lt;br /&gt;- Maravilhoso?! – Alice falou, sem entender.&lt;br /&gt;- O AJ vai adorar! – Millie falou, abraçando Alice com força, as duas choravam agora.&lt;br /&gt;- Eu sei... Mas e nossas famílias? AJ não pode passar por mais nada agora, eu não me perdoaria...&lt;br /&gt;- A Senhora Rigel vai adorar ter um netinho! Ele será uma benção para eles! E seus pais, sabem?&lt;br /&gt;- Ainda não...Apenas você sabe...Eles ficarão um pouco irritados comigo, mas sei que vão gostar. Queria que o AJ estivesse logo aqui...Queria que ele fosse o primeiro a saber, mas não tem como contar isso por carta! – Alice falou, ainda chorando, mas um pouco mais calma.&lt;br /&gt;- Tudo vai ficar bem. Mas por que esse desespero todo se sabe que o pai da criança irá amá-la e aceita-la?&lt;br /&gt;- AJ é um amor de garoto, ele vai adorar...Mas e o restante das pessoas? Nesse momento tudo que o AJ e os Chronos não precisam é de outro escândalo.&lt;br /&gt;- Pare de pensar no que os outros vão achar! O que importa é você e aqueles que você gosta! Você está feliz?&lt;br /&gt;- Muito... – Alice falou, com um sorriso sincero, enquanto colocava a mão sobre a barriga.&lt;br /&gt;- Então isso é o importante. AJ vai te apoiar, assim como seus pais, a Sra. Rigel e seus amigos. Estamos com você! – Milli falou, abraçando a amiga, que ficou um longo tempo apertada em seus braços.&lt;br /&gt;- Obrigada, Millie, eu não agüentava mais manter isso apenas para mim, queria muito falar com você.&lt;br /&gt;- Eu que agradeço por me contar, fiquei muito feliz. E quero ser madrinha da criança! Você quer que minha irmã te examine?&lt;br /&gt;- Nós vamos querer você e Tristan como padrinhos. Eu gostaria. Não quero me consultar com nenhum outro médico por enquanto, e apesar de tudo, sei que posso confiar em sua irmã.&lt;br /&gt;- Vou pedir para ela não comentar nem com o Kyle, até você contar para o AJ. Espero que ele volte logo. Só não mando uma carta assim, pois ele ficaria preocupado com você.&lt;br /&gt;- Obrigada, Millie, muito obrigada...&lt;br /&gt;Alice falou, deitando a cabeça no colo da amiga. Agora eram lágrimas de felicidade que escorriam de seus olhos, enquanto ela acariciava o ventre, que carregava o filho do homem que amava. Millie também sorria, acariciando os cabelos da amiga. Pouco tempo depois, as duas desceram e conversaram com Virna, que apesar de chocada, aceitou ajuda-las e não contar a ninguém.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Semana Seguinte – Primeiro dia de aula.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ninguém tem notícias do AJ? – Marcel perguntou, enquanto almoçavam.&lt;br /&gt;- Nada, a última vez que ele me mandou uma carta, foi quando esteve na Alemanha, dizendo que haviam escolhido a sede do clã. – Tristan falou, lembrando da carta do amigo.&lt;br /&gt;- Ele me mandou uma carta da Alemanha também, dizendo que havia encontrado o irmão e um novo aliado. – Alice explicou sua voz cheia de ansiedade e preocupação, enquanto devorava o segundo prato, fazendo todos os garotos olharem para ela chocados. – Eu quero que ele volte logo...&lt;br /&gt;- Com certeza seria bom se ele voltasse logo. Então que aulas vocês se inscreveram esse ano? – Millie perguntou, desviando do assunto de AJ e a atenção de Alice, pois sabia que Alice estava preocupada com a demora dele, e não queria que mais ninguém notasse seu estado. Já era difícil esconder os enjôos recentes de Alice, e as duas fingiam que ela estava um pouco doente. Alice entrava agora na 5ª semana de gestação e apenas três pessoas sabiam disto. Millie lembrou-se de brigar com o AJ por ele demorar tanto.&lt;br /&gt;Um dia inteiro passou, e não tiveram nenhuma notícia de AJ, ou de sua mãe. Nem mesmo o diretor sabia o paradeiro dos Chronos, e até mesmo ele começava a ficar preocupado. Quanto Alice, ela estava cada vez mais ansiosa e preocupada, sem conseguir descansar direito. Millie tentava acalma-la, mas sem sucesso, conseguindo faze-la ficar mais calma apenas quando falou que poderia fazer mal à criança. As duas foram dormir tarde aquela noite, pois Alice tivera mais enjôos e a amiga a ajudou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vocês demoraram! Nós estávamos ficando preocupados com vocês! – O Diretor falou, enquanto dava as boas vindas a três visitantes no portão de entrada de Beauxbatons. Chovia muito e o diretor, junto de mais dois professores levavam guarda-chuvas para protege-los. Charleston ofereceu o braço para a Sra. Chronos, que aceitou, protegendo-se da chuva.&lt;br /&gt;- Perdoe-nos, Hanlin, não conseguimos chegar a tempo, tivemos alguns problemas no caminho. – Rigel falou, enquanto caminhavam rapidamente para o castelo.&lt;br /&gt;- Eu fiquei sabendo, vocês enfrentaram e acabaram com os planos de um necromancer.&lt;br /&gt;- Sim, e ainda encontramos Procyon, há algo mais pro trás disso tudo. – Alderan falou, enquanto eles entravam no salão principal. – Diretor, gostaríamos de apresenta-lo Ragnar Ragnarson, ele aceitou unir-se a nós.&lt;br /&gt;- Muito prazer, Ragnar, é com grande felicidade que vejo que os Chronos não estão sozinhos.&lt;br /&gt;- Tenho certeza que eles nunca estarão, senhor. – Ragnar falou, apertando a mão do Diretor, enquanto todos secavam as roupas com a varinha.&lt;br /&gt;- Sr. Chronos, seus amigos o procuraram durante o dia inteiro, devo recomendar que os procure rapidamente.&lt;br /&gt;- Vou procura-los agora mesmo, obrigado senhores. – Alderan falou, enquanto se despedia.&lt;br /&gt;Ele decidiu falar primeiro com Alice, pois sentia saudades dela, e algo dentre dele parecia chamá-la. Mas ele não sabia como ir até o dormitório feminino, então no segundo andar conjurou seu patrono, e pediu que sua águia prateada a procurasse, pedindo que ela o encontrasse próximo da varanda do terceiro andar. Sua águia piou rapidamente, antes de alçar vôo, indo na direção do dormitório das garotas. Alderan foi para a varanda, e ficou olhando a chuva bater na imensa porta de vidro, perdido em seus pensamentos. Havia tanto para contar para ela, tanto para falar das coisas que ele viu e fez. Enquanto pensava nela, ele ouviu passos apressados descendo as escadas e virou a tempo de ver Alice correndo, enrolada em uma camisola azul clara. Ele sorriu para ela, e foi em sua direção, começando a correr também quando viu que ela chorava. Ela se jogou em seus braços e ele a abraçou com força, acariciando seus cabelos, enquanto ela soluçava em seus braços.&lt;br /&gt;- Alice, o que houve querida? Aconteceu alguma coisa? – Ele perguntou, abraçando-a com mais força, preocupado e com medo. Ela estava pálida, os olhos vermelhos e parecia meio fraca. Ela porém não respondeu nada, apenas abraçada a ele, enquanto lágrimas desciam dos seus olhos e ela o abraçava com todas as suas forças.&lt;br /&gt;- Ainda bem que você voltou... – Ela conseguiu falar, mergulhando o rosto em seu peito, achando o carinho e o calor dele.&lt;br /&gt;- Eu estou ficando preocupado, aconteceu alguma coisa? Você está bem? Alice... – Ela o beijou, enquanto ele falava, abraçando-o com força, e mantendo-o próximo de si. Depois de um longo tempo, eles pararam de se beijar e ela encostou a sua testa na dele, enquanto o encarava nos olhos, ainda com lágrimas.&lt;br /&gt;- AJ...Não, tenho um jeito melhor. – Ela falou sorrindo, e pegando uma das mãos de Alderan, a colocou sobre sua barriga. Ela estava com apenas 5 semanas, ainda era pouco tempo para poder sentir algum chute ou movimento do bebê, mas ela sabia que ele sentiria. E ele sentiu. Ela viu enquanto seus olhos mudavam da dúvida para o susto e depois para a alegria. Os olhos verdes encheram-se de lágrimas, que começaram a escorrer ao mesmo tempo em que um largo sorriso abria-se em seus olhos. Ele a abraçou e rodopiou com ela, parando depois, assustado, com medo de machuca-la, enquanto ela ria alto.&lt;br /&gt;- Você...Você está...&lt;br /&gt;- Estou esperando um filho seu, Alderan. – Alice falou, mais lágrimas descendo de seus olhos, enquanto ele a beijava feliz. Eles desceram lentamente ao chão, misturados entre sorrisos e choro de felicidade, abraçados enquanto riam. Ele a abraçou com força, mantendo-a presa em seu corpo, protegendo-a contra qualquer ameaça invisível. E como ela se sentia segura perto dele.&lt;br /&gt;- Eu estou tão feliz! – Ele falou, em meio as lágrimas enquanto beijava o ventre de Alice.&lt;br /&gt;- Eu tive medo de você não aceitar...Não quero te causar mais problemas.&lt;br /&gt;- Você nunca seria um problema, muito menos nosso filho!&lt;br /&gt;- Tive medo do que os outros iriam pensar sobre nós e sobre você.&lt;br /&gt;- Não importa o que os outros digam! Importa o quanto eu amo você e a criança que está esperando. Já contou para seus pais?&lt;br /&gt;- Não...Apenas você, Millie e Virna sabem...&lt;br /&gt;- Vem, minha mãe está aqui, vamos contar para ela. E tem alguém que quero apresentar a você, o Ragnar, ele é demais!&lt;br /&gt;Ele a ajudou a se levantar, praticamente pegando-a no colo, e ela foi contagiada pela alegria e pela energia dele, deixando-se levar às pressas, mas sem correr muito, para o primeiro andar, onde os outros ainda conversavam, porém Rigel e Ragnar estavam preparando-se para sair. AJ os chamou, e Rigel olhou para os dois, vendo mais do que estava a mostra, e entendendo quase que instantaneamente. Alderan sempre dizia que nada poderia ser escondido de Rigel com facilidade. Rigel começou a chorar também, enquanto abraçava o filho e aquela garota que parecia tão frágil e pequena de medo, enquanto os demais não entendiam o que se passava. Mas nada mais importava.&lt;br /&gt;O que importava era que havia felicidade ainda para os Chronos, que apesar da escuridão, ainda havia luz. E aquela criança era essa luz...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905796-2053623005883516613?l=fablesbeauxbatons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/feeds/2053623005883516613/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905796&amp;postID=2053623005883516613&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/2053623005883516613'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/2053623005883516613'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/2009/12/novo-comeco.html' title='Novo começo'/><author><name>Alderan J. A. Chronos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14889340533355710727</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_E0KRO4b8bz8/Siv17-19DsI/AAAAAAAAAAM/1nDRezmsjBg/S220/Alderan.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905796.post-1131004113778777468</id><published>2009-11-29T17:16:00.000-08:00</published><updated>2009-11-29T17:17:03.818-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Acordei tarde na manhã de sábado pela primeira vez desde que havia retornado a Beauxbatons, o que significava que havia perdido o café da manhã. Já não tinha mais ninguém no dormitório, assim como o salão comunal, que estaria totalmente deserto se não fosse por duas pessoas que conversavam no sofá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bom dia, bela adormecida – Marcel brincou ao me ver descendo as escadas – Está tudo bem? Nunca vi você dormir tanto.&lt;br /&gt;- Bom dia, meninos.  E está tudo bem sim, só estava cansada – respondi sorrindo - O que está fazendo aqui a essa hora? Não deveria estar no campo para os testes de quadribol? – perguntei apontando para o uniforme do time que ele já usava.&lt;br /&gt;- Eu não estava me sentindo bem e ele ficou pra trás – Remy respondeu com a voz fraca e sentei ao lado dele – Mas já estou melhor, pode ir, Marcel.&lt;br /&gt;- É, vá. Eu fico com ele – falei quando Marcel hesitou – Hoje é um dia importante para o campeonato de quadribol de Beauxbatons, você não vai querer perder.&lt;br /&gt;- Qualquer coisa me chama, por favor – ele olhou sério para Remy e ele assentiu – Obrigada, Liv.&lt;br /&gt;- Sem problemas – Marcel levantou e se apressou para chegar à porta, mas o alcancei antes que pudesse sair – Marcel, será que depois podemos conversar sobre essa história toda que inventamos? Não estou me sentindo bem.&lt;br /&gt;- Quer acabar com ela logo? – ele não pareceu surpreso quando confirmei com a cabeça – Tudo bem, mais tarde conversamos para decidir como vai ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele deu um sorriso que pareceu um pouco desapontado antes de sair, mas devia ser impressão minha. Conhecia Marcel há anos e sabia que ele estava sentindo falta de namorar de verdade, não apenas fingir. Devia estar desesperado para sair dessa relação de faz de conta e ficar livre para fazer o que quisesse, mas estava esperando que eu tomasse a iniciativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei o resto da manhã com Remy no salão comunal da Lux, conversando sobre bobagens para não deixá-lo se desanimar por estar doente. Tinha sido uma grande vitoria para ele conseguir a permissão de seus pais para freqüentar Beauxbatons e se tivesse alguma recaída, ninguém tinha duvidas de que eles o tirariam da escola no mesmo instante, e Remy não queria ir para casa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já estava perto da hora do almoço quando ele afirmou que estava se sentindo melhor e pediu para irmos assistir ao resto do teste para o time da Lux. Embora um pouco relutante, acabei o acompanhando até o campo. Os testes ainda estavam a todo vapor, uma fila de alunos ainda sem terem sido testados aguardavam sua vez e o deixei na arquibancada com Anabela e os outros meninos para ir ao banheiro. Ia sair para lavar as mãos quando ouvi duas vozes entrando e meu nome ser pronunciado pela dona da mais insuportável. Recuei e fiquei imóvel, ouvindo o que diziam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olívia? Irmã do Andreas? – Isabella perguntou quando entrou com Estelle no banheiro.&lt;br /&gt;- Existe outra Olívia nessa escola “namorando” o príncipe? – Estelle falou e notei o sarcasmo ao pronunciar a palavra namorando.&lt;br /&gt;- Mas porque você está cismada com o namoro deles?&lt;br /&gt;- Porque eu não acredito que seja real – Estelle falou confiante e senti minhas pernas tremerem – Ela não é pro bico dele, Marcel é popular demais para namorar uma mosca-morta como aquela garota. Eles não combinam e acho que estão de teatrinho. Aliás, acho não. Tenho certeza.&lt;br /&gt;- E por que eles estariam mentindo sobre isso? – Isabella não parecia convencida – Não faz o menor sentido.&lt;br /&gt;- Ah não sei, talvez ela esteja chantageando ele. Não se preocupe, vou descobrir isso.&lt;br /&gt;- Posso saber como pretende fazer isso?&lt;br /&gt;- Vou atingi-los no pronto fraco. Marcel é mulherengo, se esse namoro for mesmo de mentira, não vai resistir a uma garota se atirando para cima dele.&lt;br /&gt;- Então você vai dar em cima dele descaradamente?&lt;br /&gt;- E dizem que você não é esperta... – Estelle debochou da amiga – Vamos, quero estar no campo de quadribol quando os testes da Lux terminarem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvi a porta do banheiro fechar e abri a da cabine, sentindo que minhas pernas iam ceder a qualquer momento. Sim, ela estava certa sobre o nosso namoro, mas não podia deixar aquela garota insuportável conseguir o que queria. Voltei correndo para o campo e Remy e Anabela já estavam na parte baixa da arquibancada, praticamente no banco de reservas, onde uma pequena confusão movimentava o campo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que aconteceu? – perguntei esbaforida por ter corrido até lá.&lt;br /&gt;- O artilheiro cortado está criando caso porque perdeu a vaga para a Bia – Remy respondeu sem desviar a atenção do campo.&lt;br /&gt;- Cassel, Bianca foi melhor que você hoje, em todos os sentidos – Philipe tentava apaziguar a confusão – Não posso dar a vaga a você diante disso.&lt;br /&gt;- Seja homem e fale a verdade, só está dando a vaga a ela porque é sua namorada! – Tiago Cassel respondeu irritado – E qual é? Uma garota como apanhadora também? Esse time vai pro buraco esse ano!&lt;br /&gt;- Nosso time só tem a ganhar com a entrada das meninas, elas deram um show hoje – Marcel respondeu sem paciência.&lt;br /&gt;- Alexis e eu merecemos as vagas, seu otário – Bianca rebateu nervosa.&lt;br /&gt;- Cale a boca, garota! Só está toda valente porque tem um monte de homem pra te proteger!&lt;br /&gt;- Não preciso da proteção de ninguém pra quebrar a sua cara! Vem pra cima, vem!&lt;br /&gt;- Bia, segura a onda! – Philipe bateu com a mão no peito de Tiago quando ele avançou para cima dela e Marcel rebocou Bianca para longe da confusão – Já tomei minha decisão, os nomes que anunciar, por favor, dirijam-se ao vestiário, vocês estão no time: Bianca Latour, Kwon Perrineau, Marcel Grimaldi, Alphonse Bacellar, Levy Boniface e Alexis Martín. Os que não conseguiram, não desanimem. Ano que vem todos terão outra chance.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os seis selecionados por Philipe o acompanharam até o vestiário e os que restaram foram aos poucos deixando o campo. Procurei Estelle na multidão e vi que ainda estava no alto da arquibancada com a amiga, então pedi a Remy que ficasse no banco de reservas esperando até eu voltar e corri até a porta do vestiário para esperar Marcel sair. Ele saiu por último com Bianca e quando pedi para falar com ele a sós, ela piscou e deu a risada irônica que me cercava ultimamente, apertando o passo para alcançar Philipe e Kwon.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que cara é essa? – ele perguntou rindo e eu devia estar parecendo afobada.&lt;br /&gt;- Você não pode me trair com a Estelle! – falei atropelando as palavras e ele arregalou os olhos.&lt;br /&gt;- O que? &lt;br /&gt;- Estelle está vindo até aqui e vai fazer tudo que estiver ao alcance para seduzir você, porque ela tem certeza que estamos mentindo e quer provar. Por favor, não me faça passar pela vergonha de terminar como a garota traída.&lt;br /&gt;- É isso que está preocupando você? – Marcel riu e não entendi onde estava a graça – Liv, esse perigo você não corre. Não pode existir uma pessoa que eu mais deteste na face da terra do que Estelle Renoir. Não há a menor possibilidade dela conseguir me seduzir – ele piscou para mim sorrindo – Mas por que ela tem tanta certeza que é mentira?&lt;br /&gt;- Porque ela disse que você é popular demais para dar atenção a uma mosca-morta como eu, que não tem como ser verdade porque somos o oposto um do outro.&lt;br /&gt;- E você acreditou nela? – ele segurou meu queixo quando assenti com a cabeça e me fez olhar para ele – Liv, você não é mosca-morta. É uma garota linda, adorável e qualquer garoto dessa escola seria sortudo por estar com você. Não dê ouvidos a garotas invejosas como Estelle, você é muito melhor que ela.&lt;br /&gt;- Sei que não tenho o direito de pedir isso, mas será que podemos manter a mentira mais um pouco?&lt;br /&gt;- Claro, sem problemas. – ele sorriu gentil e olhou para o lado, onde Estelle entrava no nosso campo de visão – E lá vem a encrenca... Apenas relaxe, ok?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes que eu pudesse perguntar o porquê, já não podia mais ver Estelle, pois Marcel me tomou nos braços e me beijou. Apesar de não estar esperando por isso, não consegui lutar para me afastar. Quando senti a força das pernas começar a desaparecer, envolvi meus braços em volta de seu pescoço e, pela primeira vez na vida, me deixei levar por uma coisa sem antes pensar nas conseqüências. E quaisquer que fossem elas, teria valido a pena.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905796-1131004113778777468?l=fablesbeauxbatons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/feeds/1131004113778777468/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905796&amp;postID=1131004113778777468&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/1131004113778777468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/1131004113778777468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/2009/11/acordei-tarde-na-manha-de-sabado-pela.html' title=''/><author><name>um aluno de Beauxbatons</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08263899301418645554</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-jmsjUlraUM/SL6SUF-a01I/AAAAAAAAAAM/ZY7fq13Af24/S220/anarquia%5B1%5D.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905796.post-3082103119280524837</id><published>2009-11-25T04:46:00.000-08:00</published><updated>2009-11-25T04:47:03.249-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O dia da final da Copa Mundial de Quadribol amanheceu ensolarado, sem uma única nuvem no céu, o que era algo bom. Não para as seleções da Inglaterra e Alemanha, que disputariam a taça, mas para os times formados apenas por garotas que disputariam uma partida simultaneamente aqui em Beauxbatons. A partida seria narrada para todo o mundo bruxo no intervalo da final da Copa pelo irmão de Bianca e o diretor, apesar de ser contra a liberação de times mistos, teria que ceder a pressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escola inteira já sabia o que ia acontecer e todos apenas aguardavam a hora combinada para começarem a migrar até o campo de quadribol. Eu sabia que o diretor suspeitava que algum tipo de movimento estava sendo organizado, mas ninguém planejava nenhuma mudança e logo depois do jantar segui com Nani para a radio como combinado. Nós transmitiríamos a partida de lá para todo o castelo, que seria narrada por Danielle do campo de quadribol, e fazer a ponte entre a radio de Beauxbatons e a radio onde Pierre estava, na Grã-Bretanha. Nosso trabalho era não deixar que nada interferisse na transmissão, principalmente a parte onde Pierre entrava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Está tudo no lugar? – perguntei pela 5ª vez, checando os aparelhos.&lt;br /&gt;- Você já conferiu isso inúmeras vezes, Kwon – Nani riu – Não tem nada fora do lugar, nossa transmissão não vai ser interrompida.&lt;br /&gt;- Ei, o jogo já vai começar – Marcel bateu na porta da rádio com AJ do lado – Vamos ficar por aqui, caso alguém tente entrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assentimos com a cabeça e ele fechou a porta outra vez. Nani ligou o aparelho e imediatamente ouvimos a voz empolgada de Danielle no campo de quadribol, anunciando as jogadoras dos times. Bianca era a capitã do time roxo e Flora a capitã do time laranja. A arquibancada lotada fazia muito barulho e o som dos gritos dos alunos se misturava ao som das cornetas distribuídas por Andreas e Derek para agitar ainda mais a partida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Kwon na escuta? Câmbio – a voz de Pierre surgiu através do radio amador que tinha na sala e peguei o aparelho.&lt;br /&gt;- Pode falar, PJ. Câmbio – respondi.&lt;br /&gt;- Falta meia hora pra começar a partida aqui, vou colocar vocês no ar, ok? Câmbio.&lt;br /&gt;- Avise a Danielle que ela vai entrar ao vivo pro mundo inteiro – falei para Nani e ela correu até a porta para falar com os meninos – Certo PJ, pode nos colocar no ar, a partida aqui já começou. Câmbio.&lt;br /&gt;- Ok, e depois de 10 minutos, coloque a minha transmissão nos auto-falantes do castelo, vou falar um pouco do jogo também. Câmbio e desligo.&lt;br /&gt;- Marcel mandou o aviso pelo espelho, ela já sabe que está ao vivo na final da Copa – Nani voltou ao lugar dela animada – Nós não vamos ser expulsos por isso, não é? Porque é tão empolgante!&lt;br /&gt;- Espero que não – respondi rindo e aumentei o volume do radio, recostando-me na cadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a transmissão do jogo sendo ouvida pelo mundo bruxo inteiro, a narração de Danielle se tornou ainda mais empolgante e precisa, ela não deixava passar nenhum detalhe. Era como se estivéssemos assistindo a partida do campo, e não apenas ouvindo. Seguindo a orientação de Pierre, tirei Danielle dos auto-falantes da escola e coloquei a transmissão dele, direto da Grã-Bretanha, e levei um susto quando o ouvi anunciar para todos os ouvintes que o diretor de Hogwarts, Alvo Dumbledore, junto com os diretores das escolas de magia da Itália, Alemanha, Japão e Espanha, eram a favor dos times mistos e apoiavam a iniciativa das meninas de Beauxbatons. A algazarra no campo aumentou depois da declaração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Isso é sério? – Marcel entrou na sala animado – O que PJ falou?&lt;br /&gt;- Espero que sim, porque já causou uma comoção enorme – Nani respondeu apontando para o radio – Está ouvindo a gritaria?&lt;br /&gt;- Entrem, entrem, entrem! – Derek e Tristan surgiram correndo na sala e empurraram Marcel e AJ para dentro, fechando a porta – Charleston está vindo e está soltando fumaça pelas orelhas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi nem preciso comunicação pra sabermos o que fazer. Derek passou a chave na porta e começamos a empurrar cadeiras e uma mesa vazia contra ela, para depois nos posicionarmos prontos para usar o peso do nossos corpos contra ela também. Nani continuou na mesa de controle para manter o jogo no ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Abram essa porta! – ouvimos a voz furiosa do diretor enquanto socava a madeira.&lt;br /&gt;- Desculpe senhor, mas isso não vai acontecer – Marcel respondeu e Derek sufocou uma risada.&lt;br /&gt;- Eu não estou brincando, abram já essa porta ou vou mandá-la pelos ares. Basta um único feitiço!&lt;br /&gt;- Acho que o senhor não vai querer fazer isso, senhor – Tristan respondeu – Marcel está encostado nela. Vai querer mandar um príncipe pelos ares? – agora todo mundo abafou a risada e ele virou para trás e baixou a voz - Se fosse o orfãozinho aqui, ele estourava a porta, mas com sua alteza...&lt;br /&gt;- Eu posso ouvi-lo, Sr. Thorn! – ele esbravejou do lado de fora e AJ deixou uma gargalhada escapar – E estou ouvindo-os rir, isso não vai ajudar a limpar as fichas!&lt;br /&gt;- Com todo o respeito senhor, mas as nossas fichas já estão bastante cagadas. Uma advertência a mais, uma advertência a menos, que diferença faz? – Derek falou despreocupado e até Nani riu alto. Estávamos brincando com fogo, mas era impossível não rir.&lt;br /&gt;- Tirem essa partida do ar imediatamente, essa brincadeira já passou dos limites!&lt;br /&gt;- Não é nenhuma brincadeira, senhor – agora quem falou foi eu – As meninas só estão tentando conquistar o direito de jogar na escola, o que é normal em outras escolas.&lt;br /&gt;- Sr. Perrineau, se não abrirem esta porta imediatamente, vou mandar fechar a rádio! E eu não estou blefando!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hesitei ao ouvi-lo ameaçar fechar a radio e Marcel percebeu. Ele se colocou de pé na mesma hora e me encarou sério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ele não pode fechar a rádio, trabalhei muito para que ela fosse reaberta.&lt;br /&gt;- Se você tocar nessa maçaneta, juro que lhe acerto um soco no mesmo instante – ele me ameaçou – Nossa amizade vai acabar aqui.&lt;br /&gt;- Talvez a gente possa conversar com ele – tentei argumentar, mas os outros já estavam parados na minha frente de braços cruzados, formando uma barreira.&lt;br /&gt;- Estou falando sério, Kwon. Se afaste dessa porta.&lt;br /&gt;- Meninos, não vamos brigar entre si! – Nani falou assustada – Estamos aqui para brigar com ele, e não com nós mesmos!&lt;br /&gt;- Segurem ele – Marcel falou e Derek e Tristan agarraram meus braços.&lt;br /&gt;- O que está fazendo? Marcel, não mexa nisso! – falei me debatendo, quando ele se aproximou dos aparelhos e Nani não fez nada para impedir.&lt;br /&gt;- Vamos bater um papo com o diretor agora – ele riu malicioso e os outros o acompanharam. Marcel tinha acabado de tirar a partida do ar e colocar os microfones de dentro da rádio no ar somente no campo de quadribol e na rádio de PJ – Senhor, será que podemos negociar? Por que não deixa que as meninas joguem? Qual é o problema?&lt;br /&gt;- Sr. Grimaldi, não vai haver nenhum tipo de negociação. Vou manter minha decisão. Se as garotas querem jogar quadribol, faremos uma liga separada.&lt;br /&gt;- Mas por quê? – AJ perguntou – Isso não faz o menor sentido.&lt;br /&gt;- Se faz sentido ou não para vocês não me importa. Essa é a minha escola e as coisas funcionam do meu jeito. Não do jeito dos alunos, do meu jeito.&lt;br /&gt;- Tem certeza, senhor? – Tristan falou.&lt;br /&gt;- Não gosto desse tom de ameaça, Sr. Thorn!&lt;br /&gt;- Desculpe senhor, não é tom de ameaça – Tristan sorriu maroto – Mas é que estamos todos no ar e as pessoas que estão esperando o jogo da Inglaterra e Alemanha voltar querem saber se o diretor de Beauxbatons é tão inflexível assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silêncio. Não ouvíamos nada do lado de fora da rádio e ninguém emitia som algum do lado de dentro tampouco. Tínhamos duas hipóteses: ou o diretor havia sofrido um infarto fulminante e estava morto no chão ou estava pensando em como entrar na rádio, matar seis alunos e fazer parecer obra do destino. Depois do que pareceu uma eternidade, Derek resolveu quebrar o silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E sabe, como o mundo está evoluindo, nenhum pai quer colocar os filhos em uma escola onde o diretor é uma pessoa inflexível, isso não é bom para a educação – ele falou em um tom sério que fez Marcel engasgar com uma risada.&lt;br /&gt;- Marcel, se formos expulsos por isso, seu pai vai ter que nos colocar no mínimo em Hogwarts – Tristan falou baixo e todo mundo concordou, rindo.&lt;br /&gt;- Ninguém vai ser expulso, relaxem – ele respondeu confiante – Senhor, ainda está ai?&lt;br /&gt;- Sr. Grimaldi, se desligar a rádio, poderemos conversar – o diretor finalmente respondeu.&lt;br /&gt;- Desligue a rádio, Marcel – falei tapando o microfone com a mão – Ele já está se sentindo ameaçado, não vai se manter tão radical.&lt;br /&gt;- Ok, vamos abrir a porta e vou desligar a rádio, mas fiquem perto dos aparelhos. Se a coisa ficar feia, liguem outra vez. E alguém chame a Bia, por favor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desligue rapidamente os aparelhos que nos conectavam com Pierre e Danielle e os garotos removeram as cadeiras que bloqueavam a porta, deixando o diretor entrar e Tristan sair para chamar Bianca. O diretor entrou na sala já disparando um olhar ameaçador para o aparelho de rádio em cima da mesa, mas AJ, Derek e até mesmo Nani estavam de pé em frente a ele, bloqueando sua passagem. Marcel puxou uma cadeira para o diretor, mas ele recusou e cruzou os braços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então, vocês me colocaram no ar para o mundo bruxo inteiro ouvir, muito inteligente.&lt;br /&gt;- Não leve para o lado pessoal, senhor – AJ falou também de braços cruzados –Todos achamos o senhor um excelente diretor, mas estávamos de mãos atadas.&lt;br /&gt;- Não, tudo bem, entendo a posição de vocês.&lt;br /&gt;- Tudo que aconteceu aqui hoje só tem um intuito, que é fazer com que Beauxbatons também seja uma escola de times mistos – Marcel abandonou o ar brincalhão e encarnou seu lado diplomático que só víamos em festas de sua família – Não é nenhuma coisa absurda de se pedir. Até em Hogwarts os times são mistos, por que as meninas daqui também não podem ter esse privilegio?&lt;br /&gt;- Não é tão simples assim.&lt;br /&gt;- Então porque não nos explica? – Bianca chegou com Tristan na sala, o uniforme roxo todo sujo.&lt;br /&gt;- Eu entendo que vocês também tenham o direito de jogar, mas quadribol é um esporte violento e a única vez que permiti que uma garota jogasse, ela quebrou uma costela e isso me custou uma aluna a menos, porque seus pais pediram sua transferência. Recebi uma tonelada de reclamações de pais dizendo o quanto fui irresponsável por deixar uma menina jogar com um time só de garotos e não estou disposto a correr o risco de passar por isso outra vez. Posso liberar um time separado, mas misto não.&lt;br /&gt;- Bianca jogou conosco uma vez e não se machucou – Marcel argumentou – O que aconteceu com essa menina foi um acidente isolado, não significa que todas vão sair de campo com partes do corpo quebradas.&lt;br /&gt;- Se me lembro bem, foi o batedor da Sapientai que saiu machucado de campo, quando o derrubei com uma goles desviada – Bianca falou orgulhosa de ter machucado um garoto em campo.&lt;br /&gt;- Todo mundo já ouviu o apelo e temos o apoio de outros diretores, ninguém acha que vai ser um problema – AJ acrescentou.&lt;br /&gt;- O máximo que posso fazer é liberar que vocês façam os testes e joguem a primeira partida da temporada, mas se houver um único acidente em campo, esse privilégio termina. Fui claro?&lt;br /&gt;- Não haverá acidentes, senhor – Marcel estendeu a mão e ele apertou um pouco relutante – Tem a minha palavra.&lt;br /&gt;- Vou ficar de olho. Não façam com que eu me arrependa disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele deu meia volta e saiu sala e no mesmo instante começamos a pular e berrar. Nani religou a rádio e peguei o microfone, anunciando que havíamos conquistado o direito de times mistos e pudemos ouvir a gritaria que tomou conta do campo de quadribol. Mas havíamos vencido apenas a batalha, não a guerra. Para vencer aquela guerra, teríamos que nos certificar de que nenhuma garota saia machucada do primeiro jogo da temporada. E se fossemos ter Bianca em campo nesse jogo, essa guerra já era nossa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905796-3082103119280524837?l=fablesbeauxbatons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/feeds/3082103119280524837/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905796&amp;postID=3082103119280524837&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/3082103119280524837'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/3082103119280524837'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/2009/11/o-dia-da-final-da-copa-mundial-de.html' title=''/><author><name>um aluno de Beauxbatons</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08263899301418645554</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-jmsjUlraUM/SL6SUF-a01I/AAAAAAAAAAM/ZY7fq13Af24/S220/anarquia%5B1%5D.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905796.post-5892206819600562296</id><published>2009-11-05T03:59:00.000-08:00</published><updated>2009-11-05T04:02:17.205-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Havíamos voltado para Beauxbatons há quase um mês. Com a expectativa de se formar no fim do ano letivo e o fantasma dos N.I.E.M.s assombrando todos os alunos do 7º ano, os professores não estavam dando folga com os exercícios. Se todo o dia não tirasse algumas horas no fim das aulas para fazer os trabalhos, no final da semana ia sumir atrás da pilha de dever. Tanto meu irmão Eugene quanto Remy, Tomás e Frederic haviam sido selecionados para a Lux Angeli e mantínhamos os quatro sob vigilância constante, especialmente meu irmão Frederic. Na primeira semana de aula os dois conseguiram uma detenção por capturar a fada da casa que nos custou menos 10 pontos no placar. Se quisermos a Taça de Quadribol daquele ano, era bom mantê-los longe de confusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A volta a Beauxbatons também vinha cheia de novidades. Além de nossos irmãos na nossa casa, Olívia e Marcel agora estavam namorando. Ninguém tinha entendido direito como isso foi acontecer, já que Marcel nunca pareceu demonstrar interesse em Olívia e muito menos ela por ele. Mas apesar de tudo, todo mundo concordava que mesmo sendo o casal mais improvável de Beauxbatons, não deixavam de ser um casal perfeito. Olívia conseguia manter Marcel na linha e Marcel deixava Olívia mais solta. Sem querer, foram feitos um pro outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o novo ano letivo não se resumia apenas a novidades chocantes, cargas horárias exageradas e deveres intermináveis. Final de Setembro significava testes para os times de Quadribol, já que a temporada nova começaria no final de Outubro. Minha ambição de fazer parte do time estava cada dia maior, e com a ajuda de meu irmão, havia bolado uma maneira de chamar a atenção de todo o mundo bruxo para o nosso problema. Iria precisar da ajuda de todas as meninas da escola e havia gastado uma semana inteira conversando com todos os grupinhos delas, marcando uma reunião na sala de Literatura Mágica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tem certeza que isso vai funcionar? – Olívia me perguntava enquanto tentava acompanhar meu passo – Algumas meninas daqui são tão frescas.&lt;br /&gt;- Sim, mas elas também vão querer poder encher a boca para falar que fizeram parte da maior rebelião da história de Beauxbatons – ri – Aposto que a sala está cheia.&lt;br /&gt;- Por que demoraram tanto? - Anabela já estava dando bronca, nos esperando na porta da sala - Todas que se comprometeram a aparecer já estão aqui esperando!&lt;br /&gt;- Desculpe, foi minha culpa - Olívia falou um pouco sem graça - Marcel me segurou no salão comunal - começamos a rir e ela ficou vermelha - Por causa do Remy, parem com isso.&lt;br /&gt;- Ai, ai, esses pombinhos... - alisei a cabeça dela de brincadeira - Vamos entrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abrimos a porta da sala e a barulheira que estava lá dentro se espalhou pelo corredor. Quase toda a ala feminina de Beauxbatons, incluindo as professoras Cecile e Rousseau, que tentavam conter o falatório. Danielle também lá na frente, sentada em cima da mesa conversando animada com Nani. Não tinha nenhum garoto na sala, embora os nossos amigos soubessem do que se tratava aquela reunião. Caminhei para a frente de todo mundo e subi numa cadeira, para que todas vissem que eu já estava ali e queria falar. As conversas paralelas cessaram quase que instantaneamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Boa noite, meninas - comecei a falar e tinha a atenção de todas - Como já expliquei rapidamente quando as abordei durante a semana, chamei todas aqui para falar sobre a proibição de times mistos na escola. Sei que a grande maioria aqui está pouco se importando para o Quadribol, mas também sei que muitas meninas gostariam de poder ao menos tentar uma vaga nos times das casas, mesmo que não passem. Nosso diretor prometeu pensar no assunto, mas não parece ter pressa e as seleções para a temporada nova começarão nas próximas semanas, então digo que está na hora de fazermos um pouco de pressão.&lt;br /&gt;- E como exatamente faremos isso? - uma menina do 5º ano perguntou do fundo da sala - Render o diretor e só soltá-lo quando aceitar nossas condições? - e algumas riram, eu entre elas.&lt;br /&gt;- Se isso não levasse a expulsão, adoraria trancá-lo em um armário de vassouras, mas tenho algo menos arriscado a propor. Acho que todo mundo sabe que meu irmão que morreu era o Johnny Latour, assim como também sabem que meu irmão do meio, Pierre Latour, é o locutor de quadribol mais famoso da França. No próximo sábado acontece a final da Copa Mundial de Quadribol, entre Alemanha e Inglaterra. O mundo bruxo inteiro estará ouvindo a transmissão do jogo e antes dele começar, Pierre irá narrar um outro jogo de Quadribol. O jogo que estará acontecendo aqui em Beauxbatons, entre dois times só de garotas.&lt;br /&gt;- Está sugerindo que a gente burle as regras da escola, roube os equipamentos de Quadribol e invada o campo? - Penny perguntou e confirmei com a cabeça - Eu topo, jogo de apanhadora!&lt;br /&gt;- Seu irmão vai mesmo narrar o nosso jogo, pro mundo bruxo inteiro ouvir? - Flora falou interessada - Vai dizer nossos nomes e tudo? - confirmei com a cabeça outra vez - Eu topo também, mas sou melhor artilheira.&lt;br /&gt;- Ótimo! Precisamos de dois times e como Anabela e eu vamos jogar, já somos quatro. Ainda precisamos de quatro artilheiras, uma apanhadora, três batedores e duas goleiras. Quem não for participar do jogo ficará nas arquibancadas, torcendo. Vamos lotar o nosso campo de Quadribol, fazer barulho de verdade. A professora Rousseau será a nossa juíza e a professora Cecile sua assistente. A rádio de Beauxbatons também transmitirá o jogo, Danielle será a locutora e Nani e nosso amigo Kwon cuidarão para que ninguém a tire do ar. Alguém mais se candidata?&lt;br /&gt;- Conte comigo - Charlotte, a irmã de Marcel, levantou a mão sorrindo - Sou uma ótima goleira, meus irmãos me fazem jogar todas as férias.&lt;br /&gt;- Obrigada, Charlie - sorri agradecida para ela - Mais alguém?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como era de se esperar, depois que a Princesa de Mônaco aceitou jogar, as mãos foram levantando uma a uma, e logo já tínhamos mais que o necessário para montar os dois times. Millie se comprometeu a jogar como apanhadora e ajudou a montar meu time junto com Anabela. Jude se juntou a Penny e Flora e rapidamente completaram o time adversário. Os dois times eram formados de meninas de todos os anos, todas bastante animadas em participar. As que ficaram de fora logo se uniram para criar cartazes e faixas para pendurar por todo o estádio, Olívia entre elas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Meninas, podem ter certeza que vocês estão fazendo parte de algo grande - a professora Cecile falou tão animada quanto às demais - Esse dia vai ficar marcado na história de Beauxbatons e todas vocês poderão dizer que estavam lá. Não tenho a menor dúvida de que vamos conseguir isso.&lt;br /&gt;- Amém, professora. Amém! - Anabela falou empolgada e todo mundo riu, retomando o falatório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela tinha razão. Estávamos prestes a fazer história em Beauxbatons.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905796-5892206819600562296?l=fablesbeauxbatons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/feeds/5892206819600562296/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905796&amp;postID=5892206819600562296&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/5892206819600562296'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/5892206819600562296'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/2009/11/haviamos-voltado-para-beauxbatons-ha.html' title=''/><author><name>um aluno de Beauxbatons</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08263899301418645554</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-jmsjUlraUM/SL6SUF-a01I/AAAAAAAAAAM/ZY7fq13Af24/S220/anarquia%5B1%5D.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905796.post-7406249018226477757</id><published>2009-10-12T18:50:00.000-07:00</published><updated>2009-10-13T19:14:27.211-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;"O homem pode suportar as desgraças, elas são acidentais e vêm de fora. O que realmente dói na vida é sofrer pelas próprias culpas."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Oscar Wilde&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bianca, mais atenção! Desçam as vassouras!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A voz enérgica de PJ me fez voltar à realidade e empinei a vassoura para baixo, vendo a goles cair lentamente bem longe do aro por onde deveria ter passado. Philipe e Kwon já haviam desmontado de suas vassouras e esperavam ao lado de PJ. Desde que havia retornado de Saint-Tropez e agora com Philipe e Kwon de volta a Mônaco para ajudar, PJ marcava treinos diários e duradouros. Era cansativo, a noite mal conseguia terminar o jantar e já estava desmaiada na cama, mas não havia reclamado uma única vez. Manter-me ocupada com os treinos durante boa parte do dia, e na companhia de Philipe, me mantinham longe de Kalani e sem tempo para pensar no que havia acontecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kalani e eu havíamos chegado a um acordo de poucas palavras de nunca mais tocar naquele assunto e esquecer o que aconteceu, agir como se nossa viagem a Saint-Tropez tivesse terminado com a minha rápida aula de surf, o que viesse depois dela não tinha acontecido. Era um acordo excelente pra mim, pois não tinha a menor pretensão de contar a Philipe sobre aquilo. Havia sido um momento de fraqueza, do qual eu ainda não consigo explicar meu comportamento, e que agora fazia parte do passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Onde está com a cabeça hoje, Bia? – PJ começou a esbravejar assim que cheguei até eles – O aro estava bem na sua frente e atirou pro lado!&lt;br /&gt;- Desculpe, me desconcentrei por um instante – tentei me justificar.&lt;br /&gt;- Um erro desses pode lhe custar uma vaga em qualquer time.&lt;br /&gt;- Dê um tempo a ela, PJ – Philipe me defendeu – Estamos treinando há horas e amanhã voltamos a Beauxbatons, estamos todos meio desconcentrados hoje.&lt;br /&gt;- Isso não é desculpa, mas vou deixar passar porque prometi ao pai de vocês de estaria no campo uma hora antes do treino da liga infantil e isso me dá 5 minutos para chegar lá – PJ consultou o relógio e largou o cronometro na mão de Kwon – Até o jantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PJ desaparatou no mesmo instante e Kwon guardou o cronometro no bolso, se despedindo dizendo que ia para casa tomar banho e depois acompanhar o treino da liga infantil pelo resto da tarde. Philipe me abraçou animado pelo treino ter terminado e voltamos para a minha casa. Ele agora passava o tempo inteiro aqui, e eu não reclamava pelo fato de também não passarmos um pouco do tempo livre na sua casa, ficar aqui evitaria situações constrangedoras. Minha mãe havia preparado uma enorme mesa para o lanche da tarde e Eugene já estava ocupado com os diferentes tipos de doces espalhados na mesa. Agora que já tinha 11 anos e ia para Beauxbatons, não fazia mais parte da liga infantil de quadribol de Mônaco, o que pra ele significava apenas uma coisa: estava livre da dieta equilibrada imposta pelo nosso pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso embarque de volta para a escola era na manhã do dia seguinte e Eugene não poderia estar mais animado. Já tinha feito e desfeito a mala várias vezes para se certificar de que não estava esquecendo nada e passava o dia inteiro nos enchendo de perguntas sobre o castelo, embora já não existisse mais nada que ainda não tivéssemos contado a ele desde que começamos a estudar lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu também estava empolgada por voltar, mas não tanto quanto meu irmão mais novo. Voltar a Beauxbatons no dia seguinte significava começar o nosso último ano de escola. Estava louca para voltar à rotina de aulas, aprender feitiços novos e rever os amigos que não moram em Mônaco, mas dizer adeus no fim do ano letivo seria muito doloroso. Se despedir da nossa casa não seria fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Percebeu que essa é a primeira vez que conseguimos ficar sozinhos desde que voltei da África? – Philipe falou me puxando para perto dele no sofá, depois que acabamos de comer.&lt;br /&gt;- É porque estão todos arrumando as malas pra voltar, senão duvido que não estivessem aqui, falando alto e com os pés em cima da mesinha.&lt;br /&gt;- Como foram as férias por aqui? Fizeram algo de interessante?&lt;br /&gt;- Não, nada demais – dei de ombros, tentando parecer indiferente – Você sabe, a programação de verão de Mônaco nunca muda.&lt;br /&gt;- Mas você não foi pra Saint-Tropez com o Kalani? Devem ter feito algo de bom por lá!&lt;br /&gt;- Não gostei muito de Saint-Tropez – ele me olhou espantado – Kalani tenho certeza que gostou, mas eu senti sua falta.&lt;br /&gt;- É, ele sem duvida gostou, estava querendo tirar a poeira da prancha desde que chegou aqui.&lt;br /&gt;- Não quero falar das minhas férias chatas, conte como foi a sua – desviei o alvo da conversa para ele – Como foi na África?&lt;br /&gt;- Ah meu amor, foi incrível! Conheci tantos lugares interessantes, não consigo nem descrevê-los!&lt;br /&gt;- Você chegou a encontrar a comunidade onde nasceu?&lt;br /&gt;- Encontrei sim, e conheci minha mãe biológica – seu tom de voz mudou um pouco. Passou da euforia para a preocupação.&lt;br /&gt;- O que aconteceu? Ela está bem?&lt;br /&gt;- Sim, está, ou ao menos aparenta estar. O lugar onde ela vive é realmente pobre, tudo simples demais. Tentei convencê-la a morar na cidade, eu poderia pagar uma casa para ela morar, mas ela não quis. Disse que estava feliz em me ver e ver como eu estava bem, que soube que havia tomado a decisão certa ao me dar para adoção e que era feliz daquele jeito. Disse que agora que tinha certeza de que eu estava bem, não precisava de mais nada.&lt;br /&gt;- Isso é bom, meu amor. Ela viveu bem até hoje e agora que pode rever você, aposto que vai ficar melhor ainda.&lt;br /&gt;- Espero que sim. Quero voltar lá, revê-la mais vezes. Quero levar você até lá, quero que ela conheça você.&lt;br /&gt;- E eu vou adorar conhecê-la – sorri para ele e ele me beijou, mais relaxado – Fez algum safári?&lt;br /&gt;- Vários. A África é fascinante, tenho muito orgulho de ter nascido lá.&lt;br /&gt;- Estou feliz que tenha aproveitado a viagem, era seu sonho.&lt;br /&gt;- Sonho realizado. Agora só falta casar com você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele sorriu e me puxou para cima dele, derrubando algumas almofadas pelo chão. Ficamos deitados abraçados no sofá por muito tempo, sem conversar sobre nada. Nunca havíamos ficado tanto tempo longe um do outro e agora que tinha Philipe de volta, percebi a falta que ele me fez. Ele não era só meu namorado, era também meu melhor amigo. Kalani era um ótimo garoto e talvez um namorado perfeito, mas não existia ninguém no mundo mais perfeito pra mim do que Philipe e ele teria que conviver com isso. Minha escolha já havia sido feita há três anos atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não me abandone outra vez – falei com a voz abafada por estar com a cabeça em seu peito.&lt;br /&gt;- Não se preocupe, não vou mais viajar por dois meses inteiros. E se for, levo você comigo.&lt;br /&gt;- Não estou falando de viagens – me ajeitou no sofá e o encarei – Promete que nunca vai me abandonar? Que vai ficar comigo pra sempre?&lt;br /&gt;- Por que essa conversa agora? – ele também se sentou e me encarou preocupado – Aconteceu alguma coisa?&lt;br /&gt;- Não aconteceu nada, só quero que me prometa que nunca vai me abandonar – mesmo sem ter a intenção, comecei a chorar.&lt;br /&gt;- Bia, eu te amo, você é a pessoa mais importante da minha vida – ele me puxou para junto de seu corpo outra vez e secou minhas lagrimas, me abraçando – Você vai ter que se empenhar muito pra se livrar de mim, porque eu nunca vou sair do seu lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu sorriso saiu parecido como uma careta e ele riu, me beijando suavemente. Nunca havia me sentido tão culpada em toda a minha vida como me sentia naquele momento, mas não podia contar a verdade ou ia acabar o magoando. E se eu magoasse Philipe, nunca iria me perdoar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905796-7406249018226477757?l=fablesbeauxbatons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/feeds/7406249018226477757/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905796&amp;postID=7406249018226477757&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/7406249018226477757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/7406249018226477757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/2009/10/o-homem-pode-suportar-as-desgracas-elas.html' title=''/><author><name>um aluno de Beauxbatons</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08263899301418645554</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-jmsjUlraUM/SL6SUF-a01I/AAAAAAAAAAM/ZY7fq13Af24/S220/anarquia%5B1%5D.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905796.post-9128772732741857782</id><published>2009-10-11T18:22:00.000-07:00</published><updated>2009-10-11T18:24:04.964-07:00</updated><title type='text'>Prelúdios de um sonho - Parte IV - Inimigos e Aliados - Final</title><content type='html'>Próximo de nós, onde estavam os corpos do exército de monstros, eu podia ver centenas de sombras. Eram centenas de vultos que pareciam mover-se com o vento, um vento fantasmagórico. Eram centenas de Banshees e almas perdidas, que encaravam o Necromancer, seus olhos fantasmagóricos revelando raiva e vingança. Melegrant começou a se afastar, gaguejando e implorando misericórdia. Eu conjurei meu patrono, para nos proteger, mas mamãe fez que não com a cabeça. Os Banshees soltaram um poderoso grito, um grito macabro e cheio de dor e morte, fazendo-me ter calafrios por todo o meu corpo. Seu grito foi longo e parecia o grito da morte, um grito uníssono de morte. Elas então saltaram no ar, flutuando velozmente, lançando-se contra nós, mas passaram direto por nós.&lt;br /&gt; Eu olhei para trás a ponto de ver Melegrant tentando fugir, mas uma das Banshees entrou em seu corpo e vi seus olhos ficarem arregalados enquanto não conseguia mais se mover. Todas as Banshees e espíritos jogaram-se contra seu corpo e vi com horror enquanto todas elas destruíam o corpo do homem, rançando pedaços do corpo com as mãos fantasmagóricas, matando-o de dentro para fora. Em minutos, não havia mais necromancer, apenas pedaços. As Banshees ficaram flutuando no ar, olhando para a lua, em seguida nos olharam, mas seus olhos agora transmitiam agradecimento e paz de espírito e seus rostos não mais pareciam sofrer. Elas desapareceram no ar, em partículas de luz branca.&lt;br /&gt;- Isso que acontece com aqueles que brincam com os mortos. – O Caçador falou com raiva, cuspindo onde estava os restos do necromancer.&lt;br /&gt;- Necromancia é uma magia perigosa, a qualquer momento seus servos podem se rebelar contra você e mata-lo. – Mamãe explicou-me.&lt;br /&gt;- Ele merecia isto...O que ele fez com centenas de pessoas... – Eu falei, os olhos com lágrimas de raiva. Vi que o Caçador me encarava, mas não conseguia ler seus pensamentos.&lt;br /&gt;- Obrigado pela ajuda, Caçador. Deixe-me cura-lo. E diga-nos seu nome. – Mamãe falou, aproximando-se dele.&lt;br /&gt;- Não preciso de ajuda. Já me curei de ferimentos piores. – Ele falou, afastando-se dela, mas seu peito estava machucado com o poderoso soco da vampira e ele caiu de joelhos. Eu corri para ele e o segurei, ajudando-o a se levantar, enquanto mamãe apontava a varinha para ele. Ele me olhou misturando raiva e agradecimento, mas por fim falou, muito a contra-gosto. – Obrigado.&lt;br /&gt;- De nada. Eu que agradeço, você salvou minha vida. Qual o seu nome?&lt;br /&gt;- Você deve aprender a nunca enfrentar um vampiro cara a cara.&lt;br /&gt;- Ah, como você não fez?&lt;br /&gt;- Eu sou um caçador de vampiros experiente, você um pirralho. – Ele falou rindo.&lt;br /&gt;- Um caçador maluco, está parecendo para mim. – Eu falei, também rindo.&lt;br /&gt;- Você é um pirralho poderoso, Alderan Chronos. – Ele falou, sorrindo. – Eu conheço vocês, sinto muito pelo que aconteceu a sua família, todos os caçadores sentiram a falta deles.&lt;br /&gt;- É uma honra saber que um caçador de vampiros como você nos conhece. – Mamãe falou, terminando de conjurar bandagens para ele. – Mas nós não desistiremos.&lt;br /&gt;- Por Merlim... Não sei o que aconteceria se vocês não lutassem mais, cara Sra. Rigel Chronos. Eu sou Ragnar Ragnarson, um caçador de vampiros, é um prazer conhecer a líder dos Chronos. E seu filho.&lt;br /&gt;- Futuro líder dos Chronos. Em menos de dois meses, o farei meu sucessor e líder oficialmente. – Mamãe falou, fazendo o homem se surpreender, me olhando novamente.&lt;br /&gt;- Muito bom para um pirralho não é? – Falei rindo.&lt;br /&gt;- Muito bom mesmo. Eu apoio a volta de vocês. Obrigado pela ajuda, mas devo ir agora, devo localizar Scarlet. – Ele falou, levantando-se e começando a se afastar. Eu, porém, o segurei pela mão, fazendo-o olhar para mim novamente.&lt;br /&gt;- Espere. Ragnar, não gostaria de se unir a nós? Fazer parte do nosso clã? Precisamos de gente como você, poderoso e honrado.&lt;br /&gt;- Eu trabalho sozinho, garoto. – Ele falou, encarando-me nos olhos.&lt;br /&gt;- Juntos podemos construir o clã e mudar o mundo. Podemos dar um fim a pessoas como ele, dar um fim a malucos como esse tal Lord! – Eu falei, apontando para os restos do Necromancer. Ragnar fitou-me nos olhos por um longo tempo e não sei o que ele viu ali, mas sorriu em seguida.&lt;br /&gt;- Gosto de você, garoto. Você é alguém de força e poder, tem um espírito como eu vi em poucas pessoas no mundo. Confiarei em sua liderança, meu senhor. – Ele falou, curvando-se para mim, ajoelhando-se em seguida. – Eu Ragnar Ragnarson, coloco-me sob o comando dos Chronos.&lt;br /&gt;- Levante-se, Ragnar Ragnarson, obrigado, mas lembre-se que seremos sempre uma família e não um comando. – Eu falei, fazendo-o se levantar. Eu e mamãe o abraçamos, e ele sorriu para nós, enquanto nós três começávamos a queimar aquele lugar maldito, incinerando os restos mortais de criaturas e criador. Havia conseguido nosso primeiro aliado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ainda naquela noite, nós três montamos acampamento próximo de uma vila da região, pois decidimos que só voltaríamos para Berlin na manhã seguinte. Eu peguei meu diário e comecei a fazer anotações sobre o dia, pensando nos monstros que enfrentei durante o dia, como o Legion e as Banshees. Então me veio uma idéia na cabeça e decidi que começaria a escrever minhas lembranças e anotações, formando um livro, um guia sobre seres das trevas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;“ Legion.&lt;br /&gt;Classificação Chronos: 9 (Faixa: 1 – 10).&lt;br /&gt;Origem: Normalmente Magia Negra, porém podem ser formados naturalmente.&lt;br /&gt;Descrição: Legion é uma mistura de dezenas ou mais Inferi, sendo um morto-vivo extremamente poderoso e perigoso. Um Legion pode se formar naturalmente, mas isso é extremamente raro apenas acontecendo quando há um massacre de dezenas de pessoas ao mesmo tempo e no mesmo lugar, caso os corpos dos mortos estejam muito próximos um dos outros. Os Legions têm formatos dos corpos diferentes para cada indivíduo, mas são sempre formados por pedaços diferentes de corpos, muitas vezes “remendados”, formando um conjunto imenso de corpos. Sua pele é extremamente resistente e é uma excelente proteção contra a maioria dos feitiços. Legions ainda sentem medo do fogo e da luz do sol, apenas atacando durante a noite, porém seus instintos e fome são muito mais intensos que os de um Inferi comum, e eles enfrentaram luz e fogo para se alimentar ou quando estiverem com raiva. Sua alimentação padrão é de carne humana, seja ela viva ou morta. Legions alimentam-se de outros corpos mortos, devorando-os e acrescentando novas partes aos seus corpos desfigurados, aumentando o número de corpos que os compõem. A mordida de um Legion é extremamente perigosa, pois é um forte veneno, capaz de matar quem foi mordido em questão de horas, uma vez que seus dentes são podres e envoltos em poderosa magia negra. O ponto fraco de um Legion está em seu interior e o modo correto de destruí-lo é de dentro para fora, para tal deve-se rasgar sua carne com algum feitiço ou usar alguma abertura, como a boca ou pedaços sem carne, e lançar um feitiço de fogo em seu interior. Legions são muito mais rápidos, inteligentes e fortes que um Inferi comum e usarão qualquer tática para destruir seus oponentes, inclusive ardilosas táticas, como fingir-se de morto e atacar pelo chão. Um Legion é destruído quando a magia que une seus corpos é rompida e seu corpo começa a se desprender em um intenso fogo de cor negra.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“ Dementador.&lt;br /&gt;Classificação Chronos: 7-8 dependendo do Bruxo que o enfrenta.&lt;br /&gt;Origem: Magia Negra ou Beijo do Dementador.&lt;br /&gt;Descrição: Dementadores são asquerosos seres malignos, que se alimentam da felicidade de suas vítimas, fazendo-as perder as esperanças e se entregar ao desespero até o momento em que o Dementador dá o Beijo. O Beijo é a arma mais perigosa de um dementador, pois ele suga a alma da vítima, tornando-a um novo dementador, nem morto nem vivo. Um dementador pode ser formado por magia negra, para tal o Necromancer retira a alma de uma pessoa ainda viva, tornando seu corpo uma casca vazia sob seu controle. A alma retirada pode ser usada para formação de um Banshee, mas geralmente é usado como o primeiro alimento do dementador, o que o torna mais feroz e maligno. A única forma de enfrentar um dementador é usar o feitiço do Patrono, um poderoso e avançado feitiço que invoca parte da alma de seu usuário para protege-lo. O Patrono é um ser de pura luz e bondade, a personificação da alma, e pode assumir diversas formas, inclusive de animais. O Patrono protegerá seu dono a qualquer custo, atacando o dementador, porém só continuará em ativa enquanto seu conjurador for capaz de mantê-lo em forma material.  Para conjurar um Patrono, deve-se pensar em suas memórias mais felizes e conjurar o feitiço “Expectru Patronus”. Porém, pensar em coisas felizes na presença de um dementador pode ser algo realmente difícil, justificando sua classificação alta. Patronos em geral afugentam dementadores, mas se o Patrono for suficientemente poderoso ele é capaz de extinguir o dementador, dando fim a sua existência. Quanto mais forte for a lembrança feliz, mais poderoso o Patrono.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“ Banshee.&lt;br /&gt;Classificação Chronos: 6.&lt;br /&gt;Origem: Magia Negra ou Naturalmente.&lt;br /&gt;Descrição: Banshees são almas perdidas, que não conseguiram deixar este mundo. Semelhantes a fantasmas, há algo que os liga a esse mundo, não permitindo que prossigam, porém o que os liga a esse mundo é a raiva e a vingança. São espíritos extremamente vingativos, que vagam pelo mundo até o dia em que cumprirem sua vingança, seja contra o que ou quem for. Naturalmente nascem de mortes onde a pessoa possua um forte sentimento de raiva e vingança, mantendo-a ligada a esse mundo. Necromancers criam Banshees ao retiraram a alma do corpo de uma vítima ainda viva, criando uma Banshee e um Dementador, porém em geral, a Banshee é o primeiro “alimento” do Dementador. Caso o Necromancer perca o controle sobre uma Banshee, ela o atacará, querendo mata-lo por vingança. Banshees também são repelidas e destruídas por poderosos Patronos, e outra forma de acabar com uma, é retirando-a do domínio de um Necromancer, quando ela procurará vingar-se dele, desaparecendo em seguida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Necromancer.&lt;br /&gt;Classificação Chronos: 10 ++ &lt;br /&gt;Origem: Humano.&lt;br /&gt;Descrição: Bruxo maligno, extremamente poderoso e maldito. Necromancers usam a Necromancia para criar servos e aliados através dos corpos e das almas de vítimas vivas ou mortas. Eles são poderosos usuários de magia negra e deve-se tomar muito cuidado ao enfrenta-los, pois possuem muitas maldições. Usam seus servos como escudo e forma de ataque, porém devem manter domínio sobre eles. Caso um Necromancer perca o controle sobre seus servos, estes se voltaram contra ele, na tentativa de vingar-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Vampiro&lt;br /&gt;Classificação Chronos: 10+++&lt;br /&gt;Origem: Vampiros&lt;br /&gt;Descrição: Vampiros são seres poderosos e malignos, sedentos por sangue e morte. São imortais, com corpos resistentes e poderosos, donos de uma força descomunal, assim como velocidade assombrosa e grande conhecimento de magias. Um vampiro só é destruído com a luz do sol ou cortando-lhe a cabeça.”&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905796-9128772732741857782?l=fablesbeauxbatons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/feeds/9128772732741857782/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905796&amp;postID=9128772732741857782&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/9128772732741857782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/9128772732741857782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/2009/10/preludios-de-um-sonho-parte-iv-inimigos.html' title='Prelúdios de um sonho - Parte IV - Inimigos e Aliados - Final'/><author><name>Alderan J. A. Chronos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14889340533355710727</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_E0KRO4b8bz8/Siv17-19DsI/AAAAAAAAAAM/1nDRezmsjBg/S220/Alderan.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905796.post-2682727535192180502</id><published>2009-10-07T15:12:00.000-07:00</published><updated>2009-10-07T15:15:20.685-07:00</updated><title type='text'>Prelúdios de um sonho - Parte III - Inimigos e Aliados</title><content type='html'>- Não é culpa minha! Estou criando os Legions como me foi ordenado, mas já esvaziei quase todos os cemitérios da região. – O outro homem falou, sua voz parecia com a voz de um morto de tão rouca e arrastada.&lt;br /&gt;- Basta trazer-lhe mais corpos. Terei prazer em fazer isto. Mas deve ser rápido, está irritando meu mestre também. – A mulher falou, sua voz encantadora me revelando ser uma vampira. Apenas meu treinamento e a mão de mamãe me manteve ligado ao mundo racional, e balancei a cabeça para apagar as imagens dela que se formavam em minha cabeça.&lt;br /&gt;- Scarlet, não irei decepcionar nosso mestre. Farei Cadarn ter orgulho de mim e transformar-me em um vampiro também. – O homem falou e notei ansiedade em sua voz.&lt;br /&gt;- Faça seu trabalho e será recompensado. – A vampira, Scarlet, gargalhou e respondeu, e eu sabia que ela mentia e apenas manipulava-o. Podia imaginar os olhos brilhando do homem.&lt;br /&gt;- E faça direito, o Lord das Trevas é o último que você iria querer desapontar. – Procyon falou, e notei certa amargura em sua voz.&lt;br /&gt;- Você sabe bem disso, não é, Procyon? Soube que seu nome foi banido...Nem mesmo os Comensais o chamam de Chronos. – Melegrant falou, cruelmente. Ouvimos o barulho de uma varinha cortando o ar, ao mesmo tempo que os dementadores e banshees voavam para a entrada da caverna. Meus olhos estavam acostumados à pouca luz e pude ver que Procyon apontava a varinha para o pescoço de Melegrant, que ria maliciosamente. Os servos do necromancer pareciam rosnar para Procyon, mas não se moviam, enquanto Scarlet sorria malignamente.&lt;br /&gt;- Eu provarei para o Lord meu valor, e todos vocês se arrependerão! – Procyon falou com raiva na voz, mas também captei um tom de loucura.&lt;br /&gt;- É o que veremos, você deixou dois deles vivos ainda. E foi humilhado por um sangue-ruim, e provocou a morte de dezenas de comensais! – Scarlet falou rindo, e Procyon lhe lançou um olhar furioso, mas eu via que ele temia a vampira.&lt;br /&gt;- Eu matarei eles com certeza.&lt;br /&gt;- Acho que terá a chance. O Legion que escapou de meu domínio, soube que foi destruído pelo seu amado irmão e sua querida mãe. – Melegrant falou, os olhos negros brilhando de malícia. Procyon não conseguiu esconder o espanto, fazendo Scarlet rir, enquanto pendurava-se em seu pescoço.&lt;br /&gt;- Ora, ora, ora. Encontro em família? – Scarlet falou, os lábios próximos da orelha de Procyon. Ele a empurrou com raiva.&lt;br /&gt;- Melegrant, quero o exército pronto amanhã, ou você me pagará. São as ordens do Lord.&lt;br /&gt;- Cadarn quer resultados, você prometeu que desenvolveria novas formas de se criar Legions com mais facilidade. – Scarlet falou, ainda rindo.&lt;br /&gt;- E terão seus resultados, os meus dois senhores. – Melegrant falou, fazendo uma pequena mesura, ainda com um sorriso malicioso no rosto para Procyon.&lt;br /&gt;- Espero que tenha resultados. – Procyon falou. Nesse momento, mamãe fez os sinais de aproximação e ataque de nossa linguagem e começamos a nos mover sorrateiramente, aproveitando a discussão deles. – Ou provará da minha fúria! Esteja avisa..&lt;br /&gt; Antes que Procyon pudesse terminar de falar, uma imensa bola de fogo foi lançada contra eles, seguida por uma chuva de fogo. Procyon e Scarlet saltaram pra trás, conjurando escudos e protegendo-se, enquanto uma nuvem de dementadores colocou-se entre os feitiços e o Necromancer. Eu e mamãe nos assustamos, ainda mais quando vimos que um único homem, envolto em uma capa negra e com uma larga cicatriz no rosto, estava de pé no alto do morro, lançando feitiços contra eles.&lt;br /&gt; Scarlet gargalhou alto, o som me fazendo ter arrepios e saltou para a montanha, enquanto banshees e dementadores voavam pelo ar na direção do homem. Procyon e Melegrant apontaram as varinhas para o intruso, disparando feitiços verdes.&lt;br /&gt; Eu agi antes de pensar e me coloquei de pé, apontando a varinha para Procyon. Uma luz prateada explodiu de minha varinha, atingindo-o no peito e jogando-o dezenas de metros para o alto e para trás. Em seguida disparei outro raio prateado contra a vampira, atingindo-a em pleno ar, fazendo-a chocar-se contra a montanha, com um guincho de dor. O Necromancer assustou-se e apontou a varinha para mim, lançando uma maldição negra poderosa, mas mamãe já estava de pé, protegendo-me. Procyon levantava-se assustado, encarando-nos com os olhos arregalados.&lt;br /&gt;- Traidor! – Eu gritei e lancei uma onda de magia contra ele, cheio de raiva. Ele fez o chão subir, formando um escudo de terra, que foi destruído pela magia.&lt;br /&gt;- Vocês! – Ele falou, misturando raiva e perplexidade. Agora a luz dos feitiços me fazia poder vê-lo com clareza e via que ele estava muito magro, e parecera envelhecer dezenas de anos em apenas um mês. Ele tinha uma queimadura próximo do pescoço e podia ver a Marca Negra em seu pulso. Ele gritou e disparou uma chuva de feitiços verdes, mas saltei de lado, fazendo pedras levitarem para me proteger. Mamãe lançou um feitiço contra ele, fazendo a terra levantar, em uma espécie de avalanche contra o traidor.&lt;br /&gt; Scarlet voltou furiosa, concentrando toda a sua atenção em nós, enquanto o Necromancer gritava em sua voz rouca um comando maldito, fazendo todos os seus servos nos atacarem. Legions surgiram do chão a nossa volta e saíram de dentro da caverna, todos possuíam mais de três braços e eram tão asquerosos quanto o primeiro. Scarlet gargalhou, saltando em meio às banshees em uma velocidade assombrava, que nem eu conseguia acompanhar. Ela pulou sobre mim, as pressas a mostra, e eu pela segunda vez em vida, vi a morte diante de mim. Mas o outro homem lançou um feitiço rápido, atingindo-me nas costas e tirando do alcance da vampira, enquanto mamãe lançava um feitiço contra ela.&lt;br /&gt;- Não se meta, criança. – Ouvi a voz grossa e forte do homem gritando para mim, enquanto duelava ferozmente com a vampira.&lt;br /&gt; Scarlet gargalhou, rindo enquanto lutava com o homem. Notei com raiva que Procyon havia escapado, e notei com certa preocupação, que os seres malignos nos cercavam e fiquei costas a costas com mamãe. A vampira acertou um soco poderoso no homem, e ouvi o som dos ossos do peito do homem estalando, e ele foi jogado para perto de nós. Scarlet riu novamente, enquanto o Necromancer fechava o cerco. Mamãe lançou uma gigantesca bola de fogo contra um dos Legions, mas não surtiu efeito.&lt;br /&gt;- Hahahahaha! – O Necromancer gargalhou. – A pele desses Legions é feita de uma substância que protege contra magia. Não conseguira acerta-los, mulher.&lt;br /&gt;- Aquele medroso do Procyon, vai perder a chance de ver os Chronos mortos. – Scarlet falou, sorrindo malignamente para nós.&lt;br /&gt;- Chronos? – O homem falou, cuspindo sangue. Eu me abaixei para ajuda-lo, mas ele me deu um soco, empurrando-me para longe. – Eu não preciso de ajuda.&lt;br /&gt;- Morra sozinho então! – Falei com raiva, voltando a me concentrar nos nossos inimigos.&lt;br /&gt;- Esses seus Legions, devem ter um limite para a magia que agüentam. – Mamãe falou, um sorriso nos lábios.&lt;br /&gt;- Eles são perfeitos! Nada que faça os destruirá. – Melegrant gargalhou.&lt;br /&gt;- É o que veremos. – Mamãe falou. – Filho, conjure seu Patrono, mantenha os dementadores e banshees longe de nós. Caçador, se puder lutar, mantenha Scarlet afastada.&lt;br /&gt; O Caçador assentiu, e vi que ele parecia conhecer minha mãe. Ele ficou de joelhos, apontando a varinha para Scarlet que ria para ele. Eu conjurei meu patrono, porém foi algo difícil, pois a nuvem de dementadores e os gritos das banshees minavam minhas energias e esperanças. Mas ao pensar em Alice, Millie, Tristan, Penélope, Bianca, Anabela, Kwon, Marcel, Andréas, Philipe, Noah e Derik, e por fim nos meus planos para o futuro, consegui fazer minha águia prateada surgir. Ela brilhou intensamente e chocou-se contra um dementador que aproximou-se demais.&lt;br /&gt; Mamãe levantou-se a varinha para o alto no mesmo momento em que os Legions, Inferi, Banshees, Dementadores, Scarlet e Melegrant avançavam, gargalhando com a vitória. Uma coluna de fogo saiu da varinha de mamãe e subiu aos céus, transformando a noite em dia por alguns momentos. Houve o barulho de uma explosão e uma chuva de chamas começou a cair ferozmente, parecendo com meteoros atingindo a terra. E era uma Chuva de Meteoros. As imensas bolas de fogo e lava atingiam o solo com força, causando explosões e aniquilando Inferis instantaneamente. Até mesmo as Banshees e os Dementadores foram aniquilados.&lt;br /&gt; Mas não parou por ai. A coluna de fogo tomou a forma de uma imensa serpente de fogo que rodopiou ao nosso redor, como se preparasse o bote. O calor era insuportável e parecia que eu estava no meio de um vulcão, mas o feitiço de mamãe era monstruoso. A serpente de fogo atacou os inimigos, formando uma linha de fogo ao nosso redor, queimando os inimigos com ferocidade. Podíamos ouvir o grito de morte dos Inferi, os sons guturais da garganta maldita das Banshees e dos Dementadores, enquanto os Legions urravam de dor, perdendo o controle e tentando fugir. Mamãe, porém, apontou a varinha para cada Legion e dos céus uma imensa bola de fogo caiu sobre cada um deles, incinerando-os com um único golpe. &lt;br /&gt;A Chuva de Meteoros continuava e o chão tremia com seu impacto, enquanto eu me assustava com o poder de mamãe. O homem estava boquiaberto, parecendo não acreditar, enquanto mamãe sequer parecia cansada. Mamãe tinha uma habilidade magnífica, ela era capaz de gerar e manter magias de níveis altíssimos, sozinha, enquanto normalmente seriam necessários dezenas de bruxos habilidosos. Depois, ela batizaria aquele feitiço gigantesco de Inferno, pois era aquilo que ele era.&lt;br /&gt;Scarlet e Melegrant eram obrigados a saltar constantemente, fugindo dos meteoros e dos próprios aliados, que cegos pela dor e pelo sofrimento corriam pelo campo urrando, atingindo uns aos outros. Scarlet pulou para o alto da montanha e soltou um silvo para nós, fugindo em seguida. Melegrant cambaleou para trás e tentava escapar, quando mamãe apontou a varinha para ele, e uma língua de fogo o envolveu, fechando-se rapidamente. Ele gritou de dor, enquanto era queimado pelo feitiço, mas não morreu, mamãe o queria como prisioneiro.&lt;br /&gt; Não havia mais  exército de mortos-vivos, pois estes estavam queimando em chamas negras, urrando de dor e sofrimento. A resistência dos Legions não agüentou o poder da magia de mamãe e eles caiam mortos, totalmente incinerados. Os dementadores haviam sido aniquilados, tanto pelas chamas quanto pelo meu patrono e o do outro homem. Apesar do modo como ele me tratara, eu estava admirado, pois ele lutara de pé em igualdade com uma vampira, e mesmo agora já estava de pé, caminhando para o Necromancer.&lt;br /&gt;- Muito bem, Melegrant, é a hora de nos contar o que sabe. – Mamãe falou, a varinha apontada para ele.&lt;br /&gt;- Nunca. – O homem conseguiu reunir coragem para falar, os olhos brilhando em desafio. A língua de fogo apertou-se, queimando-o enquanto ele gritava de dor.&lt;br /&gt;- Acho bom começar a falar, Necromancer. – O homem falou, enquanto apertava o peito com uma das mãos.&lt;br /&gt;- Acha que tenho medo de vocês? – O Necromancer falou rindo, mas seus olhos transmitiam medo e loucura enquanto a corrente de fogo o queimava mais.&lt;br /&gt;- Deveria ter. – Eu ameacei com raiva.&lt;br /&gt;- Por que deveria ter medo de uma mulher, um pirralho e um maltrapilho? – Ele perguntou sorrindo. – Eu sou um Necromancer, aliado do Lord das Trevas e pisarei em vocês!&lt;br /&gt;- É o que vamos ver. – O homem falou, apontando a varinha para o peito do homem. – Cruccio.&lt;br /&gt; Melegrant começou a gritar de dor, e enquanto se debatia, as correntes de fogo o queimavam ainda mais, e seus gritos tornavam-se cada vez mais altos. Eu dei um passo a frente para impedi-lo, mas então lembrei-me das centenas de pessoas que aquele homem matara apenas por ganância e para construir um maldito exército. Mas não consegui mais assistir aquilo, lembrando-me da noite em que minha família fora torturada e assassinada.&lt;br /&gt;- Chega. – Eu falei, abaixando o braço do homem.&lt;br /&gt;- Caçador, não deixarei que use uma Imperdoável na minha frente. – Mamãe falou, com os olhos brilhantes.&lt;br /&gt;- Como a Senhora Chronos desejar. – O homem falou, afastando-se um pouco.&lt;br /&gt;- Acho que está pronto para falar? – Eu perguntei, segurando o Necromancer pela camisa. Ele grunhiu de dor.&lt;br /&gt;- Está bem, está bem! O Lord das Trevas quer um exército invencível, um exército de mortos-vivos! Ele quer criar centenas de Inferi, Banshees e Dementadores. Aprendemos então a fazer Legions e ele me ordenou que criasse um exército deles.&lt;br /&gt;- O que os vampiros tem a ver com isto? – O homem perguntou.&lt;br /&gt;- Meu Lord aliou-se a eles, a alguns deles na verdade. Existe um poderoso Necromancer entre os vampiros, ele foi meu mestre e me ensinou a criar Legions, dando-me a tarefa de criar um exército.&lt;br /&gt;- O Conselho jamais permitiria uma ligação entre vampiros e Comensais. – Mamãe falou, e o homem concordou com ela.&lt;br /&gt;- O Conselho não sabe. Meu mestre, Cadarn, está trabalhando às escondidas.&lt;br /&gt;- E o que Procyon fazia aqui? – Eu perguntei com raiva.&lt;br /&gt;- Ele foi designado pelo Lord para vistoriar minhas ações, e, principalmente, ele é o responsável por fazer a ligação com os vampiros.&lt;br /&gt;- Ele está aliado de vampiros?! – Mamãe perguntou enfurecida.&lt;br /&gt;- Sim, seu filhinho está do lado deles agora. – Melegrant falou sorrindo. Dessa vez eu não me segurei e soquei o rosto dele com raiva. Ele caiu no chão e as correntes de fogo o queimaram ainda mais, fazendo-o gritar.&lt;br /&gt;- Meça suas palavras com minha mãe e se voltar a falar que aquele verme pertence a nossa família, eu matarei você. – Eu falei, e algo em meus olhos causou medo no Necromancer.&lt;br /&gt;- Vamos leva-lo para o Ministério. – Mamãe falou, fazendo o necromancer ficar de pé. Assim que ele ficou de pé, seus olhos encararam algo com medo, os olhos vidrados.&lt;br /&gt;- O que houve? – Perguntei preocupado.&lt;br /&gt;- Acho que não poderemos leva-lo. – O Caçador falou e eu olhei para onde ele olhava.E quase não acreditei no vi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Continua...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905796-2682727535192180502?l=fablesbeauxbatons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/feeds/2682727535192180502/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905796&amp;postID=2682727535192180502&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/2682727535192180502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/2682727535192180502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/2009/10/preludios-de-um-sonho-parte-iii.html' title='Prelúdios de um sonho - Parte III - Inimigos e Aliados'/><author><name>Alderan J. A. Chronos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14889340533355710727</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_E0KRO4b8bz8/Siv17-19DsI/AAAAAAAAAAM/1nDRezmsjBg/S220/Alderan.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905796.post-1596675232760083747</id><published>2009-10-06T16:27:00.000-07:00</published><updated>2009-10-06T16:35:13.096-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>As férias deste ano estavam sendo fora do comum. Depois do funeral do pai e da irmã do AJ, Virna queria que eu ficasse em casa e limitasse minhas saidas ao maximo possivel. Entendo que ela se preocupe comigo, mas ela estava exagerando, afinal eu estava de férias, tinha uma vida social fora da escola e o mais importante, tinha um namorado que eu gostaria de encontrar. Quando AJ escreveu me convidando para ficar em sua casa para a semana de treinamento em DCAT, e Kyle seria um dos responsáveis não teve jeito dela me segurar, pois ele disse que eu iria com ele, sem discussões.&lt;br /&gt;Mesmo que eles briguem às vezes, ela é doida por ele e não consegue dizer não. Ele é um bom homem e muito competente no trabalho e não liga para o fato de Tristan não ser de uma familia rica, diz que o mais importante para ele é o caráter de uma pessoa e que confia em meu julgamento.  Claro que ele discretamente me relembrou das minhas notas em DCAT e que eu deveria aproveitar a oportunidade de marcar alguns pontos com a professora Rosseau. :P&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após o treinamento, cada um de nós foi aproveitar o que restava de seus dias de folga, e como AJ iria viajar, Tristan voltou para o orfanato e eu após ficar alguns dias na Escócia com Virna visitando alguns parentes dos McGregors, recebi uma carta de Alice, namorada do AJ me convidando para ficar com ela e sua familia em Paris, até o começo das aulas. Minha irmã me olhou desconfiada, mas como eu a lembrei que já tinha 17 anos e se quisesse poderia ir embora de vez, ela parou de resmungar.&lt;br /&gt;Fui até até casa de Alice através da rede de Flú, e os Oceanborn me receberam  muito bem, colocamos nossas conversas em dia,  saimos para fazer compras para a volta à escola e logo ficamos livres, como eu queria fazer uma surpresa ao Tristan, me despedi dela e fui até o Orfanato aonde ele morava e quando cheguei lá, me informaram que ele havia ido embora. Como havia passado pouco do horario de almoço, lembrei o nome do restaurante trouxa onde ele estava trabalhando e fui até lá. Respirei aliviada ao ver que ele estava bem. Quando ele me viu, abriu um sorriso enorme e falou com alguém do restaurante que parecia ser o gerente até onde eu estava, me deu a mão e me levou para fora. Assim que saimos para fora, ele me deu um beijo nos lábios e disse:&lt;br /&gt;- Oi! Você não tem idéia de como senti sua falta.&lt;br /&gt;- Também senti a sua. Fui te procurar no orfanato. O que aconteceu?&lt;br /&gt;- Já tenho 17 anos, sou maior  e segundo o diretor, ele já me aturou demais.Então sai de lá.&lt;br /&gt;- Onde você está morando?&lt;br /&gt;- Numa pensão aqui perto, não se preocupe... Vamos tomar um sorvete...- desviou das perguntas e me levou até um carrinhos de sorvete, onde comprou duas casquinhas de chocolate  e nos sentamos no banco enquanto olhávamos as pessoas aproveitando o resto do dia de sol no parque. - Quero ver aonde você esta morando Tristan...- insisti porque Tristan, não gostava de dividir problemas, ele sorria, ele brincava, mas seus olhos o entregavam quando estava preocupado.&lt;br /&gt;- Está querendo ficar sozinha comigo Millicent? Posso achar que é uma proposta indecente...- disse me olhando de um jeito maroto, enquanto eu sentia meu rosto esquentar, e ele riu. Dei-lhe um tapa no braço e rimos.&lt;br /&gt;Continuamos a tomar sorvete e ele acabou me contando o que tinha acontecido no orfanato, e como eu insisti, ele me levou até o local aonde estava morando provisoriamente até a nossa volta para a escola, e era um lugar tão deteriorado, que fiquei abismada em saber que alguém cobrava por aquilo.&lt;br /&gt;- Meu quarto não é tão ruim assim. Sabe que sou bom em arrumar as coisas. - ele se desculpou, e eu me segurava para não tremer enquanto subiamos a escada e via baratas de todos os tamanhos, fugirem pelos vãos dos degraus.  O quarto estava realmente limpo, ele havia cuidado disso, apesar da pintura descascada e do mofo em alguns lugares, o teto tinha rachaduras e marcas de umidade. Não havia muita coisa. Havia uma cama de armar, que estava num canto, coberta por um cobertor fino; uma jarro d’agua em cima de uma bacia, uma das janelas estava quebrada. Imaginei que no calor a brisa que entrava era até refrescante, mas e no inverno? Notei que ao lado da porta havia uma cadeira, e dava para notar que ela tinha as marcas da maçaneta como se ela fosse usada para reforçar a segurança. O banheiro ficava no corredor e eu nem quis ver o estado que estava. Virei-me para ele e perguntei:&lt;br /&gt;- Você tem amigos, porque não pediu nossa ajuda? Porque não pediu a minha ajuda? Estamos juntos Tristan, você poderia ter ido para minha casa...&lt;br /&gt;- Você mora com a sua irmã, e ela não morre de amores por mim.&lt;br /&gt;- Está bem você tem razão, mas mesmo minha irmã, não negaria um lugar para você ficar. Ela pode ser esnobe, arrogante, mas não é um monstro. Ou você poderia ter procurado um dos rapazes...&lt;br /&gt;- Claro, eu só teria que bater na porta deles e dizer:  &lt;em&gt;‘Marcel, seu palácio é grande, posso ficar na ala leste, alteza&lt;/em&gt;?? Ou então:  ‘&lt;em&gt;AJ, sua casa esta vazia, e você precisa de alguém para usufruir deste conforto, deixe que me encarrego disso’&lt;/em&gt;. O fato de serem meus amigos, não significa que posso abusar desta amizade. – ele disse teimoso.&lt;br /&gt;- Eu poderia ter emprestado dinheiro a você para ficar num lugar um pouco melhor.&lt;br /&gt;- Pode não ser um local que você está acostumada, mas o meu dinheiro só consegue pagar isso, aceite a realidade. – disse empinando o queixo.&lt;br /&gt;- Orgulho não resolve nada...- disse e não consegui impedir que meus olhos se enchenssem de lágrimas e ele se aproximou me abraçando.&lt;br /&gt;- Orgulho não resolve nada, você tem razão, mas no momento é a única coisa que ninguém pode tirar de mim, então vou mantê-lo...Eu estou bem, é sério, não é tão ruim quanto parece. Estou recebendo boas gorjetas e logo voltaremos para a escola. Será por pouco tempo, Millie. Eu vou ficar bem, é sério. – e se sentou ao meu lado na cama e tive que levantar os pés assustada quando um rato, passou correndo por cima deles.&lt;br /&gt;- Vem comigo...- disse enxugando as lágrimas, quando uma idéia surgiu na minha mente.&lt;br /&gt;- Aonde?&lt;br /&gt;- Pegue suas coisas e venha. Se você vai ter que morar numa pensão, que seja num lugar onde não terá que disputar o jantar com os ratos.&lt;br /&gt;- Millie...Sei que você tem dinheiro, mas eu não vou usa-lo e...&lt;br /&gt;- Por favor, venha comigo, eu não vou suportar ir embora e te deixar aqui. Prometo que você vai pagar pela sua hospedagem. Vem comigo?- estendi minha mão e ele a pegou se rendendo.&lt;br /&gt;Tristan juntou suas coisas e saimos dali, caminhamos até um local onde poderiamos aparatar e eu segurei a mão dele, o elvando aonde deviamos ir. Chegamos num bairro próximo do centro de Paris, era um bairro muito bonito, entramos num predio residencial, e chegamos a um apartamento todo mobiliado, e com uma bonita vista de Paris, dava até para ver uma parte da Torre Eiffel.&lt;br /&gt;- Onde estamos? Quem mora aqui?- ele quis saber&lt;br /&gt;- É o apartamento da prima Sarah.&lt;br /&gt;- E porque você tem a chave da casa dela?&lt;br /&gt;- Ela me ofereceu quando estavamos na casa do AJ. Eu disse que queria vir para cá uns dias antes do começo das aulas, e ela me ofereceu o apartamento, dizendo que eu poderia usa-lo á vontade, pois estava vazio Você vai ficar aqui Tristan?&lt;br /&gt;- E a Sarah? Não vai ser muito agradavel voltar para casa e encontrar um estranho morando aqui, não é? – ele perguntou  preocupado.&lt;br /&gt;- Você não é um estranho, é o meu namorado e ela gostou muito de você. Vou escrever a ela, pedindo para você ficar aqui. Por favor, Tristan, por mim. – e ele após pensar um pouco, disse:&lt;br /&gt;- Está bem eu fico, mas vou pagar a ela, como se estivesse numa pensão.  – sabia que não adiantaria discutir sobre isso e o ajudei a se instalar.&lt;br /&gt;Quando terminamos tudo, saimos para comer alguma coisa, e depois ele me levou para a casa da Alice. Passamos a nos ver quase todos os dias, e apesar de tudo, eu nunca tive um verão tão feliz em toda a minha vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;When I see your smile&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Tears run down my face I can't replace&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;And now that I'm stronger I've figured out&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;How this world turns cold and breaks through my soul&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;And I know I'll find deep inside me I can be the one&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I will never let you fall&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I'll stand up with you forever&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I'll be there for you through it all&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Even if saving you sends me to heaven&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;N. Autora: Your guardian angel, The Red Jumpsuit Apparatus&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905796-1596675232760083747?l=fablesbeauxbatons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/feeds/1596675232760083747/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905796&amp;postID=1596675232760083747&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/1596675232760083747'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/1596675232760083747'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/2009/10/as-ferias-deste-ano-estavam-sendo-fora.html' title=''/><author><name>Millie Von Griffin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02921409048643146287</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_1R7jnnYKXNU/S1W3VQ3_gQI/AAAAAAAAAAM/22BW3_ta_zM/S220/Millicent.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905796.post-3807728904957485180</id><published>2009-10-01T17:35:00.000-07:00</published><updated>2009-10-01T17:36:30.055-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Depois de contar a meus irmãos o que tinha acontecido e conseguir acalmá-los, usei o pingente criado por Kwon para avisar a meus amigos. Não havia como avisar através dele exatamente o que tinha acontecido, mas ele servia como alerta. Só o usávamos em situações de emergência, então quando eles vissem que o pingente estava iluminado pela cor que pertencia a mim, saberiam que algo grave tinha acontecido e voltariam para Mônaco. E foi exatamente o que aconteceu. Cinco minutos depois de acionar o pingente, minha casa começou a se encher com o som de estalos gerados por aparatação. Em menos de meia hora, Philipe era o único que ainda não se encontrava na sala da minha casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Dani, sinto muito por nenhum de nós estar aqui quando tudo isso aconteceu – Olivia falou me abraçando, depois que terminei de contar toda a história.&lt;br /&gt;- Henri estava aqui comigo, podia ter sido pior. O que importa é que vocês estão aqui agora.&lt;br /&gt;- E acabei de falar com o Phil – Marcel apareceu outra vez na sala, com um espelho de duas vias na mão – Ele pediu desculpas por não ter chegado ainda, mas não tinha como aparatar da África até aqui. Já entrei em contato com o Ministro africano, Phil está indo até o Ministério agora mesmo pegar a chave de portal que pedi para ele autorizar e deve chegar aqui daqui a pouco.&lt;br /&gt;- O que vai fazer com seus irmãos, Dani? – Kwon perguntou o que eu mais temia.&lt;br /&gt;- Ainda não sei, mas não posso deixar que mandem eles pra um orfanato, ou pior, que mandem eles pra outra família e acabem separados.&lt;br /&gt;- Isso não vai acontecer, não vamos deixar – Andreas falou firme e todos concordaram com a cabeça – Seus irmãos vão ficar aqui, vocês são uma família e não vão ser separados.&lt;br /&gt;- Faremos o que estiver ao nosso alcance para ajudar, não se preocupe – Anabela me abraçou também.&lt;br /&gt;- Obrigada, pessoal – sorri agradecida para eles – Vocês são os melhores amigos que alguém podia ter.&lt;br /&gt;- Somos uma família e ajudamos uns aos outros, para isso temos os pingentes – Bianca apertou o pingente em forma de cruz na mão e sorriu – Estamos ligados para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;ººººº&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Depois que Philipe conseguiu voltar através da chave de portal que Marcel arranjou e ir direto para a minha casa, eles começaram a me ajudar com os preparativos para o enterro. Eram tantas pessoas tentando ser o mais prestativas possíveis que acabaram não me deixando fazer quase nada. Tudo foi resolvido com muita agilidade e na manhã do dia seguinte, eu e meus irmãos pudemos dar o último adeus ao nosso avô.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora nossa família agora estivesse reduzida, o movimento na casa havia aumentado. Meus amigos, assim como Henri, não me deixavam sozinha um minuto sequer, a sala estava sempre cheia com as conversas animadas para tentar me distrair de todas as maneiras. Era bom, eu não podia reclamar de nada. Ter toda aquela bagunça ao meu redor mantinha minha mente ocupada, mas ainda assim eu precisava me concentrar nos problemas que agora me acompanhavam, como a lista de materiais minha e dos meus irmãos que haviam acabado de chegar. Elas vieram junto de uma carta de condolências da professora LeFreve e uma notificação de que, assim como eu, Frederic e Tomás poderiam estudar em Beauxbatons por meio de uma bolsa de estudos. Isso resolvia parte dos meus problemas, mas não todos eles. Ainda precisava comprar os livros, e em dobro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faltava uma semana para a volta às aulas e a casa estava menos povoada, apenas Henri e Marcel me faziam companhia. Marcel havia levado Remy para brincar com meus irmãos e mantê-los um pouco distraídos, o que era ótimo, pois sempre os pegava olhando fotos do vovô pela casa com expressões tristes. Começar a estudar em Beauxbatons faria bem a eles. Enquanto eles brincavam no quarto, eu estudava a lista de materiais na cozinha, alheia a conversa amistosa entre Marcel e Henri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vocês ganharam o campeonato em Junho, mas não conte com isso pra próxima temporada – Marcel falava convencido – Esse ano teremos Bianca Latour no time.&lt;br /&gt;- Quem disse? – Henri debochou – O diretor não autorizou garotas a jogar, vocês vão perder outra vez.&lt;br /&gt;- Isso mesmo, Renoir, continue se iludindo. Vai ser mais divertido quando verem Bianca entrando em campo com o uniforme da Lux.&lt;br /&gt;- Bianca vai jogar, Henri – desviei a atenção das listas por um instante – Ainda não foi aprovado, mas será.&lt;br /&gt;- Como estão as contas? – Henri resolveu mudar de assunto quando Marcel riu com gosto, atirando amendoins na boca como uma foca pegando peixes.&lt;br /&gt;- Muito bem, já consegui cortar tudo que não é realmente necessário e Tomás pode usar meus livros, faltam só os do Fred.&lt;br /&gt;- Ele pode usar os meus, já falei milhões de vezes – Henri insistiu, um pouco impaciente – Não os uso mais e nem tenho irmãos mais novos, eles são seus se quiser.&lt;br /&gt;- Já disse que não preciso dos seus livros, Henri – respondi também impaciente – Quantas vezes vamos voltar a esse assunto?&lt;br /&gt;- Por que seus amigos podem ajudar em tudo e quando eu tento, você sempre veta? – ele se levantou da mesa, irritado – Só estou tentando ajudar e não diga que não precisa, porque você sabe que precisa.&lt;br /&gt;- Por que você não vai pra casa? Não disse que ia visitar o St. Napoleon hoje com seu pai? Já está atrasado.&lt;br /&gt;- Ótimo, agora está me expulsando.&lt;br /&gt;- Ok, chega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantei da mesa irritada e o puxei pela mão até o lado de fora da casa, deixando Marcel sozinho na cozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por que você faz isso, Dani? – Henri se acalmou um pouco e me encarou parecendo chateado.&lt;br /&gt;- É diferente quando você faz alguma coisa por mim e quando meus amigos fazem – segurei seu rosto com as mãos e ficamos mais próximos – Por favor, não fique chateado com isso.&lt;br /&gt;- Você sabe que eu te amo e quero fazer tudo por você, não é?&lt;br /&gt;- Sim, eu sei, mas você não pode fazer tudo, tem que me deixar me virar sozinha também – ele resmungou algo que não entendi e acabei rindo – Volta amanha pra me ver?&lt;br /&gt;- Claro que eu volto – ele segurou meu rosto também e me encarou – Eu te amo.&lt;br /&gt;- Eu também te amo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Henri me puxou para junto dele e meu beijou, aparatando em seguida. Voltei para dentro de casa e Marcel estava com os pés em cima da mesa, ainda atirando amendoins para o alto antes de pega-los com a boca e me olhava com um sorriso esquisito. Caminhei de volta para o meu lugar o encarando de volta, mas sem perguntar nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então... – assim que eu sentei, ele começou – Por que não deixa seu namorado ajudar? Sabe que não sou fã do Zé Mané, mas tenho que admitir que ele gosta de você de verdade e só quer ajudar.&lt;br /&gt;- Dia épico! Marcel Grimaldi tomando partido de Henri Renoir! – brinquei, antes de ficar séria outra vez – É complicado.&lt;br /&gt;- Descomplique pra mim, então – ele se ajeitou na cadeira e tirou os pés da mesa – Estou com tempo, não tenho nada marcado pra essa tarde.&lt;br /&gt;- É a família dele, eles não gostam muito de mim – falei desanimada – Na verdade, eles me odeiam. Não quero que Henri me dê nada, porque não quero dar motivo para eles falarem alguma coisa.&lt;br /&gt;- Por que eles odeiam você?&lt;br /&gt;- Porque acham que quero dar o golpe do baú no filho deles. Henri é rico, eu sou pobre, é matemática simples.&lt;br /&gt;- Ora, mas isso é ridículo! – Marcel se irritou – Se eles a conhecessem ao menos um pouco, saberiam que é a teoria mais patética do mundo!&lt;br /&gt;- Eu sei, mas eles não fazem questão de me conhecer, a irmã dele dá relatórios suficientes para isso. Henri não faz idéia, e prefiro que continue assim.&lt;br /&gt;- Aquela garota é ridícula. Ela se acha melhor do que todo mundo, me dá nervoso conversar por mais que 30 segundos com ela.&lt;br /&gt;- É, ela é uma pessoa muito agradável... – fiz uma careta e ele riu – Mas mudando de assunto... Que história é essa de você e a Olivia estarem namorando? Isso é sério?&lt;br /&gt;- Quem te falou isso? – ele se espantou e sua reação chamou minha atenção.&lt;br /&gt;- Tomás, ele disse que ela passou o fim de semana em La Roche com você e que os pais dela também foram, disse que ela estava sendo apresentada a sua família como sua quase noiva.&lt;br /&gt;- Ah, é, sim – ele gaguejou um pouco – Estamos namorando.&lt;br /&gt;- Mentiroso – Marcel reagiu outra vez, o que só provou que eu estava certa – Vocês não estão namorando coisa alguma, então pode falar a verdade. Contei sobre a família do Henri, sua vez.&lt;br /&gt;- É uma história complicada.&lt;br /&gt;- Descomplique pra mim, então – repeti seu gesto de apoiar os pés na mesa – Estou com tempo, não tenho nada marcado pra essa tarde. Bom, só comprar alguns materiais, mas ainda é cedo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcel riu por tê-lo imitado e começou a me contar, com detalhes, toda a confusão em relação à história de que ele e Olivia estavam namorando. E principalmente, de como eles agora estavam tão enrolados na própria mentira que não tinham muitas opções para sair dela sem que ninguém fique mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bom, então a única solução que encontramos foi esperar passar uns dois meses depois de já estarmos de volta a Beauxbatons e então escrevemos aos nossos pais e contamos que decidimos continuar sendo apenas amigos. Eles não estão lá para nos ver todo dia, não precisam saber que nunca fomos namorados de verdade.&lt;br /&gt;- E quanto aos seus seguranças? Acha que eles não vão notar?&lt;br /&gt;- Eles são meus cúmplices, não dizem nada que não seja necessário. E Olivia e eu estamos sempre juntos de qualquer forma, só precisamos andar um pouco de mãos dadas e pronto, ninguém vai perceber.&lt;br /&gt;- É, dá pra enganar mesmo, mas... Quando você pretende dizer a Olivia que está apaixonado por ela?&lt;br /&gt;- Como? – Marcel soltou uma gargalhada que deveria ser descontraída, mas pra mim soou um pouco nervosa – Não estou apaixonado por ela, é tudo uma brincadeira que foi longe demais.&lt;br /&gt;- Marcel, por favor, a mim você não engana. Essa história pode até colar com o resto da turma, e aposto que vai colar, mas está estampado na sua cara que você gosta de verdade da Olivia. Aposto o que eu tenho, e não é muito, que a idéia de prolongar o fim da mentira partiu de você. Olivia queria acabar com isso logo, mas você conseguiu convencê-la de que era melhor adiar.&lt;br /&gt;- Você não vai contar a ela, não é? – ele se rendeu.&lt;br /&gt;- Eu não vou contar nada, mas por que você não conta?&lt;br /&gt;- Dani, qual é, olha bem pra mim – ele levantou da cadeira e estendeu os braços – Eu não sou o tipo da Olivia. Não sou o Kwon, não sirvo pra ela.&lt;br /&gt;- Você não serve pra ela? – fui obrigada a rir – Marcel, está brincando, não é? Você é o garoto dos sonhos de qualquer garota daquela escola! Você é lindo, educado, charmoso, rico e como se isso não bastasse, é um Príncipe. De verdade!&lt;br /&gt;- Isso não me faz ser qualificado pra ela, não temos nada em comum – ele sentou outra vez, derrotado. Era estranho ver Marcel assim – Ela me acha uma grande piada.&lt;br /&gt;- Então talvez esteja na hora de mudar essa imagem que Olivia tem de você.&lt;br /&gt;- Você vai me ajudar?&lt;br /&gt;- Sim, vou. Se seguir as minhas dicas, Olivia vai ser sua namorada de verdade antes do fim do ano letivo.&lt;br /&gt;- Por favor, não conte isso a mais ninguém. Vamos manter a versão original da história, ok?&lt;br /&gt;- Sem problemas. Pode apostar que em dois meses, ninguém vai enviar nenhuma carta aos pais comunicando o fim do namoro – estendi a mão e Marcel a apertou, mais animado.&lt;br /&gt;- É um trato, Darrieux – ele levantou outra vez e tomou a lista da minha mão – Agora pare com essas contas que está me deixando louco. Vou ficar devendo um grande favor a você e vou começar a pagá-lo eliminando essa lista, vamos para o Beco Diagonal.&lt;br /&gt;- Marcel, não se atreva! – tentei tomar a lista de sua mão, mas ele a escondeu dentro do casaco.&lt;br /&gt;- Não sou seu namorado e minha família lhe adora, não tem desculpas. Alias, será que você pode, pelo amor de Merlin, aceitar o convite da minha mãe e passar o resto das férias no Palácio? Ela está me enlouquecendo de preocupação com você aqui, sozinha com os gêmeos.&lt;br /&gt;- Só se me deixar pagar ao menos uma parte dessa lista.&lt;br /&gt;- Como quiser. Vamos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcel estendeu o braço e o segurei, me dando por vencida. Chamamos os meninos no quarto e, acompanhados dos seguranças de Marcel e Remy, passamos o resto da tarde no Beco Diagonal fazendo as compras para a volta as aulas. Aos poucos, as coisas estavam voltando ao normal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905796-3807728904957485180?l=fablesbeauxbatons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/feeds/3807728904957485180/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905796&amp;postID=3807728904957485180&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/3807728904957485180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/3807728904957485180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/2009/10/depois-de-contar-meus-irmaos-o-que.html' title=''/><author><name>um aluno de Beauxbatons</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08263899301418645554</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-jmsjUlraUM/SL6SUF-a01I/AAAAAAAAAAM/ZY7fq13Af24/S220/anarquia%5B1%5D.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905796.post-5378796121303036801</id><published>2009-09-30T16:58:00.000-07:00</published><updated>2009-09-30T17:00:25.146-07:00</updated><title type='text'>Prelúdios de um sonho - Parte II - Caçadas</title><content type='html'>- O que é aquilo? – Eu falei com asco, enquanto encarava um ser putrefato e imenso que urrava para a noite. Ele parecia feito de vários corpos, com três braços, um rosto desfigurado e cheio de dentes, olhos costurados e malignos. Seu corpo era imenso e de cor cinza, cheio de costuras e pedaços de corpos diferentes. Em certos trechos não havia carne cobrindo seu corpo, e os ossos e tripas ficavam à mostra, assim como alguns órgãos internos, de forma que eu era capaz de ver parte de seu intestino grosso. Eu não conseguia entender como ele andava e mantinha-se inteiro. Apesar da distância que estávamos, eu podia sentir o cheiro que saia de seu corpo, e era extremamente nojento, misturando cheiro de podridão com carne estragada. Aquilo era uma abominação.&lt;br /&gt;- É um Legion. Legions são criaturas formados por pura magia negra. Ele é uma mistura de dezenas, pelo tamanho talvez centenas, de Inferi. – Mamãe falou, enquanto mantinha a varinha com força em sua mão. A criatura ainda não havia nos notado, pois escolhemos um lugar onde o vento estava a nosso favor, para que nosso cheiro não chegasse até ele. Estávamos em pé no muro do cemitério, olhando-o de longe. Havíamos chegado até ali seguindo os relatórios do Ministro Alemão. Ao chegar perto da divisa com a Áustria, ouvimos notícias de arrombamento de túmulos, com o posterior sumiço dos corpos, além de rumores de uma criatura maligna e estranha que matara pelo menos dois camponeses. &lt;br /&gt;- Quem teria coragem de fazer algo assim com pessoas mortas? – Eu falei chocado, enquanto pensava que os corpos de centenas de pessoas formaram aquele monstro. Fiquei enjoado quando a criatura abriu um tumulo com um único golpe de mão e pegou um corpo, começando a mastiga-lo. Era uma cena asquerosa, pois seus dentes comiam a carne morta com rapidez, espalhando pedaços de carne e órgãos pelo chão, enquanto ele emitia um horrível som de osso esmagado.&lt;br /&gt;- Bruxos das trevas, da pior espécie, Necromancers. Devemos tomar cuidado filho, um Legion é muito mais forte e inteligente que um Inferi comum. E o mais importante, deve haver algum Necromancer nessa região, é raro um Legion se formar sozinho. Precisaremos investigar melhor o lugar. – Mamãe falou, me fazendo ter certeza de que algum bruxo maligno estava na região.&lt;br /&gt;- Concordo, precisamos achar o responsável por isso e saber porque criou um monstro como este. – Falei enquanto mantinha a varinha segura. Nesse momento senti o vento mudar e imediatamente fiquei mais alerta. - Ele ainda sente medo de fogo? – Perguntei, enquanto apontava a varinha para o monstro, que sentiu o nosso cheiro de carne fresca com a mudança da direção do vento, olhando em nossa direção com o corpo ainda entre os dentes, rosnando com ferocidade.&lt;br /&gt;- Sim, mas seus instintos também são mais fortes. Ele pulará no fogo para comer nossa carne, então não conte somente com o fogo. Vamos acabar com ele juntos.&lt;br /&gt; A criatura urrou para nós e correu na nossa direção. Para meu espanto ele era mais rápido do que eu imaginava e destruía lápides enquanto corria. Eu e mamãe saltamos de lado em direções opostos e começamos a lançar feitiços. Um de seus braços parecia feito de algum material diferente de apenas carne humana, pois ele o usava como escudo e os feitiços não faziam efeito. Porém, mamãe conseguiu atingir um poderoso feitiço de chamas na lateral da sua cabeça, arrancando um urro de dor do monstro, que cambaleou e apoiou-se em um dos túmulos. Eu aproveitei para lançar feitiços em suas costas, causando explosões vermelhas, fazendo-o urrar também. Ele gritou para mim e agarrou uma das lápides, jogando-a contra mim. Eu apontei minha varinha para ela e a destruí no ar, notando que aquilo fora apenas uma distração e ele já estava muito próximo de mim, socando o ar com seu braço poderoso. O soco me atingiu, seu punho acertando toda a área da minha barriga e do meu peito, jogando-me com violência contra um jazido, me fazendo cuspir sangue e levantar com dificuldade, atraindo ainda mais o monstro.&lt;br /&gt; Mamãe conseguiu faze-lo afastar-se de mim ao conjurar uma gigantesca bola de fogo e lançando-a contra ele, me dando tempo de escapar de seu alcance, enquanto ele se debatia. Eu e mamãe, os olhos agora brilhando em prateado, lançamos poderosas e longas labaredas contra o monstro, queimando-o com raiva. Ele urrou de dor e debatia-se, atingindo os túmulos, tentando em vão apagar o fogo. Ele, porém, realmente era inteligente, e usando seus três braços jogou uma enorme quantidade de terra para o alto e sobre seu corpo, criando uma espessa nuvem escura.&lt;br /&gt; Eu e mamãe tossíamos, e tínhamos dificuldade de enxergar, por isso guiávamo-nos pela audição e pelo olfato, porém nada sentíamos. A nuvem baixou rapidamente e pudemos olhar em volta e para o nosso espanto, não havia sinal dele.&lt;br /&gt;- Droga, ele escapou! – Falei, enquanto apontava em todas as direções.&lt;br /&gt;- Vamos continuar procurando-o. - Mamãe falou, fazendo sua varinha brilhar intensamente, criando um forte clarão.&lt;br /&gt;- Não, ele ainda está por aqui, posso sentir. – Eu falei, aguçando ainda mais meus sentidos. Eu sentia algo se movimentando, mas não sabia onde.&lt;br /&gt;- Cuidado! – Mamãe gritou.&lt;br /&gt; Então notei com terror. Dois dos braços do Legion surgiram da terra, agarrando-me e puxando-me para baixo com força. Eu fiquei preso por seus braços e semi-enterrado pela terra fofa do cemitério, enquanto seu terceiro braço apertava minha garganta, tentando me matar. Um grito de dor ficou sufocado em minha garganta, enquanto a falta de oxigênio dificultava meu raciocínio e meus reflexos. Mamãe correu em me ajudar e com um forte floreio da varinha fez a terra sob mim desaparecer, revelando o monstro semi-enterrado. Ele grunhiu para mamãe e eu consegui reunir um pouco de força, chutando seu rosto desfigurado. Mamãe pulou no ombro do monstro, enquanto eu mantinha seus braços ocupados, e apontou a varinha entre os olhos do monstro, disparando um feitiço vermelho a queima-roupa. &lt;br /&gt; O Legion sequer soltou algum tipo de grito de dor e no instante seguinte seus braços penderam sem forças, enquanto ele morria. Eu consegui me desvencilhar e massageava o pescoço, onde havia um hematoma em forma de mãos grotescas. Mamãe me ajudou a me levantar, apontando a varinha para meu pescoço e curando meu machucado. Nós respiramos com dificuldade, enquanto saíamos do buraco onde o Legion estava enterrado. Nos viramos para apontar a varinha para ele e queima-lo de vez, quando para nossa surpresa e horror, ele pulou urrando de raiva contra nós, ainda vivo. Ele acertou um forte soco em mamãe, jogando-a longe e virava-se para me morder, porém fui mais rápido que ele.&lt;br /&gt; Meus olhos brilhavam em um forte tom de prata e enfiei minha varinha no meio de seu intestino, causando uma explosão dentro dele. A explosão foi tamanha que senti todo o seu corpo tremer. Em seguida eu lancei um feitiço incendiário no mesmo lugar e ouvi o monstro gritando de dor. Ele começou a debater-se e em seu desespero me acertou com um dos braços, jogando-me longe. Mamãe já estava de volta e me aparou no ar com a varinha. Nós dois apontamos nossas varinhas para ele, e, ela com os olhos em prateado também, lançamos uma imensa chama vermelha apontando no intestino do monstro. Ele queimou de dentro para fora, pedaços de seu corpo soltando-se enquanto a energia que os mantinham unidos era destruída, exalando um cheiro ainda mais forte de podridão, enquanto o Legion caia ao chão completamente destruído, uma imensa chama negra subindo para o ar, enquanto um odioso som de carne fritando era ouvido.&lt;br /&gt; Nós respirávamos com dificuldade, e mamãe me ajudava a me manter em pé, enquanto curava nossos ferimentos. O Legion ainda queimava em uma chama negra, e podíamos ouvir o som asqueroso que fazia. Definitivamente haveria um Necromancer na região e precisávamos acha-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Na noite seguinte, eu e mamãe seguimos novas pistas. Aldeões nos falaram que viram um homem suspeito andando na noite anterior perto de outro cemitério e na mesma noite, podiam jurar que viram corpos saindo de dentro do cemitério. Só poderia ser um Necromancer, conseguindo novos servos. Porém, não conseguimos maiores informações, principalmente sobre Procyon, mas decidimos investigar.&lt;br /&gt; Nós não falávamos uma palavra e devido a nosso treinamento, emitíamos pouquíssimos sons ao andarmos pelo campo. Usamos a Linguagem de Batalha dos Chronos, que consistia em assovios rápidos e gestos de mãos. Essa precaução era porque havíamos encontrado um grupo de Inferi, além de uns seres estranhos que lembravam fantasmas, mas eram mais nítidos.&lt;br /&gt;- São Banshees, almas retiradas de humanos vivos. Eles devem estar funcionando como vigias, e aqueles Inferi devem estar patrulhando a área. Devemos estar perto do local onde o Necromancer está. – Mamãe falou em minha mente, usando a Leglimência. Com dificuldade eu respondi, pois era pouco hábil nesse tipo de conversa.&lt;br /&gt;- Vamos com cuidado então, elas podem alertar o Necromancer. Eu sinto algo mais no ar.&lt;br /&gt;- Eu também. Há mais seres malignos aqui. Sente os Dementadores?&lt;br /&gt;- Sinto, eles estão perto. E eu estou sentindo uma presença estranha, não sei definir se está morta ou viva.&lt;br /&gt;- Grave bem essa sensação filho, é um vampiro. São as criaturas mais perigosas e letais que você irá enfrentar.&lt;br /&gt;- Isso é um vampiro? – Falei assustado, sentindo a aura maligna e sedenta de sangue.&lt;br /&gt;- Sim. A sede de sangue deles é quase palpável. Vamos com cuidado a partir de agora.&lt;br /&gt;- Está bem, eu vou na frente.&lt;br /&gt; Mamãe concordou com a cabeça, pois ela sabia que ela era melhor para proteger nossa retaguarda. Nós andávamos lentamente, misturando-se a noite, mas com todo cuidado, pois sabíamos que aqueles seres tinham sentidos mais aguçados que os nossos.&lt;br /&gt; O local onde estávamos era muito afastado de qualquer cidade ou vila, e os aldeões não iam ali com freqüência, pois temiam haver algo de maligno ali, e comprovávamos esse medo. Era perto de uma montanha e podíamos ver que ela possuía uma entrada para uma caverna e os Inferi e Banshees se concentravam ali. Eram em torno de vinte banshees e pelo menos 20 Inferi, sendo que mais próximo da entrada da caverna, podíamos ver ao menos 15 dementadores. Aquele local era o covil do Necromancer com toda certeza, pois de que outra forma haveriam tantos servos no local?&lt;br /&gt; Estávamos a algumas centenas de metros, quando todos os seres pararam e abriram caminho, e ouvimos vozes exaltadas vindo de dentro da caverna. Nós paramos imediatamente, escondendo-nos nas sombras. Eu podia ouvir três vozes distintas, duas delas masculinas e uma feminina, sendo a feminina extremamente fria. E eu reconhecia uma das vozes.&lt;br /&gt;- Melegrant, O Lord das Trevas está irritado! Você está demorando demais para construir o exército que ele ordenou! – Alguém falou, friamente, mas com força na voz, e eu tive que me segurar enquanto cerrava os punhos. Meus olhos ficaram prateados no mesmo instante, mas mamãe segurou minha mão, fazendo que não com a cabeça. “Não use Leglimência, um vampiro irá lê-la de uma distância tão curta”, eu ouvi o eco de sua voz, lembrando-me do que ela falara mais cedo. Porém, seus olhos também estavam prateados, pulsando de raiva daquele traidor. Era Procyon.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905796-5378796121303036801?l=fablesbeauxbatons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/feeds/5378796121303036801/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905796&amp;postID=5378796121303036801&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/5378796121303036801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/5378796121303036801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/2009/09/preludios-de-um-sonho-parte-ii-cacadas.html' title='Prelúdios de um sonho - Parte II - Caçadas'/><author><name>Alderan J. A. Chronos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14889340533355710727</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_E0KRO4b8bz8/Siv17-19DsI/AAAAAAAAAAM/1nDRezmsjBg/S220/Alderan.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905796.post-6528134514594350254</id><published>2009-09-27T09:47:00.000-07:00</published><updated>2009-09-27T09:58:19.587-07:00</updated><title type='text'>Prelúdios de um sonho - Parte I - Fortalezas</title><content type='html'>- Vamos AJ, deixa de ser bobo e vem tirar a foto!&lt;br /&gt;- Eu não estou sendo bobo, só que viu como estou sujo?&lt;br /&gt;- Olha, parece uma garota falando!&lt;br /&gt;- Não enche!&lt;br /&gt;- Reúnam-se todos, vou tirar uma foto só de vocês então. – Kyle falou, segurando a câmera e gesticulando para que eu e meus amigos nos reuníssemos todos juntos. Quando todos conseguiram parar de empurrar para aparecer mais na foto, a luz da câmera brilhou, cegando-nos momentaneamente. Eu e Alice tiramos a foto abraçados, pois havíamos oficializado nosso namoro, enquanto Tristan e Millie também estavam abraçados.&lt;br /&gt;- Eles precisam de uma foto com os professores! – Mamãe falou, tirando a câmera das mãos de Kyle, empurrando-o para junto de nós, assim como Connor e Sarah, que se juntaram a nós. Ela bateu novas fotos, em que nos abraçávamos, assim como nossos professores.&lt;br /&gt;- A senhora também, Sra. Chronos.&lt;br /&gt;- Vem, mãe, você pode encantar a câmera! – Eu falei, enquanto puxava minha mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mamãe riu fazendo a câmera levitar acima do chão e ficando junto de todos. Ela começou a tirar dezenas de fotos seguidas, e em algumas eu abraçava mamãe, em outras Tristan, em outra ganhava um beijo de Alice e Millie. Em outra, Marcel, Kwon, Andréas, eu e Tristan nos jogávamos uns sobre os outros, empurrando-nos com gargalhadas, enquanto as meninas olhavam chocadas. &lt;br /&gt; Eu estava feliz... Os primeiro dias após aquela Traição foram como tortura para mim... Eu desejei por muito tempo ter ido no lugar dela, ter empurrado-a de lado e recebido a maldição da morte. Mas depois que achei seu diário, eu tive certeza que nada poderia fazer... O Diário de Gomeisa me deu novo ânimo e energia, e comecei a enxergar alguma esperança. Meu ânimo aumentou ainda mais com a chegada dos meus amigos, no segundo dia após a conversa com mamãe sobre o futuro do clã.&lt;br /&gt;Alice, Millie, Tristan, Andréas, Penélope, Kwon, Marcel, Anabela e Bianca foram para minha casa me visitar e apoiar e passaram um dia inteiro apenas me fazendo rir e me divertir, querendo que eu esquecesse que tudo havia acontecido. Por mais incrível que parecesse, eles conseguiram, e sei que se não fosse por eles, eu não teria conseguido... Depois começamos a ter as aulas de defesa avançada com os Mcgregrose com a Senhorita McInners, e eventualmente mamãe. Mamãe organizava nossa viagem ao redor do mundo, que ocorreria na semana seguinte. Ela pretendia me mostrar o máximo do mundo possível, além de me apresentar a seus aliados e políticos poderosos, como Ministros de vários países. Eu não via a hora da viagem, para poder estar próximo de mamãe, além de começar a concretizar o sonho de todos nós...&lt;br /&gt;As aulas avançadas eram puxadas, pois deveríamos aprender em uma semana, o que aurores na Academia levavam ao menos um semestre. A maioria das garotas esforçava-se para acompanhar o ritmo dos demais, mas os garotos encaravam como diversão e adoravam a parte prática das aulas, duelando entre si com alegria e energia. Muitas vezes Connor ou Sarah tiveram que intervir, pois começávamos a brincar demais. As garotas também se esforçavam, empolgadas com as aulas, mas elas tinham dificuldade nas partes práticas, preferindo a teoria.&lt;br /&gt;Aprendemos feitiços de defesa avançada, aprendemos a conjurar barreiras e escudos, a identificar seres das trevas e como combate-los, todos muito interessados e empenhados. Ao final da primeira semana, todos haviam feito progressos incríveis, e era uma felicidade para todos ver o quanto tinham avançado e aprendido em tão pouco tempo. Daríamos uma pausa nas aulas particulares até a volta à Beauxbatons, pois viajaria sozinho com mamãe. Durante as aulas, nossa turma de Defesa Avançada continuaria, sendo ministrada principalmente por mamãe e no próprio castelo, para que não perdêssemos nosso preparo e aprendizado. Philipe, Noah e Derik participariam de tais aulas, pois tiveram compromissos e não puderem comparecer às aulas das férias.&lt;br /&gt;Na noite antes da data marcada para o começo da viagem, meus amigos realizaram uma festa de despedida surpresa para mim, e comemoramos o aprendizado e principalmente, nossa amizade, que estava cada vez mais intensa. Marcel e Andréas me mantiveram ocupado no quarto, conversando sobre as últimas partidas de Quadribo, enquanto os demais preparavam a surpresa. Por volta das 7 da noite, Tristan e Kwon foram nos procurar e falaram que o jantar estava servido, e descemos juntos.&lt;br /&gt;Assim que cheguei perto do salão de jantar, achei estranho ele estar com as luzes apagas e entrei com a varinha em punho. Nesse momento, Connor me desarmou, enquanto os outros explodiam fagulhas com a varinha, dando-me um enorme susto. Todos caíram na gargalhada e os garotos, para terminar, me pegaram no colo e me jogaram numa bacia cheia de cerveja-amanteigada, me deixando ensopado.&lt;br /&gt;- Nos ganhamos! Vocês nos devem 1 Galeão, cada um! – Tristan e Andreas falaram para Marcel e Kwon.&lt;br /&gt;- O que é isso?! – Perguntei, tentando sair da bacia.&lt;br /&gt;- Seu castigo. Se você entrasse com varinha em punho, seria jogado ai. – Penélope falou, rindo.&lt;br /&gt;- E se entrasse sem varinha, também seria jogado aí. – Anabela falou, rindo também.&lt;br /&gt;- Ah, que ótimo e como eu não seria jogado?&lt;br /&gt;- De jeito algum, oras? – Bianca falou, enquanto tirava fotos de mim, junto de Alice e Millie.&lt;br /&gt;- Ah ta, era só pra me molhar mesmo? – Falei rindo, quando Kyle me ajudou a levantar.&lt;br /&gt;- Exatamente. – Connor falou, e logo em seguida me derrubou novamente. Eu levantei rindo e comecei a jogar cerveja-amanteigada em todos, fazendo as garotas gritarem e os garotos entrarem na festa.&lt;br /&gt; Depois que fizemos uma guerra de cerveja-amanteigada, nos limpamos com a varinha e continuamos a nos divertir e comer, passando a noite toda inteira assim. Só por volta da meia noite que eles começaram a ir para suas casas, em chaves de portais conjuradas pelos aurores ou por mamãe. Millie e Kyle foram os últimos a sair, desejando-me sorte na viagem. Ela despediu-se com um beijo em Trisnta, pois ele passaria a noite conosco, assim como Alice. Eu, Alice, mamãe e Tristan terminamos de arrumar a bagunça, e depois elas foram dormir, deixando eu e Tristan conversando mais um pouco.&lt;br /&gt;- Queria que você fosse conosco, Tristan, seria divertido ter você com a gente nessa viagem.&lt;br /&gt;- Eu também gostaria de ir, AJ, mas sei que é uma viagem em família.&lt;br /&gt;- Aqui que está, Tristan, eu te considero como minha família. Você é um irmão pra mim.&lt;br /&gt;- Obrigado, AJ, te considero como um irmão que nunca tive, e você e Millie são minha única família.&lt;br /&gt;- Você sempre será meu melhor amigo, TnT, e te considero muito mais meu irmão do que...Aquele maldito traidor. – Eu falei, e não pude conter a raiva, socando a parede. Tristan, riu, mas me falou para me acalmar.&lt;br /&gt;- Você precisa se acalmar. Tenho certeza que ele vai pagar por tudo que fez. E vou te ajudar no que for preciso&lt;br /&gt;- Muito obrigado, a sua ajuda será muito importante pra mim. – Eu falei, sorrindo. Ficamos olhando as estrelas mais algum tempo em silêncio.&lt;br /&gt;- Bom, vamos dormir, amanha você acorda cedo. E sei que a Alice quer se despedir também. – Ele falou, com um sorriso malicioso no rosto. Eu fiquei vermelho e dei um soco nele e fomos dormir. Eu ainda fiquei um bom tempo acordado, e quando notei que ele dormia, não que fosse necessário, pois o TnT sabia do que fazíamos, sai de meu quarto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, Alice passava a maior parte do tempo em nossa casa. Os Oceanborn eram amigos de minha mãe há muitos anos, e desde que oficializamos nosso namoro, eles permitiam que sua filha mais velha passasse os dias conosco. Na verdade, já havia inclusive preparativos para um casamento, pois desejávamos realmente passar nossas vidas juntos, e as tragédias dos últimos meses nos mostraram como a vida é frágil.&lt;br /&gt;- Não é que estamos desesperados, e tomando decisões às pressas, é que apenas agora nos demos conta do quão frágil tudo é. – Alice falou, a cabeça deitada em meu peito, enquanto eu a abraçava. Nós realmente havíamos intensificado nossa relação, e agora, passávamos praticamente todas as noites juntos... Eu só não sabia se mamãe tinha conhecimento, pois tentávamos esconder dela, mas era uma tarefa quase impossível esconder algo de Rigel Chronos.&lt;br /&gt;- É tão mais fácil destruir, do que criar e proteger... – Eu falei, suspirando, enquanto brincava com uma mexa de seus cabelos. – O que se leva anos para criar, pode ser destruído em questão de segundos... – Eu falei, suspirando novamente. Ela enrolou-se nos lençóis e apoiou-se para me olhar nos olhos.&lt;br /&gt;- Não comece a ficar triste, AJ, eu não permito! Vai ficar triste, com alguém como eu aqui do seu lado? – Ela falou, sorrindo sedutora para mim, enquanto beijava meus lábios lentamente e eu a puxava para junto de mim.&lt;br /&gt;- Obviamente que não, acha que dá para ficar triste com uma garota como você? Sou alguém sortudo! &lt;br /&gt;- Você é estranho, então. – Ela falou rindo, aninhando-se em meus braços.&lt;br /&gt;- E você também. Quem imaginaria a filha mais velha dos Oceanborn fugindo durante a noite?&lt;br /&gt;- Sou dona do meu nariz, e faço isto por e com o homem que amo, algo contra?&lt;br /&gt;- Nada! Eu fico feliz na verdade... Eu falo de coração, você foi minha salvação...Ou uma delas...Quando estou com você, consigo quase esquecer aquela tragédia e que perdi Isa... – Eu falei, começando a sentir lágrimas em meus olhos. Alice me abraçou, apertando-me contra seu peito, acariciando meus cabelos.&lt;br /&gt;- Você parece uma fortaleza, AJ, na verdade, você se faz uma fortaleza para enfrentar a tudo e todos. Mas no fundo você é frágil... Eu quero proteger esse seu lado, estar sempre com você. Por isso que eu aceitei me casar.&lt;br /&gt;- Eu amo você, Alice. Não há palavras para descrever o quanto te amo e o quanto você me é importante. – Eu falei, abraçando-a com força e puxando-a para mim. Ela sorriu em meio aos beijos, enquanto nos entregávamos uma vez mais. A saudade já nos perseguia, pois no dia seguinte eu viajaria para fora do país e nossa noite foi intensa, longa e curta ao mesmo tempo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, este é seu filho, o herdeiro dos Chronos. – O Ministro alemão falou em inglês, com um forte sotaque, apertando minha mão com energia. Ele era um homem austero e forte, e transmitia conhecer muito bem a sua profissão.&lt;br /&gt; Ele indicou as cadeiras diante de sua escrivaninha e ofereceu uma taça de vinho para minha mãe e para mim, que aceitamos agradecidos. Brindamos pelo futuro bruxo antes de beber a taça inteira de um único gole.&lt;br /&gt;- Fiquei muito feliz ao saber que continuaria na luta, Rigel, mesmo após tantos infortúnios.&lt;br /&gt;- Seria uma afronta à memória de minha família caso eu recuasse.&lt;br /&gt;- E você, Alderan, sente a mesma coisa?&lt;br /&gt;- Sinto, senhor. Decidi continuar lutando por todos os que pereceram.&lt;br /&gt;- Excelente resposta... Seu filho é um garoto de fibra, tornar-se-á um homem magnífico.&lt;br /&gt;- Obrigada, Craus. É uma honra para nós que nos tenha recebido tão prontamente.&lt;br /&gt;- As portas de meu gabinete e de meu Ministério estão sempre abertas para os Chronos. Devo muito a você, Rigel, assim como a seu marido.&lt;br /&gt;- Não fizemos mais do que amigos deveriam, Craus.&lt;br /&gt;- Fizeram muito mais. E sinto que farão ainda mais. Bom, vamos direto ao assunto? Imagino que você esteja apresentando seu filho a todos os seus aliados. &lt;br /&gt;- Exatamente. Ele é meu sucessor, herdeiro dos Chronos e de nossos ideais. Dentro em breve, anunciarei oficialmente que ele é meu sucessor, e até lá espero que todos meus aliados o conheçam e respeitem. Estarei participando ativamente de sua educação até o final das férias.&lt;br /&gt;- Faz muito bem. Não duvido que Beauxbatons o tenha educado bem, assim como sua família, mas para ser o líder dos Chronos ele ainda tem muito para ver e aprender. Há coisas que nenhuma escola no mundo ensina. Apenas a vida.&lt;br /&gt;- E ele aprende rápido. Em poucos meses, poderá me substituir em todas as negociações. – Mamãe falou, sorrindo de leve. Um dos principais ensinamentos que ela me dera no início da viagem fora: um líder deve observar mais do que falar. E enquanto eu não ganhasse a confiança daqueles poderosos bruxos, eu deveria ouvi-los com total atenção.&lt;br /&gt;- Imaginei que não daria fim ao seu projeto. E tem meu total apoio, não só você, mas o jovem Alderan também. Se depender de mim, o Clã Chronos surgirá amanhã mesmo!&lt;br /&gt;- Fico muito feliz com o entusiasmo e seu apoio, Craus. Eu trouxe Alderan também para treina-lo em defesa avançada pessoalmente, e quero que ele me ajude a escolher o local da sede.&lt;br /&gt;- Então chegou no momento certo. Ainda hoje poderei acompanha-los em uma visita rápida pela região, para a escolha do terreno. Além das terras que possuem em seu nome, estou disposto a doar terras do Ministério. E tenho informações que lhe serão interessantes.&lt;br /&gt;- Agradeço muito sua ajuda. Deixarei a escolha do local para meu filho. E que informações você possui?&lt;br /&gt;- Recentemente, recebi relatórios da atividade de um Necromancer no interior do país, na divisa com a Áustria. Há relatos de monstros e seres malignos...E de outros bruxos também.&lt;br /&gt;- Procyon... – Eu não consegui deixar de falar, pois algo me dizia que havia alguma ligação entre ele e os assuntos que o Ministro nos contava.&lt;br /&gt;- Exatamente...Há suspeitas de que Procyon esteja na região. Alguns de meus aurores foram investigar, mas estão desaparecidos...Gostaria muito de contar com sua ajuda e seria uma ótima forma de treinar o jovem Alderan.&lt;br /&gt;- Pode contar conosco, Craus. Eu mesma irei investigar, mas quero que sejamos apenas eu e Alderan, sem intromissões.&lt;br /&gt;- O caso é todo seu. Vamos procurar o local da sede?&lt;br /&gt; Logo em seguida, saímos do Ministério Alemão, saindo numa rua trouxa. O prédio do Ministério parecia para os olhos trouxas uma antiga e fechada sede dos correios e poucos sequer tentavam entrar nela. O Ministro, Craus Olbrich, levou-nos para um dos carros do Ministério e seu motorista nos guiou pelas ruas agitadas de Berlim. Ele e mamãe iam conversando sobre diversos assuntos, enquanto ele entregava notas e relatórios para ela, e eu olhava pela janela, observando as ruas e prédios.&lt;br /&gt; Estávamos procurando as futuras sedes do clã, e decidimos que teríamos sedes em toda a Europa, mas definimos que nossos maiores aliados, os Ministérios Britânico, Alemão e Francês, teriam uma sede especial. Estas seriam realmente as sedes do Clã. A sede britânica fora escolhida como nossa casa, no coração de Londres, e a apelidei de Spearhead, uma vez que era um excelente lugar para treinamentos. A sede francesa fora mamãe que definira o local, e eu estive com ela quando andávamos pelo interior de Paris. Mamãe parecia guiada por alguma sensação interior e achou uma colina. A colina era ampla e possuía uma larga visão de todos os seus arredores e mamãe escolheu aquele lugar para a nova sede, porém ainda não havíamos dado-lhe um nome. Porém eu tinha planos para ela.&lt;br /&gt; Eu decidira que o Clã precisaria de três centros poderosos: um centro de ataque e poder, um centro de defesa e um centro de espionagem. Spearhead seria nossa lança, com treinamento e armamento pesado, sendo a sede oficial do clã. Seguindo essa linha de raciocínio, a colina na França seria o lugar perfeito para uma fortaleza, e era isto que eu pretendia construir ali, uma fortaleza inexpugnável. Na Alemanha, estaria nossa sede de espionagem, onde treinaríamos nossos melhores aurores para obtenção de informações.&lt;br /&gt; Enquanto pensava nisto, algo chamou minha atenção. Um homem alto estava parado no meio de um terreno amplo, mas pouco se podia ver dali, pois a luz do final da tarde deixava o campo cheio de sombras. Eu o reconhecia imediatamente, era o homem que seguia Isa e que nos ajudara, emprestando seu poder.&lt;br /&gt; Eu saltei do carro ainda em movimento e corri em sua direção, mas a cada passo ele parecia menos nítido, desaparecendo por fim nas sombras. Mamãe, o Ministro e seus aurores correram atrás de mim alarmados, e ao me alcançarem, formaram um círculo de proteção, olhando em todas as direções.&lt;br /&gt;- Como se fala, A Sombra em alemão? – Perguntei, deixando todos surpresos.&lt;br /&gt;- Der Schatten. – O Ministro respondeu, ao mesmo tempo que mamãe.&lt;br /&gt;- Este será o local da sede alemã, Der Schatten, A Sombra.&lt;br /&gt;- Tem certeza? – Mamãe perguntou, andando ao redor. Ela parecia procurar sentir algo e como eu a conhecia muito bem, vi que ela percebera o mesmo que eu.&lt;br /&gt;- Tenho. Absoluta.&lt;br /&gt;- Muito bem. Craus, podemos ficar com esse terreno?&lt;br /&gt;- Ele é seu, Rigel. Assinarei os papéis de posse imediatamente. Querem voltar para o Ministério? – Ele perguntou, indicando o carro. Nós voltamos para o Ministério, mas meus olhos ainda estavam fixos naquele terreno, que parecia pulsar com energia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905796-6528134514594350254?l=fablesbeauxbatons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/feeds/6528134514594350254/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905796&amp;postID=6528134514594350254&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/6528134514594350254'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/6528134514594350254'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/2009/09/preludios-de-um-sonho-parte-i.html' title='Prelúdios de um sonho - Parte I - Fortalezas'/><author><name>Alderan J. A. Chronos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14889340533355710727</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_E0KRO4b8bz8/Siv17-19DsI/AAAAAAAAAAM/1nDRezmsjBg/S220/Alderan.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905796.post-2341231729357949415</id><published>2009-09-25T16:31:00.000-07:00</published><updated>2009-09-25T16:50:23.420-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Após o ataque na casa do AJ, tivemos uma semana de aulas intensivas de Defesa contra as Artes das Trevas, com os aurores Kyle e Connor McGregor e Sarah McInnes e algumas vezes com a própria mãe do AJ. Se eu não houvesse visto a senhora Rigel em ação, duvidaria que ela pudesse derrotar um dementador.&lt;br /&gt;Millie pode ficar hospedada na casa dos Chronos e sempre tinhamos algum lugar para namorar e segundo porque isso me aproximava um pouco mais do meu sonho de me tornar um auror e ter um futuro, afinal os dias de ficar paquerando todas as gatinhas da escola acabaram. Millie é ciumenta rsrs.&lt;br /&gt;Embora eu tenha sido cego por um bom tempo, agora sei que ela e eu podemos fazer uma historia bonita, mesmo contrariando a irmã dela, mas como Kyle McGregor nos apóia, não me preocupo tanto.&lt;br /&gt;Eu, AJ, Marcel Kwon, Andreas, Bianca Anabela, Alice e Millie tivemos que aprender num curto espaço de tempo, feitiços avançados e embora fosse um treinamento duro, eu adorava cada minuto. E no ultimo dia tiramos fotos de todos com os nossos professores, e foi muito muito bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após aquela semana, voltei a morar no orfanato, enquanto AJ e sua mãe viajaram para caçar e ele pudesse ser apresentado a Ministros da magia do mundo Bruxo e ser conhecido como futuro líder do clã Chronos. Combinamos de trocar cartas sempre que possivel, e estarmos juntos na volta as aulas. Eu sempre me despedia deles com um sorriso, mas quando ultrapassava aqueles portões, eu dizia a mim mesmo que deveria suportar, mais algum tempo, logo eu iria embora. Era o que eu me dizia desde pequeno...&lt;br /&gt;Quando cheguei ao orfanato eu tinha uns cinco anos de idade. Trazia algumas roupas, um par de botas velhos e um pião que eu vivia brincando com ele. Eu havia ido para lá, porque as pessoas que me criaram havia morrido e não havia ninguém mais. Uma vez ao mês o Orfanato Sacre Coeur recebia a visita de casais querendo adotar crianças que haviam ficado orfãs por causa da guerra, e então era o dia em que nos mandavam tomar banho com os sabonetes cheirosos não os baratos, nos faziam comer cedo, e nos recomendavam ser muito educados e sorrir muito, pois alguém poderia nos levar para casa.&lt;br /&gt;No primeiro ano, eu tive a esperança de que a familia de meus pais verdadeiros me encontrassem e eu fosse para casa com eles, então eu não poderia ser adotado por ninguém e me perder da minha família novamente, enquanto os outros estavam cheirosos e engomadinhos, eu sempre dava um jeito de fazer alguma coisa que me sujasse, ou assustasse as pessoas, como por exemplo tirar um camundongo do bolso, dizer algum palavrão , enquanto cutucava o meu nariz com gosto. Nada enoja tanto uma mulher, mesmo que ela queira ser uma mãe adotiva, quanto ver o futuro filho limpar o salão e arrotar.&lt;br /&gt;Bom, várias vezes, as freiras lavaram minha boca com sabão, ou me mandaram ajoelhar no milho para me ensinar ‘a ser humilde’, mas isso só reforçava a minha teimosia. Com o passar do tempo, elas optaram por não mais me colocar na fila dos disponíveis para adoção, e assim evitar que eu estragasse as chances das outras crianças, eu era deixado de lado. Mas isso não me incomodava, só me perturbava o fato de que com o passar do tempo, todos de alguma forma ou de outra conseguiam uma família, e a minha não aparecia para me buscar. Quando entrei em Beauxbatons e conheci os meus amigos, percebi que aquela seria a minha família, então desisti de esperar , e optei por bloequear algumas memórias que faziam com que eu tivesse esperança.&lt;br /&gt;Quando fiz doze anos e sabia me virar por Paris sem me perder, comecei a arrumar trabalhos temporários durante as férias da escola, já que o diretor do orfanato nunca permitia que eu ficasse com meus amigos da ‘escola de esnobes’, como ele os chamava, mas me liberava para trabalhar e aprender qual era o ‘meu lugar’, como ele fazia questão de enfatizar. Comecei a entregar jornais, lavar pratos, aparar grama, enfim tudo que me rendesse o bastante para poder bancar minhas despesas na escola, sem depender de ninguém e estar preparado para alguma emergência. Algumas vezes eu chegava tão cansado, que eu dormia sem sonhar com a minha infância, outras vezes eu não tinha tanta sorte...&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Ele não tem ninguém??&lt;br /&gt;- Não! Os velhos só tinham um único filho que morreu na guerra e não deixou filhos. Este garoto foi acolhido por eles, é um órfão de guerra...&lt;br /&gt;- Mas os orfanatos estão tão cheios, ninguém vai querer ficar com ele, mesmo ele sendo um garoto bonito e forte...&lt;br /&gt;- Talvez este medalhão de prata garanta uma boa vida até ele ficar por conta própria, veja os entalhes...Parece coisa de familia....&lt;br /&gt;- Talvez tenha alguma pista sobre quem são os pais dele...Veja há algumas letras aqui...&lt;br /&gt;Em meu sonho, comecei vter umas imagens pouco nitidas de um medalhão prateado cheio de entalhes e o queparecia ser um dragão ou uma criatura marinha, não sei bem...Estiquei a mão para virar o medalhão....&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Tristan, o diretor que falar com você!- disse uma das freiras, batendo forte na porta e eu acordei assustado. Eu estava tão perto de me lembrar de alguma coisa que pudesse me ligar aos meus parentes. Talvez, eu sonhasse novamente e pudesse resolver o mistério.&lt;br /&gt;AJ e a mãe já estavam fora, há mais de uma semana e Millie estava visitando alguns parentes na Escócia, durant este tempo, eu havia conseguido um emprego num bistrô trouxa na Champs- Elyseés, e recebia boas gorjetas, que eu estava economizando para poder levar Millie em algum bom restaurante quando saíssemos no passeio da escola.&lt;br /&gt;Fui até o escritório do diretor e ele após me lançar aquele seu olhar irritado, me disse que meu tempo ali já havia terminado e eu deveria me mudar. No começo fiquei espantado, mas me lembrei que com dezessete anos e com o dinheiro que eu tinha economizado, eu poderia me aguentar, até voltar para a escola.&lt;br /&gt;- Ok, vou embora, mas quero o meu medalhão.&lt;br /&gt;- Que medalhão? – ele perguntou espantado e eu respondi.&lt;br /&gt;- O medalhão de prata que estava comigo quando me trouxeram para cá. Sei que era de prata e é meu, era um medalhão de família. Onde ele está? - percebi que sua testa começou a suar e disse sério:&lt;br /&gt;- Diga logo aonde está e eu não chamo a polícia.&lt;br /&gt;- Acha que sua palavra vale alguma coisa Thorn? Você não passar de um fedelho que ninguém quis. Fizemos o favor de colocar um teto sobre a sua cabeça e você nos agradece assim? Até o mantivemos aqui mais tempo que o necessário...&lt;br /&gt;- Fiquei aqui, porque era interessante para você que meu amigo o principe de Mônaco, fizesse doações ao orfanato, e ele fez não é? Por isso você permitiu que eu ficasse aqui por mais algum tempo, mas agora que o dinheiro deve ter acabado, e você vai gerar desconfianças se pedir mais doações, então você está me mandando embora. – vi que as gotas de suor de sua testa aumentavam e disse:&lt;br /&gt;- Dê-me o meu medalhão e eu não falo nada a sua alteza real, que o dinheiro dele serviu para pagar o seu agiota. É, eu sei que você iria perder os movimentos das pernas por uns tempos...Não tente dizer nenhuma mentira, sabe que nunca fui muito paciente, me dê o que é meu. – ele ficou pálido e disse:&lt;br /&gt;- Não posso...&lt;br /&gt;- Como não pode, deve estar no cofre.&lt;br /&gt;- Eu...o...vendi...Tive que fazê-lo... Você sabe, as despesas do orfanato são altas e manter você aqui, custou dinheiro. Aquilo era apenas uma jóia, então eu o vendi para custear as suas despesas na escola...&lt;br /&gt;- Minhas despesas?? Tudo o que usei aqui foi doado, até a comida e a escola, foi bancada por um fundo escolar, a professora Lefreve sempre cuidou de tudo, você não pagou por nada. Aquele medalhão era meu....Como você pode roubar algo que não era seu??- perguntei enquanto o apertava pelo colarinho, e o empurrava e ele caiu sobre a cadeira, fazendo um barulho enorme, e a secretaria abriu a porta e nos olhou assustada:&lt;br /&gt;- Quer que chame a polícia, por causa deste delinquente, diretor? - antes que ele respondesse eu disse irritado:&lt;br /&gt;- Isso chame a policia, mas se prepare para responder as perguntas deles sobre roubo, porque não deve ter sido apenas o meu medalhão roubado, deve haver outras coisas. – e a mulher ficou chocada enquanto olhava para o diretor. Eu repeti a pergunta, enquanto o puxava para cima:&lt;br /&gt;- Aonde está o meu medalhão??&lt;br /&gt;- Eu o vendi, um ano depois que você chegou aqui. Eu precisava de dinheiro rapido e eu o peguei emprestado, com o tempo eu iria pega-lo de volta....Ninguém seria prejudicado...&lt;br /&gt;- Ah sim, claro, um empréstimo... Pra quem o vendeu??&lt;br /&gt;- Eu o levei para a loja de penhores em Saint-Maur, no subúrbio, tentei recupera-lo, mas quando voltei lá ele já havia sido vendido...&lt;br /&gt;Contei até três, minha vontade era sacar a varinha e fazer aquela criatura bater na parede repetidas vezes, ate virar uma massa disforme, mas isso não traria meu medalhão de volta. E me complicaria com o Ministério, eu não posso ter nada contra mim, se eu quiser me tornar auror. Respirei fundo e perguntei:&lt;br /&gt;- Você deve ter algum recibo da loja de penhor, me entregue...Lá tem as caracteristicas do medalhão e vai me ajudar a procura-lo...&lt;br /&gt;- Não eu não tenho mais o recibo, eu o joguei fora há algum tempo, não ia conseguir achar o medalhão mesmo...- perdi a cabeça e dei-lhe um murro, que o jogou por cima da mesa e ele caiu desacordado, coisa típica de quem tem queixo fraco. A secretaria gritou e eu passei por ela furioso, mas ainda ouvi quando ela correu até o diretor.&lt;br /&gt;Fui até o meu quarto peguei minhas coisas com um aceno da varinha e ninguem apareceu no meu caminho para me impedir de ir embora. Eu precisava pensar em alguma coisa para recuperar meu medalhão, mas minha primeira necessidade era conseguir um lugar para morar, e dar um jeito para que aquele ladrão fosse punido. E tudo isso antes das aulas começarem....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905796-2341231729357949415?l=fablesbeauxbatons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/feeds/2341231729357949415/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905796&amp;postID=2341231729357949415&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/2341231729357949415'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/2341231729357949415'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/2009/09/apos-o-ataque-na-casa-do-aj-tivemos-uma.html' title=''/><author><name>Tristan Thorn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12009052699551816900</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905796.post-1506258665926376303</id><published>2009-09-17T07:43:00.000-07:00</published><updated>2009-09-17T10:35:49.754-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Desde o inicio das férias de verão, Danielle, Bianca e eu éramos os únicos habitantes da nossa turma a permanecer em Mônaco. Cada um dos outros havia programado alguma viagem e não vi ninguém além das meninas desde que desembarcamos em Paris, no dia 1º de Julho. A cidade não era muito grande, mas os atrativos para o verão eram intermináveis. O tempo passava depressa, mas ainda nos restavam duas semanas em casa e planejamos passar três dias em Saint-Tropez para aproveitar os últimos dias de férias antes de voltarmos para Beauxbatons.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estava particularmente animado para essa viagem, não via a hora de pegar minha velha prancha de surfe e pegar algumas ondas. Passei a semana inteira que antecedeu a viagem limpando ela, passando parafina e retocando alguma falha que pudesse ter na pintura, mal me preocupei com a mala que deveria levar. Se tivesse minha prancha, não ia precisar de mais nada. No dia combinado para irmos, deixei tudo na sala, próximo à lareira, e fiquei esperando pelas meninas. Íamos através de lareira, porque embora já soubesse aparatar, ainda não nos sentíamos seguros de fazer uma aparatação para aquela distancia toda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Kalani, as meninas chegaram – ouvi minha mãe chamar da cozinha e depois fechar a porta.&lt;br /&gt;- E ai? Prontas? – levantei do sofá agitado, mas percebi que só Bianca carregava uma mala – Dani, cadê sua bolsa?&lt;br /&gt;- Ela não vai – Bianca respondeu parecendo irritada – Está nos dando cano!&lt;br /&gt;- Não estou dando cano em ninguém, só mudei de idéia, ok? – Danielle se defendeu. Pelo visto as duas vinham discutindo no caminho.&lt;br /&gt;- Mas por que não vai mais? Aconteceu alguma coisa? – perguntei preocupado.&lt;br /&gt;- Não aconteceu nada, eu só não estou muito no clima pra viajar – ela deu de ombros – Não sei o que é, mas sinto que não é para eu acompanhar vocês até Saint-Tropez. Algo me diz que devo ficar aqui.&lt;br /&gt;- Danielle está virando hippie, vai passar a seguir seus instintos – Bianca zombou e Danielle fez uma careta impaciente.&lt;br /&gt;- Deixe-a em paz, Bia – tentei intervir – Se Dani acha melhor ficar, então podemos remarcar a viagem.&lt;br /&gt;- Não, de jeito nenhum! Não quero que deixem de ir por minha causa, especialmente você, Kal. Está alucinando por causa das ondas da praia tem dias, temo pela sua saúde se você não for mais.&lt;br /&gt;- Não vai ter a mesma graça sem você – Bianca abandonou o ar sarcástico e olhou desanimada para ela.&lt;br /&gt;- Tenho certeza que vocês vão se divertir do mesmo jeito.&lt;br /&gt;- Tem certeza disso? – perguntei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Danielle nos garantiu que não ia ficar chateada por não desmarcarmos os planos, então nos despedimos dela e entramos na lareira. Caímos direto na lareira do hotel La Pinede, onde nos hospedaríamos e pertencia a uma família de bruxos. Ficava bem em frente ao oceano, eu não poderia estar me sentindo mais em casa ao largar a mala no chão e sentir o cheiro da maresia invadindo o saguão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A gente se encontra aqui em 10 minutos? – falei ajeitando a mochila no ombro e Bianca assentiu com a cabeça, subindo as escadas animada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não demorei nem 5 minutos para trocar a calça jeans e a jaqueta por uma bermuda e uma camiseta, e os tênis novos por um chinelo folgado nos pés. Tirei meu velho boné da mochila e os óculos escuros que não usava há quase um ano e desci outra vez para o saguão com a prancha debaixo do braço. Bianca demorou uma eternidade para descer, mas quando apareceu ao pé da escada, percebi o porquê da demora. Ela estava toda produzida, nem parecia que ia a praia se molhar na água salgada e pisar na areia. Mas apesar da produção nada convencional, ela estava linda. Usava um vestido de tecido fino que caia perfeito em seu corpo cheio de curvas e podia ver que usava uma roupa de banho com babados, por causa das elevações em algumas partes. Seu rosto estava maquiado, mas só pude notar isso quando se aproximou, pois a sombra que o chapéu fazia disfarçava. E ela usava perfume, o mais delicioso que já senti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos? – ela sorriu passando por mim – PJ diz que sou azarada, então é melhor irmos logo antes que comece a chover.&lt;br /&gt;- Ahn, por que está tão produzida para ir à praia? – perguntei depois que consegui fechar a boca outra vez – Seu cabelo está muito arrumado pra ser todo bagunçado na água.&lt;br /&gt;- Você queria que eu saísse na rua toda desleixada só porque não estamos indo a algum lugar fechado? – ela perguntou, mas não esperava uma resposta e saiu andando na minha frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peguei a prancha encostada na parede e corri atrás dela, sem tocar outra vez no assunto. Mas apesar de todo o preparo para chegar até a praia, Bianca abandonou tudo quando pisou na areia. Ainda nem tinha a alcançado e ela já havia tirado o vestido, revelando um biquíni de duas peças cheio de babados e estampa de bolinhas. Senti uma gota de suor escorrer pela minha nuca, mas forcei um sorriso quando ela me olhou animada, avisando que ia entrar na água logo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enterrei a prancha na areia e me larguei ao lado dela, observando Bianca entrar devagar na água, pulando por causa da temperatura gelada. Não adiantava tentar me enganar, eu havia me encantado por ela desde o momento que a conheci, mas quando descobri que ela era namorada do Philipe passei a ignorar aquele fato. E estava ignorando tão bem que achava que podia passar três dias sozinho com ela numa praia, mas estava enganado. O problema era que agora era tarde demais e teria que afastar qualquer idéia inapropriada da mente, pois ela não só tinha namorado como esse namorado era agora meu irmão e eu jamais teria coragem de magoá-lo. Eu era bom em fingir, podia sobreviver a Saint-Tropez. Bianca acenou de dentro da água sorrindo e levantei da areia, pegando a prancha e correndo até ela, decidido a aproveitar o fim das férias com a consciência limpa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;º&lt;b&gt;º&lt;/b&gt;º&lt;b&gt;º&lt;/b&gt;º&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Estava me saindo muito bem no meu papel de fingir que não carregava nenhum tipo de sentimento além de amizade por Bianca. Já estávamos na manhã do nosso terceiro e ultimo dia em Saint-Tropez e estávamos nos divertindo muito, como bons amigos. Passávamos a maior parte da manhã na praia, mas também perambulávamos pelas ruas da cidade comprando lembranças para os amigos e gastando dinheiro com sorvetes para tentar amenizar o calor que fazia. À noite sempre íamos ao mesmo quiosque na praia, onde tinha luau durante todas as noites do verão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As malas já estavam prontas no hotel e voltamos para uma última visita a praia. Bianca havia decidido que ia aprender a surfar e passou os últimos dois dias tentando me persuadir a ensiná-la. Alugamos uma prancha para ela e depois de uma aula na areia, entramos no mar. Por sorte estava calmo, o que facilitaria bastante. Bianca era boa no quadribol, mas não era tão ágil assim no mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Lembra o que ensinei na areia? – perguntei sentado na minha prancha, a ajudando a se manter sentada na sua – Quando a onda vier, faça exatamente aquilo.&lt;br /&gt;- Mas como vou ficar em pé? Na areia a prancha estava firme no chão!&lt;br /&gt;- É muito rápido, a prancha não vira nesse meio tempo em que você toma impulso e fica de pé nela.&lt;br /&gt;- E se eu cair no meio da onda e me afogar? – ela estava começando a se desesperar e comecei a rir – Philipe vai matar você se eu morrer afogada. E se por acaso ele não matar, eu volto pra puxar seu pé!&lt;br /&gt;- Você não vai morrer afogada e Philipe não vai me matar – talvez matasse, mas por outro motivo – Apenas faça o que ensinei e vai conseguir. As ondas estão fracas hoje, não tem perigo. Fica preparada, está vindo uma...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bianca olhou para trás concentrada, o corpo rígido deitado sobre a prancha. A onda que se aproximava não era violenta e ela conseguiu executar todos os movimentos simples que havia ensinado, deslizando pela água de pé na prancha. Já estava quase no final quando olhou para trás me procurando e perdeu o equilíbrio, caindo feio dentro d’água. Nadei o mais rápido que pude até ela assim que vi sua prancha voar para um lado enquanto ela afundava do lado oposto, tentando se sobressair na onda que ainda batia um pouco agitada. Consegui alcançá-la a tempo e a agarrei pela cintura, arrastando-a até a areia segura e seca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bia, você está bem? – perguntei preocupado. Embora ela respirasse, estava muito ofegante.&lt;br /&gt;- Não, não estou bem! – ela respondeu irritada, tossindo e cuspindo água – Devo ter engolido 2 litros de água salgada e minha cabeça doi.&lt;br /&gt;- Deve ter entrado água pelo seu nariz – falei sério, mas logo estava tentando não rir – Foi um tombo feio.&lt;br /&gt;- Você disse que a onda era fraca!&lt;br /&gt;- E era! Se parar pra pensar, a culpa foi sua, não da onda – ela me lançou um olhar indignado, o que só me fez rir mais – Você estava indo bem, só caiu porque olhou pra trás e acenou pra mim. Erro primário, nunca perca a concentração até que esteja na areia!&lt;br /&gt;- Vou me lembrar disso da próxima vez.&lt;br /&gt;- Vai ter uma próxima vez? – perguntei surpreso.&lt;br /&gt;- Claro! Acha que vou desistir na primeira tentativa que deu errado? Vamos voltar aqui no próximo verão e você vai continuar a me dar aulas.&lt;br /&gt;- Pensei que tinha enjoado da minha cara nesse verão, vai querer continuar me tendo por perto? – brinquei e ela riu, mas depois ficou séria.&lt;br /&gt;- Não posso me cansar da pessoa que salvou o meu verão. Se você não tivesse sido minha companhia permanente, acho que teria entrado em depressão outra vez.&lt;br /&gt;- Não foi nenhum sacrifício, você é uma ótima companhia. É meio maluca, mas é muito divertida – e ela riu outra vez.&lt;br /&gt;- Você também não é nada mau, havaiano. Só precisa melhorar suas habilidades com a dança.&lt;br /&gt;- E você com a prancha – abri um sorriso debochado outra vez e ela parou de sorrir – O tom foi realmente espetacular.&lt;br /&gt;- Para de rir, não teve graça.&lt;br /&gt;- É porque você não teve a visão que eu tive – agora já estava gargalhando – Bia, você voou sem uma vassoura, tem noção de que isso pode revolucionar o quadribol? Pena não ter uma câmera na mão, daria uma bela filmagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bianca ainda me fuzilava com os olhos, mas em um movimento rápido, enfiou a mão na areia e atirou uma coisa que se mexia pra cima de mim. O objeto não-identificado parou em cima da minha cabeça e se embolou no meu cabelo, me fazendo saltar da areia com um grito de susto, enquanto tentava arrancá-lo de lá. Agora quem ria era ela, enquanto eu lutava contra meus cabelos embolados para livrá-los do bicho. Por fim consegui me livrar dele e atirei no chão, vendo que era um filhote de caranguejo. O bicho rapidamente sumiu pela areia da praia e Bianca rolava no chão de tanto rir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, você é uma pessoa morta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando viu minha expressão, levantou em um único salto e saiu correndo pela areia, ainda rindo. Fui atrás dela e a alcancei numa questão de segundos, a agarrando pela cintura e derrubando no chão, mas caindo junto. Ela agora lutava pra se livrar das minhas mãos, que enchiam seu cabelo de areia, mas ainda caçoava do incidente com o caranguejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que maricas, gritando daquele jeito – ela me provocou, tentando se soltar – Parecia uma menininha.&lt;br /&gt;- Vou te mostrar quem é menininha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela gritou por socorro, mas continuava rindo. Agora tinha suas duas mãos bem presas e prendi suas pernas com o peso das minhas, tinha total controle da situação. Ela parou de gritar quando viu que não ia conseguir se soltar e passou a me encarar. Estávamos muito próximos, meu corpo estava todo em cima do dela e não tinha dúvidas de que se ela não fosse comprometida, estaria tirando proveito daquela situação. Mas mais uma vez me forcei a lembrar que ela era namorada do meu irmão, era território proibido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bianca continuou me encarando sem dizer nada por quase um minuto e, num movimento que eu jamais poderia imaginar, ergueu a cabeça da areia e me beijou. Minhas mãos automaticamente soltaram as suas e procuraram por sua cintura, enquanto ela passava seus dedos em meus cabelos e nuca. Eu sabia que aquilo era errado e que no segundo que acabasse, me sentiria a pessoa mais suja e horrível do mundo, mas tudo que conseguia pensar naquele momento era que tinha a garota dos meus sonhos tomada em meus braços. E que havia sido ela a dar o primeiro passo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Well I didn't mean for this to go as far as it did&lt;br /&gt;And I didn't mean to get so close and share what we did&lt;br /&gt;And I didn't mean to fall in love, but I did&lt;br /&gt;And you didn't mean to love me back, but I know you did&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Plain White T’s - A Lonely September&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905796-1506258665926376303?l=fablesbeauxbatons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/feeds/1506258665926376303/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905796&amp;postID=1506258665926376303&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/1506258665926376303'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/1506258665926376303'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/2009/09/desde-o-inicio-das-ferias-de-verao.html' title=''/><author><name>um aluno de Beauxbatons</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08263899301418645554</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-jmsjUlraUM/SL6SUF-a01I/AAAAAAAAAAM/ZY7fq13Af24/S220/anarquia%5B1%5D.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905796.post-5569586453123126876</id><published>2009-08-28T15:07:00.000-07:00</published><updated>2009-08-28T15:08:39.981-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;“Eu não podia chorar na frente dos meus irmãos. Quando eles choravam, era eu que os consolava até que parassem. Mas e quando eu chorava também? Quem ia me consolar?”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;A madrugada passou sem noticias de meu avô. Henri e a Sra. Perrineau ficaram comigo o tempo inteiro, mas depois que amanheceu ambos tinham coisas a resolver em casa e precisaram sair. Henri esperou até que o Sr. Delacroix trouxesse meus irmãos de La Roche e desaparatou, dizendo que voltaria logo. Frederic e Thomas voltaram eufóricos de La Roche, falando sem parar sobre tudo que viram e fizeram na companhia de mais de 10 garotos de 11 anos. Achei ótimo que estivessem com as cabeças a mil, assim não perceberam a preocupação que transparecia pelo meu rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mandei que os dois fossem tomar banho e desfazer as mochilas e eles sumiram entre quarto e banheiro por mais de uma hora. Tentei me tranqüilizar durante esse tempo, pensar que vovô tinha apenas perdido a hora e adormecido na casa de algum amigo, era mais reconfortante pensar assim. Thomas apareceu na cozinha depois de estar limpo, procurando algo para comer. Fiz o almoço dos dois e quando coloquei a mesa e chamei Frederic para comer, eles perceberam a ausência do vovô. Menti dizendo que ele havia saído e eles não voltaram a perguntar, mas quando o dia começava a terminar e o céu escurecia aos poucos, as perguntas voltaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Insisti em dizer que ele havia saído e consegui distraí-los com as listas de materiais que haviam chegado naquela tarde, de Beauxbatons. Eles estavam eufóricos por finalmente começarem os estudos de magia e se ocuparam em imaginar que tipos de feitiços aprenderiam no 1º ano. Havia conseguido me distrair também com as perguntas deles sobre Beauxbatons, quando o telefone tocou. A tranqüilidade evaporou no mesmo instante e num único salto agarrei o aparelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Alô? – falei com urgência.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Danielle?&lt;/em&gt; – reconheci a voz do Sr. Delacroix na linha.&lt;br /&gt;- Teve noticias do meu avô? - perguntei ansiosa, esquecendo que meus irmãos não sabiam de nada.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Danille, você vai ter ser forte&lt;/em&gt; – sua voz falhou rapidamente e senti meu estomago afundar – &lt;em&gt;Charles faleceu.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um baque. Meu coração falhou e senti as pernas tremerem, mas meus dois irmãos estavam bem na minha frente e já sabiam que algo errado tinha acontecido. Estavam ansiosos por noticias, aguardando minha reação. Se eu chorasse e desabasse ali, eles desabariam também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ok, obrigada tio – foi tudo que consegui dizer e desliguei o telefone.&lt;br /&gt;- O que houve, mana? Cadê o vovô? – Thomas perguntou ansioso, e sua expressão dizia “O que a gente faz? Se você chorar, a gente chora”&lt;br /&gt;- Esta tudo bem, ok? Daqui a pouco vamos ter noticias dele. Eu só vou ali na casa do Kalani porque esqueci uma coisa la, mas já volto. Está tudo bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixei os dois em casa e sai depressa, não queria saber se tinham ou não acreditado em mim. Minha mão tremia, mas não ia desabar na frente deles. Atravessei a rua sem prestar atenção nos carros que passavam e desci os sete quarteirões que separavam minha casa da casa da família Perrineau e bati na porta deles. Foi um dos empregados deles que atendeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oi, boa noite – percebi ao falar que minha voz já estava falhando – A Sra. Perrineau está? É que meu avô morreu.&lt;br /&gt;- O que?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A empregada dela se assustou e, ao dizer em voz alta, meu chão sumiu. Cai sentada chorando compulsivamente e ela me ergueu, me levando para dentro de casa. A Sra. Perrineau ouvira o que eu dissera e já vinha correndo ao meu encontro, me abraçando de um modo maternal. Afundei meu rosto em seu ombro e não consegui mais controlar as lágrimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;ººº&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Voltei para casa já de manhã, com Henri me ajudando a andar com medo de que desabasse. A Sra. Perrineau havia ligado para o Sr. Delacroix e ele havia ido pegar meus irmãos e os levar para passar a noite em sua casa. Ele se oferecera para contar a eles que vovô tinha falecido, mas agradeci e disse que podia fazer isso eu mesma, depois que me acalmasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite havia sido longa. Depois de conseguir avisar a Henri, ele foi me encontrar na casa dos Perrineau e descobri que vovô havia sido encontrado em um hospital fora de Mônaco. Ninguém sabia o que ele estava fazendo fora da cidade, mas os médicos disseram que ele deu entrada no hospital amparado por um desconhecido que o encontrou passando mal na rua. Depois que deu entrada no hospital, começou a sentir fortes dores no peito e suar frio, então sofreu um infarto-fulminante, ainda na recepção. Henri e a Sra. Perrineau me acompanharam até o hospital para que eu pudesse reconhecer o corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sai do hospital passando mal ao ver meu avô deitado em uma maca, pálido, coberto por um lençol. Depois disso ninguém me deixou ir para casa no meio da madrugada e fiquei na casa dos Perrineau até estar completamente calma. Cheguei à minha casa com Henri quase 8 horas da manhã e foi extremamente doloroso pisar ali outra vez, sabendo que vovô jamais estaria presente outra vez. Henri esperou até que eu tomasse banho e parecesse mais bem disposta, para me acompanhar até a casa dos Delacroix. Já passava das 9hs quando chegamos. Bianca ainda estava em Saint-Tropez com Kalani e provavelmente não faziam idéia do que estava acontecendo. Fui recebida por sua mãe, que me olhava com tanto pesar que só fez com que doesse mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus irmãos já estavam acordados quando cheguei e soube que não haviam dormido direito a noite toda, preocupados comigo. Agradeci outra vez por terem ficado com eles aquela noite e Henri me ajudou a levá-los embora por aparatação. Ele ainda insistiu em estar comigo quando conversasse com os meninos, mas pedi para que ficasse sozinha. Já ia ser difícil de qualquer forma, queria dar a eles um pouco de privacidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos lá, Dani, o que está acontecendo? – Frederic falou de braços cruzados assim que Henri desaparatou – Estamos esperando.&lt;br /&gt;- Onde está o vovô, mana? – Thomas foi mais delicado ao falar, mas também estava decidido a obter uma resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encarei os dois sentados lado a lado no sofá, os braços cruzados e expressões sérias me encarando. Frederic estava impaciente e Thomas aparentava estar receoso do que eu pudesse lhe dizer. Respirei fundo e me agachei junto a eles, apoiando as mãos em um joelho de cada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não há um modo mais fácil de dizer isso – respirei fundo outra vez e os encarei – O vovô morreu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles trocaram um olhar incrédulo e depois voltaram a me encarar, sem dizer nada. Frederic assumiu uma expressão dura e Thomas procurou em meu olhar por uma confirmação de que ouvira isso mesmo. Quando teve a confirmação, se atirou em meus braços caindo no choro. Dessa vez não consegui segurar as lágrimas e chorei abraçada a ele no chão da sala. Estiquei a mão para procurar por Frederic e ele se ajoelhou ao nosso lado, ainda muito sério. Seus olhos estavam vermelhos e podia ver o quanto de força ele fazia para não chorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que vai acontecer com a gente agora? – ele perguntou quase trincando os dentes para prender as lágrimas e sua voz saiu rouca.&lt;br /&gt;- Nada vai mudar, nós vamos continuar aqui e eu vou cuidar de vocês – tentei soar o mais confiante que pude, queria passar confiança a eles naquele momento.&lt;br /&gt;- Eles vão deixar a gente morar com você? – Thomas perguntou com a voz chorosa – Não vão nos mandar pra um orfanato?&lt;br /&gt;- Eu não vou pra orfanato nenhum! – Frederic falou com raiva e uma lágrima solitária caiu, mas ele rapidamente secou.&lt;br /&gt;- Vocês não vão pra nenhum orfanato, eu não vou permitir! – embora soubesse que não seria assim tão simples, jamais deixaria que me separassem de meus irmãos.&lt;br /&gt;- Promete que vamos ficar juntos? – Frederic perguntou me encarando, os olhos ainda mais vermelhos.&lt;br /&gt;- Nós nunca vamos nos separar – segurei seu rosto com firmeza ao falar – É uma promessa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frederic fechou os olhos e quando os abriu outra vez, já não conseguia mais controlar as lágrimas. Ele se aproximou mais e se aninhou no meu colo, afundando a cabeça em meu ombro e me abraçando com toda força que tinha enquanto chorava. Sabia que qualquer juiz iria tentar arrumar famílias capazes de criar meus irmãos e os mandar para elas, mas eu faria o possível e o impossível para impedir que isso acontecesse. Thomas e Frederic eram o que restavam da minha família e ia lutar para mantê-la unida, não importava a que preço.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905796-5569586453123126876?l=fablesbeauxbatons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/feeds/5569586453123126876/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905796&amp;postID=5569586453123126876&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/5569586453123126876'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/5569586453123126876'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/2009/08/eu-nao-podia-chorar-na-frente-dos-meus.html' title=''/><author><name>um aluno de Beauxbatons</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08263899301418645554</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-jmsjUlraUM/SL6SUF-a01I/AAAAAAAAAAM/ZY7fq13Af24/S220/anarquia%5B1%5D.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905796.post-9166750581361963656</id><published>2009-08-13T11:52:00.001-07:00</published><updated>2009-08-13T11:52:41.092-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Minhas férias em Florença passavam sem emoção. Nos intervalos em que minhas primas não apareciam para tomar café durante as folgas nos trabalhos, me ocupava em ajudar a vovó a cozinhar. Não que eu fosse uma boa cozinheira ou mesmo gostasse de mexer em panelas, mas dessa forma ficava perto dela. Sempre tínhamos assunto para colocar em dia e ter minha ajuda em seu lugar favorito da casa a deixava feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andreas, ao contrario de mim, não parava em casa. Na parte da manha, todos os dias, pegava uma chave de portal e encontrava alguns de nossos amigos em Londres para umas aulas de Defesa Avançada organizada pela mãe do AJ. Quando estava em Florença, desaparecia pelas ruas com nossos primos e geralmente voltava de madrugada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcel ainda não havia dado notícias desde sua última carta, pedindo que não fizesse nenhuma bobagem e deixasse que ele resolvesse a confusão. Isso me deixava um pouco apreensiva, conhecia Marcel muito bem para saber que ele tanto podia estar desmentindo tudo de maneira que eu saísse ilesa como podia estar piorando as coisas, transformando a mentira em uma bola de neve devastadora. A demora por uma notícia estava me deixando louca, mas minha sorte, ou não, parecia que ia mudar quando Andreas apareceu de repente no meio da sala, segurando uma lata amassada na mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Huum, estou faminto – ele apareceu na cozinha olhando para as panelas e pegando um bolinho já frito do prato – O que tem pro almoço hoje, vovó?&lt;br /&gt;- Isso que você está comendo – ela bateu em sua mão e Andreas riu – Vá se lavar e pare de beliscar, ou não vai comer direito.&lt;br /&gt;- Como se beliscar antes do almoço tirasse meu apetite – agora foi vovó que riu – Olívia, tem correspondência pra você na sala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele me olhou indicando a sala com a cabeça e o segui. Quando estávamos fora do alcance dos ouvidos supersônicos da vovó, ele tirou um envelope de aspecto oficial do bolso do casaco e me entregou. Reconheci de imediato como uma correspondência formal da Família Real e meu coração chegou a disparar de pavor. Abri o envelope depressa e uma olhada rápida revelou que era um convite formal para passar o fim de semana em La Roche, para um almoço de aniversário de Remy. Ele reuniria os amigos para passar a noite lá, mas o almoço em família era uma tradição e ele não conseguiu evitar. Pelo convite, percebi que meus pais receberam um igual, ele se estendia a nossa família toda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não sei o que você e Marcel estão tramando, mas deixe avisa-la logo que não quero participar – Andreas parecia já saber o conteúdo da carta – O que quer que seja, vai terminar mal e não quero estar envolvido. Já avisei a Marcel que não vou. Além de não querer ser cúmplice, já marquei de jogar bola com Marco e Filipo no fim de semana.&lt;br /&gt;- Não estamos tramando nada – falei ofendida e sabia que era uma péssima mentirosa, ainda mais quando falava com Andreas, que me conhecia melhor do que ninguém – E nada vai acabar mal – ao menos era o que eu esperava, mas não precisava dizer essa parte.&lt;br /&gt;- Bom, espero que tenha razão – ele deu de ombros – Vou tomar banho pra almoçar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andreas subiu correndo as escadas e voltei para a cozinha para ajudar a vovó, mas minha cabeça já estava longe. Uma reunião com toda a Família Real e meus pais não poderia dar certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;ººº&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Meus pais enviaram uma chave de portal para me buscar em Florença bem cedo no sábado e sai junto com eles de Mônaco pouco depois das 10h rumo a La Roche. Era impossível aparatar ou chegar até lá por chave de portal devido à segurança, então nossa chave nos levou até um vilarejo próximo e um dos seguranças da Guarda Real foi nos buscar de carro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca havia pisado em La Roche, mas a primeira visão que tive daquela fortaleza era exatamente como víamos nas fotos dos livros de História da Magia Francesa. O lugar era imenso e lindo. Fomos guiados até o hall de entrada do castelo e os pais de Marcel já estavam esperando para nos receber. Eles eram sempre muito educados e receptivos, poderiam fazer até mesmo a pessoa mais detestável do mundo se sentir bem vinda. Meus pais os cumprimentaram entusiasmados e apertei a mão dos dois um pouco sem graça. Era a primeira vez que encontrava o Rei e a Rainha na condição de namorada do Príncipe, mesmo que fosse mentira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Perdoem a falta de educação de nossos filhos, mas nós perdemos o controle sobre eles a partir do momento em que pisamos em La Roche – o pai dele falou rindo, nada constrangido.&lt;br /&gt;- São muitos primos para dividir as atenções, os pais são deixados de lado – a mãe dele explicou e papai assentiu com a cabeça, provavelmente lembrando que também eram ignorados nas reuniões de família em Florença – Ah, Charlotte, venha aqui!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Charlotte descia as escadas distraída e encarou com surpresa a nossa presença. Veio caminhando devagar e sorriu de leve quando trocou um olhar rápido comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Os pais de Olívia vieram almoçar conosco – seu pai explicou e ela pareceu entender, pois sorriu mais animada.&lt;br /&gt;- Desculpem, é que ainda não me acostumei com a idéia de que Olívia agora é namorada do meu irmão – ela agarrou minha mão de repente – Ele está no campo jogando Pólo, vou levar você até lá – e saiu me puxando antes que pudesse dizer alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostava de Charlotte. Embora muitas pessoas a julgassem esnobe, quem a conhecia de verdade sabia que ela estava longe de ser assim. Charlie, como gostava de ser chamada, é reservada e tem poucos amigos, mas é muito gentil e generosa. Fomos conversando pelo caminho e senti-me mal por mentir para ela, mas não podia fazer nada diferente sem antes conversar com Marcel. Chegamos ao campo e não consegui identificar Marcel em meio aos muitos cavalos que corriam de um lado para o outro, mas ele me viu assim que paramos perto da grade e ergueu a mão avisando que ia sair do jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vou deixar vocês a sós – Charlie piscou para mim e senti meu rosto corar.&lt;br /&gt;- Oi – Marcel desmontou do cavalo e o atrelou a uma barra de ferro. Ele se aproximou animado e me deu um beijo no rosto – Por que demoraram tanto?&lt;br /&gt;- No convite dizia que era almoço, chegamos a tempo, não? – respondi encostando na grade e ele sentou no banco na minha frente – O que você andou contando as pessoas?&lt;br /&gt;- Nada demais, apenas segui com a brincadeira – ele deu de ombros e riu – Meus pais são animados demais, insistiram em convidá-los para o aniversário de Remy. Na verdade eu nem tentei impedi-los, queria ver você. Vejo os outros nas aulas, mas você não se inscreveu, já estava com saudades.&lt;br /&gt;- Acho melhor contar a verdade a todos, Marcel – ignorei o fato de saber que meu rosto estava vermelho – Por quanto tempo acha que vamos conseguir enganar a eles?&lt;br /&gt;- Você quer admitir aos seus pais que mentiu? Eles não vão gostar.&lt;br /&gt;- Vão gostar menos ainda se demorar mais tempo pra contar. Uma hora eles vão saber, ou você pretende se casar comigo de mentira também?&lt;br /&gt;- Olha, só temos mais umas duas semanas de férias e depois estamos de volta a Beauxbatons, longe dos olhos deles. Só temos que manter a brincadeira por mais uns dias. Depois, já na escola, inventamos uma briga e depois contamos que achamos melhor continuarmos apenas como amigos.&lt;br /&gt;- Não sei não... – ainda estava nervosa com aquilo tudo e Marcel pegou a minha mão, alisando o polegar nas costas dela. Aquilo seria perfeitamente normal, se fosse uma situação diferente.&lt;br /&gt;- Relaxe, só temos que fingir bem – ele sorriu – Não sou tão insuportável assim, sou? Acha que agüenta passar dois dias na minha companhia, como se fosse mesmo minha namorada?&lt;br /&gt;- Você não é nada insuportável. Sabe que gosto da sua companhia, sempre gostei, o problema são os olhares de avaliação. Tem um primo seu que não tira os olhos de nós dois, acho que ele está desconfiado de alguma coisa.&lt;br /&gt;- Que primo? – Marcel de repente pareceu alarmado, mas não olhou para trás.&lt;br /&gt;- Um loiro, olhos verdes, muito parecido com você – descrevi o garoto que agora caminhava na nossa direção.&lt;br /&gt;- Louis, droga! – Marcel ficou de pé e quase me imprensou contra a grade – Desculpe, mas vai ter que soar mais convincente que isso, passe as mãos em volta da minha cintura.&lt;br /&gt;- O que? – me assustei com a possibilidade – Por quê?&lt;br /&gt;- Louis é extremamente perceptivo, às vezes parece que pode ler nossas mentes. E ele não pode desconfiar de nada, senão vai querer me subornar – fiz uma careta e ele riu – Não, ele não é ruim, é que fiz isso com ele ano passado e ele está louco pra dar o troco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu ainda estava parada sem reação encostada contra a grade e Marcel pegou minhas mãos, jogando-as em volta de sua cintura. Depois encostou mais o corpo contra o meu e sua boca estava encostada em meu ouvido. Fechei os olhos, torcendo para que ele não falasse nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estou atrapalhando? – uma voz me fez abrir os olhos. O primo dele estava parado ao nosso lado.&lt;br /&gt;- Você sempre atrapalha, Louis – Marcel falou em tom de brincadeira – Ollie, esse é meu primo Louis. Essa é Olívia, minha namorada.&lt;br /&gt;- Ah, a famosa Olívia – ele estendeu a mão e a apertei – Charlotte falou mais de você que Marcel, mas ele também andou se gabando. Diga-me Olívia, como uma menina bonita como você pode namorar um cara feio como o Marcel?&lt;br /&gt;- Do mesmo jeito que Verônica parece tão apaixonada pelo ogro que é você – Marcel revidou de imediato e agradeci mentalmente por não ter que responder que ele não era feio, mas sim lindo.&lt;br /&gt;- Faltam 10 minutos para o fim da partida, volte ao campo porque estou começando a ficar com fome, quero acabar logo com isso – ele falou mudando o assunto e sorriu pra mim – Foi um prazer finalmente conhece-la, Olívia – e sorri de volta.&lt;br /&gt;- Sim senhor! – Marcel bateu continência em deboche – Isso não vai demorar, pode assistir da arquibancada. Só fique longe daquela morena de chapéu, é minha tia Cecília, ela está louca pra interrogar você – ele sorriu divertido e deu outro beijo em meu rosto, mas dessa vez tocou o canto dos meus lábios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes que eu pudesse corar ele já estava de volta ao campo em cima do cavalo. Subi para a arquibancada e procurei manter uma distancia segura da tia Cecília. Fiquei muito grata quando Charlotte percebeu que estava sozinha e veio me fazer companhia, assim evitava a aproximação dos outros. Se antes meu receio era saber por quanto tempo conseguiríamos enganar os outros, agora ele havia mudado. Por quanto tempo será que EU agüentaria fingir ser namorada do Marcel, tendo que representar tão bem? Andreas tinha razão, aquilo não podia terminar bem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905796-9166750581361963656?l=fablesbeauxbatons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/feeds/9166750581361963656/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905796&amp;postID=9166750581361963656&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/9166750581361963656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/9166750581361963656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/2009/08/minhas-ferias-em-florenca-passavam-sem.html' title=''/><author><name>um aluno de Beauxbatons</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08263899301418645554</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-jmsjUlraUM/SL6SUF-a01I/AAAAAAAAAAM/ZY7fq13Af24/S220/anarquia%5B1%5D.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905796.post-1177324488029153147</id><published>2009-08-09T16:35:00.000-07:00</published><updated>2009-08-09T16:40:24.811-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;i&gt;- Como ele está? Viemos assim que o Diretor nos contou!&lt;br /&gt;- O que aconteceu com eles?!&lt;br /&gt;- Procyon!? Não posso acreditar!&lt;br /&gt;- Todos mortos? Isso é horrível...É assustador!&lt;br /&gt;- Só permitirei que os enterremos quando ele acordar, ele não me perdoará se não der o último adeus a eles.&lt;br /&gt;- Ele é forte, ele vai ficar bem. &lt;br /&gt;- Você também está em condições ruins!&lt;br /&gt;- Mas já estou melhor, o choque para ele foi muito maior...Mas tenho certeza que meu amigo vai ficar bem!&lt;br /&gt;- Ele é teimoso, ele não vai se entregar facilmente.&lt;br /&gt;- E ele tem pessoas que quer rever, e coisas que quer fazer...&lt;br /&gt;- Devemos mantê-lo afastado de qualquer coisa que possa desestabilizar suas emoções, pois isso pode acarretar um fluxo excessivo de magia, e caso isso ocorra, ele pode perder o controle de suas ações e colocar em risco a todos. Inclusive ele.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;Eu não sabia por quanto tempo estava desacordado.&lt;br /&gt; Mas não queria acordar.&lt;br /&gt; Eu ouvia as conversas de todos ao meu redor, mas não tinha ânimo, nem forças, para abrir os olhos e vê-los. Eu simplesmente queria esquecer que tudo aquilo havia acontecido. Mas era impossível&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;“- Adeus, querido. Sempre amarei você.”&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Suas últimas palavras ardiam em meu peito e em minha memória e sentia vontade de chorar e de gritar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;- Rápido! Ele está tendo algum tipo de ataque! Tire todos daqui.&lt;br /&gt;- Alderan...Que tipos de pesadelos ele está tendo para gritar assim mesmo desacordado.&lt;br /&gt;- O que podemos fazer por ele?!&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Eu sabia que gritava inconscientemente, porém sem acordar. Lágrimas ardiam em meus olhos e escorriam pela minha face, mas não conseguia abrir meus olhos. Eu mergulhava cada vez mais na escuridão do esquecimento, querendo me afogar e esquecer de tudo, de toda a traição e toda a dor.&lt;br /&gt; Mas então ouvi uma voz. Era a voz dela, de minha irmã Gomeisa. Eu praticamente a podia ouvir rindo para mim, enquanto sua voz se aproximava de mim, salvando-me das trevas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;- Me perdoe, irmã!&lt;br /&gt;- Não há o que perdoar, maninho.&lt;br /&gt;- Eu não pude te salvar.&lt;br /&gt;- Não havia nada o que pudesse se fazer e foi uma escolha minha. Um dia você entenderá, e nos encontraremos de novo.&lt;br /&gt;- Quero estar com você novamente, Isa, quero esquecer toda a dor. – Eu senti me afogando mais, mergulhando ainda mais nas trevas. Porém senti que Isa me segurava, estendendo-me a mão.&lt;br /&gt;- Não, não é sua hora. Não é a hora de estarmos juntos novamente. Você tem muito o que viver, há muito a se fazer. Enquanto o dia de ficarmos novamente juntos não chegar, eu o aguardarei, junto de papai e de toda a família, aguardando seu retorno triunfal. Mas este não é o momento.&lt;br /&gt;- Acorde, Alderan James Asteris Chronos. – Uma voz poderosa me comandou, enquanto ao fundo ouvia o som gentil da risada de minha irmã. Era a voz dele, do homem que estivera conosco naqueles momentos.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Eu senti mais do que ouvi primeiramente, mas após poucos segundos eu podia ouvir a voz de todos com clareza. Mesmo sem abrir os olhos, eu conseguia saber onde cada um deles estava. Alice e mamãe estavam do meu lado direito, Alice segurava minha mão, enquanto chorava com a cabeça mergulhada na fronha da cama onde estava deitado. Millie segurava minha outra mão e também chorava, o rosto mergulhado no ombro de Tristan, que me olhava preocupado. Perto da cama estavam vários curandeiros, os McGregors, o Diretor Charleston, e todos os meus amigos, Penélope, Marcel, Philipe, Derek, Noah, Kwon, Andreas, Bianca e Anabela.... Todos pareciam preocupados e tensos e eu não entendia o porquê, até Kyle falar:&lt;br /&gt;- Tem certeza? Mesmo estando desacordado por tanto tempo, ainda há como ele acordar?&lt;br /&gt;- Não podemos afirmar, fizemos tudo ao nosso alcance, mas ele não reage aos nossos cuidados. – Ouvi Alice fungar alto, enquanto apertava minha mão com mais força. – Parece que ele não quer acordar.&lt;br /&gt;- Deve haver algo para se tentar! Devemos tentar tudo! – Connor falou, dirigindo-se ao curandeiro.&lt;br /&gt;- Eu pedirei ajuda a todos que forem necessários, esse jovem não deve perecer, ele não merece depois de tudo que passou. – Ouvi o Diretor falando.&lt;br /&gt;- Ele voltará, eu tenho certeza disso. Meu filho é forte, então não perderei as esperanças até o dia em que ele se levantar. – Mamãe falou, mas notei o tom triste de sua voz, que tremia. Isso, junto da presença de todos eles, me deu mais forças para tentar acordar e com dificuldades tentei me mover um pouco. Soltei um suspiro alto, como se ele estivesse preso e todos se assustaram. Eu então abri os olhos lentamente, tossindo muito, e tal tosse me causava uma forte dor de cabeça, na verdade meu corpo inteiro doía.&lt;br /&gt; Todos exclamaram surpresos, mas repletos de alegria e me vi abraçado por dezenas de braços, de todos meus amigos e de minha mãe, enquanto ouvia Kyle e o irmão comemorando felizes. Os curandeiros sorriam e após passar o primeiro susto de ao ver bem novamente, fizeram abrir espaço para eu respirar, e me ajudaram a me sentar, lançando feitiços e usando poções em mim.&lt;br /&gt;- Só você mesmo para nos deixar ansiosos assim esperando sua melhora! – Derek falou, fingindo estar chateado, sendo ecoado por todos. &lt;br /&gt;- Como é possível? Até pouco tempo ele sequer reagia aos nossos estímulos. – Um dos curandeiros falou, surpreso, mas feliz por eu ter acordado. Minha cabeça girava e eu tinha dificuldades de me manter sentado, usando o ombro de Alice como apoio. Ela chorava muito e me abraçava com força.&lt;br /&gt;- Quanto....Quanto tempo fiquei desacordado? – Eu consegui perguntar, após algum tempo.&lt;br /&gt;- Você esteve em coma por três dias, filho. – Mamãe falou, respirando aliviada.&lt;br /&gt;- Já faz três dias que aquilo aconteceu... – Eu falei, os dentes trincando e os punhos fechando-se com raiva. Eu senti uma forte dor de cabeça e ainda mais tontura, caindo nos braços de Alice.&lt;br /&gt;- Acalme-se jovem Chronos, você não está em condições de se exaltar. – o Diretor falou, preocupado comigo.&lt;br /&gt;- Você entrou em coma não por causa dos ferimentos, mas por uso excessivo de magia. Seu corpo não agüentou tamanho fluxo de magia. – O curandeiro explicou calmamente.&lt;br /&gt;- Por isso, deve evitar usar magia a qualquer momento por uns tempos, pois seu fluxo interno de magia encontra-se totalmente desregulado. – Outro curandeiro explicou.&lt;br /&gt;- Vamos deixa-lo com seus amigos, vocês têm muito o que conversar. – Connor falou, retirando-se com o irmão e os curandeiros. Mamãe foi junto após beijar meu rosto e todos me deixaram junto de meus amigos, que estavam aliviados por eu estar bem. Eles me apoiaram e me deram forças e nunca me esquecerei o que fizeram por mim.&lt;br /&gt;********&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;- Aqui neste local, pereceram alguns dos bruxos mais poderosos e habilidosos do país, e sem dúvida os seres humanos mais puros e bondosos de todo o mundo mágico. Uma família que lutou por gerações pelo bem de todos, fossem eles trouxas, bruxos, elfos, centauros ou gigantes. Aqui, foi o túmulo de centenas de Chronos, centenas de guerreiros que deram suas vidas para defender o mundo das trevas. E o mundo sentirá, e muito a sua falta, pois perdemos poderosos guardiões...&lt;/i&gt; – O Ministro Britânico dizia seu discurso no funeral de minha família, porém eu começava prestar pouca atenção no que dizia.&lt;br /&gt; Eu saí do hospital no dia seguinte que acordei, espantando a todos com minha recuperação rápida. Mamãe havia dito que só permitiria o funeral de minha família após eu revê-los uma última vez e foi o que fizemos. Foi doloroso rever os corpos de meus tios, primos e avós, mas mais doloroso ainda foi rever meu pai e minha irmã sem vida. É algo que não desejo a ninguém, pois a dor que senti seria capaz de me matar...Isa parecia mais bela do que nunca, mais calma e mais serena, como se dormisse...Seus lábios ainda pareciam sorrir, ao aceitar seu destino. &lt;br /&gt; Decidimos que o funeral da família seria no local onde caíram, em nossa casa de campo, que a partir daquele dia se tornaria o Cemitério dos Chronos. Túmulos foram preparados para todos, com exceção de meus avós, meu pai e minha irmã, que teriam os corpos depositados em esquifes de mármore branco e descansariam nas ruínas da mansão.&lt;br /&gt; O Ministro terminou de falar, porém não ouve palmas, todos ainda chocados e tristes pela tragédia. Mamãe falou então, agradecendo a todos pelos sentimentos e pelo apoio e dizendo que eles seriam lembrados para sempre como pessoas de fibra e força. Mesmo mamãe, com toda sua força, foi incapaz de não ser atingida por lágrimas e parou o discurso no meio, sendo amparada por mim. A cerimônia foi encerrada com faíscas de todas as varinhas dos convidados, que começaram a retirar-se um a um, pois todos viam que queríamos ficar a sós. Apenas nossos amigos mais próximos ficaram conosco e nos ajudaram a voltar para casa.&lt;br /&gt;*********&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A primeira coisa que fiz quando voltei para casa de Londres foi destruir o quarto de Procyon. Eu queimei cada coisa sua, com um certo prazer em cada feitiço lançado. Antes porém, eu vasculhei tudo, procurando indícios de onde ele poderia ter ido assim como seus comparsas, achando algumas cartas escondidas com diversos nomes, e as guardei. Mamãe não impediu o que fiz, pelo contrário, ela apoiava, pois queríamos apagar o nome do verme a qualquer custo da história da família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*********&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Filho, venha cá. Tem muito que precisamos conversar. Eu iria aguardar sua formatura para lhe contar tudo isso. Mas agora você é meu sucessor, o líder do que restou de nós. Ou seja, você é meu líder.&lt;br /&gt;- Mãe, não precisa, eu confio em você e em sua liderança.&lt;br /&gt;- Não, Alderan. Você agora é o Patriarca da família e a liderança é sua por direito. Tenho algumas coisas para lhe revelar. – Mamãe falou, enquanto pegava uma caixa de madeira com o brasão da família, um escudo branco com um C negro em cima, enquanto ao fundo havia uma águia também branca. Ela a abriu e indicou seu conteúdo. O interior da caixa era composto por um veludo branco, a cor da família, e em seu interior havia uma pequena esfera perfeita. Dentro da esfera parecia haver um fluido azul flutuando no ar.&lt;br /&gt;- Isso, filho, é uma profecia. A Profecia dos Chronos. Havia duas delas, uma sob minha guarda e outra sob a guarda do Ministério, mas a outra foi roubada.&lt;br /&gt;- Pelos Comensais?&lt;br /&gt;- Sim. E por causa dela que eles tentaram nos atacar. O que eles não sabem, é que a Profecia do Ministério, possuía apenas metade de todo o teor da profecia original. Toque-a com a varinha e a profecia revelará a você seu conteúdo.&lt;br /&gt; Eu a obedecia e toquei a esfera com minha varinha. Houve uma pequena centelha azulada e a esfera começou a brilhar intensamente, com o fluido azul rodopiando velozmente. Então ouvi uma voz. Era a voz dele, daquele homem. Na verdade havia uma vozinha fraca e imatura misturada a voz forte, porém perceptível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Há séculos lutam.&lt;br /&gt; Há séculos caçam.&lt;br /&gt; Há séculos destroem as trevas, sendo a luz na escuridão.&lt;br /&gt; Avatares de seu Antepassado, alguns mais poderosos que os demais, os Chroni.&lt;br /&gt; Dos Chroni surgirá o poder. Dos Chroni surgirá o exército.&lt;br /&gt; De um deles, surgirão seres poderosos, nem vivos, nem mortos, mas poderosos.&lt;br /&gt; Usarão as trevas como arma, usando-a para a guerra.&lt;br /&gt; Mais poderosos que humanos, mais temidos que vampiros.&lt;br /&gt; De um deles, surgirá a luz plena e pura, terna e destruidora.&lt;br /&gt; Como o Sol, queimará os malignos, deixando apenas suas cinzas.&lt;br /&gt; E o mal sucumbirá ao seu poder.&lt;br /&gt; E o mundo não será o mesmo após sua chegada.&lt;br /&gt; Pois eles são os Chronos.&lt;br /&gt; A Fúria do Deus surgirá novamente, destruidora.&lt;br /&gt; O Sangue de Luz brilhará intenso, dando novas energias a eles.&lt;br /&gt; A Luz do Deus estará na Terra novamente, purificando-a.&lt;br /&gt; Suas armas, a lança e a foice voltarão a cortar os céus.&lt;br /&gt; Suas asas voltarão a bater.&lt;br /&gt; Suas armaduras voltarão a resplandecer.&lt;br /&gt; Seus olhos voltarão a brilhar em dourado e prata.&lt;br /&gt; Terras tremerão, Céus brilharam.&lt;br /&gt; O som de suas asas fará as trevas tremer.&lt;br /&gt; O brilho de seus olhos fará os malignos perecer.&lt;br /&gt; A força de sua bondade fará os bons se alegrarem.&lt;br /&gt; Pois o Deus estará na Terra.&lt;br /&gt; Mesmo que para isso, seus filhos amados devam antes perecer.&lt;br /&gt; Mesmo que sua mais amada filha, sua Encarnação venha a sacrificar-se.&lt;br /&gt; Porém, do pó eles ressurgirão, mais poderosos do que nunca.&lt;br /&gt; E a justiça voltará à Terra, através de um de seus filhos..&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Entende agora, filho? – Mamãe perguntou.&lt;br /&gt;- Quem proferiu essa profecia? – Foi a primeira coisa que consegui perguntar, tentando reconhecer a voz.&lt;br /&gt;- Isa...&lt;br /&gt;- Isa?! &lt;br /&gt;- A primeira palavra de sua irmã foi “mãe”. – Mamãe falou, com lágrimas nos olhos enquanto passava a mão por uma sorridente foto de Isa. – Porém, logo em seguida ela enunciou essa profecia completa, sua voz misturada a uma poderosa voz masculina, seus olhos com um intenso brilho dourado.&lt;br /&gt;- Isso é possível? Uma criança enunciar uma profecia?&lt;br /&gt;- Sim, e é algo muito comum, pois as crianças estão mais ligadas ao Invisível do que nós.&lt;br /&gt;- Mas o que essa profecia significa de verdade? – Eu perguntei, ainda muito confuso.&lt;br /&gt;- Não tenho certeza, mas penso que ela diz que de nossa família surgirá algo que purificará o mundo do mal no futuro. E por isso os Comensais quiseram nos destruir.  &lt;br /&gt;- Se sabíamos da profecia, porque não tomamos cuidados? Por que Isa não me contou antes?!&lt;br /&gt;- Porque sua irmã o amava demais e não queria preocupá-lo ou machuca-lo. Foi uma decisão dela, ela decidiu que daria sua vida por nós, acreditando em um futuro que acho que apenas ela conhecia com certeza... – Mamãe falou, lágrimas escorrendo lentamente de seus olhos verdes. – Quanto a nós... Foi por pura fraqueza. Não imaginávamos que a traição viria de nosso próprio sangue. Por isso eu e seu pai preparávamos algo às escondidas.&lt;br /&gt; Ela então pegou um pergaminho de dentro da caixa e o tocou com a varinha. Letras negras começaram a surgir por todo o papel antes em branco, tomando a forma de frases completas. Aos poucos pude ler o que havia escrito ali, surpreendendo-me ao ler o título: “Clã Chronos”. Tal nome fez meu coração saltar e senti uma energia tremenda apenas do nome.&lt;br /&gt;- Começamos a organizar o Clã Chronos. Este pergaminho, é a autorização do Ministro para organizarmos uma instituição antitrevas, com mesmo papel que a Divisão de Aurores. Ou seja, teríamos o direito de treinar novos aurores, além de organizarmos nós mesmo nossas investigações e caçadas. Esse documento nos dá total autonomia em relação ao Ministério, contanto que também nos coloquemos ao seu dispor. – Ela falou, entregando-me o documento para lê-lo com atenção. Eu o li rapidamente, meu coração batendo cada vez mais rápido. Eu sentia como se esse momento fosse um dos mais importantes de minha vida.&lt;br /&gt;- Tem a assinatura do Ministro...E de outras pessoas...&lt;br /&gt;- Sim, tem a assinatura minha, de seu pai, do Ministro, não apenas do Ministro Britânico, mas também a de todos os Ministros da Europa. Sim, filho, nosso Clã recebe autonomia de toda a Europa e pretendo que depois de todo o mundo. – Eu ainda estava surpreso, mas feliz por tal notícia. Aquele documento dava a nós o poder de criar um “exército” antitrevas com direito a agir em qualquer lugar da Europa...Era algo que eu nunca sonhei ver em minha vida. – É seu dever, como meu sucessor levar estes planos a frente. E é a razão também de meu outro assunto.&lt;br /&gt;- Estou todo ouvidos, mãe.&lt;br /&gt;- Quero que viaje comigo pelo mundo e apresentarei você a todos os bruxos importantes dessa época, preparando-o para me suceder e fundar o Clã. E para isso você precisa ser treinado. Deseja iniciar seu treinamento desde já?&lt;br /&gt;- Com certeza, mãe. – Apesar da tristeza, aquela conversa acendera em mim um espírito de vontade e poder que me fez sentir-me orgulhoso.&lt;br /&gt;- Muito bem, seu treinamento começará amanhã. Eu começarei a organizar essa viagem, que ocorrerá ainda em suas férias, portanto não poderei ministrar suas aulas. Os McGregors aceitaram dar aulas a você enquanto eu não puder, e estarão ensinando-lhe a partir de amanhã. Não apenas a você, mas a todos os seus amigos.&lt;br /&gt;- Meus amigos também!?&lt;br /&gt;- Sim, eu convidei a todos eles e mostraram-se muito interessados e acho excelente, pois assim vocês poderão se ajudar.&lt;br /&gt; Eu a abracei feliz pela primeira vez desde que a Traição ocorrera, pois teria a chance de vingar a todos. Eu começaria a treinar com meus amigos para que juntos pudéssemos construir o futuro que Isa e papai sonharam.&lt;br /&gt; Pensando nela, antes de me deitar, pois o dia seguinte seria cheio, entrei em seu quarto, que continuava o mesmo desde a última vez que ela viera ali. Eu sentei-me em sua cama e deitei em seu travesseiro, lembrando-me das vezes em que ela contara histórias para mim ali, das vezes que me consolara e me animara naquele mesmo quarto. Lágrimas vieram aos meus olhos e não pude conte-las, mergulhando o roso no travesseiro e chorando como nunca chorei. Então notei que havia algo debaixo do travesseiro, e com os olhos ainda molhados,  retirei um diário debaixo dele. O diário tinha o tamanho de um livro comum e sua capa era de couro, e escrito com uma tina branca, havia “Diário de Gomeisa” no topo da capa. Eu abracei o diário com força, chorando novamente. Lágrimas escorriam pelo meu rosto e afastei o diário de mim, com medo de danificá-lo, só então reparei que ele brilhava. Surpreso, abri o diário e olhei a primeira página, que estava em branco. Porém, diante dos meus olhos, palavras douradas começaram a surgir e reconheci a letra de Isa, começando a ler o recado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;“Alderan, meu irmão querido. &lt;br /&gt;Se está lendo essas palavras é porque não estou mais em seu mundo, pois cumpri minha parte da profecia. Há muito tempo eu sabia da tragédia que poderia acontecer a nossa família, eu repito, que poderia. Tudo que podia ser feito para impedir a tragédia foi feito, mas o destino quis que Procyon fosse corrompido, tramando nossa destruição. Porém somos mais fortes do que ele, ou do que seu Mestre das Trevas, pensam. Somos os filhos do Deus Chronos, possuímos seu sangue, sua alma e seu poder, sendo seus representantes mortais.&lt;br /&gt; Chronos, o homem que você viu em meu derradeiro momento, fundou nossa família a milhares de anos, em datas imemoriáveis. Nossa família cresceu sempre sob sua benção e poder, sempre guiados por ele, através de seus Avatares e Encarnações. Eu fui sua Encarnação na Terra, guardando sua alma, tendo sua proteção e sua luz. Você, e sei que mamãe também, são seus Avatares, possuindo o poder do Deus. Vocês são seus instrumentos para guiar-nos para um mundo melhor. Não apenas os Chronos, mas também o mundo em si. Ele sabe do passado e do presente, e sabe que nos reergueremos, mais fortes do que nunca, voltando ao apogeu, e derrotando a destruição.&lt;br /&gt; Mas esse apogeu não será alcançado por mim, por você ou por seus filhos. Serão seus bisnetos os responsáveis por terminar de erguer os Chronos, marque minhas palavras, querido irmão. Você é a melhor pessoa que eu conheci, dono de uma força como poucos e uma determinação ainda maior. É de seu sangue que nascerão os responsáveis por reerguer os Chronos de vez, e por participarem da mudança do mundo.&lt;br /&gt; Tempos negros virão. Você passará por provações tremendas, e temo dizer que Destino foi especialmente cruel com você. Mas quero que guarde sempre em seu coração a sua força e sua visão de mundo, para salvar o máximo de pessoas que for capaz. Nada vem sem sacrifícios, isso foi um dos maiores ensinamentos dele. Eu fiz o meu, sacrifiquei minha existência em prol de um bem maior, em prol de um sonho, em prol de um mundo novo, e não me arrependo de forma alguma. Ele tentou me impedir, tentou a todo custo mudar o Destino, mas eu decidi que era minha vez de fazer sacrifícios. Sinto-me triste apenas por você e mamãe, pois sei que a dor de vocês foi enorme e inimaginável, e não o culparei se me odiar. Mas nunca se esqueça de quanto eu o amo, assim como amo mamãe, assim como papai ama vocês. Nós demos nossas vidas acreditando no futuro que vocês dois construiriam, um sonho nosso e de todos de nossa família.&lt;br /&gt; Este diário contem minhas lembranças desde o momento em que o vi pela primeira vez, desde o momento que vi pela primeira vez aqueles poderosos olhos dourados, as asas brancas e a armadura dourada. Tentarei contar tudo que eu puder e sei, mas há coisas que não podem ser expressas em palavras, apenas pode-se sentir. Ele é uma dessas coisas. Ele está acima de tudo que se possa imaginar, sua bondade é maior que de qualquer outro, mas sua fúria também é a maior de todas. Não é a toa que ele é tão temido, mas também tão amado.&lt;br /&gt; Espero que minhas lembranças possam guiá-lo nos caminhos negros que haverá de trilhar. E espero do fundo do meu coração que seja feliz meu irmão, e enfrente todos os tortuosos caminhos a sua frente, sempre acreditando em si mesmo e em sua luz.&lt;br /&gt;    Com eterno amor, de sua&lt;br /&gt;      Gomeisa Asteris Chronos.”&lt;/i&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu terminei de ler sua última carta com lágrimas ainda mais grossas em meus olhos, emocionado por suas palavras. Tais palavras animaram meu espírito de certa forma e abracei o diário novamente, enquanto apertava os punhos. Não, Isa, eu nunca odiaria você, eu apenas odiaria para sempre o Traidor Procyon.&lt;br /&gt; Comecei a ler o diário, cujo conteúdo era muito vasto. O diário era encantado magicamente, de modo que as letras surgiam no papel sempre que eu virava uma página, e o diário parecia interminável. Passei a noite inteira lendo-o, surpreendendo-me a cada linha, porém sabendo que seriam informações muito valiosas para mim e para muitos no futuro...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905796-1177324488029153147?l=fablesbeauxbatons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/feeds/1177324488029153147/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905796&amp;postID=1177324488029153147&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/1177324488029153147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/1177324488029153147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/2009/08/como-ele-esta-viemos-assim-que-o.html' title=''/><author><name>Alderan J. A. Chronos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14889340533355710727</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_E0KRO4b8bz8/Siv17-19DsI/AAAAAAAAAAM/1nDRezmsjBg/S220/Alderan.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905796.post-5021418073613460577</id><published>2009-08-06T20:12:00.001-07:00</published><updated>2009-08-09T18:23:54.714-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>- Thomas, Frédéric, andem logo! – gritei da sala, impaciente.&lt;br /&gt;- Eugène, você foi ajudar, não atrasar mais! – o Sr. Delacroix consultou o relógio – Desse jeito vamos nos atrasar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os três saíram correndo do quarto, meus irmãos de mochila nas costas e Eugène pegando a sua com seu pai. Era aniversário do Príncipe Remy e no lugar de uma comemoração grandiosa, ele havia convidado alguns amigos de sua idade para passarem o fim de semana no Palácio. Sabia que meus irmãos eram dois dos melhores amigos de Remy, mas a idéia de deixá-los naquele Palácio cheio de peças quebráveis e absurdamente caras me apavorada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por Merlin, se comportem ok? – supliquei enquanto conferia se tinham guardado as coisas necessárias que separei e deixei em cima da cama – Não façam bagunça, obedeçam a quem ficar responsável por vocês, não corram dentro do Palácio e se acontecer alguma coisa, usem esse espelho de duas vias para me chamar – e entreguei a metade do meu espelho a Thomas, que era mais responsável.&lt;br /&gt;- Relaxa, mana – Frédéric sorriu despreocupado – Não vamos dar nenhum prejuízo pra Realeza de Mônaco.&lt;br /&gt;- É bom mesmo que nenhum dos três dê prejuízo – Sr. Delacroix falou meio rindo e meio sério – Teríamos que hipotecar a casa pra pagar um único vaso daqueles que enfeitam o hall de entrada. Estão prontos? Podemos ir? – eles confirmaram animados e ele se virou para mim e meu avô, de pé perto da porta – Trago eles de volta amanha a tarde, não se preocupem.&lt;br /&gt;- Obrigado, Pierre – vovô agradeceu – Na próxima eu levo os meninos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Sr. Delacroix apertou a mão do vovô sorridente, embora seu sorriso ainda não fosse inteiramente feliz, e saiu com os meninos porta afora, desaparatando quando pisaram no quintal. No mesmo instante vovô pegou sua carteira em cima do balcão da cozinha e a guardou no bolso, conferindo se estava com tudo que precisava em mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vou aproveitar que todos vocês estão fora e visitar um velho amigo para uma partida de pôquer sem compromisso – me avisou sorridente.&lt;br /&gt;- Ah, não vou mais sair hoje, mas tudo bem, acho que vou ler alguma coisa – não consegui disfarçar muito bem o desapontamento. Esperava poder passar um tempo a sós com ele, sem meus irmãos gritando pela casa.&lt;br /&gt;- Pensei que ia sair com seus amigos – dei de ombros, negando, e ele me olhou desconfiado – Precisa de dinheiro?&lt;br /&gt;- Não vovô, não estou precisando de dinheiro – neguei rápido demais, era péssima para mentir – Só remarcamos para semana que vem.&lt;br /&gt;- Bom, se precisar, vou deixar aqui na estante – e colocou 3 galeões debaixo do cinzeiro – Não vou demorar, é só uma partida. Estarei de volta antes de você dormir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vovô me lançou um sorriso carinhoso e piscou, desaparatando. Fiquei sozinha na casa e decidi gastar meu tempo à toa lendo um dos livros de sua coleção. Já tinha lido todos eles, mas era sempre bom reler meus favoritos, como Hamlet. Puxei o livro da estante quando o localizei e me acomodei em minha cama perto da janela. Diferente dos outros dias de verão, hoje o calor não estava insuportável e uma brisa agradável entrava pela fresta aberta. O vento leve era tão reconfortante que peguei no sono antes de chegar à segunda pagina do livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando acordei, a brisa agradável havia dado lugar a um vento frio e doloroso. Levantei esfregando as mãos nos braços, me abraçando para tentar me aquecer enquanto fechava a janela. O sol já havia se posto há muito tempo e o céu estava negro, quase sem estrelas, o que indicava que teríamos um tempo nublado no domingo. Sai da cama com um ar de preguiça assustador e me arrastei até a sala para conversar um pouco com meu avô.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vovô? – falei alto quando sai do quarto, mas a casa continuou silenciosa – Vovô? Está em casa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhuma resposta. Fui até a sala e não havia sinal dele, assim como na cozinha e nos quartos. A casa estava exatamente do jeito que a deixei antes de pegar no sono, até os 3 galeões continuavam debaixo do cinzeiro. Consultei o relógio para checar se não tinha dormido tanto quanto pensei, mas uma onda de pânico tomou conta de mim quando percebi que já se aproximava da meia noite. Vovô nunca chegou tão tarde em casa sem nos avisar e ele certamente não havia tentado telefonar. O barulho do telefone era tão alto que acordava até um urso hibernando. Vesti um casaco qualquer e sai para o quintal, dando uma volta no quarteirão à procura de algum sinal dele, mas o pânico me consumiu ainda mais ao perceber que ele não estava em lugar algum próximo a casa. Voltei apressada, tentando pensar no que fazer, e apenas uma idéia me ocorreu. Tinha que pedir ajuda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Alô?&lt;/em&gt; – ouvi a voz sonolenta de Henri do outro lado da linha.&lt;br /&gt;- Henri? – falei com urgência na voz e pude ouvi-lo se agitando – Desculpe ligar a essa hora, mas não sabia para quem mais pedir ajuda, Bianca e Kalani foram passar o fim de semana em Saint-Tropez.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Dani?&lt;/em&gt; – ele ainda parecia confuso, mas já estava alerta, sem a voz sonolenta – &lt;em&gt;O que aconteceu? Você está bem?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Expliquei a ele rapidamente o que havia acontecido, da minha preocupação por meu avô não ter voltado para casa mesmo tendo afirmado que viria cedo, e em menos de 5 minutos ele estava aparatando no meu quintal. Deixei-o entrar e o abracei na mesma hora, me sentindo um pouco mais calma só por ter seus braços em volta do meu corpo. Henri pediu que me acalmasse e assumiu o controle de tudo, conseguindo que em menos de meia hora todas as pessoas próximas a nossa família estivessem cientes do que estava acontecendo. O Sr. Delacroix e Pierre chegaram às pressas na minha casa e logo depois a Sra. Perrineau apareceu também. O Sr. Delacroix organizou um esquema de busca para ele, Pierre, Henri e alguns vizinhos que se ofereceram para ajudar e eu fiquei em casa com a Sra. Perrineau, ligando para hospitais e delegacias. Mônaco não era tão grande assim, não era possível que não conseguíssemos encontra-lo dentro de algumas horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não foi bem o que aconteceu. Nenhum hospital, delegacia ou até mesmo clubes de Mônaco sabiam do paradeiro do meu avô. Minhas esperanças estavam na equipe de busca que saiu pelas ruas tentando localiza-lo, mas as expressões cansadas e derrotadas que adentraram a porta da sala varreram minhas expectativas e novamente fui tomada por uma onda de pânico. Henri sentou ao meu lado e me abraçou novamente, falando alguma coisa para tentar me acalmar, mas eu não conseguia assimilar as palavras e compreender o que era dito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela noite a Sra. Perrineau insistiu que fosse passar a noite em sua casa, mas agradeci o convite e recusei. Queria estar em casa caso vovô aparecesse ou alguém trouxesse noticias, então ela se ofereceu para ficar comigo. Henri também não foi embora e já estava quase amanhecendo quando o Sr. Delacroix voltou de mais uma busca nas ruas com Pierre e avisou que ia em casa trocar de roupa e partir para a parte mais afastada da cidade, levando consigo algumas fotos que lhe entreguei do vovô e abordando as pessoas nas ruas para saber se alguém o vira. Depois de algum tempo a Sra. Perrineau e Henri adormeceram sentados no sofá, mas eu não consegui pregar o olho. Onde vovô foi parar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;(Continua...)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905796-5021418073613460577?l=fablesbeauxbatons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/feeds/5021418073613460577/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905796&amp;postID=5021418073613460577&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/5021418073613460577'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/5021418073613460577'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/2009/08/thomas-frederic-andem-logo-gritei-da.html' title=''/><author><name>um aluno de Beauxbatons</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08263899301418645554</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-jmsjUlraUM/SL6SUF-a01I/AAAAAAAAAAM/ZY7fq13Af24/S220/anarquia%5B1%5D.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905796.post-5099710728447374718</id><published>2009-08-02T15:07:00.000-07:00</published><updated>2009-08-02T15:10:03.909-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Mônaco, França – Agosto de 1959&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensava que passaria as férias de verão entediada, apenas na companhia de Kalani e Danielle, mas me enganei. Antes mesmo do fim de julho, com exceção de Philipe, já havia reencontrado toda a turma. Depois da morte de toda a família, a mãe de AJ organizou umas aulas de Defesa Avançada e nos deu a oportunidade de participar, então não pensei duas vezes e me inscrevi. Todos os dias da semana, na parte da manha, pegava uma chave de portal e me reunia com o resto do grupo em Londres, onde aconteciam as aulas. Danielle e Kalani não se animaram, mas encontrava lá Kwon, Andreas, Marcel e Anabela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na parte da tarde, quando não tinha treino de DA, passava meu tempo na companhia de Kalani. Dani às vezes estava conosco, mas ela tinha namorado e Henri não havia viajado com a família, então ela dividia seu tempo entre nós dois e ele, e é claro que perdíamos de lavada. Mesmo sem a presença da Dani, conseguia me divertir. Kalani era uma excelente companhia, me fazia rir o tempo todo e dessa forma não pensava em Johnny e nem no fato do meu namorado estar há milhares de quilômetros de distancia, em outro continente. E da mesma forma que ele me mantinha entretida para não pensar em Philipe, eu não o deixava pensar nos amigos que ia visitar no Havaí. Nos víamos todos os dias, se ele não aparecia na minha casa, eu ia até a casa dele. Descobrimos muitas coisas em comum, era como se já nos conhecêssemos há anos, e não apenas desde o ano passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era assustador o quanto éramos parecidos, mas assustador mesmo foi o que aconteceu no fim do mês de Julho. Era véspera do meu aniversário e havia acabado de me despedir de Kalani, quando alguém bateu na porta do quarto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;***&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;19 de Julho de 1959 – Casa dos Delacroix&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então nos vemos amanha, e Danielle jurou que não vai furar – Kalani parou antes de sair do meu quarto.&lt;br /&gt;- É bom mesmo que não fure, é meu aniversário! – falei indignada e ele riu.&lt;br /&gt;- Até amanha – ele sorriu e fechou a porta ao passar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei a me esparramar na cama assim que ele saiu e fechei os olhos, cansada. Havia caminhado o dia inteiro pela cidade, sem rumo, e minhas pernas suplicavam por um descanso. Já estava quase totalmente relaxada, decidida a dormir sem tomar banho, quando ouvi uma batida na porta. Abri um olho só e vi a imagem de Pierre entrando no meu quarto, carregando uma caixa quadrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Posso entrar?&lt;br /&gt;- Já entrou... – respondi cansada, sentando na cama – O que quer?&lt;br /&gt;- Primeiro, quero que você se desarme, não vim brigar – Pierre fechou a porta e me encarou sério – Vim apenas conversar.&lt;br /&gt;- Não estou armada, só um pouco cansada – me defendi – Mas quer conversar sobre o que?&lt;br /&gt;- Johnny – falou direto e me mexi desconfortável na cama – Não pode fugir pra sempre, Bianca. Desde que ele morreu, não trocamos uma única palavra.&lt;br /&gt;- Foi muito difícil lidar com a morte dele, mas eu consegui encontrar um sossego, por favor, não tire isso de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pierre não respondeu e colocou a caixa em cima da cama, sentando também. Começou a desamarrar os laços que a fechavam e abriu a tampa, revelando um tecido rosa-choque embolado, com uma goles por cima. Ele tirou a goles primeiro e a girou na mão, como se a admirasse. Podia até ver o brilho em seus olhos, um brilho de orgulho e saudade, enquanto fitava a bola avermelhada. Pierre desviou os olhos dela e depois de um longo suspiro, a estendeu para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- 13 de Março de 1957. Os Quiberon Quafflepunches perdiam de 240 a 80 para os Abutres de Vratsa. Johnny Latour, com o braço enfaixado por causa de um balaço, roubou a goles de Igor Petrov e, menos de um minuto antes de Henri Duchamp capturar o pomo, marcou os dois gols que deram a vitória a seleção da França na Taça Européia de Quadribol. Mesmo machucado, Johnny salvou o time da derrota e ganhou a goles de ouro, como melhor artilheiro da Liga. Naquele dia ele trouxe a goles da vitória pra casa e guardou, esperando um dia dar ela a você. É sua.&lt;br /&gt;- Não, não posso ficar com essa goles – empurrei de volta pra ele.&lt;br /&gt;- Claro que pode, é sua de direito – ele insistiu e a segurei nas mãos – Johnny queria que ficasse com você. E acho que isso também deve ficar com você – ele puxou da caixa o velho uniforme de Johnny do Quiberon Quafflepunchers, ainda sujo de sangue no braço direito – Ele guardou sem lavar, dizia que era para lembrar sempre que mesmo com o braço quase partido, ajudou o time a vencer. São seus tesouros e acho que nada mais justo que fiquem com você.&lt;br /&gt;- Por que está fazendo isso? – perguntei confusa, passando a mão na mancha de sangue seco no braço do uniforme.&lt;br /&gt;- Eu estava lá, onde aconteceu o acidente, porque ouvi Johnny me chamar – Pierre começou a falar com a voz embargada, como se fosse doloroso – Ele me pedia para voltar e cuidar de você. Não entendi na hora, até voltar e ver que você ainda estava viva. Chamei o socorro e fique lá, esperando, sem poder fazer nada para ajudá-los.&lt;br /&gt;- Philipe me contou que foi você quem chamou a ambulância. Eu também ouvi Johnny falando comigo, me pedia para ficar calma, porque ele estava bem.&lt;br /&gt;- Eu achei que tinha entendido o recado dele, até encontrar essa caixa – Pierre continuou – Três semanas antes do acidente ele me confrontou querendo saber por que nunca havia a apoiado em seu desejo de jogar quadribol como todos nós, dizia que não entendia. Ouvi Johnny elogia-la por horas, dizer o quanto você era talentosa e que era um desperdício não poder jogar e não contar com o nosso apoio, e não pude encontrar um argumento sequer para rebatê-lo. Percebi que não tinha um real motivo para não incentiva-la, que estava apenas concordando com o nosso pai, que aquela não era uma opinião minha sobre o assunto. Johnny tinha a ambição de fazer de você uma sucessora, de fazer com que o substituísse na vaga de artilheira do Quiberon Quaffepunchers, sabia disso?&lt;br /&gt;- Não... – larguei a goles em cima da cama e segurei as vestes dele, apertando o tecido nas mãos – Mas como posso jogar por um time da Liga Européia, se não tenho base nenhuma por não jogar na escola?&lt;br /&gt;- É ai que eu entro – Pierre pegou a goles de cima da cama e a girou na mão com habilidade – Não chego aos pés de Johnny em cima de uma vassoura, mas sou um excelente técnico, vou ajudar o treinador Perrineau nessa temporada. Vou treinar você.&lt;br /&gt;- Acho que já sei jogar quadribol, não preciso aprender nada.&lt;br /&gt;- Claro que você sabe, mas será que agüenta mais de uma partida? – ele questionou – Ou dura uma partida inteira, de horas? – fiquei sem responder e ele emendou – Você é boa, Bianca, mas mesmo que consiga se sobressair entre os jogadores de Beauxbatons, se fizer os testes para reserva do Quiberon Quafflepunchers, vai ser massacrada. Você tem habilidade, mas não tem técnica.&lt;br /&gt;- E por isso você quer me treinar? – falei descrente – Assim do nada?&lt;br /&gt;- Estou tentando consertar um erro antes que seja tarde demais. Vai engolir o orgulho, como eu estou fazendo, e aceitar a minha ajuda ou prefere passar o resto da vida acompanhando os campeonatos de quadribol da arquibancada?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;***&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;- Mais rápido, Bianca! Vai estourar o tempo, ande!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acelerei o passo e alcancei a mão de Pierre antes que ele pudesse apertar o botão do cronômetro. Apoiei as mãos no joelho, o rosto vermelho e quente, quase sem ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- 27 segundos. Tem que fazer em 20 segundos, sei que pode melhorar esse tempo.&lt;br /&gt;- Dá um tempo, ok? Estou fora de forma.&lt;br /&gt;- Você não está tendo aulas de Defesa Avançada todos os dias de manha?&lt;br /&gt;- O que você acha que está me deixando cansada? – respondi azeda – E não tenho que ficar correndo de um lado para o outro nas aulas.&lt;br /&gt;- Você topou ser treinada por mim e eu fui treinado pelo Perrineau, o que faz com que eu seja linha dura mesmo, mas é pensando no que é melhor pra você.&lt;br /&gt;- Eu sei, eu sei – falei tentando recuperar o ar e ele me estendeu uma garrafa com água – Eu vou me empenhar mais, quero fazer isso, mas antes vamos fazer um trato? Pare de me chamar de Bianca, prefiro Bia.&lt;br /&gt;- Só se você parar de me chamar de Pierre e começar a me chamar de PJ – ele respondeu e ri, concordando com a cabeça – Bom, trato feito. VAMOS LÁ, BIA! ATÉ O FIM DO CAMPO E DE VOLTA AO PONTO INICIAL EM 20 SEGUNDOS!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele assoprou um apito irritantemente alto e levantei outra vez, tornando a correr até o outro lado do campo de quadribol e voltando até onde ele estava de braço estendido. Meu relacionamento com Pierre, ou melhor, com PJ, nunca foi dos melhores. Passamos 17 anos tendo nossos altos e baixos, entre muitas brigas e poucos momentos de companheirismo, mas parecia que as coisas começavam a melhorar. Tinha certeza de que, de onde estivesse, Johnny estava observando a isso tudo e sorrindo satisfeito. Ele tinha, enfim, feito seus irmãos mais novos se entenderem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905796-5099710728447374718?l=fablesbeauxbatons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/feeds/5099710728447374718/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905796&amp;postID=5099710728447374718&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/5099710728447374718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/5099710728447374718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/2009/08/monaco-franca-agosto-de-1959-pensava.html' title=''/><author><name>um aluno de Beauxbatons</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08263899301418645554</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-jmsjUlraUM/SL6SUF-a01I/AAAAAAAAAAM/ZY7fq13Af24/S220/anarquia%5B1%5D.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905796.post-8607395655272411306</id><published>2009-07-15T15:39:00.000-07:00</published><updated>2009-07-16T08:49:24.136-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Florença, Itália.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Olívia estava sentada na varanda da casa de sua avó Valentina observando o irmão gêmeo no jardim brincando com o primo de 4 anos, Vincenzo. A bagunça que os dois faziam estava divertida, mas a atenção de Olívia se desviou por um instante, ao perceber que uma coruja de aparência pomposa voava em sua direção. Logo reconheceu como uma das corujas reais que Marcel usava para se corresponder com os amigos durante as férias. A ave parou ao seu lado delicadamente e o selo gravado no rolo de pergaminho que ela carregava confirmou suas suspeitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Obrigada, Agnes – ela acariciou a coruja e retirou o pergaminho, mas a ave continuou no mesmo lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olívia retirou o selo que prendia o pergaminho com cuidado e o desenrolou, revelando a letra muito bem desenhada de Marcel por cima do símbolo da Família Real impresso no tecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Oi Ollie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como estão as férias em Florença com o Andreas? Espero que boas. As coisas aqui em La Roche estão bem movimentadas, toda a Família Real se reuniu para as comemorações dos 84 anos do meu avô, então atividades não faltam.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Cada dia é uma novidade e essa semana uma coisa bastante peculiar aconteceu. Recebemos a visita de Giuseppe e Cecile Jacquot Casiragui, que atendem pela alcunha de seus pais.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Olívia parou de ler a carta, uma expressão de pânico tomando conta do seu rosto que até pouco tempo sorria. Suas mãos tremiam levemente e começava a suar frio. Se seus pais haviam procurado Marcel, então ele agora sabia de tudo. Queria rasgar a carta e não terminar de ler, mas sabia que não poderia fazer isso. Com as mãos geladas, sacudiu o pergaminho que começava a amassar e baixou os olhos novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eles fizeram uma visita não-oficial a meus pais e o assunto da conversa era o futuro do nosso relacionamento. Aparentemente, seu pai, e mais tarde o meu também, queria saber quais eram as minhas intenções com você. Queriam saber se era só uma distração de escola ou algo sério, que pudesse resultar em casamento, pois, segundo meu pai, não posso demorar a escolher uma esposa e não tenho tempo a perder com namoros sem futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que na hora fiquei um pouco perdido, mas pelo bem da piada, resolvi entrar na deles. Foi divertido bancar o namorado ideal, mas gostaria que você me desse algum tipo de explicação, pois seus pais virão almoçar aqui no domingo e para continuar a farsa, preciso saber o que está acontecendo. E algo me diz que você é a única pessoa que pode me deixar melhor informado sobre esse pequeno equivoco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ordenei que Agnes ficasse por ai até que você me respondesse, então não tente me enrolar. Ela é muito obediente e precisa, calculei que estará de volta com sua resposta em dois dias e ficarei no aguardo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços,&lt;br /&gt;Marcel Grimaldi.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Olívia dobrou o pergaminho sem acreditar no que tinha acabado de ler. Por que seus pais tinham que procurar o Rei e a Rainha? O que eles tinham a ver com isso tudo? Por que sempre tinham que estragar as coisas? Agora, além de quase ter sido exposta ao ridículo diante da Realeza Francesa, teria que passar pelo constrangimento de admitir para Marcel que mentiu a seus pais alegando que ele era seu namorado. Olhou para a coruja parada no braço da cadeira e sabia que ela não sairia do seu lado até que tivesse uma resposta amarrada à pata, então procurou um rolo de pergaminho em branco nas gavetas da avó e molhando a pena no tinteiro, começou a se explicar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;*****&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;La Roche - Borgonha, França.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La Roche, o imenso castelo que servia como casa de campo para os membros da Família Real, ficava localizado ao norte de Borgonha, em uma região afastada e de difícil acesso a imprensa. Todos os seus muitos hectares eram protegidos com feitiços contra aparatação e seus muros altos davam à impressão de que o lugar era uma fortaleza. E era. La Roche era fortemente guardada por meios bruxos e trouxas, impossibilitando o acesso de qualquer pessoa que não fosse convidada. “Mas ainda assim”, pensou Marcel, “os pais dela conseguiram chegar aqui”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O príncipe herdeiro estava montado em seu cavalo, correndo de um lado para o outro do enorme campo de pólo, já perdido em meio à partida que disputava com seus primos e tios. Os acontecimentos inesperados da semana passada ainda mantinham sua mente distraída. Pelos seus cálculos, Olívia já havia recebido sua carta e respondido, Agnes deveria estar chegando com a resposta a qualquer momento. A bola havia acabado de escapar da mira do seu taco e seu primo, Príncipe Louis, o Duque de Rennes, passou zunindo do seu lado, reclamando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Preste mais atenção, Marcel! – o garoto absurdamente loiro e de olhos verde esmeralda girava o taco com habilidade nas mãos enquanto cavalgava – Tio Albert está ganhando terreno!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcel parou o cavalo e percebeu que seu tio Albert, o Conde de Toulouse, estava mesmo ganhando espaço em campo. Já se aproximava da baliza com a bola e ele mais do que depressa agitou o cavalo, disparando em sua direção. Quadribol era o seu forte, mas Marcel também era muito habilidoso no Pólo, esporte que praticava desde que tirou as fraldas. Sem dificuldades, alcançou o Conde e lhe roubou a bola, ganhando distancia e acertando com uma única tacada a baliza do time adversário. Seu time comemorava o gol marcado quando Marcel percebeu que uma das governantas da casa se aproximava com uma bandeja na mão, contendo um envelope. Ela dirigiu a palavra a um dos seguranças que acompanhava o jogo e Marcel ergueu a mão sinalizando que ia sair de campo, cavalgando até eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Correspondência para mim, Owen? – perguntou desmontando do cavalo e o atrelando ao poste de madeira.&lt;br /&gt;- Sim, alteza – o segurança respondeu formalmente, retirando o envelope da bandeja e liberando a governanta – O conteúdo já foi fiscalizado pela segurança, não há riscos.&lt;br /&gt;- Obrigada, eu fico com isso agora. – Marcel riu, pegando o envelope e se afastando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Privacidade na Família Real era uma ilusão. Além dos inúmeros seguranças que seguiam seus membros por todo canto, qualquer tipo de correspondência que chegasse destinada a algum deles era minuciosamente fiscalizada por uma equipe antes de chegar às mãos do destinatário. Seu conteúdo não era lido, mas o envelope era violado em busca de algo que parecesse suspeito. Uma única carta indignada de uma fã do Duque de Reins contendo pús de bubotubera que passou despercebido foi o suficiente para gerar o pânico. Marcel sentou na arquibancada do campo e abriu o envelope. Logo reconheceu a letra de Olívia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto ia lendo o conteúdo da carta, ria involuntariamente. Tinha absoluta certeza de que ela era mesmo a mentora daquela confusão toda e desconfiara antes mesmo de ler que seriam exatamente aqueles os motivos que levaram a amiga a mentir. Olívia parecia desesperada e bastante constrangida com aquela situação toda, disposta a desfazer a confusão sozinha, mas Marcel teve uma idéia melhor. Não sabia se era seu espírito maroto falando mais alto ou o fato de que, recentemente, sentia-se estranhamente atraído pela amiga, mas decidiu levar aquela mentira adiante. Virou o pergaminho do avesso e pediu uma pena emprestada ao seu segurança particular, apoiando o tecido nos joelhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Não faça nada a respeito disso, pode deixar que tenho tudo sob controle. Vou lhe ajudar nessa historia, vamos ver aonde ela pode chegar. Quando seus pais voltarem aqui no domingo, vão passar a idolatra-la. Fique tranqüila, tudo vai acabar bem, já planejei tudo. Nos vemos em breve. Marcel”.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O recado era rápido e direto, mas bastaria para que Olívia não entrasse em pânico com um súbito surto de arrependimento e botasse tudo a perder. Aquela talvez fosse sua chance de ouro e não a deixaria escapar, quando, de uma hora pra outra, estava com o controle das coisas na palma de sua mão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905796-8607395655272411306?l=fablesbeauxbatons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/feeds/8607395655272411306/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905796&amp;postID=8607395655272411306&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/8607395655272411306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/8607395655272411306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/2009/07/florenca-italia.html' title=''/><author><name>um aluno de Beauxbatons</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08263899301418645554</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-jmsjUlraUM/SL6SUF-a01I/AAAAAAAAAAM/ZY7fq13Af24/S220/anarquia%5B1%5D.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905796.post-1112999592813145811</id><published>2009-07-13T18:24:00.000-07:00</published><updated>2009-07-13T18:40:44.331-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>- Todos a bordo, vamos – Gerard agitava os braços sinalizando a entrada do barco, contando a procissão de alunos que passava pela única porta de acesso – Vamos partir em meia hora, se apressem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kalani puxou a irmã apressado e se misturaram aos alunos que formavam uma fila para embarcar. As aulas haviam finalmente terminado e os alunos da Academia de Magia Beauxbatons partiam para as tão esperadas férias de verão. Enquanto alguns já adiantavam as despedidas dos colegas que não veriam pelos próximos dois meses, o guarda-caças tentava fazer com que todos embarcassem depressa para que o barco saísse na hora marcada do porto, as 11hs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E ai, crianças? – Marcel e Andreas foram os últimos a embarcar e deslizaram para as poltronas que os amigos ocupavam – Já fizeram planos para as férias?&lt;br /&gt;- Eu vou visitar a família na Alemanha – Anabela respondeu sem muita empolgação – Não sei por que a insistência em voltar lá, mas papai até bateu o pé e é melhor não contrariá-lo depois que cortei os cabelos sem seu consentimento.&lt;br /&gt;- Olívia e eu não temos planos ainda, mas nossa avó quer que a gente vá visitá-la, na Itália – Andreas falou mais animado que a amiga – Alguns dias por lá talvez não sejam tão ruins.&lt;br /&gt;- Como ir para a Itália pode ser ruim? – Olívia riu – Eu vou ver a vovó, já até escrevi para ela.&lt;br /&gt;- Eu não tenho nada especifico ainda, mas provavelmente vamos para La Roche – Kalani parecia perdido e Marcel riu - A casa de campo da família real, na Borgonha.&lt;br /&gt;- Ninguém vai ficar aqui? – Danielle soou desanimada – Só eu não vou viajar? Que saco!&lt;br /&gt;- Eu também não vou viajar, Dani – Bianca falou igualmente desanimada – Não tem clima, duvido que meus pais tenham planejado alguma coisa.&lt;br /&gt;- Eu vou pro Hawaii! – Nani declarou com nítida felicidade e seu irmão sorriu, concordando – Vamos poder passar as férias inteiras lá, estou com tanta saudade das minhas amigas.&lt;br /&gt;- É, Nani e Kalani vão para o Hawaii e eu vou com meu pai para Washington, ele vai receber uma homenagem por ter lutado na Segunda Guerra – Kwon falou sem esconder a empolgação de poder acompanhar o general aquele tipo de evento.&lt;br /&gt;- E você, Phil? – Marcel indagou – Não vai acompanhar o General também?&lt;br /&gt;- Não, eu tinha outros planos, mas acho que vou ficar em casa – Philipe comentou incerto, olhando rápido para Bianca, que percebeu que ela estava mudando de idéia por sua causa.&lt;br /&gt;- Por favor, não mude seus planos por minha causa, Phil – Bianca interrompeu, segurando sua mão – Sei que está ansioso por visitar a África, não quero que desista.&lt;br /&gt;- Não vou deixar você aqui sozinha, Bia, sem chances – Philipe foi enfático, estava decidido – Posso adiar a viagem, o continente não vai sair do lugar.&lt;br /&gt;- Eu não vou ficar sozinha, Danielle vai ficar em Mônaco – e a garota confirmou com a cabeça – Se você ficar, vou me sentir culpada.&lt;br /&gt;- Ok, eu vou pensar – ele cedeu – Não estou afirmando que vou viajar, mas prometo que vou pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bianca sorriu agradecida e o assunto da conversa logo mudou para os aniversários, que caiam todos durante as férias, e como fariam para conseguirem comemorar juntos. Quando o barco aportou no porto de Paris, eles se despediram uns dos outros e atravessaram a barreira para o mundo trouxa, cada um seguindo para o seu lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;*****&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;As férias não poderiam estar mais paradas na casa da família Latour. Bianca estava deitada em sua cama fitando o teto, tentando imaginar o que seu namorado estava fazendo naquele momento, e onde poderia estar. Philipe, apesar de relutante, concordou em não desmarcar sua tão planejada viagem à África e havia embarcado há apenas dois dias atrás, mas Bianca já estava com saudades. Estava perdida em seus pensamentos quando sua mãe bateu na porta de seu quarto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tem visita pra você – sua voz agora sempre triste anunciou – Danielle está na sala.&lt;br /&gt;- Obrigada, mãe – respondeu com preguiça, levantando da cama – Peça pra ela vir até aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua mãe assentiu com a cabeça e saiu sem dizer mais nada. Bianca se arrastou para fora da cama e Danielle entrou no quarto, vestindo uma saia rodada de festa e óculos escuros na cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aonde você vai assim? – Bianca riu – Tem alguma coisa que não estou sabendo?&lt;br /&gt;- Sim, tem uma festa na parte baixa da cidade hoje, festa do Solstício de Verão. Tentei avisar ontem, mas ninguém atendia ao telefone por aqui, então resolvi vir te resgatar pessoalmente.&lt;br /&gt;- Mas cedo assim? – Bianca olhou para o relógio na parede – Não são nem 15h!&lt;br /&gt;- E você por acaso tem algum compromisso agora? – Danielle devolveu, esperando uma resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bianca sorriu concordando com a cabeça e caminhou até o armário, rapidamente escolhendo uma roupa fresca o suficiente para suportar o sol forte que brilhava do lado de fora. Ao menos teria uma companhia constante nessas férias, enquanto todos os outros se divertiam em suas viagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;*****&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A festa do Solstício de Verão era um evento anual que a lanchonete onde Danielle costumava trabalhar promovia. Reservavam sempre um grande espaço na parte baixa da cidade, perto do mar, e decoravam com luminárias coloridas e muitas flores e tinha sempre boa música. A festa era mais freqüentada pela ala jovem da cidade, mas muitos figurões importantes também apareciam para apreciar a comemoração da chegada do verão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bianca e Danielle, pela primeira vez, iam à festa sozinhas. Procuraram um espaço menos tumultuado perto da mesa com frutas de todos os tipos, cores e tamanhos e saboreavam um coquetel esverdeado, apenas observando a movimentação. Bianca se distraiu com algumas uvas que insistiam em não soltar do cacho e Danielle olhava surpresa para um ponto do outro lado da festa, cutucando a amiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que foi? – Bianca conseguiu encher a mão de uvas e olhou incomodada para a amiga – Pare de me cutucar!&lt;br /&gt;- Diga se não estou vendo alucinações, mas aquele ali não é o Kalani... – e apontou para a direção que olhava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bianca estreitou os olhos na direção que o dedo da amiga apontava e, para seu espanto, se Danielle estivesse vendo alucinações então ela também estava louca. Kalani estava de pé olhando para o mar enquanto esperava seu coquetel ficar pronto. Quando pegou a taça e olhou para trás, se deparou com as duas garotas agitando os braços freneticamente, tentando chamar sua atenção. Rindo, caminhou até elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Havaiano, o que está fazendo aqui? – Danielle perguntou surpresa – Não deveria estar surfando uma hora dessas?&lt;br /&gt;- Desisti de ir para o Hawaii, mas Nani foi – Kalani riu do jeito da amiga falar – Não queria deixar Caterine sozinha, Harold vai demorar mais que o previsto com Kwon pela América.&lt;br /&gt;- Ah, que pena. Mas pelo menos não vai ficar sozinho por aqui, tem nossa companhia – Bianca falou estranhamente animada, estendendo o coquetel para um brinde com os amigos.&lt;br /&gt;- Aos excluídos de Mônaco – Danielle falou com uma voz solene, mas riu em seguida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os três ergueram os copos e viraram as bebidas de uma vez só, aos risos. Os planos de férias haviam ido por água abaixo, mas pelo menos teriam a companhia um do outro para sobreviver a dois meses em uma cidade vazia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905796-1112999592813145811?l=fablesbeauxbatons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/feeds/1112999592813145811/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905796&amp;postID=1112999592813145811&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/1112999592813145811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/1112999592813145811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/2009/07/todos-bordo-vamos-gerard-agitava-os.html' title=''/><author><name>um aluno de Beauxbatons</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08263899301418645554</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-jmsjUlraUM/SL6SUF-a01I/AAAAAAAAAAM/ZY7fq13Af24/S220/anarquia%5B1%5D.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905796.post-5136446183491541143</id><published>2009-07-10T08:00:00.000-07:00</published><updated>2009-07-10T19:52:50.085-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Maio de 1959&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Voltar para Beauxbatons depois da morte do meu irmão não foi fácil. Passei uma semana a mais em casa com meus pais, mas não podia mais adiar e tive que voltar ao convívio das pessoas no castelo. Era estranho ver todas aquelas pessoas que eu não fazia a menor idéia de quem fossem vindo me cumprimentar e perguntar se estava bem. Era irritante e só me fazia lembrar de Johnny cada vez mais, mas respondia sempre com um sorriso simpático e agradecia por se importarem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aturar os desconhecidos era chato, mas pior que atura-los, era ter que ouvir o mesmo tipo de pergunta diariamente dos meus amigos. Todos me tratavam como se eu fosse feita de porcelana e pudesse quebrar a qualquer instante. Até mesmo Anabela, que não era tão afetuosa assim, me paparicava. Com eles tinha liberdade de expressar o que realmente sentia, então depois de uma semana de mimos, dei um ataque na mesa do café da manha e nenhum deles voltou a me perguntar se estava bem outra vez. Sabia que eles estavam apenas preocupados comigo, pois era obvio que eu sentia falta do meu irmão, mas eu estava tentando me recuperar do choque do meu próprio jeito e gostava de ficar sozinha de vez em quando. Eles não entendiam muito bem os meus motivos, mas respeitavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;°°°&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Junho de 1959&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mês de maio passou como um raio. Tentando manter minha mente longe da perda de meu irmão, me afundei nos estudos a fim de recuperar a semana perdida em casa e não vi o tempo passar. Muita coisa aconteceu durante esse meu período de reclusão, incluindo o assassinato de toda a família de AJ orquestrado pelo próprio irmão, que cruzávamos todos os dias nos corredores, e foi muito chocante para todos. Isa seria a oradora da turma e agora seus amigos estavam preparando uma homenagem para ela, que seria feita durante o discurso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se o mês de junho significava formatura para as turmas do 7º ano, para as turmas do 6º tinha outro significado: N.O.M.s. Dificilmente algum aluno às vésperas dos exames era visto passeando pelo castelo, estavam sempre escondidos nos salões comunais ou na biblioteca, o que para mim era a desculpa perfeita para não socializar. Mesmo já tendo passado 2 meses, ainda não havia me recuperado do acidente e sabia que possivelmente a ferida jamais cicatrizasse, então evitava ficar perto das pessoas para me esquivar das perguntas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia me transformado em uma nerd, já tinha lido quase metade dos livros da escola e sabia que nem precisaria mais estudar para os exames, pois sabia tudo, mas ainda assim me isolei no fundo da biblioteca para revisar Astrologia, única matéria que não conseguia aprender. Era um sábado, véspera do inicio dos exames, e o sol brilhava forte do lado de fora. O verão já começava a dar sinal de vida e podia ver meus amigos no jardim pela janela, mas ignorei a movimentação e me concentrei nos livros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Kwon chamou você de rata de biblioteca essa semana – ouvi a voz de Danielle se aproximando e abaixei o livro – Vindo dele esse apelido, você deveria se sentir ofendida.&lt;br /&gt;- Não me ofende – dei um sorriso fraco e ela puxou uma cadeira. Droga. – Por que não está lá fora com eles?&lt;br /&gt;- Acho que essa pergunta quem deve fazer sou eu – ela devolveu – Quanto tempo tem que você não caminha pelos jardins?&lt;br /&gt;- Não tenho tempo de caminhar pelos jardins, nossos exames começam semana que vem.&lt;br /&gt;- E você está estudando para eles desde maio? – ela perguntou em tom de ironia.&lt;br /&gt;- É o que se faz quando quer obter notas altas nos N.O.M.s, e não ficar jogando quadribol ou brincando nos jardins com bexigas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve um instante de silêncio onde Danielle me encarou com curiosidade e eu fingi que não havia entendido o motivo, mas a verdade era que sabia o porquê daquela reação. Desde a morte de Johnny, quadribol havia se tornado um assunto doloroso para mim. Não que tivesse deixado de gostar do esporte, mas agora não fazia mais diferença jogar ou não no time da casa. Johnny era a única pessoa da minha família que me apoiava e agora não estava mais aqui para me ver seguindo seus passos, então não me importava mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Desde quando você faz pouco caso do quadribol?&lt;br /&gt;- Não é pouco caso, apenas tenho coisas mais importantes com que me preocupar no momento.&lt;br /&gt;- Estamos preocupados com você, Bia – Danielle assumiu um tom de voz que misturava pena com preocupação e comecei a me irritar – Você não sai mais, vive enfiada aqui, quando tentamos puxar conversa você logo arruma uma desculpa para ir embora...&lt;br /&gt;- Talvez seja porque não agüento mais ouvir vocês perguntando se estou bem! – disse começando a me exaltar e ela percebeu, mas manteve a calma.&lt;br /&gt;- Se as pessoas perguntam, é porque se importam com você.&lt;br /&gt;- Pois então parem de se preocupar! – já estava totalmente exaltada e falei alto – Não fiquem perguntando como eu estou me sentindo, porque nenhum de vocês nunca perdeu alguém que ama para entender o que eu estou sentindo!&lt;br /&gt;- Meus pais foram assassinados há dois anos atrás, Bianca. Desculpe desaponta-la, mas eu sei sim o que você está sentindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silêncio outra vez. Danielle continuou me encarando sem perder a calma e eu me senti uma idiota com o que havia dito. Como pude esquecer que minha melhor amiga havia perdido os pais de uma maneira tão cruel? Meu rosto logo ficou vermelho de constrangimento e ao perceber que havia ficado sem jeito, ela sorriu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Dani, desculpa! Eu esqueci, de verdade, mas não quis dizer aquilo. Sei que você ainda sofre pela morte dos seus pais! – tentei me explicar e ela riu.&lt;br /&gt;- Tudo bem, sei que pra você ainda é recente isso tudo, então vou deixar passar – ela continuou sorrindo e levantou – Mas não afaste seus amigos quando eles só querem lhe ajudar. Ficar sozinha só aumenta o sofrimento – ela caminhou até o fim do corredor e olhou para trás de novo – E não adianta estudar na véspera da prova. Se não aprendeu durante o ano, não vai aprender agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela saiu da biblioteca e fiquei sozinha outra vez. O barulho das conversas do lado de fora do castelo começavam a invadir o ambiente e estiquei o pescoço para ver a movimentação pela janela. Meus amigos formavam um circulo enorme no gramado e brincavam de jogar uma bexiga de dragão de mão em mão. Até mesmo Kwon se divertia com a brincadeira. Desviei a atenção deles e encarei o livro no meu colo, marcando o capitulo de cálculos lunares. Fechei-o bruscamente, levantando da cadeira. Danielle tinha razão. Se não havia aprendido aquela porcaria em 6 anos, não ia aprender em um dia. Juntei os livros e devolvi para as prateleiras, saindo para os jardins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cabe mais um nessa roda? – perguntei me aproximando deles e as reações foram engraçadas. Todos pararam na mesma hora e me encararam surpresos. Danielle sorriu e deu dois passos para o lado entre ela e Anabela.&lt;br /&gt;- Quem deixar a bexiga estourar, fica sujo de vomito de dragão – Andreas atirou a bexiga pra mim, que devolvi na mesma hora para Philipe.&lt;br /&gt;- Bem vinda de volta – Dani falou do meu lado e sorri agradecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais que ainda estivesse sofrendo, ficar perto deles era o melhor remédio para a dor. Agora mais do que nunca eles eram as pessoas mais importantes da minha vida e nunca mais tentaria afastá-los outra vez.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905796-5136446183491541143?l=fablesbeauxbatons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/feeds/5136446183491541143/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905796&amp;postID=5136446183491541143&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/5136446183491541143'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/5136446183491541143'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/2009/07/maio-de-1959-voltar-para-beauxbatons.html' title=''/><author><name>um aluno de Beauxbatons</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08263899301418645554</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-jmsjUlraUM/SL6SUF-a01I/AAAAAAAAAAM/ZY7fq13Af24/S220/anarquia%5B1%5D.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905796.post-5709623697566236262</id><published>2009-06-26T19:26:00.000-07:00</published><updated>2009-06-26T19:29:28.532-07:00</updated><title type='text'>Night of Fate - parte III</title><content type='html'>&lt;i&gt;- Adeus, querido. Sempre amarei você.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No instante seguinte houve a explosão de luz verde as suas costas e minha irmã caiu sem vida em meus braços, e eu cai abraçado a ela, rolando pelo chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;She is gone&lt;br /&gt;Leaves are falling down&lt;br /&gt;The tear maiden will not return&lt;br /&gt;The seal of oblivion is broken&lt;br /&gt;And a pure love's been turned into sin&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;At the dawn of our living time&lt;br /&gt;Hope may cover all cries&lt;br /&gt;Truth lurks hidden in the shadows&lt;br /&gt;Dreams might be filled with lies&lt;br /&gt;Soon there will be night&lt;br /&gt;Pain remains inside&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Eu não conseguia acreditar.&lt;br /&gt; Eu simplesmente não podia acreditar.&lt;br /&gt; O corpo sem vida dela estava ali em meus braços, mas a dor era tanta que eu não conseguia acreditar. Eu desejei ter toda a dor do Cruccio em vez daquela dor. Eu desejei estar em seu lugar. Isa, a pessoa que eu mais amava no mundo, estava ali morta em meus braços. Os olhos fechados, o corpo mole e fraco. Ela parecia sorrir e lembrei-me de suas últimas palavras. “Adeus, querido. Sempre amarei você”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Suddenly it seemed so clear&lt;br /&gt;All the blindness was taken away&lt;br /&gt;She closed her eyes&lt;br /&gt;And she called out my name&lt;br /&gt;She was never ever seen again&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Harvest of sorrow&lt;br /&gt;Your seed is grown&lt;br /&gt;In a frozen world full of cries&lt;br /&gt;When the ray of light shrinks&lt;br /&gt;Shall cold winter nights begin&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;She is gone&lt;br /&gt;And I fall from grace&lt;br /&gt;No healing charm covers my wounds&lt;br /&gt;Fooled's the dawn&lt;br /&gt;And so I am &lt;br /&gt;Fooled by life and a bitter doom&lt;br /&gt;To bring you the end of the day&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Eu gritei seu nome, desesperadamente, enquanto a apertava a mim, chorando e gritando por ela. A dor era maior do que tudo que já senti, e eu mal conseguia me manter parado, sacudido por fortes soluços. Ela, porém não respondia, ela nunca mais responderia. Nunca mais sorriria para mim, nunca mais me abraçaria, nunca mais choraria comigo, nunca mais me daria seu carinho, amor e calor. Nunca mais sentiria sua energia e seu cheiro, nunca mais estaria ao seu lado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;I am lost in the black chamber&lt;br /&gt;There's no way to turn back&lt;br /&gt;It takes me down forever more&lt;br /&gt;And death could be so sweet&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Eu ainda podia sentir a presença do homem e vi que ele chorava tanto quanto eu, desesperadamente. Ele me olhou e, pelo que pareceu uma eternidade, nossos olhares se encontraram e eu vi o quanto a perda dela era dolorosa para ele, assim como era para mim. Ele então estendeu sua mão para mim, dizendo:&lt;br /&gt;- Emprestarei a você parte de minha força, Alderan. Era o desejo dela que você se torne um homem poderoso. Venha, filho, vingue a morte de nossa querida Isa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Eu estiquei a mão e assim que ele me tocou sentiu uma energia enorme tomando todo meu corpo. Senti como se queimasse de dentro pra fora, consumido por um poderoso e eterno fogo. Eu senti os poderes dele dentro de mim e gritei o nome de Isa mais uma vez, abraçando-a com força.&lt;br /&gt; Ouvi mamãe gritando o nome de meu pai também e soube que ele a havia tocado também. Nesse momento voltei a realidade e ouvi Procyon praguejando enquanto lançava uma quantidade enorme de feitiços contra mim, mas sem surtir efeito algum. A figura do homem pouco a pouco desapareceu, como se ele só existisse ligado a minha irmã. Vi que era ele que me protegia e soube que também era protegido por ela, que fez um último sacrifício em meu nome.&lt;br /&gt; Eu e minha mãe nos colocamos de pé juntos, gritando de raiva e dor. Nossos olhos brilhavam em prateado e juntos apontamos um dos braços para Tristan, que estava caído no chão, chorando também. Uma luz prateada o envolveu, uma barreira para protege-lo, pois no momento seguinte, apontamos nossas varinhas para Procyon e liberamos uma explosão de luz prateada. A explosão destruiu toda a casa de uma só vez, matando todos os Comensais que estavam dentro dela. Procyon havia corrido antes e foi pego apenas pela explosão do feitiço e não por ele em si, sendo jogado centenas de metros para longe da casa.&lt;br /&gt; Eu e minha mãe corremos atrás dele e dos últimos Comensais que ainda restavam, disparando feitiços com ferocidade, e a cada feitiço um Comensal caia no chão morto. Não mostraríamos piedade. Em meio a minha fúria pude ver que no céu havia uma grotesca imagem igual à das tatuagens e com raiva apontei a varinha para o céu e uma explosão atingiu o centro da caveira, fazendo-a desaparecer no ar. Aurores chegavam naquele momento e correram para socorrer Tristan, enquanto alguns vinham atrás de nós, que perseguíamos os Comensais.&lt;br /&gt; Ao se afastarem da mansão, os Comensais começaram a tentar aparatar, mas os impedíamos com feitiços e eles caiam inconscientes no chão. Porém Procyon conseguiu escapar, fugindo de nossa fúria. Eu apontei a varinha para um Comensal que gemia no chão, decidido a mata-lo, mas me contive antes, não seria como esses vermes.&lt;br /&gt;- Chronos! Rigel, Alderan! Graças a Merlin vocês estão bem! – Ouvi um Auror gritar enquanto corria para nós. Haviam muitos bruxos do Ministério que espalhavam-se pela fazenda, procurando sobreviventes e presos. Eu reconheci o cunhado da Millie, Kyle Mcgregor, e desabei em seus braços, sem forças. – Por Merlin! Alderan, você está bem? Chamem os médicos imediatamente!&lt;br /&gt;- Kyle, eram Comensais, liderados pelo Procyon! – Mamãe falou, ainda chorando, enquanto ajudava Kyle a me segurar.&lt;br /&gt;- Seu próprio filho, Rigel?! Não pode ser! – Kyle falou chocado.&lt;br /&gt;- Ele não é meu filho! Aquele maldito matou toda a família! – Mamãe falou, as lágrimas e o desespero voltando.&lt;br /&gt;- Kyle, Rigel! Os médicos estão chegando, mas temo que não há muito o que fazer. – Uma outra Auror falou, correndo para nos ajudarmos.&lt;br /&gt;- Obrigada, Sarah...Cuide de meu filho, por favor. Connor obrigado por vir também. – Mamãe falou me indicando com a cabeça. O fluxo de energia que eu recebi ao tocar a mão do homem foi demais para o meu corpo e eu estava muito fraco.&lt;br /&gt;- Sempre a sua disposição, Rigel. Precisamos leva-los para o St. Mungus agora! – Connor Mcgregor falou, apoiado por Sarah Mclnnes e pelo irmão Kyle.&lt;br /&gt;- Não! Levem-me para Isa... – Eu consegui falar sem forças.&lt;br /&gt;- E o garoto? Tristan está bem? – Mamãe falou enquanto voltamos com dificuldade para a casa. Ela estava abraçada a mim, os dois atingidos por fortes soluços.&lt;br /&gt;- Ele está bem, está inconsciente, mas bem. Que garoto, hein! Ajudar os amigos enfrentando dezenas de Comensais mais velhos não é pra qualquer um. – Kyle falou, admirado por Tristan.&lt;br /&gt;- Ele nos ajudou, é mais digno do nome Chronos do que aquele traidor! – Eu falei, trincando os dentes.&lt;br /&gt;- Vamos cuidar dele, não se preocupe. – Ouvi Connor falando enquanto chegávamos perto dos escombros da casa.&lt;br /&gt;- É melhor você ir procurar a Millie, Kyle, ela pode ter algum problema ao ouvir que fomos atacados. Ela vai ficar preocupada com eles. – Mamãe falou, os olhos vendo toda a destruição. – Ainda mais que amanhã os jornais estarão cheios com essa notícia...Abutres.&lt;br /&gt;- Vou procura-la. O Diretor já sabe, eu o avisei antes, vou pedir que chame a Millie. Ele deve vir pessoalmente ver vocês, ele não saiu de Beauxbatons preocupado com a segurança dos alunos. – Kyle falou, virando-se para sair e ir para a escola, mas o chamei antes.&lt;br /&gt;- Procure a Alice Oceanborn, por favor. – Foi a última coisa que consegui falar antes de ver o corpo de Isa. Eu me desvencilhei de todos e corri para ela, abraçando seu corpo novamente. Ela realmente parecia sorrir e beijei seu rosto uma última vez enquanto me entregava ao desespero e gritava seu nome mais uma vez. Mamãe ajoelhou-se ao meu lado e me abraçou chorando pela filha. O corpo de papai estava caído ao lado de Isa e nós dois seguramos a mão de cada um deles, sofrendo amargamente. Nós choramos por um longo tempo, pela minha irmã, pelo meu pai, pelos meus avós e tios, por toda a família.&lt;br /&gt; Eu desmaiei nos braços de mamãe, consumindo pela dor e pela tristeza, porém ainda segurando a mão de Isa, que não soltei mesmo desacordado.&lt;br /&gt; Nós nunca perdoaríamos o Procyon, nunca. E iríamos caçá-lo pelo resto de nossas vidas, jamais descansando até ter nossa vingança. Ele matou toda a família Chronos, apenas eu e mamãe sobrevivemos. De todos que estavam na fazenda naquele jantar da família, apenas quatro estavam vivos: eu, mamãe,Tristan e o Traidor. Os aurores contaram quase 200 mortos, entre eles 40 Comensais, e prenderam apenas 5 Comensais, e através deles descobrimos que a maioria deles não eram Comensais de verdade, eram aspirantes, mostrando que eles estavam recrutando, o que deixou todos muito preocupados. Em uma só noite, a família Chronos foi quase extinta, apagada da face da Terra. Ela só não foi completamente destruída devido ao sacrifício de duas pessoas. Antaris Asteris Chronos e Gomeisa Asteris Chronos. Duas das pessoas mais importantes pra mim estavam mortas e a pessoa que eu mais amava morreu dando a vida por mim. Eu senti como se meu coração morresse junto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Harvest of sorrow&lt;br /&gt;Your seed is grown&lt;br /&gt;In a frozen world full of cries&lt;br /&gt;When the ray of light shrinks&lt;br /&gt;Shall cold winter nights begin &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Adeus, querido. Sempre amarei você. – Isa falou suas últimas palavras para aquele que ela estava disposta a sacrificar tudo, aquele que ela sabia que construiria um futuro diferente, aquele que ela sentia orgulho de ter como irmão.&lt;br /&gt; O jato de luz verde explodiu em suas costas, e sua vida extinguiu-se. Porém, ela nada sentiu, pois ele a protegia. Fora decisão dela sacrificar-se pelos que amava, porém ao menos ele não a deixaria sentir dor. Chronos amava demais seus protegidos para vê-los sofrer.&lt;br /&gt; Ao mesmo tempo em que o corpo sem vida de Isa caia nos braços de Alderan, sua alma voou de seu corpo para uma planície cheia de flores e beleza. Ela estava de pé, encarando o horizonte e sentindo o vento terno em seu rosto. Mas não estava sozinha. Chronos estava ali com ela, encarando-a sorrindo. Lágrimas vieram aos olhos de Gomeisa e ela correu para ele, jogando-se em seus braços. Eles finalmente podiam se tocar e ela o abraçou com força, deixando as lágrimas de felicidade saírem.&lt;br /&gt;- Bem vinda, minha filha. – Chronos falou enquanto acariciava os cabelos de sua protegida e a abraçava ternamente, cheio de carinho e amor.&lt;br /&gt;- Chronos... – Ela falou em meio às lágrimas que desciam pela sua face. Ele, porém, as limpou e sorriu para ela.&lt;br /&gt;- Não é hora de chorar. Você fez um sacrifício enorme, mostrou um amor e carinho únicos. Sinta-se feliz. Agora estamos juntos, e você pode finalmente conhecer todo meu passado.&lt;br /&gt; Ele falou sorrindo e ela sorriu também, feliz por estar em seus braços. Ele beijou sua testa e ela ficou radiante de felicidade. Ela o amava como nunca amou homem algum, mas sabia que ele amava sua eterna companheira, mas ela estava feliz apenas por estar ao lado dele, podendo abraça-lo finalmente. Ela o abraçou novamente, mergulhando a cabeça em seu peito, apertando-o com força. Do fundo de seu coração ela desejou: “Alderan, seja feliz e torne-se o homem que reerguerá os Chronos, trazendo a luz das trevas. Cumpra nossa profecia. E nunca se esqueça que sempre o amarei”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;N.A.: Dark Chamber e Harvest of Sorrow, ambas do Blind Guardian.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905796-5709623697566236262?l=fablesbeauxbatons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/feeds/5709623697566236262/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905796&amp;postID=5709623697566236262&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/5709623697566236262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/5709623697566236262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/2009/06/night-of-fate-parte-iii.html' title='Night of Fate - parte III'/><author><name>Alderan J. A. Chronos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14889340533355710727</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_E0KRO4b8bz8/Siv17-19DsI/AAAAAAAAAAM/1nDRezmsjBg/S220/Alderan.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905796.post-5906060991161647661</id><published>2009-06-23T11:00:00.000-07:00</published><updated>2009-06-23T11:05:13.823-07:00</updated><title type='text'>Night of Fate - parte II</title><content type='html'>Assim que eu cai na cama eu dormi, sem conseguir sequer pensar de tão cansado. No meu quarto estávamos eu, Procyon, Tristan e meus primos John e Lincor, e todos fomos dormir rapidamente. Porém, no meio da noite, devia ser umas 3 da manhã, eu acordei, sentindo novamente algo estranho. Eu levantei da cama e vi que Procyon não estava e decidi ir dar uma olhada pela casa. Silenciosamente, eu sai do quarto e fui até o salão de entrada, e com certo espanto vi Isa olhando pela janela. Novamente eu tive a impressão de ver um brilho dourado envolvendo-a, e parecia haver um homem ao seu lado, mas logo a impressão sumiu, deixando apenas a imagem de minha irmã, pensativa e distante.&lt;br /&gt;- Isa? – Eu falei, descendo as escadas e indo para perto dela. Eu peguei o casaco que eu usava e estendi para ela, enquanto ela sorria e me agradecia. – Sem sono?&lt;br /&gt;- Um pouco. E você, maninho?&lt;br /&gt;- Acordei no meio da noite, e não consegui voltar a dormir, fora que não vi o Procyon na cama.&lt;br /&gt;- Ele já saiu então... – Isa falou, suspirando e voltando a olhar para a janela. Seus olhos agora tinham um forte brilho de decisão.&lt;br /&gt;- O que disse?&lt;br /&gt;- Nada. Ele deve ter saído para andar um pouco. – Ela falou sorrindo. Ela se virou pra mim e me puxou para um forte abraço. – Sempre amarei você, maninho. Sempre, nunca se esqueça disso, não importa o que aconteça. Tenho orgulho de ter você como irmão e tenho orgulho do homem que você se tornará. – Ela falou abraçada a mim, a voz forte, porém marcada por sentimentos intensos, deixando-me confuso.&lt;br /&gt;- Eu também sempre a amarei, mana. Nunca se esqueça que você é muito importante pra mim. Aconteceu alguma coisa? – Eu perguntei, enquanto acariciava os seus cabelos. &lt;br /&gt;- Também estão sem sono? – Ouvimos papai falar, me fazendo pular. Ele desceu as escadas sorrindo, acompanhado por mamãe.&lt;br /&gt;- Hoje foi um dia cansativo, mas muito feliz. – Mamãe falou, sorridente e alegre.&lt;br /&gt;- Aconteceu alguma coisa? – Ouvimos a voz de Tristan descendo as escadas.&lt;br /&gt;- Ah, Tristan. Ninguém dorme na casa? – Mamãe falou rindo.&lt;br /&gt;- Fiquei um pouco sem sono e quando acordei nem o AJ nem o Procyon estavam na cama, fiquei meio preocupado. – Tristan explicou, descendo as escadas.&lt;br /&gt;- Bem junte-se a nós, já o considero como meu filho. Só falta o Procyon para completarmos a reunião de família. – Papai falou, olhando em volta, como se pensasse em ir acorda-lo. Nós cinco estávamos perto da janela, conversando e olhando o céu cheio de estrelas.&lt;br /&gt;- Acho que ele foi caminhar um pouco, quando acordei, ele estava fora da cama. – Expliquei, ainda abraçado a Isa. Senti quando ela apertou minha mão com mais força e no mesmo momento vi o semblante de meus pais mudarem da alegria para o alerta. – O que aconteceu?&lt;br /&gt;- Alguém desativou as defesas da Fazenda. Vá acordar seus tios, imediatamente. – Mamãe me falou, enquanto sacava a varinha. Eu também saquei a varinha e corri para as escadas, seguido por Tristan.&lt;br /&gt;- Já estamos aqui. – Tio Arthur falou, descendo as escadas, seguido por Tia Esther, Vovô Sirius, Vovô Acrab, Vovó Capella e Vovó Shaula. Rapidamente eles nos fizeram descer e formaram um círculo ao redor de mim, de Gomeisa e de Tristan, protegendo-nos. Claramente o objetivo deles era proteger os descendentes da família e o Tristan. Papai e mamãe se juntaram ao círculo e todos aguardávamos em silêncio.&lt;br /&gt;- Onde está o Procyon? – Vovô Acrab perguntou, preocupado.&lt;br /&gt;- Não sabemos, ele pode ter saído durante a noite. Precisamos saber se ele está bem. – Papai falou, preocupado com meu irmão.&lt;br /&gt;- Eu estou bem, pai. – Ouvimos a voz de Procyon das sombras. A voz dele estava marcada por rancor e parecia estranha.&lt;br /&gt;- Filho, venha pra cá rápido! Alguém desativou as defesas. – Mamãe falou, dando um passo a frente, indo para perto de Procyon, mas ele respondeu antes que ela chegasse muito perto.&lt;br /&gt;- Sim, eu sei disso. Fui eu. – Ele falou, apontando a varinha para mamãe. Um jato de luz vermelha voou em sua direção, porém Vovô Sirius a empurrou de lado e recebeu o impacto do feitiço no peito e pude sentir sua vida desaparecendo. Vovó Capella gritou, enquanto mamãe caia no chão, vendo o corpo sem vida do pai. Todos ficaram estáticos e confusos, mas fui o primeiro a voltar ao normal e apontei a varinha para Procyon com raiva, pensando no feitiço mais destrutivo que eu conhecesse. Nesse momento, em um clarão intenso, dezenas de luzes surgiram nas sombras e feitiços de várias cores foram lançados contra nós.&lt;br /&gt; Tia Esther moveu a varinha com rapidez e empurrou a mim, meus pais, Isa e Tristan para trás, enquanto Tio Arthur e meus avós formavam uma barreira, humana e mágica entre nós e os feitiços. Uma parede de luz prateada estava diante deles, enquanto eles se esforçavam para segurar os ataques. Das sombras, por trás de Procyon, surgiram dezenas de rostos encapuzados e com máscaras brancas. Eles levantaram as varinhas novamente e dessa vez, jatos verdes foram lançados, atingindo meus avôs e meus tios no peito. Eles caíram sem vida no mesmo momento, tendo a vida roubada pela Maldição da Morte. Apenas Tia Esther ainda estava de pé, o corpo de Tio Arthur na frente dela, morto de pé, protegendo a esposa. Nos juntamos a ela, e começamos a lançar feitiços. Isa fez o teto desabar, jogando os destroços contra os inimigos, porém eles eram muitos e juntos bloquearam o ataque. Tia Esther e mamãe duelavam juntas, jogando feitiços rapidamente, enquanto as figuras encapuzadas as atacavam com feitiços de diversas cores fortes. Papai, eu e Tristan duelávamos lado a lado, e nossas varinhas disparavam feitiços com rapidez. Isa lutava sozinha, disparando feitiços mais rápido do que qualquer um de nós, concentrando seus ataques em Procyon, que os ignorava, sendo protegido pelas figuras de preto.&lt;br /&gt;- Matem o sangue-ruim primeiro. – Procyon falou, rindo e apontando a varinha para Tristan. Porém foi obrigado a desviar de um feitiço lançado por Tristan, que estava completamente furioso e lançou outro feitiço, obrigando Procyon e bloquear.&lt;br /&gt;- Por que a presa, idiota? Está com medo da surra que vai levar de mim, seu maricas? Sou sangue-ruim sim, mas pelo menos não sou um nojento traidor do próprio sangue!! – Tristan gritou enfurecido e disparou outro feitiço contra Procyon, que bloqueou novamente. Eu e papai lançamos feitiços junto dele e o protegíamos, pois claramente os invasores queriam ataca-lo a qualquer custo, ainda mais depois dele ter insultado o Procyon.&lt;br /&gt; Ouvimos gritos quando o resto da casa entrou na luta, e os homens de preto espalhavam-se e a toda hora ouvíamos o encantamento da Morte e luzes verdes. Vi um dos homens encapuzados ser jogado ao teto e depois ao chão com violência e pude ouvir sua coluna quebrando. Sua máscara caiu e reconheci Trimorgir, aluno do sexto ano da Nox.&lt;br /&gt;- Matem todos, quero apenas eles vivos. Eles são meus. Deixem o sangue-ruim vivo, quero brincar com ele antes de mata-lo. – Ouvi Procyon falar para os outros homens, enquanto apontava para nós. Um homem encapuzado, que aparentava estar no comando também, assentiu e ao levantar o braço para lançar novos feitiços, vi que havia a tatuagem de uma caveira e uma cobra em seu braço direito.&lt;br /&gt; Houve um clarão do lado de fora, mostrando que a luta também acontecia ali. Sem precisar olhar pra saber, eu soube que a árvore da festa estava em chamas, atingida por um dos feitiços da luta. Eu estava furioso e chocado também, pois haviam muitos homens encapuzados, dezenas, talvez mais, deles atacavam nossa casa e nossa família, matando todos sem dó. Eu podia ouvir os gritos de todos, nossos e dos atacantes, mas eles levavam a melhor. Dois deles apontaram a varinha para Tia Esther e os vi brandindo a varinha como se fossem espadas. No mesmo momento dois cortes profundos e negros surgiram no peito de minha tia, jorrando sangue para o alto. Ela caiu de joelhos, cuspindo sangue enquanto apontava a varinha para um dos homens, lançando um último feitiço, esmagando o braço do homem, fazendo-o gritar de dor antes de cair sem vida.&lt;br /&gt;- Agora! – Procyon gritou e todos eles apontaram a varinha para nós cinco, os únicos ainda lutando no salão. Novamente dezenas de feitiços foram lançados contra nós, dessa vez eram feitiços vermelhos e os reconheci como estuporantes. Isa e mamãe fizeram arcos com a varinha, e devem ter conjurado algum tipo de barreira para nós quatro, pois quando os feitiços nos atingiram no peito, fomos apenas jogados para trás, sem perder os sentidos. Eu bati com força contra a parede, mordendo o lábio para não gritar, e cai próximo de Tristan e Isa, que levantou-se mais rápido do que eu, ajoelhando-se e segurando minha mão.&lt;br /&gt;- Accio varinhas! – Procyon falou rindo e nossas varinhas voaram para a mão dele, que nos olhou triunfante. Ele deu nossas varinhas para um dos outros homens de preto e segurou a de Isa, apontando as duas varinhas para mim, com um sorriso cruel no rosto. – Cruccio.&lt;br /&gt;- Não! – Ouvi meus pais e Isa gritarem, mas nada podiam fazer. Foi a última coisa que consegui ouvir, pois no segundo seguinte, uma dor que eu mal posso descrever e explicar tomou todo o meu corpo, como se milhões de facas perfurassem-me. A dor era horrível e eu não pude segurar os gritos, gritando de dor para o ar, contorcendo-me completamente. Eu podia sentir que alguém me segurava e senti o cheiro de Isa, e a ouvi chorar enquanto ela me abraçava, tentando me ajudar. Ao fundo eu ouvia Procyon e os encapuzados rindo.&lt;br /&gt;- Sempre quis fazer isto, irmão querido. – Ele falou, rindo de mim e parando por alguns segundos. Eu arfava com dificuldades de respirar. – Por que parou de gritar? Estava tão divertido. – Ele falou, apontando as duas varinhas para mim novamente, me fazendo gritar novamente. Um dos outros homens apontou sua varinha para Tristan, torturando-o também, mas Procyon parecia se divertir mais e aplicar mais energia em me torturar. – É excelente, sermos irmãos, Gomeisa, nossas varinhas também são gêmeas!&lt;br /&gt;- Odeio você, você não é meu irmão! – Isa gritou para ele, furiosa. Seus olhos brilhavam de raiva.&lt;br /&gt;- O que pensa que está fazendo, Procyon? – Papai gritou enfurecido, o rosto marcado por arranhões e grossas lágrimas. Ele olhava para os pais, quer perderam a vida para nos proteger e encarava aqueles malditos encapuzados. – Você matou seus avós, sua família!!&lt;br /&gt;- Como ousou fazer isto? Se unir a Comensais?! – Mamãe gritou, enquanto chorava, porém a voz firme e enfurecida, apontando para os encapuzados.&lt;br /&gt;Agora eles formavam um semi-círculo ao nosso redor, cercando-nos de encontro à parede, sem possibilidade de escapatória. Eu conseguia olhar em volta, uma vez que devido à discussão, Procyon não mais me torturava, apesar de manter as varinhas apontadas para mim. Eu consegui contar o número de homens, e marquei o nome deles: Comensais. Eram em torno de 40 homens, sem contar os que estavam do lado de fora da casa e ainda duelavam com o resto da família. Eu podia ver os corpos de pelo menos 20 homens, mostrando que minha família não cairia sozinha.&lt;br /&gt;- Vejo que já os conhece. – Procyon falou, certo sarcasmo na voz.&lt;br /&gt;- Claro que conheço, eu prendi e matei alguns deles já. – Mamãe falou desafiadora e dois Comensais mais velhos, deram um passo a frente furiosos, mas o outro comensal os segurou.&lt;br /&gt;- Então, Procyon, você é tão fraco que eles precisaram mandar babás? – Eu consegui falar com dificuldade, indicando cinco homens mais velhos, claramente Comensais de verdade. O Comensal de quem eu vi a tatuagem apontou a varinha para mim e eu gritei de dor por mais alguns segundos, até Procyon bater em sua mão.&lt;br /&gt;- Divirta-se com o sangue-ruim, Mcganir. Meu irmão é meu. – Procyon falou furioso, voltando a me torturar.&lt;br /&gt;- Acabe logo com isso, Chronos. Sabe para o que viemos aqui. – O Comensal chamado Mcganir falou, nos indicando com a cabeça.&lt;br /&gt;- Não ouse usar o nome Chronos, verme! Você não merece esse nome! – Tristan gritou furioso em meio aos gritos de dor. Procyon apontou a varinha dele para meu amigo e o torturou também.&lt;br /&gt;- Calado, escória.&lt;br /&gt;- Maldito! Eu renego o dia que o tivemos como filho, TRAIDOR! – Papai gritou, e o choque das palavras fez Procyon sentir algo. – Tristan merece o nome Chronos muito mais do que você. Eu amaldiçôo o dia que nasceu. – Papai completou, cuspindo sangue na direção de Procyon. Procyon ficou enfurecido e apontou as duas varinhas para meu pai, fazendo-o gritar também. Mamãe gritou e o abraçou, tentando diminuir seus espasmos.&lt;br /&gt;- Quando eu acabar aqui, pai, terei o nome Chronos para mim e vocês já serão memória. Vou mostrar a vocês o meu valor, mesmo que já estejam mortos.&lt;br /&gt;- Você vale menos que uma pedra. O nome Chronos nunca será seu. Será lembrado apenas como Traidor. Seu nome será apagado de qualquer registro da família. – Isa sentenciou, os olhos brilhando com lágrimas e raiva. Ela ainda me abraçava e o seu cheiro me fazia bem em meio a tanta dor. Eu senti uma energia diferente saindo de dentro dela e parecia que a noite era iluminada por uma luz dourada.&lt;br /&gt;- Como se eu me importasse com o que você diz, irmã. Cruccio. – Ele falou apontando uma varinha para mim e outra pra ela. Eu tentei me jogar na frente dela, mas ela me segurou e com certo espanto vi que nenhum dos dois sentia dor. Procyon concentrou-se mais, mas nenhum de nós sentia dor. Vi que Tristan também não mais era torturado, e outro dos Comensais mais velhos aponto a varinha para ele, sem sucesso.&lt;br /&gt;- Fraco. – Isa falou, soltando um riso.&lt;br /&gt;- Maldita! Quando dominou magia não-verbal?! – Procyon gritou, enraivecido.&lt;br /&gt;- Mcganir, os aurores podem chegar a qualquer momento. – Um dos mais velhos falou, olhando de nós para os dois líderes.&lt;br /&gt;- Procyon, já chega. Faça logo. – Mcganir falou novamente.&lt;br /&gt;- Eu já falei que eu decido, Mcganir! Calado! – Procyon gritou para o Comensal e os dois se encararam.&lt;br /&gt;- A babá tomando conta da criança. – Tristan falou rindo, e cuspiu sangue no chão, o olho roxo e o corpo cheio de hematomas e machucados. Eu ri com ele e isso fez Procyon ficar furioso, voltando a nos encarar.&lt;br /&gt;- Muito bem, sangue-ruim. Você ganhou a honra de ser o primeiro. – Ele apontou as duas varinhas para Tristan, que empertigou-se e o encarou com brilho nos olhos. Eu me debatia no abraço de Isa, tentando ajudar meu amigo, mas Isa me mantinha preso. Ninguém mais parecia notar, mas a noite realmente estava iluminada por um luz dourada, e a fonte era Isa. Procyon sorriu cruelmente antes de enunciar a maldição. – Avada...&lt;br /&gt;- Já chega, Traidor. Não tocará mais em minha família. – Isa falou, porém não era mais sua voz, mas o que ouvíamos era a sua voz misturada a uma poderosa voz masculina. Ela se pôs de pé e vi que seus olhos estavam totalmente dourados. Procyon se assustou, assim como os Comensais e todos lançaram feitiços contra ela, mas ao estender a mão esquerda, todos eles foram bloqueados com facilidade.&lt;br /&gt; Então todos conseguiram ver. Por trás de Isa surgiu a figura de um homem muito alto, usando uma armadura dourada e uma longa lança na mão direita. Ele possuía cabelos na altura da cintura, prateados, parecidos com os meus, e doze asas se abriam às suas costas.  Ele também mantinha a mão esquerda levantada e era sua energia que bloqueava os ataques. Alguns dos Comensais recuaram, amedrontados e nesse momento, minha irmã fez um movimento rápido com o braço direito e o homem brandiu a lança dourada na direção dos atacantes. Uma poderosa onda de magia foi lançada e muitos Comensais foram jogados para trás pela energia.&lt;br /&gt;- Acordem-te Chronos! – Isa falou e pude ver o homem falando com ela.&lt;br /&gt; Nesse momento, os corpos de toda nossa família brilharam e luzes brancas saíram de dentro deles, espalhando-se pela casa. As luzes atingiram as paredes e objetos e, com certo espanto, vi que seus espíritos estavam ativando todas as nossas defesas novamente. Procyon lançou dois feitiços contra Isa, mas dos jardins veio uma das armaduras da família, ela quebrou a parede com facilidade colocando-se entre nós e Procyon. A ela seguiram-se outras armaduras que bloqueavam a chuva de feitiços que os Comensais disparavam contra nós. Ouvi gritos do lado de fora e soube que as demais armaduras estavam lutando contra os inimigos.&lt;br /&gt;- Matem todos! – Procyon gritou e disparou maldições da Morte contra nós. Isa porém fez um movimento rápido com o braço e uma pedra imensa do teto bloqueou os feitiços, sendo feitas em pedaços.&lt;br /&gt; Ela apontou para Procyon e um raio de luz poderosa saiu de sua mão, atingindo-o no peito, jogando para o alto. Ele soltou as varinhas e no mesmo momento todas nossas varinhas voltaram para nossas mãos e gritando “Chronos”, nós cinco voltamos a lutar, com Isa à frente de todos.&lt;br /&gt; Procyon, Mcganir e os outros Comensais mais velhos lutavam conosco, enquanto as defesas da casa atacavam os outros homens. Nós cinco estávamos furiosos e conseguíamos virar o duelo, mesmo após toda a tortura e todos os machucados, renovados com alguma energia poderosa. Tristan estava do meu lado direito e Isa do esquerdo, enquanto meus pais estavam ao lado de minha irmã e disparávamos feitiços como nunca disparamos, duelando com ferocidade. O que restava da casa foi destruído nesse momento, pois a casa em si lutava, e blocos de pedra ganhavam vida, jogando-se contra os inimigos, que começaram a recuar e ficar encurralados.&lt;br /&gt; Meu irmão estava totalmente ensandecido de raiva, uma vez que vira seu plano desmoronar. Após certo tempo, eu, ele e Isa duelávamos, trocando feitiços com rapidez. Ele usava magia negra e com horror vi quando ele tentou conjurar um “fogo maldito”, sendo impedido por uma bola de fogo dourada lançada por Isa. Eu e ela lutávamos juntos, um do lado do outro, porém Procyon também era habilidoso e bloqueava nossos ataques, mas era obrigado a recuar. O espírito que envolvia Isa parecia nos proteger e os feitiços ou não surtiam efeito em nós ou eram enfraquecidos. Eu conjurei correntes, e obedecendo ao meu comando, do chão surgiram correntes de ferro que dispararam para prender os pés de Procyon, fazendo-o tropeçar. Ele porém queimou as correntes e acertou um feitiço no meu rosto, jogando-me para trás. Isa bloqueou o segundo feitiço e disparou uma rajada de luz contra Procyon, tais luzes saiam das asas do homem e perfuraram o corpo de Procyon, fazendo sua roupa ficar rasgada e fazendo-o cair de joelhos.&lt;br /&gt; Ele, porém, estava irado e tal ira alimentava suas forças e com esforço ele se colocou de pé, encarando a mim e a Isa. Com um movimento brusco, ele fez uma parede inteira da casa desmoronar e a jogou contra nós. Isa saltou e me pegou no ar, desviando da parede por centímetros, como se as asas do homem a permitissem voar. Nesse momento ouvimos um grito e olhamos em volta. Eu gritei também, assim como Isa e começamos a chorar.&lt;br /&gt; Papai estava de pé, porém sem vida, os olhos vazios, mas pareciam sorrir, uma vez que ele morreu protegendo a esposa. Mcganir ria alto, enquanto o corpo de papai caia sem vida nos braços de mamãe e ela ia ao chão abraçada a ele, os olhos cheios de lágrimas e dor. Tristan estava perto deles e abraçou minha mãe, e em seguida gritou para Mcganir e em sua raiva ele correu para frente, lançando feitiços contra o Comensal, que ria dele. Porém Tristan era habilidoso e nós dois éramos os melhores duelistas do colégio, e portanto o Comensal se viu obrigado a desviar com dificuldade dos feitiços de meu amigo, sendo encurralado na parede e recebeu um feitiço na barriga. Então vi que Isa já não estava do meu lado, mas sim do lado de Tristan e o jogou pra trás, a tempo de protegê-lo de um feitiço de Procyon que fez a parede explodir. Eu gritei para ele e o atingi com um feitiço na barriga, enquanto Isa gritava também e socava com o ar com a mão direita. O homem segurou a lança com força e para horror de Mcganir a fincou em seu coração. Um buraco surgiu no lugar onde a lança o atingiu e o Comensal sufocou um grito de dor, engasgando no próprio sangue. O homem tirou a lança e Mcganir caiu morto no chão, enquanto Isa se virava para Procyon também enfurecida, enquanto jogava Tristan para perto de mamãe. Meu amigo caiu sentado perto de minha mãe, sem energias e a abraçou.&lt;br /&gt; Procyon nos encarou e vi que éramos os únicos ainda lutando no salão, pois os outros Comensais saíram para os jardins ou lutavam em outros cômodos da casa. Nós arfávamos, mas não baixávamos a guarda.&lt;br /&gt;- Acabou, Procyon, se entregue. – Eu falei tentando ganhar tempo.&lt;br /&gt;- Nunca! Eu irei acabar com vocês a qualquer custo!&lt;br /&gt;- Chega Procyon, você já foi longe demais. – Isa falou, os olhos ainda brilhando em dourado.&lt;br /&gt;- Calada! Só porque ficou um pouco mais forte não pode mandar em mim!&lt;br /&gt;- Procyon, os aurores estão chegando! Eles estão na entrada da fazenda, estamos tentando conte-los! – Um comensal gritou dos jardins, enquanto desviava dos ataques de fadas e armaduras, e pude ouvir ao longe o som de duelos.&lt;br /&gt;- Droga!&lt;br /&gt;- Acabou, Procyon. – Eu falei ainda sem baixar a guarda.&lt;br /&gt;- Então eu levarei ao menos você! AVADA KEDAVA! – Ele gritou apontando para mim antes que eu pudesse fazer qualquer outra coisa.&lt;br /&gt; Tudo aconteceu em câmera lenta...Eu vi o jato de luz mortal vindo na minha direção e gritei ao ver o que aconteceria. As doze asas do homem bateram e no instante seguinte Isa estava diante de mim, as costas viradas para o encantamento. Ela sorria para mim e li seus lábios, enquanto ela me falava.&lt;br /&gt;- Adeus, querido. Sempre amarei você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905796-5906060991161647661?l=fablesbeauxbatons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/feeds/5906060991161647661/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905796&amp;postID=5906060991161647661&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/5906060991161647661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/5906060991161647661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/2009/06/night-of-fate-parte-ii.html' title='Night of Fate - parte II'/><author><name>Alderan J. A. Chronos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14889340533355710727</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_E0KRO4b8bz8/Siv17-19DsI/AAAAAAAAAAM/1nDRezmsjBg/S220/Alderan.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905796.post-3780507777405726893</id><published>2009-06-21T15:57:00.000-07:00</published><updated>2009-06-21T15:59:48.094-07:00</updated><title type='text'>Night of Fate - Parte I</title><content type='html'>Lembranças de Alderan J. A. Chronos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;- Gomeisa – O homem falou às costas de Gomeisa enquanto ela escovava os cabelos diante de um espelho do dormitório da Lux. Era de manhã e ela estava sozinha, porém mesmo que não estivesse, ela sabia que ninguém mais poderia vê-lo ou ouvi-lo, apenas ela era capaz disso. Desde que ela acordou-o, ele a seguia e protegia, ensinando-a, sempre ao seu lado. Ele era um homem muito alto, com cabelos longos na altura da cintura, brancos, na verdade quase prateados e olhos dourados. Ele sempre vestia uma roupa branca como a neve, que lembrava uma túnica, e por cima desta, usava uma armadura dourada.No momento ele não a segurava, mantendo-a presa em suas costas, mas a poderosa lança dourada era sua fiel companheira. Ele era um homem muito lindo, cavaleiro e educado, muito sério e calmo. &lt;br /&gt;- Diga, Chronos. – Ela pensou, pois eram tão ligados que ela sequer precisava falar, conversando mentalmente com ele. Mesmo mentalmente, sua felicidade era passada para ele, como se sorrisse.&lt;br /&gt;- Você sabe que será hoje, não sabe?&lt;br /&gt;- Sim...Tenho consciência que ocorrerá hoje à noite.&lt;br /&gt;- Eu posso evitar. – O homem, que Gomeisa chamou de Chronos, respondeu, sua voz carregada com tristeza e dor.&lt;br /&gt;- Não. Estou preparada para o que deve ser feito. – Ela falou enquanto sorria para ele, encarando os olhos dourados pelo espelho.&lt;br /&gt;- Me fará ver aqueles que eu amo morrendo novamente, Isa? – O homem perguntou, suspirando, mergulhado em memórias.&lt;br /&gt;- Eu sinto muito, Chronos, mas também não quero ver os que amo morrendo. E sempre estaremos juntos.- Ela falou, virando-se para ele, desejando poder segurar a sua mão.&lt;br /&gt;- Há como evitar todos esses problemas.&lt;br /&gt;- Sim, eu sei. Mas também conheço as conseqüências. Eu protegerei o futuro de meu irmão. E tudo que poderia ter sido feito, foi feito, agora não há mais volta.&lt;br /&gt;- Você é alguém de coragem, Isa, e respeito suas escolhas. Porém, não sabe a dor que me causa ao ver minha protegida em perigo. – Chronos falou, suspirando, enquanto colocava as mãos nos ombros de Gomeisa. Eles não podiam se tocar, pois ele era um espírito, mas apenas o gesto era importante, uma vez que Gomeisa estava apaixonada por ele, mesmo sabendo que ele era eternamente fiel a sua querida amada.&lt;br /&gt;- Obrigada, Chronos. Desde que acordei você, nunca fui tão feliz. Você me ensinou muito, mais do que apenas sobre o passado, mas sobre tudo, sobre a vida em si. Mas como você um dia fez sacrifícios por nós, agora é minha vez de fazer sacrifícios pelo bem de todos.&lt;br /&gt;- Farei a sua vontade, Gomeisa Chronos, dou-lhe minha palavra. Foi uma honra ser seu guardião. – Chronos falou, ajoelhando-se e com os olhos lacrimejantes. Gomeisa sorriu para ele e novamente, desde que o conhecera, desejou poder abraça-lo, desejou poder toca-lo, desejou poder dividir com ele todas as memórias que ele possuía, toda as dores e experiências. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;At the dawn of our living time&lt;br /&gt;Hope it soon will pass by&lt;br /&gt;Facing a darkness&lt;br /&gt;I stand alone&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que droga, o Charleston não liberou nossa saída. – Tristan reclamou, ao sair do escritório do Diretor, falando comigo que esperava do lado de fora.&lt;br /&gt;- Como assim, ele não vai deixar vocês irem? Mas é final de semana, podemos sair! – Eu falei indignado.&lt;br /&gt;- Não, AJ, ele nos deixou ir, nos liberou pra ir à festa dos Chronos, mas só no dia. Não deixou que a gente fosse hoje com você. – Millie explicou, abraçada a Tristan. Alice me abraçou também, pois tinha ido com eles, mesmo que não fosse à festa.&lt;br /&gt;- Ele falou que não podemos perder aula e tudo mais, e já está abrindo uma exceção a você porque gosta muito dos Chronos. Mas para nós, teremos que esperar até amanhã. – Alice completou, repetindo as palavras do Diretor.&lt;br /&gt;- Será que se eu pedir para a Isa falar com ele, ela consegue? Afinal ela é Monitora-Chefe! – Eu falei, enquanto já pensava na possibilidade.&lt;br /&gt;- Que feio, AJ! Querendo usar da influência da irmã?! – Tristan falou, enquanto descíamos as escadas.&lt;br /&gt;- Até parece que vocês nunca fizeram isso! – Marcel falou, quando nos encontramos na escada.&lt;br /&gt;- Se bem me lembro, na última detenção de vocês, a Isa conseguiu para que vocês ficassem presos só por 4 horas. Que pena, queria tanto ver vocês presos na sala de etiqueta por 10 horas! – Derek falou, brincando comigo e com Tristan enquanto cumprimentava todos.&lt;br /&gt;- Marcel, não quer nos ajudar também não? Vai lá usar sua influência também! – Tristan falou, rindo.&lt;br /&gt;- Por você, Tristan? Posso pela Millie e pela Alice. – Ele falou, piscando para as duas.&lt;br /&gt;- Por que vocês também não vão? Vai ser uma festa enorme, todo a família vai estar lá! – Eu falei rindo, enquanto abraçava Alice.&lt;br /&gt;- Na verdade, o Marcel já tentou influenciar o Charleston, mas conseguiu só uma ameaça de detenção! Até que eu gostaria de ir, AJ, mas tenho compromissos já. – Derek falou, dando de ombros.&lt;br /&gt;- Eu também, esse final de semana ocorrerá um almoço da família. – Marcel explicou.&lt;br /&gt;- Seria legal se todos fossem, faríamos uma prévia da nossa formatura! – Alice falou, lembrando que no ano seguinte seríamos nós a nos formarmos. Nós ficamos discutindo sobre nossa formatura, as idéias e os sonhos, enquanto andávamos pelo salão, até eu me tocar da hora e lembrar que meu pai iria nos buscar na escola às 11.&lt;br /&gt;- Vejo vocês amanhã, então. Queria muito que fossem hoje, e que você fosse amanhã, Alice. – Falei, enquanto me despedia deles. Beijei Alice com ternura, em um beijo longo, e depois sorrimos um para o outro, enquanto ela piscava. Tristan e Millie também se beijaram e depois prometeram que não iriam se atrasar para a festa.&lt;br /&gt; As 11 horas, fui para o gabinete do Diretor, onde encontrei Isa e Procyon, além de papai, que conversava com o diretor, fazendo o Charleston rir. Eu olhei para meus irmãos e senti orgulho por eles estarem se formando. Procyon parecia aéreo e pensativo e notei grossas olheiras, além do fato que ele evitava me encarar. Conversamos na semana passada e desde então ele evitava falar comigo, mas cada vez parecia mais solitário. Isa sorriu pra mim, seus olhos brilhando, e notei que ela parecia diferente. Ela estava linda e parecia mais grandiosa, transmitindo um ar austero e decidido. Isso me fez lembrar da noite da semana passada, e do sentimento ruim que eu ainda sentia, mas controlei minhas emoções uma vez mais. Ela também tinha um brilho no olhar diferente, o mesmo brilho que eu via nos olhos de Millie perto de Tristan e tive a impressão de que ela estaria apaixonada por alguém, ficando logo curioso.&lt;br /&gt;- Tudo bem, Antaris, eu abro uma exceção. Mas apenas para ele, não posso permitir que ela saia sem o consentimento da irmã e responsável. – Charleston falou, suspirando e me olhando.&lt;br /&gt;- Do que está falando, Senhor? – Eu perguntei curioso.&lt;br /&gt;- Eu consegui convencer o Hanlin a deixar seus amigos irem conosco hoje, mas apenas o Tristan poderá ir, a Millie precisa da autorização da irmã.&lt;br /&gt;- Sério?! Obrigado pai, eu vou chamar o Tristan. Tenta falar com a irmã da Millie, ela tem que deixa-la ir.&lt;br /&gt;- Já falei com ela, mas ela não permitiu. Ela disse que amanhã o marido dela levará a Millie na festa.&lt;br /&gt;- Que droga... Desculpe, diretor! – Eu me desculpei ao receber um olhar severo dele. Eu sai dali e fui procurar os meus amigos correndo. &lt;br /&gt;Tristan ficou radiante com a notícia, enquanto Millie ficou irritada com a irmã e Alice pensando seriamente em não viajar pra Suíça. Ajudei Tristan a arrumar a mala dele e em menos de quinze minutos, estávamos de volta ao gabinete do Diretor. Ele agradeceu papai e ao diretor por pelo menos uns cinco minutos, antes de se dar por satisfeito.&lt;br /&gt;- Está tudo bem, Tristan, você é quase da família já! Vamos então? Já estão todos esperando. – Papai falou, indicando a lareira.&lt;br /&gt;Ele se despediu do Diretor após confirmar que ele iria a festa e abriu caminho para a lareira, e usamos o pó-de-flu para irmos até a mansão dos Chronos na fazenda da família, onde ocorreria a festa. Lá era a única das propriedades dos Chronos grande o suficiente para uma festa como a que pretendíamos dar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Quando chegamos na casa de campo dos Chronos, vi que toda a família já estava lá, e abracei com felicidade meus avós, Vovô Sirius e Vovó Capella, pais de minha mãe, e Vovô Acrab e Vovó Shaula, pais de meu pai. Todos os meus tios e tias, primos e primas, mesmo os mais distantes, como os que moravam fora da Inglaterra, estavam presentes. Só reencontrar todos foi uma festa enorme e demorou um bom tempo para falar com todos, pois no total devíamos ser mais de 100 pessoas. Eu não agüentava mais apresentar o Tristan e após os primeiro cinco minutos, ampliei a voz magicamente e apresentei ele a todos, tirando gargalhadas da família. Ele se deu muito bem com todos, que o acolheram alegres, fazendo-o muito feliz. Ele parecia maravilhado com uma família tão grande e logo vi que ele desejaria uma tão grande assim para o futuro e não pude deixar de pensar em ver a Millie como mãe de um monte de crianças. Ela daria uma excelente mãe, ainda mais com as ótimas histórias dela.&lt;br /&gt;Todos ajudaram a organizar a festa, que estava enfeitada com o brasão da família e com enfeites que lembravam uma formatura de colégio. Era divertido ver toda a família reunida enquanto montávamos a decoração. O enfeite mais bonito, na minha opinião, era o que eu chamei de “árvore da festa”, um grande e antigo carvalho que ficava próximo da mansão e foi enfeitado com luzes de todas as cores, além de uma centena de fadas e fitas de diversas cores.&lt;br /&gt;Obviamente usávamos magia e isso levou a situações engraçadas, desde uma guerra de bexigas d’água até disputar quem conseguia levitar por mais tempo uma das armaduras da casa. Há muito tempo não me divertia tanto e em questão de algumas horas estava todo ensopado e sujo, voltando a ser criança. Tristan também se divertiu muito e logo meus primos implicavam com ele como implicavam comigo e conversávamos muito. Apenas Procyon parecia não aceita-lo completamente.&lt;br /&gt; Mamãe chamou meus irmãos em particular e eu soube depois que ela lhes deu os parabéns pela formatura, feliz por eles estarem entrando para a sociedade bruxa. Ela conversou com cada um em particular e não sei o que falou para Procyon, mas vi que ela o havia tocado, e ele parecia a beira das lágrimas. Isa não quis me contar o que mamãe falou, dizendo que seria surpresa, mas falou que era algo muito bom. Ela passou o dia conversando com todos, mas podia ver tristeza em seu olhar, como se não fosse vê-los mais. Ela realmente parecia mais madura do que nunca, com um brilho diferente ao seu redor e definitivamente estava apaixonada!&lt;br /&gt; Já eram oito da noite quando todos foram se arrumar para o jantar da família, que ocorreria naquela noite. Ao todo éramos umas 160 pessoas e, portanto, o jantar seria ao ar livre e havia uma única mesa no pátio em frente à mansão. A mesa era enorme, maior do que as mesas das casas de Beauxbatons e havia lugar para todos. Ela também estava encantada magicamente, de modo que os pratos surgiam magicamente, assim como as bebidas e você via a todo o momento copos de vinho ou água voando de um lado a outro. O pátio fora enfeitado com fadas brilhantes que voavam pela mesa, rindo alegremente e conversando com todos. Várias das armaduras da família também estavam encantadas, emitindo um brilho amarelado de seu interior, enfeitando o pátio.&lt;br /&gt; Procyon e Isa ocupavam a cabeceira da mesa, tendo mamãe à direita e papai a esquerda. Ao lado de papai, estavam meus avôs paternos, e ao lado de mamãe estavam os avôs maternos, sendo que eu ficava do lado direito, ao lado de Vovô e de Tristan. Toda a família sentava na mesa e enquanto comíamos conversávamos alegremente.&lt;br /&gt;- Me diz, Isa, quem é o sortudo! Eu tenho que aprovar antes! – Tio Arthur falou, enquanto levantava a taça de vinho para ela, sorrindo. Ele era irmão de meu pai e sempre adorou a Isa.&lt;br /&gt;- Não sei do que está falando, Tio. – Isa desconversou, rindo.&lt;br /&gt;- Não adianta mentir pra nós, seus olhos mostram que está apaixonada! – Tia Esther, esposa de Tio Arthur falou, apoiando o marido.&lt;br /&gt;- Por que não o convidou? Adoraríamos conhece-lo. – Mamãe falou, sorrindo para a filha.&lt;br /&gt;- Eu sou ciumento! Não é qualquer um que vai ficar com minha filha! – Papai falou orgulhoso.&lt;br /&gt;- E você, Proc, cadê sua namorada? Sei que deve arrasar corações em Beauxbatons. – Tio George, primo da minha mãe, perguntou, jogando um pedaço de pão no meu irmão.&lt;br /&gt;- Não, não tenho! – Procyon falou, meio gaguejando, fazendo todos rirem.&lt;br /&gt;- Quem tem namorada, é o AJ. Lembram-se da Alice Oceanborn? São nossos vizinhos em Londres. – Isa falou, piscando pra mim e me deixando corado.&lt;br /&gt;- Não, ela é só minha amiga. – Eu consegui falar.&lt;br /&gt;- Amiga nada, vocês vivem juntos! Só falta oficializar o namoro! – Tristan falou rindo, me cutucando com o cotovelo.&lt;br /&gt;- É que ele ainda não se decidiu qual das duas gosta mais: Oceanborn ou Von Griffin. – Procyon falou, implicando comigo, me fazendo ficar mais corado, enquanto Tristan caia na gargalhada, pois sabia que eu gostava muito das duas.&lt;br /&gt;- Então o Tristan, estava certo, você tem duas pretendentes? – Papai falou, rindo.&lt;br /&gt;- Se não me engano, a Millie virá amanhã, vocês poderão conhecer uma delas. – Mamãe falou, piscando para todos.&lt;br /&gt;- A Millie é só minha amiga! E quem está namorando são eles dois! Não adianta mentir não, Tristan! – Eu falei, totalmente vermelho e suspirando, enquanto Tristan engasgava e tossia, vermelho, fazendo todos rirem. Todos passaram a implicar comigo e conversamos muito. Em dado momento, eu tive a impressão de ver alguém atrás da Isa, mas quando olhei novamente, não havia ninguém, porém Isa parecia sorrir.&lt;br /&gt;- Gostaria de pedir silêncio a todos. – Mamãe falou, colocando-se de pé e batendo em sua taça, pedindo silêncio. Todos riram e a aplaudiram, pedindo discurso, e mamãe sorriu. – Lhes darei um discurso. Hoje é um dia importante, pois dois de meus filhos estão prestes a se formar, entrando de vez para a sociedade bruxa e trouxa também. Eles se formarão com orgulho, sendo um Monitor da Nox e a outra Monitora da Lux, além de Monitora-Chefe. Pena que meu outro filho não será monitor, tamanha confusão que ele causa. – Mamãe falou rindo, dando de ombros enquanto olhava pra mim e pra Tristan. – Quero aproveitar então para lhes dar meus parabéns novamente e tenho um importante aviso a dar.&lt;br /&gt; Todos ficaram curiosos, pois não sabiam o que mamãe pretendia falar. Eu também estava curioso e olhava dela para meu pai, que sorria cúmplice, e para meus irmãos. Procyon também não entendia, porém Isa sim e olhava fixamente para mamãe.&lt;br /&gt;- Gostaria de anunciar, que a partir de amanhã, um de meus filhos assumirá a família, sendo nosso novo líder. Gomeisa Asteris Chronos, a partir de amanhã, você é a nossa nova Matriarca, líder de nossa família que irá nos guiar pelos próximos anos. Meus parabéns, querida.&lt;br /&gt; Mamãe terminou de falar e abraçou Isa junto de papai. Todos começaram a aplaudir e soltar vivas, levantando-se também. Eu era o que mais batia palmas e abracei minha irmã com força, dando-lhe os parabéns. Procyon bateu palmas também e abraçou a irmã gêmea, porém depois ficou calado e pensativo. A família se revezou, numa grande fila, para abraçar e parabenizar a nova líder da família.&lt;br /&gt;Ficamos conversando até tarde da noite e só fomos dormir quando os mais novos tiveram que ser carregados, e isso era por volta das 1 da manhã. Todos estavam cansados e alegres pelo trabalho do dia, além de cheios de comida. A mansão era grande, mas não havia lugar para todos, portanto alguns de nossos familiares foram dormir em mini-casas que erguemos durante o dia, todos muito alegres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;N.A.: Harvest of Sorrow, Blind Guardian.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905796-3780507777405726893?l=fablesbeauxbatons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/feeds/3780507777405726893/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905796&amp;postID=3780507777405726893&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/3780507777405726893'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/3780507777405726893'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/2009/06/night-of-fate-parte-i.html' title='Night of Fate - Parte I'/><author><name>Alderan J. A. Chronos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14889340533355710727</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_E0KRO4b8bz8/Siv17-19DsI/AAAAAAAAAAM/1nDRezmsjBg/S220/Alderan.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905796.post-6685622918027741592</id><published>2009-06-07T10:13:00.000-07:00</published><updated>2009-06-07T10:15:01.144-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Das lembranças de Alderan J. A. Chronos&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vocês estão convidados! – Eu falei, feliz enquanto conversava com Tnt, Millie e Alice.&lt;br /&gt;- Convidados para o que?! – Millie perguntou, porém já curiosa.&lt;br /&gt;- A Formatura dos meus irmãos está chegando, então semana que vem a família vai dar uma festa em homenagem a eles, reuniremos todos os membros da família! E vocês são meus convidados.&lt;br /&gt;- Ah, AJ, que maravilha! Obrigada pelo convite. – Alice falou, abraçada a mim. Nossa relação era engraçada e, como alguns diziam, moderna. Nós às vezes saíamos juntos para namorar, às vezes apenas para conversar, sem nenhum compromisso fixo, mas eu gostava da companhia dela. – Mas não vou poder ir, meus pais marcaram uma viagem para visitar meus primos na Suécia.&lt;br /&gt;- Ah, Alice! Você vai perder uma festança dos Chronos?! Eu não acredito! – Tnt falou chocado, encarando-a como se fosse quase um insulto. – Eu irei com certeza, AJ!&lt;br /&gt;- Eu verei com minha irmã, mas não vejo mal algum e vou adorar participar da festa! Seus irmãos merecem. – Millie falou, sorrindo pra mim.&lt;br /&gt;- A Isa merece, o Procyon não. – Eu falei categórico.&lt;br /&gt;- Ah vai começar de novo, Alderan? – Millie falou um pouco cansada.&lt;br /&gt;- É sério, Millie! Eu concordo com ele, a Isa merece e muito, agora ele não! – Tristan falou me apoiando e ganhou um sorriso meu.&lt;br /&gt;- Vocês não estão exagerando não? Não me olhe com essa cara Alderan James! Eu concordo que ele é estranho, mas daí dizer que ele não merece é demais! – Alice falou, ainda abraçada a mim.&lt;br /&gt;- Não estamos exagerando! Eu conheço o suficiente para saber que ele não merece! – Eu falei teimoso.&lt;br /&gt;- Mas AJ, você já não falou com seus pais e eles também acharam que você poderia estar exagerando? – Millie me lembrou.&lt;br /&gt;- Sim, mas os Chronos passaram a vigiar o filho também, pra ver como a Sra. Rigel também suspeita dele. – Tristan me apoiou novamente, lembrando que desde que falei com meus pais, eles ordenaram que Procyon fosse vigiado sempre que saísse da escola, mas até hoje não houve nada.&lt;br /&gt;- E isso só serve para aumentar minhas suspeitas! Ele continua a andar com pessoas estranhas e sequer tem saído da escola. Ainda acho muito estranho. Na verdade, até a Isa disse que ele parece distante, porém determinado com algo...Eu estou ficando preocupado, eu tenho um péssimo pressentimento. – Eu falei, enquanto deixava meus olhos fora de foco e encarava um nó na madeira da mesa da biblioteca onde conversávamos. Todos ficaram calados, pois notaram que eu não estava brincando.&lt;br /&gt;- AJ, não fica assim, vai ficar tudo bem. – Millie falou, sentando-se do meu lado e me abraçando. Alice também me abraçou mais forte e deitou a cabeça em meu ombro.&lt;br /&gt;- Eu sinto que tem algo errado. Eu estou com um péssimo pressentimento, sinto que algo ruim pode acontecer a qualquer momento. – Eu falei lentamente, a voz marcada com uma dor que eu não sabia explicar, enquanto tentava manter as lágrimas presas.&lt;br /&gt;- Vai dar tudo certo, você só ta imaginando coisas, AJ. – Alice falou, me dando um beijo na bochecha. – E seja lá o que for, nós estamos aqui com você, lembra?&lt;br /&gt;- É AJ, nós sempre estaremos com você, somos seus amigos certo? E cara, pode falar, isso tudo é só cena pra ficar abraçado à Millie e à Alice, né? – Tristan falou rindo, me fazendo ficar vermelho e jogar uma bola de papel nele. Alice e Millie riram também e começamos uma guerra de bolinhas de papel usando as varinhas para catapultar as bolinhas. Obviamente fomos expulsos pela bibliotecária e fomos nos sentar nos jardins da escola, que naquela época do ano estavam cheios dos alunos mais novos que não tinham N.O.M’s ou N.I.E.M’ s, aproveitando o sol e a beleza do lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;*****&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;- Procyon, eu quero falar com você. – Eu o chamei, correndo atrás dele nos corredores da escola. Eu decidi tentar conversar com ele, convencido por Millie que talvez eu estivesse exagerando.&lt;br /&gt;- Não tenho nada para conversar com você, Alderan. – Ele falou, virando-se para mim e encarando-me por alguns segundos, antes de virar as costas novamente. Era um dos raros momentos em que ele estava sozinho, e alguns alunos já nos olhavam como se esperassem uma briga, conhecendo a minha fama e a dele.&lt;br /&gt;- Proc, por favor, somos irmãos. – Eu falei, segurando-o pelo braço. Ele virou-se para mim lentamente, como se tivesse uma guerra em sua cabeça, mas logo soltou o braço.&lt;br /&gt;- O que eu teria para conversar com você, irmão. – Ele falou, dando ênfase a última palavra.&lt;br /&gt;- Eu quero te ajudar, conversar com você. – Eu falei cansado.&lt;br /&gt;- Me ajudar? Por que você acha que preciso de sua ajuda? – Ele falou, os olhos brilhando de raiva.&lt;br /&gt;- Eu sinto que precisa! Você não é mais o mesmo! Está muito mudado! – Eu falei, os olhos brilhando também.&lt;br /&gt;- Ah, agora nota minha presença? – Eu ouvi ele falando entre os dentes, com raiva.&lt;br /&gt;- Como assim? – Eu perguntei sem entender.&lt;br /&gt;- Não interessa a você. – Ele falou, porém sem me virar as costas, ainda me encarando.&lt;br /&gt;- Proc, você sabe com quem tem andado? São pessoas de péssima fama na escola....Eu não quero nem falar as coisas que eu penso.&lt;br /&gt;- Você não sabe de nada, Alderan. Eu pelo menos não ando com uma órfã e um sangue-ruim! Você só anda com eles para se sentir superior, para poder mostrar que é melhor que eles! Enquanto eu escolhi pessoas do meu nível, iguais a mim!!&lt;br /&gt;- Não fale assim deles! Eles ao contrário de seus “amigos” são pessoas boas e decentes! Essa escória que você tem andado não se compara a eles! E sim você deve ter escolhido pessoas do mesmo nível: escória! – Eu falei, agora completamente enraivecido. Nós dois sacamos as varinhas e apontamos um para o outro, e as pessoas já começaram a abrir uma roda, se afastando.&lt;br /&gt;- Escória?! Eles são a elite dessa escolazinha, a elite do mundo mágico, a que eu tenho o direito de pertencer!! – Ele falou enraivecido também, enquanto sua varinha soltava faíscas.&lt;br /&gt;- Elite?! Esses idiotas que só sabem maltratar os outros e pensarem no próprio umbigo? – Eu gritei, a varinha soltando faíscas também.&lt;br /&gt;- Eles pelo menos me entendem e me apóiam, ao contrário de vocês! – Ele gritou também.&lt;br /&gt;- Te entendem? Te apóiam?! Você é idiota?! Eles só estão com você porque você pode lhes servir de algo! Eles não dão a mínima para você! – Eu gritei, completamente furioso. Notei que minhas palavras tocaram em algum lugar de seu coração ou de sua mente, pois a varinha tremeu, e notei que no fundo ele pensava a mesma coisa. Parecia que ele brigava consigo próprio e até mesmo seus olhos pareciam fora de foco. Por fim, ele baixou a varinha lentamente e eu o imitei.&lt;br /&gt;- Venha comigo, aqui não é lugar para discutirmos assim. – Ele falou, os olhos tristes.&lt;br /&gt;- Vamos para alguma sala de aula. – Eu falei, andando ao lado dele.&lt;br /&gt;Nós dois saímos andando pelo corredor, que por muito pouco não virou uma cena de batalha, enquanto ganhávamos olhares de todos os alunos. Alguns tentaram nos seguir, achando que iríamos duelar em outro lugar, mas nós dois os olhamos juntos e os fizemos desistir. Eu notei também que ele queria falar sozinho comigo, pois em breve, tanto os companheiros deles quanto os meus, assim como monitores e professores, chegariam no local atraídos pela confusão. Nós escolhemos uma sala vazia do quinto andar, e sem que ninguém nos notasse, entramos escondidos. Procyon andou pela sala, parando do lado do quadro-negro, enquanto rabiscava com a varinha riscos sem nexo. Eu me aproximei dele e aguardei, apoiado na mesa do professor.&lt;br /&gt;- Procyon.... – Eu comecei, mas ele levantou a mão para me interromper.&lt;br /&gt;- Sejamos adultos, Alderan. Não é certo brigarmos daquele jeito na frente de todos.&lt;br /&gt;- Eu concordo, eu queria realmente conversar a sós com você. – Eu falei, enquanto ele se sentava do meu lado, apoiado na mesa também. Assim próximos um do outro qualquer poderia ver como nos parecíamos fisicamente, se não fosse meu cabelo fora do normal.&lt;br /&gt;- Às vezes eu também sinto que eles só estão comigo pelo que posso fazer para eles. – Ele começou, lembrando de seus amigos.&lt;br /&gt;- Isso é óbvio, eles são interesseiros, e não companheiros! – Eu falei meio exaltado.&lt;br /&gt;- Mas eles me dão valor, e isso é algo que eu sempre quis. – Ele falou um pouco ríspido.&lt;br /&gt;- Procyon, nós sempre te demos valor, sempre estivemos do seu lado!&lt;br /&gt;- Não! Você não entende, sempre foi o filho preferido, o irmão favorito! Mamãe sempre preferiu você, sendo que é algo que eu tenho por direito! Isa sempre o considerou o melhor irmão! – Ele falou, jogando tudo que ele sentia.&lt;br /&gt;- Mamãe gosta de todos nós do mesmo jeito! Ela não tem favoritos! Ela ama você como ama a mim, Procyon. – Eu falei, segurando-o pelo ombro. Ele me encarou e notei que parecia brigar com emoções.&lt;br /&gt;- Não. Eu sempre fui excluído, por não me interessar em caçar, em treinar. Agora você, sempre foi o filho que ela sempre quis: corajoso, forte, gosta de caçar e treinar.&lt;br /&gt;- Ela ama você como eu e a Isa, Proc! Ela não tem preferidos. Ela gosta do seu jeito calmo, sereno e pensativo, ela aceitaria tudo que você decidisse fazer! Ela nunca o obrigaria a seguir o ramo de auror!&lt;br /&gt;- Não! Ela tem vergonha pois não gosto de lutar e caçar, pois prefiro ficar em casa quieto, lendo. Não é a toa que quem ela indicará para substituí-la será a Isa.&lt;br /&gt;- Como você quer que ela te indique se ela respeita sua vontade de não seguir nosso ramo? – Eu perguntei, perplexo.&lt;br /&gt;- Ela não me escolhe pois tem vergonha de mim! Enquanto de você ela sente orgulho, e a mim despreza!&lt;br /&gt;- Procyon, por favor, ouça o que esta falando! A mamãe te desprezar?! Nunca! Ela o ama com todas as forças dela, você é o primeiro filho dela, e ela tem orgulho de você! Isso é uma das coisas que não gosto em você! Porque tem que se menosprezar tanto?! Seja forte!&lt;br /&gt;- Viu! Você também me acha fraco!&lt;br /&gt;- Não coloque palavras na minha boca! Você não é fraco! Para estar resistindo assim você é muito forte, mas você deve confiar mais em si mesmo! Se quer seguir outro ramo, nós apoiaremos você! O que você quer fazer depois da formatura, Proc? – Eu perguntei, e notei que seus olhos ficaram vermelhos, como se fossem chorar, e novamente vi uma disputa interna.&lt;br /&gt;- Eu gostaria de ser botânico, estudar a vida selvagem. Não ria, Alderan, eu proíbo você. – Ele falou sério e notei o tom de raiva em sua voz. Algo me dizia que ele já confidenciara isso para alguém, seus amigos provavelmente, e eles riram dele.&lt;br /&gt;- Eu não vou rir, Procyon. Eu sou seu irmão devo apóia-lo, no que decidir. Proc, mamãe e papai ficaram feliz em lhe ajudar!&lt;br /&gt;- Não! Eles sentirão vergonha de mim!&lt;br /&gt;- Não mesmo! Você já falou com eles?! Eu posso te ajudar!&lt;br /&gt;- Eu não quero falar, quero distância deles. Não quero sua ajuda. – Sua voz mudou de tom levemente e eu notei.&lt;br /&gt;- Proc eles vão te apoiar sempre, tenho certeza! Mamãe vai adorar te ajudar a pesquisar, e papai te adora.&lt;br /&gt;- Chega, Alderan, não quero mais falar sobre isso. – Ele falou enquanto se levantava, ignorando-me e indo para a porta.&lt;br /&gt;- Procyon, seja lá o que estiver prestes a fazer, ainda há volta. – Eu falei me levantando e olhando para ele que parou com a mão na maçaneta, e virou o rosto para me encarar.&lt;br /&gt;- Não. Não há mais volta.&lt;br /&gt;- Procyon a família sempre irá te ajudar e apoiar, somos Chronos! Estaremos sempre com você, há volta sim.&lt;br /&gt;- Não, James, não há mais volta. Não há retorno.&lt;br /&gt;Ele falou sério e saiu da sala. Eu me senti apreensivo e meu coração doía, e sai correndo atrás dele para obriga-lo a me ouvir, mas quando abri a porta, ele já havia descido as escadas, e não respondeu quando o chamei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;*****&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;- AJ, querido, vem cá. – Isa falou, quando eu entrei no salão comunal da Lux. O salão estava vazio, pois já começava a ficar um pouco tarde da noite. Depois da conversa com o Procyon eu vaguei pela escola, procurando-o, mas sem encontra-lo e provavelmente ele foi para o salão da Nox e não queria mais me ver. Eu passei a andar pela escola então pensativo, sem querer falar com ninguém ao certo, nem mesmo Tristan, Millie ou Alice.&lt;br /&gt;- Isa... – Eu falei quando a vi sentada no sofá, lendo um livro. Ela claramente estava me esperando e tive quase certeza que a sala estava tão vazia assim por causa dela. Ela era muito respeitada na casa, ainda mais que era a Monitora Chefe.&lt;br /&gt;- AJ, meu irmãozinho, precisamos conversar. – Ela falou, indicando o lugar ao lado dela, enquanto eu me encaminhava para ela. Eu sentei pesadamente no sofá e ela me puxou para um abraço, deitando minha cabeça em seu colo. – A Millie e a Alice me procuraram hoje a tarde, dizendo que você estava muito mal e triste. Eu não poderia deixar meu manihho assim, poderia? – Ela falou enquanto sorria para mim e acariciava meus cabelos lentamente.&lt;br /&gt;- Elas estão certas, Isa....Maninha eu estou me sentindo muito mal, sinto que algo de muito ruim está pra acontecer. E estamos perdendo nosso irmão....&lt;br /&gt;- Eu tentei achar o Procyon hoje também, mas não o encontrei. E ele tem se afastado de mim, mas sinto que ele está sofrendo muito.&lt;br /&gt;- Estamos perdendo ele, Isa! Estamos perdendo o Proc pras trevas...Eu pude sentir as trevas no coração dele, pude sentir a angústia e tristeza dele... – Eu falei enquanto chorava, afundando o rosto no colo de Isa, que me abraçou mais forte, enquanto fazia carinho em minha cabeça e minhas costas.&lt;br /&gt;- Fica calmo, amor, vai ficar tudo bem. Seja lá pelo que o Procyon está passando, ele vai nos procurar quando estiver mais calmo e pedir ajuda. Ele é nosso irmão acima de tudo, não quero você brigando com ele.&lt;br /&gt;- Você soube então? – Eu perguntei ainda chorando em seu colo.&lt;br /&gt;- Claro que soube. Eu sou monitora da Lux e Monitora Chefe, óbvio que iria saber. Mas como vocês pararam antes, não há o que reclamar. Fiquei feliz quando soube que foram conversar como adultos.&lt;br /&gt;- Nós fomos para uma sala conversar. Eu nunca me senti tão próximo dele, trocando sentimentos e idéias...E queria que fossemos mais amigos.&lt;br /&gt;- Vocês seriam excelentes amigos, mas é o Procyon que afasta vocês. Acho que ele tem medo de se aproximar demais e ver que tudo que ele acredita é apenas imaginação dele.&lt;br /&gt;- Ele acha que mamãe tem vergonha dele, acha que eles me consideram o filho predileto, que você gosta mais de mim do que dele.&lt;br /&gt;- Eu gosto de vocês do mesmo jeito, você são meus irmãos mais novos. Porém pareço ter mais ligação com você porque você é mais sentimental e se abre mais do que ele. Ele criou barreiras para ele próprio, quando éramos criança, estávamos sempre juntos, apenas quando cresceu é que parou. Sinto falta do pequeno Proc.&lt;br /&gt;- Eu também....Por que ele mudou? O que aconteceu? Será que foram amizades?&lt;br /&gt;- Pode ter sido...Ele se isolou de nós e tinha medo. Quando começou a crescer e se ligou a algumas pessoas, ele passou a tentar nos afastar.&lt;br /&gt;- Eu já senti muita raiva dele. Pelas coisas que ele fala, pelas coisas que ele faz, pelo que ele pensa de meus amigos! – Eu falei, chorando novamente enquanto apertava o tecido de sua roupa.&lt;br /&gt;- Não quero você sentindo esse tipo de coisa, meu querido. Ele é seu irmão, você nunca deve odiá-lo, apesar de tudo que ele faça.&lt;br /&gt;- É difícil...E eu não aturo o modo como ele fala de você às vezes!&lt;br /&gt;- Com ele eu me entendo, não quero que você tome minhas dores. AJ, querido, você é um irmão maravilhoso, se ele visse isso ele ficaria feliz. Tenho certeza que ele só se afastou de você hoje por causa disso, porque ele viu que você é uma ótima pessoa e isso poria a baixo todas as barreiras dele.&lt;br /&gt;- Isa... – Eu falei, o coração apertado como nunca, uma angústia enorme.&lt;br /&gt;- Que foi, maninho? – Ela perguntou, enquanto sorria pra mim e acariciava meus cabelos. Meu coração parou por alguns instantes e a dor foi enorme, como se me fosse arrancado o coração. Eu comecei a chorar desesperadamente, com soluços fortes e constantes e me agarrei a ela, abraçando-a como se minha vida dependesse disso. Ela me abraçou com força também, deitando minha cabeça em seu peito e notei que ela também chorava.&lt;br /&gt;- Por favor, nunca me deixe, Isa. Eu não seria nada sem você, mana, você é a pessoa mais importante pra mim, minha base e minha força.&lt;br /&gt;- Querido, eu estou aqui com você, não estou? Sempre estarei do seu lado, não importa o que aconteça. Sou sua irmã não sou?&lt;br /&gt;- Você é minha irmã, Isa. Na verdade às vezes eu sinto como se fosse minha alma gêmea, a pessoa que eu primeiro amei e sempre amarei. Eu me sinto completo com você. – Eu falei, chorando enquanto afundava a cabeça em seu peito.&lt;br /&gt;- Eu me sinto muito bem perto de você também, Alderan. Você é uma pessoa especial, eu sinto isso. Sei que será uma grande pessoa quando estiver mais velho e sinto que mudará o mundo. Quero estar ao seu lado nesses momentos, sempre ao seu lado para lhe apoiar e incentivar.&lt;br /&gt;- Obrigado, Isa. Por favor esteja sempre comigo....Eu amo você, Isa. – Eu falei ainda chorando preso em seu abraço. Ela beijou minha testa e limpou minhas lágrimas com a própria roupa.&lt;br /&gt;- Sempre estarei, Alderan. Sempre. E você sempre estará do meu lado, certo? Eu também te amo, Alderan. – Ela falou sorrindo pra mim, e seu sorriso e seus olhos brilhantes arrancaram o resto de dor que eu sentia, me fazendo bem.&lt;br /&gt;- Sempre estarei com você, maninha. – Eu falei, deitando novamente a cabeça em seu peito, abraçando-a forte.&lt;br /&gt;Nós não falamos mais nada, pois não precisávamos de palavras. Seu abraço e seu calor me diziam mais do que qualquer coisa, e seu carinho me acalmavam mais do que qualquer palavra. Eu acabei dormindo ali, abraçado em seu colo, e ela não me acordou e passamos a noite inteira assim, abraçados, como se nossas vidas fossem acabar se nos afastássemos...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905796-6685622918027741592?l=fablesbeauxbatons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/feeds/6685622918027741592/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905796&amp;postID=6685622918027741592&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/6685622918027741592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/6685622918027741592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/2009/06/das-lembrancas-de-alderan-j.html' title=''/><author><name>Alderan J. A. Chronos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14889340533355710727</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_E0KRO4b8bz8/Siv17-19DsI/AAAAAAAAAAM/1nDRezmsjBg/S220/Alderan.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905796.post-8913974643086272828</id><published>2009-05-10T19:57:00.000-07:00</published><updated>2009-05-11T10:21:05.746-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;“Já foi dito que o tempo cura todas as feridas. Eu não concordo.&lt;br /&gt;As feridas permanecem. Com o tempo, a mente, protegendo sua sanidade, as cobre com tecidos de cicatrizes e a dor diminui, mas nunca se vai”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Rose Kennedy&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abri os olhos devagar e uma claridade muito forte me forçou a fechá-los novamente. Demorei até tornar a abri-los, mas aos poucos ia me acostumando a claridade que aquelas paredes brancas traziam ao lugar e me mexi desconfortável na cama, mas não consegui levantar. Percebi então que estava presa debaixo de um lençol, completamente empacotada por ele, e quando tentei me soltar ouvi o barulho de alguém se mexendo perto de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Calma, o lençol está preso – Philipe falou se aproximando e puxando o pano da cama – A enfermeira prendeu com medo de você rolar e cair.&lt;br /&gt;- Enfermeira? – perguntei confusa. Minha cabeça ainda latejava um pouco – Estou em um hospital?&lt;br /&gt;- Você não se lembra de nada? – ele perguntou com uma cara esquisita.&lt;br /&gt;- Eu sofri um acidente com o Johnny, um caminhão bateu no nosso carro ontem.&lt;br /&gt;- Não foi ontem, Bia – Philipe se aproximou mais e segurou a minha mão – Já fazem 3 dias.&lt;br /&gt;- Eu dormi 3 dias?? – perguntei assustada e senti uma pressão na minha cabeça – E o Johnny? Onde ele está?&lt;br /&gt;- Você estava em coma, sua família está desesperada – ele explicou paciente – A turma toda já passou aqui pra te ver, deixaram cartões e flores.&lt;br /&gt;- Onde está o Johnny? Ele está bem? – perguntei outra vez – Lembro dele dizendo que o socorro já estava chegando e que estava bem antes de desmaiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Philipe ficou estranho de repente e apertou minha mão com mais força, me encarando com um olhar de pena. Sem soltar minha mão, Philipe puxou um banco para perto da cama e sentou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bia, o Johnny... Ele não... – Philipe fez uma pausa e senti sua mão ficar gelada – O Johnny morreu, Bia. Quando encontraram vocês, ele já tinha morrido.&lt;br /&gt;- Não, não é verdade! – fiquei agitada e tentei levantar, mas ele me segurou – Ele falou comigo, disse que estava bem, que eu tinha que ser forte. Ele estava bem, não pode ter morrido!&lt;br /&gt;- Ele não pode ter falado com você, meu amor. Os médicos disseram que ele morreu na hora do impacto, que você teve muita sorte de ter sobrevivido.&lt;br /&gt;- Mas eu falei com ele – disse já me desesperando, as lágrimas escorrendo por todo meu rosto enquanto Philipe o segurava com as duas mãos, tentando seca-las – Ele me disse que o socorro já estava vindo, que eu ia ficar bem. Phil, ele não pode ter ido embora!&lt;br /&gt;- Eu sei, eu sei – ele repetia, tentando me acalmar – Eu acredito que ele tenha falado com você.&lt;br /&gt;- Você acredita em mim?&lt;br /&gt;- Sim, eu acredito. PJ foi quem encontrou vocês primeiro e ele disse que só voltou naquela rua porque ouviu a voz do Johnny chamando ele – reagi ao ouvir aquilo e ele soltou meu rosto, mas segurou minha mão – Ele disse que Johnny gritava por ele, pedindo que voltasse porque era importante. Ele achou que estava maluco, mas decidiu voltar. Quando chegou lá encontrou o carro de cabeça pra baixo, Johnny morto e você desacordada. Ele entrou em desespero e chamou uma ambulância, ficou lá do seu lado esperando o socorro chegar.&lt;br /&gt;- Ele falou comigo, Phil... Ele não queria que eu ficasse desesperada com o acidente.&lt;br /&gt;- Sim, ele estava cuidando de você.&lt;br /&gt;- O que eu vou fazer sem ele? – comecei a chorar outra vez e Philipe alisou meu rosto, beijando minha testa.&lt;br /&gt;- Eu vou ficar do seu lado, não se preocupe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fechei os olhos outra vez, deixando caírem muitas outras lágrimas enquanto Philipe mantinha minha cabeça em seu ombro. Senti um aperto no coração tão intenso que impressão que tinha era de que ele ia explodir de tanta dor. Meus pais entraram no quarto um tempo depois e ficaram aliviados de ver que eu estava acordada, mas logo os sorrisos desapareceram e deram lugar a mais lágrimas quando descobri que meu irmão já havia sido enterrado e não tive a chance de me despedir pela última vez. Quando olhei para a porta do quarto, vi o rosto do PJ me olhando pelo vidro, mas ele sumiu quando viu que eu tinha o visto. Queria falar com ele, poder agradecer por ter voltado, mas não conseguia. Era inevitável pensar que meu irmão favorito havia morrido e aquele com quem nunca me dei bem estava andando pelo corredor do hospital, vivo e sem nenhum arranhão, porque saiu do carro minutos antes. Pensar aquilo me fazia se sentir extremamente mal, mas o que magoava mais era saber que Pierre devia estar pensando a mesma coisa. E não devia estar se sentindo culpado por isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905796-8913974643086272828?l=fablesbeauxbatons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/feeds/8913974643086272828/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905796&amp;postID=8913974643086272828&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/8913974643086272828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/8913974643086272828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/2009/05/ja-foi-dito-que-o-tempo-cura-todas-as.html' title=''/><author><name>um aluno de Beauxbatons</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08263899301418645554</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-jmsjUlraUM/SL6SUF-a01I/AAAAAAAAAAM/ZY7fq13Af24/S220/anarquia%5B1%5D.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905796.post-7409509826552138309</id><published>2009-04-22T10:55:00.001-07:00</published><updated>2009-04-22T10:55:24.599-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>- Vai Ginny! – Johnny gritou do meu lado, batendo palma e incentivando nosso irmão – Acaba com eles!&lt;br /&gt;- Johnny, está todo mundo olhando! – puxei-o pelo braço e ele sentou outra vez, rindo.&lt;br /&gt;- EUGENE, NÓS TE AMAMOS! – Johnny gritou outra vez rindo alto e me abraçou quando tentei me esconder dos olhares que nos cercavam – Relaxa maninha, Eugène está adorando a tietagem!&lt;br /&gt;- Você é muito miqueiro... – comentei fazendo careta e ele riu mais ainda.&lt;br /&gt;- Chata – revidou me empurrando de brincadeira.&lt;br /&gt;- Imbecil – retruquei.&lt;br /&gt;- Cabelo rebelde! – ele passou as duas mãos nos meus cabelos e os arrepiou todo, algo que odiava.&lt;br /&gt;- Argh, seu idiota!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voei para cima dele revoltada, ao mesmo tempo em que tentava abaixar os cabelos arrepiados. Johnny se esquivava dos meus tapas dando risada e as pessoas em volta da gente não paravam de olhar assustados, até que ele se desequilibrou e caiu do banco, rolando alguns degraus na arquibancada e me puxando junto. Paramos quando batemos na grade de proteção e a sombra do treinador Perrineau nos cobriu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vocês estão atrapalhando o treino – ele disse com sua voz grave que assustava até meu pai – Vou ter que pedir que se retirem.&lt;br /&gt;- Mas eu não tenho culpa, foi o Johnny, senhor Perrineau – tentei me safar, mas não colou.&lt;br /&gt;- Johnny Latour... – ele falou meio que sorrindo, mas sem perder a pose séria – Meu jogador mais problemático, mas também o mais talentoso. Vejo que não mudou nada.&lt;br /&gt;- Treinador – meu irmão apertou sua mão, sorrindo – Desculpe a bagunça, não queríamos atrapalhar.&lt;br /&gt;- Estão desculpados, mas mantenho minha decisão de pedir que se retirem. Eugène precisa se concentrar e não está conseguindo com vocês dois fazendo escândalo da arquibancada.&lt;br /&gt;- Muito justo – ele me abraçou limpando a grama da roupa e acenou para Eugène, que assistia a tudo de longe, achando graça - Voltamos para buscar nosso irmão quando o treino acabar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixamos o campo de quadribol da liga infantil sob o olhar curioso das pessoas que acompanhavam o treino. Algumas nos olhavam pela exibição patética de briga entre irmãos minutos antes, outras olhavam para o astro do quadribol abraçado a mim. Johnny chamava atenção por onde andava e já estava acostumada com os olhares e cochichos que o acompanhavam. Atravessamos a rua e entramos em uma sorveteria aberta para esperar a hora de levar Eugène para casa. O dono da sorveteria veio pessoalmente nos atender e voltou para o balcão com um autógrafo do meu irmão misturado aos nossos pedidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você não terminou de me contar no que deu o protesto do Marcel, Bia - Johnny perguntou depois que trouxeram nossos sorvetes.&lt;br /&gt;- Ah sim, o diretor prometeu estudar a idéia, disse que iria apresentar ao conselho de Beauxbatons - falei esperançosa - Agora só podemos cruzar os dedos e esperar. Mas os garotos já estão a postos para uma manifestação maior, anunciada até na rádio, caso nos enrolem demais.&lt;br /&gt;- Ah bom, não podem desistir. Conheço o velho Charleston, basta ele se sentir pressionado que as coisas fluem com mais facilidade - ele piscou, dando a dica - E por falar em pressão, tenho entradas para o jogo do Testrálios de Olympique x Gigantes de Lyon. Quer ir?&lt;br /&gt;- Claro! - respondi empolgada - Pierre contou que os jogadores andaram se estranhando, vai ser uma briga boa em campo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele sorriu animado e terminamos nossos sorvetes conversando sobre amenidades, esperando o tempo passar. Como sentia falta de conversar com ele na escola, era sempre tão fácil. Johnny e eu brigávamos como qualquer irmão, mas as brigas nunca duravam mais que alguns segundos e logo estávamos rindo de nós mesmos, fazendo piada da situação. E apesar de ser o maior astro de quadribol da França da atualidade, não mudara nada. Era o mesmo Johnny bobalhão que gostava de bagunçar meus cabelos para me ver irritada, que escondia as cuecas limpas de Pierre no canil dos cachorros e que ensinava brincadeiras de mal gosto a Eugène, para o desespero de nossa mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A hora de castigo fora do campo passou e voltamos para buscar nosso irmão mais novo, voltando para casa ouvindo-o contar do treino que perdemos e do jogo que teriam no fim de semana contra um time de Rennes. Passamos toda a tarde jogando jogos de tabuleiro com ele e quando anoiteceu, sai com Johnny e Pierre para o jogo. Pierre era locutor esportivo e quando chegamos ao estádio, se separou da gente indo para a cabine da rádio, enquanto eu ia com Johnny para a tribuna de honra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partida foi espetacular. Com os egos feridos por causa da troca de ofensas durante a semana, os times abandonaram qualquer tipo de diplomacia e partiram pra cima, usando todas as armas que possuíam e sem economizar nas faltas. Depois de mais de duas horas de jogo, Ian Moretz capturou o pomo e a partida terminou em 470 x 380 para os Testrálios de Olympique. A torcida na arquibancada fazia a maior festa e aproveitamos para sair antes que todos decidissem deixar o estádio ao mesmo tempo. Pierre já nos esperava ao lado do carro quando chegamos ao estacionamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Preciso de uma carona até a casa da Sophie – disse já se apoderando do banco da frente quando Johnny abriu a porta.&lt;br /&gt;- Por que você não aparata até lá? – perguntei azeda, sentando no banco de trás.&lt;br /&gt;- Estou sem a minha licença, esqueceu? – respondeu revoltado – Só porque aparatei dentro da sala do Ministro, foi sem querer.&lt;br /&gt;- É um idiota mesmo – Johnny implicou e ele riu, o que me deixou irritada. Se aquele comentário partisse de mim, geraria uma briga – Sophie é qual das suas namoradas?&lt;br /&gt;- A ruiva – Pierre respondeu sorrindo presunçoso.&lt;br /&gt;- Você é um porco mesmo – não me agüentei – Um dia elas vão descobrir que você tem três namoradas.&lt;br /&gt;- Não se mete, garota, que coisa chata – Pierre retrucou.&lt;br /&gt;- Parem vocês dois, será que não conseguem conversar sem brigar? – Johnny se meteu.&lt;br /&gt;- Culpa dele, que acha que pode mandar em mim! – respondi já quase gritando&lt;br /&gt;- Sou seu irmão mais velho, tenho um pouco de direito! – Pierre respondeu no mesmo tom.&lt;br /&gt;- Você disse bem, é meu IRMÃO, não é meu pai! Não tem direito nenhum de mandar em mim, cale a sua boca!&lt;br /&gt;- Não me manda calar a boca! – Pierre virou para o banco de trás com a face vermelha de raiva e Johnny o puxou de volta, achando que ele fosse encostar a mão em mim.&lt;br /&gt;- PJ, a casa da Sophie fica a duas quadras daqui, você pode ir andando – Johnny parou o carro de repente e aprontou a varinha para a porta do carona, a abrindo – Estou de folga do trabalho e quero paz na companhia dos meus irmãos, mas se vocês não querem cooperar, então me vejo obrigado a botar ordem na casa. Pode descer, porque não quero gritaria no meu carro.&lt;br /&gt;- É, eu posso ir andando mesmo – Pierre tirou o cinto e saiu do carro irritado, mas não sem antes olhar para trás e apontar o dedo pra mim – Nunca mais me mande calar a boca, ouviu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pierre bateu a porta com raiva e atravessou a rua sem nem olhar para trás. Johnny olhou para mim severo e torci o nariz, pulando para o banco da frente sem falar nada. Ele ligou o carro outra vez e voltamos para a estrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vocês dois, viu... – comentou depois de um longo período de silencio – Não entendo como brigam por qualquer coisa. Já vi vocês conversando tão bem!&lt;br /&gt;- Quando eu volto da escola, depois de muito tempo longe, conversamos numa boa. Eu falo das aulas, ele me conta dos jogos, mas não demora muito e alguma coisa vira motivo para discussão. Sempre foi assim, sempre vai ser. Pierre é um porco machista e não vai mudar.&lt;br /&gt;- PJ não é tão mal assim, Bia. Você só precisa dar uma chance a ele.&lt;br /&gt;- Ele é um imbecil, isso sim – respondi ainda chateada – Eu não tenho dois irmãos mais velhos e um pai, mas sim um irmão mais velho e dois pais!&lt;br /&gt;- Bia, nem sempre vou estar perto pra apartar as brigas e acalmar os ânimos. O que vai acontecer numa próxima vez que discutirem? Vai se atacar como dois animais, como estava prestes a acontecer agora pouco?&lt;br /&gt;- Por que ele não é o astro de quadribol que está sempre fora e você o locutor que dorme em casa todos os dias? – perguntei inconformada e ele riu.&lt;br /&gt;- Porque PJ como jogador de quadribol é um excelente locutor esportivo – ele respondeu e rimos alto – Quando você jogar profissionalmente vai dar um...&lt;br /&gt;- JOHNNY, CUIDADO!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gritei desesperada levando a mão ao rosto quando vi um caminhão vindo de encontro ao nosso carro e Johnny virou o volante depressa, mas já era tarde demais. Vi uma luz muito forte em cima da gente, ouvi uma buzina alta e no instante seguinte o carro levantou vôo, capotando várias vezes e parando de cabeça para baixo do outro lado da estrada. Como estava presa pelo cinto, fiquei pendurada por ele e sentia a cabeça muito pesada, vendo algumas gotas de sangue pingando da minha testa. Fazia um esforço absurdo para manter meus olhos abertos, minha cabeça rodava e sentia vontade de me render ao cansaço e apenas dormir, mas lutei contra essa vontade. Olhei para o lado assustada e não conseguia ver o rosto de meu irmão, somente seu braço estirado no chão, sujo de sangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Johnny?? Johnny?? – chamei-o chorando, tentando me soltar do cinto – Johnny, você está me ouvindo??&lt;br /&gt;- Eu estou aqui, estou bem – ouvi meu irmão responder perto de mim, embora ainda não pudesse ver seu rosto – Tudo vai ficar bem, o socorro já vai chegar. Estou aqui do seu lado, seja forte.&lt;br /&gt;- Ok... – respondi engolindo o choro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvir a voz de meu irmão me reconfortou e pude respirar aliviada. Sabendo que ele estava bem e do meu lado, parei de lutar contra o cansaço e deixei que meus olhos fechassem. No mesmo instante, tudo ficou escuro e silencioso, e a dor que sentia já não existia mais. Johnny disse que tudo ia ficar bem, e ele nunca mentiu pra mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905796-7409509826552138309?l=fablesbeauxbatons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/feeds/7409509826552138309/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905796&amp;postID=7409509826552138309&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/7409509826552138309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/7409509826552138309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/2009/04/vai-ginny-johnny-gritou-do-meu-lado.html' title=''/><author><name>um aluno de Beauxbatons</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08263899301418645554</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-jmsjUlraUM/SL6SUF-a01I/AAAAAAAAAAM/ZY7fq13Af24/S220/anarquia%5B1%5D.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905796.post-5886076465153857620</id><published>2009-04-15T15:12:00.000-07:00</published><updated>2009-04-16T09:46:01.057-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>- Até daqui a pouco, mana – Andreas ajeitou a mochila nas costas e encheu a mão de pó de flu, atirando no chão – &lt;em&gt;Rue Grimaldi, Monaco-Ville 980, Monaco!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma chama verde esmeralda o envolveu e segundos depois ele desapareceu, deixando a lareira da estação vazia. Olívia contou até 10 e pegou sua mochila, repetindo os passos do irmão. Esperava sempre 10 segundos, pois era o tempo que seus pais tinham de receber Andreas e deixaram a sala livre para que ela pudesse passar sem ser incomodada. Quando era pequena Olívia se incomodava com a falta de atenção dos pais, mas com o tempo aprendeu a não se importar com a clara preferência deles por seu irmão gêmeo. Agora, ao invés de se chatear, ela apenas retribuía na mesma moeda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, ela chegou! – Olívia surgiu na lareira de sua casa e ouviu a voz de seu pai.&lt;br /&gt;- Querida, por que demorou tanto? – ela ouviu sua mãe e procurou o olhar do irmão, confusa. Andreas sufocava uma risada ao lado dos pais, mas deu de ombros quando ela o encarou – Seu pai e eu já estávamos preocupados, ele ia agora mesmo até a estação!&lt;br /&gt;- Eu esperei um pouco, para não... – mas não chegou a terminar a frase, pois seu pai a puxou para um abraço.&lt;br /&gt;- Andreas, pegue a mochila de sua irmã, está pesada! – ordenou e o garoto correu para pegar a mochila de Olívia, subindo as escadas em seguida.&lt;br /&gt;- O jantar vai ser servido, vamos para a sala – sua mãe a abraçou animada.&lt;br /&gt;- Preciso trocar de roupa antes, passei o dia inteiro com essa – Olívia se esquivou do abraço da mãe – Já vou para a sala.&lt;br /&gt;- Ok, mas não demore! E chame seu irmão também, quero a família toda reunida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olívia sorriu desconfortável para a mãe e subiu as escadas apressada, olhando para trás com uma expressão confusa. Seus pais ainda a observavam do pé da escada e quando acenaram desaparecendo pela porta que levava a sala de estar, Olívia correu na direção contraria e entrou no quarto do irmão gêmeo, que trocava de roupa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que está acontecendo? – Olívia perguntou assustada, fechando a porta e jogando o corpo contra ela, como se pudesse impedir seus pais de entrarem – Caímos na lareira errada?&lt;br /&gt;- Não, estamos na nossa casa mesmo, mas parece que ao avesso... – Andreas respondeu tão confuso quanto sua irmã, embora parecesse estar se divertindo.&lt;br /&gt;- Então quem são aquelas pessoas lá embaixo e o que fizeram com nossos pais?&lt;br /&gt;- Eles estão esquisitos mesmo, mas por que não relaxa e curte o momento? – Andreas vestiu um casaco por cima da camisa amassada e levantou da cama – Vai dizer que nunca quis saber como é ser o filho preferido? – Olívia hesitou e ele riu – Então! Aproveite e explore-os um pouco. Vai ser bom não ter os dois no meu pé por pelo menos uma semana... Vamos jantar? Estou faminto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olívia não se moveu por alguns segundos, mas acabou cedendo. Andreas estava certo. Apesar de estranho, ela não podia negar que havia gostado da atenção inusitada que seus pais lhe dedicaram. E já que não sabia o que a motivou e muito menos por quanto tempo ia durar, a melhor solução era aproveitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;*****&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O recesso de páscoa já estava chegando ao fim e o clima na casa dos Casiraghi continuava estranho. Olívia era constantemente paparicada pela mãe, que não a deixava sozinha por mais que 15 minutos, sempre querendo saber como estava indo na escola, dos amigos, dos planos para as férias e até sobre sua formatura. A garota não agüentava mais responder aos questionamentos da mãe, mas então lembrava de seu pai, que a cercava nos intervalos em que sua mãe a perdia de vista querendo conversar sobre os planos para o futuro. De repente, seu sonho de se tornar escritora não parecia mais algo absurdo do ponto de vista do pai. Era como se de uma hora pra outra ele aceitasse que sua única filha não tinha pretensão de ter como carreira ser esposa de alguém. Aquilo, embora satisfizesse Olívia, estava deixando-a desconfiada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era a ultima refeição com a família reunida antes de Andreas e Olívia voltarem à escola. Andreas contava sobre o fim de semana dos pais que a escola promovia todos os anos no mês de Maio e que seus pais sempre evitavam comparecer. Dessa vez, no entanto, ambos estavam animados por terem a chance de visitar Beauxbatons e conversar com os professores de seus filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vai ser no segundo sábado de Maio. Quem está organizando as coisas na Lux é a Danielle, mas Olívia está ajudando, não é Lívia?&lt;br /&gt;- Sim, estamos preparando uma recepção para os pais dos alunos da Lux no nosso salão comunal, algo mais reservado e separado do banquete oferecido pela escola.&lt;br /&gt;- Isso é excelente! Estamos ansiosos, não vejo a hora de poder conversar com os pais do rapaz! – a mãe falou empolgada e Olívia percebeu o olhar severo de seu pai a ela.&lt;br /&gt;- Que rapaz? – perguntou olhando de um para o outro.&lt;br /&gt;- Ora Benoit, não me olhe assim, como se Olívia não soubesse de nada! – Cecile reclamou – Pois se é ela quem está namorando, como não pode saber que aprovamos?&lt;br /&gt;- Do que vocês estão falando? – Andreas não se conteve e perguntou, vendo que Olívia encarava os dois sem dizer nada.&lt;br /&gt;- Já sabemos que sua irmã está namorando o Príncipe Marcel, está em todos os jornais – Benoit explicou e sua esposa confirmou com a cabeça – Olívia, por que não nos contou? Estava com medo de alguma coisa?&lt;br /&gt;- Bobagem! Medo do que? Marcel é um excelente rapaz! Eu, como uma mãe zelosa, não poderia estar mais satisfeita em saber que minha filha está em tão boas mãos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andreas deixou o suco de uva sair pelo nariz ao tentar abafar uma risada escandalosa e seu pai o olhou com ar de reprovação, logo desviando a atenção para a filha, assim como sua esposa. Ambos sorriam felizes e Olívia os encarava incrédula, sem palavras. Finalmente tudo fazia sentido. Todo aquele tratamento com ela, as boas vindas na lareira e as gentilezas constantes, não passavam de interesse. Seus pais achavam que ela ia se casar com o futuro Rei de Mônaco e queriam garantir que desfrutariam dos benefícios, pois sabiam que se continuassem a ignorar a filha, ela jamais permitiria que eles fossem morar no castelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E então, minha querida? – a voz de sua mãe a tirou do transe – Por que não nos contou antes sobre o Marcel?&lt;br /&gt;- Estava esperando para contar pessoalmente, mas acho que acabei esquecendo. Desculpe. – Olívia sorriu, mentindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi sua primeira mentira, e saiu sem que ela planejasse, sem que percebesse que estava confirmando aquilo que a faz brigar com Marcel uma semana antes. Ela não entendeu, naquele momento, porque havia mentido, mas de repente percebeu que havia gostado de toda a atenção que recebeu dos pais durante a semana e não queria que aquilo acabasse. Seus amigos haviam dito que ela devia relaxar e aproveitar os 15 minutos de fama e era isso que ela faria. O único problema era que eventualmente ele iria acabar, bastava que Marcel arrumasse uma namorada de verdade. E embora ainda pouco acostumada a todos os mimos que teve durante o feriado, Olívia ainda não estava preparada para voltar a ser ignorada pelos pais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905796-5886076465153857620?l=fablesbeauxbatons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/feeds/5886076465153857620/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905796&amp;postID=5886076465153857620&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/5886076465153857620'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/5886076465153857620'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/2009/04/ate-daqui-pouco-mana.html' title=''/><author><name>um aluno de Beauxbatons</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08263899301418645554</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-jmsjUlraUM/SL6SUF-a01I/AAAAAAAAAAM/ZY7fq13Af24/S220/anarquia%5B1%5D.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905796.post-3297011856099471206</id><published>2009-04-13T12:16:00.000-07:00</published><updated>2009-04-14T17:35:53.760-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O feriado de páscoa havia finalmente chegado e a maioria dos alunos deixava a escola para passar a semana em casa com suas famílias. O barco que levaria todos de volta a Paris já estava na metade do percurso e alunos que estavam a bordo se encontravam espalhados nos pelas pequenas cabines, conversando animados enquanto saboreavam xícaras de chocolate quente trazidas a todo instante pelos elfos, junto com alguns biscoitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Derek está animado com o manifesto – Andreas comunicou os amigos, seus pés descansando em cima da mesinha – Disse que podemos anunciar uma paralisação, se ela for necessária, através da rádio.&lt;br /&gt;- Nem pensar, não vão usar a rádio para um ato de rebelião! – Kwon protestou de imediato – Se o diretor encrencar, pode mandar fecha-la!&lt;br /&gt;- Relaxa, National Kid – Marcel falou ajeitando o cabelo e os outros riram – Se a escola inteira se mobilizar, ele vai ser obrigado a ceder e só através da rádio podemos fazer todos nos ouvirem. Ele não vai fechar nada, fica tranqüilo.&lt;br /&gt;- É, Kwon, fique tranqüilo – Bianca apertou seus ombros brincando e ele relaxou – E não vamos sair convocando a escola inteira agora. Vamos aguardar mais um pouco, até depois do feriado de páscoa acabar. Certo? – perguntou esperando uma confirmação dos amigos e eles assentiram com a cabeça.&lt;br /&gt;- Está certo, vou confiar em vocês – Kwon cedeu, ainda um pouco contrariado – Tenho que falar com a Jules, ela disse que também quer jogar quadribol e tem algumas idéias já.&lt;br /&gt;- Jules... – Philipe falou zombeteiro, cutucando Andreas e Marcel – É a loirinha da Nox, não é?&lt;br /&gt;- É uma amiga... – Kwon disse cauteloso, mas não adiantou.&lt;br /&gt;- Amiga, sei... – Andreas caçoou – O discurso é sempre o mesmo!&lt;br /&gt;- Alguém viu a Ollie? – Danielle perguntou notando a ausência da amiga – Ela disse que viria depois, mas isso foi há algumas horas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pergunta de Danielle foi respondida antes que alguém se propusesse a isso. A porta da cabine se abriu e uma enfurecida Olívia entrou, amassando uma folha de jornal na mão. Traçando uma reta até Marcel, atirou o jornal em seu rosto e cruzou os braços, esperando uma explicação. O garoto correu o olho pela página e soltou uma gargalhada, o que acabou irritando ainda mais a garota, mas ele não notou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eles são ridículos – Marcel comentou ainda rindo, passando o jornal para Philipe – Semestre passado era a Natalie, da Mannaz. Até acho que ela gostou da fama, mas não tinha nada a ver.&lt;br /&gt;- MARCEL! – Olívia o recriminou – Esse jornal está dizendo que sou sua namorada! Como você acha graça nisso?&lt;br /&gt;- Por que é sempre a mesma história, Ollie. Eles não podem me ver sozinho com uma garota que já deduzem que é a minha “escolhida”. Em agosto eu completo a maioridade, eles esperam que eu escolha em breve quem vai ocupar o lugar da minha mãe no trono. Não ligue pra isso, daqui a pouco eles mudam o alvo, basta me verem com alguma outra garota.&lt;br /&gt;- Mas... – Olívia tentou argumentar, mas ainda estava processando o que ouvira e não conseguiu formar uma sentença.&lt;br /&gt;- Ah Olívia, você queria o que também? – Anabela leu rápido o que dizia o jornal e olhou para a amiga rindo – Você foi fotografada com o Marcel almoçando com a família Real na Torre Eiffel e no dia dos namorados! Depois foi ao baile com ele e estão sempre juntos! É pedir demais que eles não imaginem coisa!&lt;br /&gt;- Estamos sempre juntos porque estou tentando fazer com que entre um pouco de História da Magia Francesa nessa cabeça oca! – Olívia protestou, batendo de leve na cabeça de Marcel.&lt;br /&gt;- É só um pedaço de papel, por que está tão irritada? – Danielle perguntou rindo.&lt;br /&gt;- Porque é uma mentira e vocês sabem que eu odeio mentira.&lt;br /&gt;- É verdade, minha irmã nunca mentiu – Andreas defendeu Olívia.&lt;br /&gt;- Isso até que uma mentira venha a calhar para ela, aí eu duvido que Olívia não minta pela primeira vez! – Bianca brincou e todos riram, concordando.&lt;br /&gt;- Está dizendo que vou ter que aceitar essa mentira? – Ela perguntou indignada&lt;br /&gt;- Sim, vai. Sinto muito. Se eu me pronunciar dizendo que você é apenas minha amiga, é como se fosse uma confirmação pra eles de que, na verdade, já estamos até com a data do casamento marcada! – Marcel falou se divertindo e todos riram, menos Olívia.&lt;br /&gt;- Ah Ollie, relaxa e curte seus 15 minutos de fama – Bianca puxou a amiga pela mão, a forçando a sentar nas almofadas – Esquece isso e fica aqui com a gente.&lt;br /&gt;- Se eu não tenho escolha... – disse revirando os olhos – Do que estavam falando?&lt;br /&gt;- Da namorada do Kwon – Andreas anunciou debochado – Jules Blanchar, não é esse o sobrenome dela?&lt;br /&gt;- Ela NÃO é minha namorada! – Kwon disse irritado – Se ela fosse, eu diria!&lt;br /&gt;- Se estiver mentindo, Kwon, pode magoar a menina. Se estiverem namorando, assuma logo – Anabela falou em um tom de voz estranho, o que resultou nas atenções sendo voltadas para ela.&lt;br /&gt;- Desde quando você se preocupa com quem nem conhece direito, Bela? – Marcel perguntou desconfiado&lt;br /&gt;- Obrigada por me chamar de insensível – retrucou azeda&lt;br /&gt;- Deixem a Anabela em paz, gente – Kalani defendeu a amiga e ela sorriu agradecida.&lt;br /&gt;- E você, Kal? – Danielle mudou o foco para Kalani – Alguma menina na área? Já está aqui há 8 meses e é bonitão, duvido que não tenha surgido nenhuma candidata...&lt;br /&gt;- Boa pergunta, Dani. E não minta, Kalani, por que acho que é impossível você não ter se interessado por nenhuma menina ainda! – Philipe engrossou o coro&lt;br /&gt;- Nenhuma ao meu alcance – Kalani respondeu direto, sorrindo um pouco sem graça.&lt;br /&gt;- Seu cachorro, está de olho em uma garota comprometida?? – Andreas bateu com a mão no braço do sofá, rindo alto.&lt;br /&gt;- São sempre os mais quietos, impressionante... – Philipe riu também, batendo no ombro do irmão – Quem diria, Kalani Haili querendo entrar numa relação a três!&lt;br /&gt;- Eu não disse nada disso – tentou se defender&lt;br /&gt;- Quem é a garota? – Marcel pressionou o garoto e todos encararam Kalani, curiosos.&lt;br /&gt;- Esqueçam, não vou dizer – ele riu.&lt;br /&gt;- Não acredito que vai nos deixar curiosos! – Bianca falou indignada e todos concordaram com a cabeça, mas Kalani riu um pouco sem graça e abaixou a cabeça.&lt;br /&gt;- Deixem ele em paz, gente – Olívia percebeu o desconforto do garoto e o defendeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo contrariados, todos desistiram de arrancar alguma informação valiosa de Kalani e voltaram a conversar sobre os rumos do campeonato de quadribol da escola. Quando o sol já estava se pondo, o barco atracou em Paris e todos desembarcaram. Marcel procurou Charlotte e foram escoltados por seus seguranças até um carro, Anabela, Danielle, Olívia e Andreas desapareceram pela lareira da estação, Nani, Philipe, Kalani e Kwon foram recebidos por seus pais e Bianca foi recebida por seu irmão Johnny, que estava cercado de fãs quando a garota desembarcou do trem. Ele atendeu a todos com paciência, mas quando localizou Bianca pediu licença e foi ao seu encontro, desaparatando com a garota em seguida, para uma semana inteira de folga e muitas novidades para contar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905796-3297011856099471206?l=fablesbeauxbatons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/feeds/3297011856099471206/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905796&amp;postID=3297011856099471206&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/3297011856099471206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/3297011856099471206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/2009/04/o-feriado-de-pascoa-havia-finalmente.html' title=''/><author><name>um aluno de Beauxbatons</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08263899301418645554</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-jmsjUlraUM/SL6SUF-a01I/AAAAAAAAAAM/ZY7fq13Af24/S220/anarquia%5B1%5D.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905796.post-7655744353229408799</id><published>2009-03-22T13:27:00.000-07:00</published><updated>2009-03-22T13:28:33.243-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O café da manha corria calmo como de costume. Ainda consumidos pelo sono, Philipe, Marcel, Olívia, Danielle e Anabela tentavam ignorar a conversa animada que se desenvolvia entre Bianca, Kwon e Andreas. Para eles, era insuportável aquele bom humor matinal dos três, sempre dispostos e com a corda toda já cedo. Os três discutiam sobre os rumos do Campeonato Francês de Quadribol, alheios aos bocejos dos amigos, quando foram interrompidos por Alphonse Bacellar, um dos batedores do time da Lux. O garoto sentou-se à mesa aparentando irritação e as atenções foram desviadas para ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Algum problema, Bacellar? – Philipe encarou o colega curioso.&lt;br /&gt;- Sim, Perrineau! – Alphonse respondeu irritado, lançando um olhar rápido a mesa da Sapientai – O diretor vai anular a partida contra a Sapientai, vão tirar os nossos pontos e passar pra eles!&lt;br /&gt;- O QUE? – Marcel ficou de pé na mesa, irritado – Que história é essa? Por que isso agora? A partida foi em Janeiro!&lt;br /&gt;- Mas só agora eles caíram pra terceiro na tabela – Philipe comentou balançando a cabeça – Isso tudo por que escalei Bianca?&lt;br /&gt;- Parece que sim. O capitão deles foi reclamar que a partida estava fora das regras da escola.&lt;br /&gt;- Eu vou arrebentar a cara daquele idiota do Derkier! – Marcel ameaçou ir até a mesa da Sapientai, mas Kwon e Andreas o seguraram.&lt;br /&gt;- Você não vai fazer nada, Marcel – Philipe também levantou e falou em tom de aviso – Vou conversar com o diretor, tentar encontrar outra forma de punição, mas não vamos partir pra ignorância.&lt;br /&gt;- Já estou arrependida de ter aceitado jogar – Bianca disse desanimada e Philipe segurou seu queixo, forçando-a a olhar para ele.&lt;br /&gt;- Não se culpe, a decisão foi minha e não me arrependo, faria outra vez se tivesse a chance.&lt;br /&gt;- Esse seu namoradinho, hein Dani? – Marcel cutucou a amiga, encarando a mesa da Sapientai de lado.&lt;br /&gt;- Não meta o Henri nessa confusão, ele não é o capitão do time e não foi dele a decisão de reivindicar os pontos! – Danielle defendeu o namorado, olhando feio para Marcel.&lt;br /&gt;- Mas aposto que está adorando isso tudo e apoiando o capitão de meia tigela.&lt;br /&gt;- Parem os dois – Philipe olhou severo para os amigos – Nossa situação já não está boa, vai piorar se começar a ter briga entre nós.&lt;br /&gt;- Meu irmão está certo, não precisamos começar a brigar, não é assim que vamos resolver as coisas – Kwon apoiou Philipe e olhou com reprovação para Marcel e Danielle.&lt;br /&gt;- Desculpa Dani – Marcel desfez a cara de irritação e sorriu para a amiga – Sei que a culpa não é do Renoir. Exagerei um pouco – Danielle sorriu de volta e ele pegou a mochila na mesa – Mas isso não vai ficar assim, não vou deixar que a casa perca os pontos.&lt;br /&gt;- O que vai fazer, Marcel? – Philipe segurou o braço do amigo, o impedindo de sair – Nada de brigar.&lt;br /&gt;- Não vou brigar, relaxa – Marcel sorriu maroto – Confiem em mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Philipe soltou seu braço e deixou que o amigo saísse, mas não o perdeu de vista até que tivesse certeza que não iria até a mesa da Sapientai. Se bem conheciam Marcel, sabiam que ele ia aprontar alguma coisa muito em breve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;*****&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O dia de aulas já estava quase no fim e Marcel ainda não dava pistas do que estava aprontando para evitar que a Lux perdesse os pontos da partida contra a Sapientai. Cada movimento seu era observado com atenção pelos amigos e todos ficaram apreensivos quando ele se levantou de repente no meio da aula de poções, mas relaxaram ao perceberem que ele só pretendia usar o banheiro. Já estavam no 5º tempo de aula, História da Magia Francesa, e Anabela convencera a todos que Marcel já havia esperado demais, se pretendesse fazer qualquer coisa ainda naquele dia já teria feito. Convencidos de que Marcel não faria nada, se dividiram em prestar atenção a aula, dormir ou simplesmente conversar em voz baixa. Mas 30 segundos de distração era tudo que Marcel precisava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O garoto se levantou e, rápido como um gato, subiu na mesa, sentando de pernas cruzadas por cima do pergaminho que deveria estar sendo usado para copiar a matéria. Os olhares de toda a turma se voltaram para ele e se dividiam entre observá-lo sentado em cima da mesa e observar a professora Cordelia de costas para a turma, alheia a novidade. Mas as conversas paralelas e as risadas que aos poucos se formavam logo chamaram sua atenção. Ela se virou irritada com o falatório e seus olhos pararam em Marcel. Ele sustentou o olhar da professora, sem se abalar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Monsieur Grimaldi, o que pensa que está fazendo? – perguntou em tom de irritação – Desça já dessa mesa. Defossez não ensinou que lugar de sentar é na cadeira?&lt;br /&gt;- Estou protestando contra o time da Sapientai – Marcel respondeu tranqüilo.&lt;br /&gt;- Perdão? – Cordelia cruzou os braços, impaciente.&lt;br /&gt;- Querem anular uma partida porque uma garota jogou no nosso time. Não aceitam terem perdido para uma mulher e querem anular o jogo.&lt;br /&gt;- E o que a minha aula tem a ver com isso?&lt;br /&gt;- Nada, mas achei o momento propicio, já que ninguém estava mesmo prestando atenção – a turma inteira riu e Cordelia bufou.&lt;br /&gt;- Saia daí agora ou irei chamar o diretor! – ameaçou&lt;br /&gt;- Faça esse favor, sim? Quero que ele venha até aqui!&lt;br /&gt;- Não reivindicamos os pontos por termos perdido para uma garota! – Erik Derkier, capitão da Sapientai, se levantou ofendido – As regras são claras, garotas não podem jogar.&lt;br /&gt;- Então por que demoraram 2 meses para reclamar isso? – Alphonse também ficou de pé e subiu na mesa – Também vou protestar.&lt;br /&gt;- Acho que as garotas deveriam ter o mesmo direito dos garotos. Se elas quiserem jogar no time das casas, deviam ter permissão – Anabela também se levantou e ficou de pé na mesa – Chega dessa ditadura machista!&lt;br /&gt;- Direitos iguais sim – Bianca também se sentou em cima da mesa – Quero poder jogar no time da minha casa, tenho capacidade para jogar de igual pra igual com os garotos, acho que já pude provar isso.&lt;br /&gt;- Não tem nada a ver isso que estão falando, só agimos de acordo com as regras e nela garotas não podem jogar! – Derkier tentou se defender mais uma vez, mas ouviu um coro de vaias da maioria das garotas.&lt;br /&gt;- Vamos protestar pelo direito das garotas jogarem no time das casas! – Andreas ficou de pé com o braço erguido e se juntou aos amigos, sentando-se à mesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Philipe e Kwon se olharam rindo e também se levantaram, seguidos por Olívia e Danielle. Um a um, todos os alunos da sala foram levantando e ocupando suas mesas, até restarem apenas os jogadores do time da Lux. Danielle lançou um olhar de decepção para Henri que surtiu efeito, pois o garoto foi o primeiro do time adversário e se levantar e também sentar a mesa. Ao ver que seus amigos não fariam o mesmo, deu um soco de leve nos braços de Edmond e Enrico, que mesmo contrariados, também ficaram de pé. Cordelia saiu da sala irritada e voltou minutos depois arrastando o diretor pelo braço, apontando Marcel como o agitador do protesto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que está acontecendo aqui? – o diretor perguntou mantendo a calma e todos começaram a falar ao mesmo tempo – Silencio! Monsieur Grimaldi, queira explicar-se, por obsequio.&lt;br /&gt;- Queremos que garotas possam jogar no time das casas, elas têm o mesmo direito que nós temos – Marcel explicou em um tom de voz tranqüilo.&lt;br /&gt;- As regras da escola são essas desde sua fundação – o diretor replicou – Por que deveria mudar agora?&lt;br /&gt;- Porque os tempos estão mudando. Agora as garotas de Beauxbatons querem jogar e são impedidas por regras bestas.&lt;br /&gt;- As regras não são bestas, foram feitas para manter a ordem.&lt;br /&gt;- Bom, está claro que essa regra não está mantendo a ordem – Marcel disse sarcástico e alguns alunos sufocaram risadas.&lt;br /&gt;- Monsieur Grimaldi, não pense que por ser filho do Rei de Mônaco será poupado de suas gracinhas. Posso lhe dar uma detenção pesada por esse comentário debochado.&lt;br /&gt;- Jamais esperei imparcialidade por conta da minha posição na sociedade. Estou aqui, sentado em cima da mesa, lutando pela igualdade de direitos como um aluno qualquer. Que é o que sou nessa escola, um aluno como outro qualquer.&lt;br /&gt;- Com licença, diretor. Posso falar? – Bianca levantou a mão e o diretor assentiu com a cabeça – Sou fascinada por quadribol, minha família inteira é envolvida com o esporte, e só queria o direito de poder mostrar que posso jogar pelo time da minha casa. Philipe me deu essa chance e provei que garotas podem sim jogar no meio de garotos e se sair muito bem. Não é justo que culpe o time por isso e tirem os pontos conquistados na partida.&lt;br /&gt;- Pontos conquistados por mérito do time, diga-se de passagem – Marcel completou – Bianca jogou melhor que todos nós, deveria ter permissão de jogar. Derkier decidiu reclamar dos pontos 2 meses depois, porque seu time caiu para terceiro lugar na tabela.&lt;br /&gt;- Isso não é verdade! – Derkier ficou de pé, irritado.&lt;br /&gt;- Se não fosse verdade, teria reclamado logo que a partida terminou! – Philipe se irritou também e o acusou – Aceite que perderam para uma garota. Aceite que é contra times mistos por saberem que vão perder sempre – todas as meninas da sala aplaudiram Philipe e deram inicio a uma discussão cruzada com Derkier.&lt;br /&gt;- Já chega! – o diretor falou com a voz grave e todos se calaram – Os pontos da Lux serão mantidos, se alegam injustiça na anulação da partida – os alunos comemoraram e ele pediu silencio outra vez – Quanto a garotas jogarem nos times, mantenho minha posição de não mudar as regras da escola.&lt;br /&gt;- Mas isso é ridículo! – Marcel exclamou exaltado – Voltamos a 1920!&lt;br /&gt;- Monsieur Grimaldi, é meu ultimo aviso, pare imediatamente! – ele olhou severo para Marcel, que se calou, mas manteve a expressão desafiadora – As regras não podem ser mudadas sem um consenso geral dos antigos diretores da escola e do Ministério da Magia. Não cabe somente a mim mudar uma regra imposta desde a fundação de Beauxbatons.&lt;br /&gt;- Então convoque uma reunião com eles! – Marcel tornou a falar, inconformado.&lt;br /&gt;- E não cabe ao senhor me dizer o que fazer, mas garanto que qualquer decisão tomada será comunicada a vocês. Por enquanto, as regras são mantidas. E esse protesto termina aqui. Quem permanecer em cima da mesa pelos próximos 30 segundos terá 20 pontos descontados. Assunto encerrado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O diretor saiu da sala e rapidamente os alunos desceram das mesas, até mesmo Marcel. A aula já estava encerrada e Cordelia liberou a turma, saindo da sala impaciente com toda aquela confusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Muito bom, Marcel! – Philipe deu três tapas em suas costas – Não perdemos os pontos, você conseguiu.&lt;br /&gt;- É, mas ainda não consegui a permissão para que Bianca faça parte do time.&lt;br /&gt;- Mas chegamos perto – Bianca animou o amigo – Ele deu a entender que vai haver uma reunião com o conselho. Quem sabe não nos liberam?&lt;br /&gt;- Não temos nada a perder em ter esperança nisso, então vamos ficar confiantes, ok? – Anabela falou também animada – E se nada se resolver, podemos organizar outro protesto. Quem sabe até com a escola toda? Aposto que muitas garotas querem esse direito também.&lt;br /&gt;- É, quem sabe... – Marcel falou pensativo, sorrindo mais animado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O diretor agora sabia que muitos alunos eram contra a proibição de que garotas jogassem no time das casas e cabia a ele mudar isso. E aos interessados, só restava aguardar uma resposta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905796-7655744353229408799?l=fablesbeauxbatons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/feeds/7655744353229408799/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905796&amp;postID=7655744353229408799&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/7655744353229408799'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/7655744353229408799'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/2009/03/o-cafe-da-manha-corria-calmo-como-de.html' title=''/><author><name>um aluno de Beauxbatons</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08263899301418645554</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-jmsjUlraUM/SL6SUF-a01I/AAAAAAAAAAM/ZY7fq13Af24/S220/anarquia%5B1%5D.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905796.post-5688378092942033758</id><published>2009-02-13T18:02:00.000-08:00</published><updated>2009-02-13T18:03:47.258-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O dia dos namorados havia chegado e, junto com ele, trouxe um clima de romantismo que tomava conta do castelo. A escola ofereceria um baile, como faz todo ano, e dessa vez contaria com a banda dos meninos do castelo para tocar ao vivo. E enquanto aguardavam o baile, os alunos do terceiro ano em diante poderiam aproveitar o dia em Paris. O barco já aguardava no cais e o zelador ia conferindo as autorizações dos alunos, liberando a entrada de um de cada vez. Marcel foi o último a entrar, ladeado por seus seguranças, e encontrou um lugar vazio ao lado de Olívia, que olhava distraída para a água, alheia as brincadeiras dos amigos em volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que o barco ancorou no porto embaixo da Pont Neuf, o grupo se dispersou. Saíram tão apressados que Marcel não conseguiu ver a direção que seus amigos seguiam ao atravessar a barreira mágica e ficou esperando Olívia desembarcar, consultando o relógio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Para onde foram todos? – perguntou curioso quando a garota saiu e parou ao seu lado – Acho que ficamos de fora dos planos de hoje.&lt;br /&gt;- É dia dos namorados, Marcel – Olívia respondeu entediada – Bianca está com Philipe e Danielle com Henri, vão passar o dia juntos.&lt;br /&gt;- Mas e os outros?&lt;br /&gt;- Kwon e Nani iam almoçar com a mãe deles e depois ele ia levá-la para conhecer a cidade, já que ela não conhece nada. E meu irmão saiu com Kalani, Anabela, Edmond e Enrico. Mas não faço idéia do que foram fazer.&lt;br /&gt;- Melhor nem saber mesmo... – Marcel riu e Olívia o olhou desconfiada, mas não perguntou – E você? O que vai fazer?&lt;br /&gt;- Nada. Odeio dia dos namorados, nunca tem nada pra fazer – ela respondeu azeda e Marcel riu outra vez, mas parou quando ela o olhou atravessado.&lt;br /&gt;- Ainda não entendi porque você recusou o convite dele para fazer parte da novela – os dois começaram a caminhar para fora da barreira e os dois seguranças os seguiam de perto – Vocês iam passar mais tempo juntos!&lt;br /&gt;- Marcel, já pedi que não entre nesse assunto, não quero falar sobre isso.&lt;br /&gt;- Ok, ok, parei. Eu tenho que encontrar meus pais e meus irmãos pra almoçar, quer ir também? Não tem graça você ficar sozinha o dia inteiro.&lt;br /&gt;- Almoço de família e eu de intrusa? Que graça isso.&lt;br /&gt;- Bobagem, minha mãe adora você, sem contar Charlotte e Remy. E se você não for vai me fazer perder o compromisso, não vou deixá-la vagando sozinha por Paris.&lt;br /&gt;- Mas vou ficar sem graça...&lt;br /&gt;- Olívia, nos conhecemos desde que tínhamos 3 anos, freqüentamos a casa um do outro desde então, é impossível isso.&lt;br /&gt;- Tudo bem, eu vou com você. Você não vai desistir mesmo... – disse sorrindo e ele estendeu o braço para ela segurar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois atravessaram a barreira juntos e os seguranças empurraram os dois para dentro de um carro preto que já os aguardava na saída. Entraram logo depois e fecharam a porta, um deles falou algo para o motorista e o carro seguiu viagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E a sua irmã? – Olívia perguntou quando não viu Charlotte no veiculo – Ela não ia também?&lt;br /&gt;- Charlie está em outro carro, nunca andamos juntos – Marcel explicou pacientemente – Tem um carro para cada um de nós, assim caso algum atentado aconteça, sempre vai ter alguém pra assumir o lugar no trono.&lt;br /&gt;- Ai, credo, parece até que alguém vai jogar uma bomba na gente.&lt;br /&gt;- Nunca se sabe... Precaução acima de tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcel sorriu desviando o olhar para a janela e Olívia sentiu o estomago embrulhar. Era verdade que estava acostumada a andar com Marcel e todas as medidas de segurança que o acompanhavam, mas eram sempre em Mônaco, onde as pessoas estavam acostumadas a ter a presença dele e dos outros membros da família nas ruas. Nunca lhe ocorreu a idéia de que havia pessoas que poderiam querer derrubar toda a família e, consequentemente, poderiam derrubar também que estivesse no lugar errado e na hora errada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Chegamos – ela sentiu a mão dele bater em sua perna e saiu do transe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estavam em frente à Torre Eiffel. Embora frio, o dia estava ensolarado e fazia com que muitos parisienses circulassem pelo jardim que cercava a torre, aproveitando o que poderia ser o único dia de sol até o fim do inverno descansando deitados na grama. Mas os dois não saíram do carro. Permaneceram sentados, sem que ela soubesse o porquê, até que um dos seguranças saiu primeiro e abriu a porta. Marcel foi o primeiro a sair e assim que Olívia pisou no chão, se viu cercada por homens usando terno preto que formavam uma barreira entre Marcel e as pessoas na rua. Muitos curiosos levantaram para olhar e ela pode ver de relance, enquanto era empurrada pelos homens e tentava não soltar da mão do amigo, flashes de câmeras os seguindo. Olívia sentiu um enorme alivio quando entraram no elevador da torre e um dos funcionários o fechou apenas para eles e mais dois seguranças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Se assustou, não foi? – Marcel perguntou rindo, enquanto caminhavam pelo andar do restaurante.&lt;br /&gt;- Sim! Achei que fossem carregar você embora! – respondeu ainda assustada&lt;br /&gt;- Estou acostumado, já não me impressiono mais. Ah, lá estão eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcel apontou para uma mesa perto da janela e seus pais acenaram, sorrindo. Os dois caminharam até lá e sua mãe levantou depressa, abraçando Olívia primeiro, para só depois falar com o filho. Charlotte chegou logo em seguida e sorriu ao ver que a amiga do irmão estava na mesa. Ela era uma das poucas pessoas que Charlotte realmente gostava e que não a achava fútil. E Olívia, que achava que se sentiria deslocada, sequer percebeu o dia passar na companhia do amigo e de sua família. Somente quando o sol começou a se pôr a garota percebeu que o dia havia ido embora. Os seguranças novamente se postaram ao lado de Marcel e Charlotte e os escoltaram de volta para os carros que os levariam ao barco da escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ei! – Andreas, Anabela e Kalani entraram por último no barco e se atiraram nos bancos vazios atrás de Marcel e Olívia – Fizeram algo de bom hoje?&lt;br /&gt;- Ollie almoçou comigo e meus pais, já que vocês a largaram sozinha hoje – Marcel respondeu brincando com o amigo.&lt;br /&gt;- É, por onde vocês andaram hein? – Olívia virou para trás zangada – Nem mesmo se despediram.&lt;br /&gt;- Fomos mostrar Paris para o Kalani, ele não conhece – Anabela respondeu depressa, mas não soou convincente.&lt;br /&gt;- E Edmond e Enrico também não conhecem Paris? – Olívia insistiu&lt;br /&gt;- Gente, vocês não vão acreditar no que aconteceu! – Bianca e Danielle chegaram correndo com Philipe e Henri atrás, interrompendo o papo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andreas, Anabela e Kalani trocaram um olhar aliviado e Olívia não teve mais chance de questionar o paradeiro dos três, pois as meninas levaram toda a viagem para relatar uma confusão ocorrida na Champs-Elyisée e assim que desembarcaram, os três correram para dentro do castelo. Bianca desceu do barco puxando a amiga pela mão e voltaram com Danielle para começarem a se arrumar para o baile, que começaria em duas horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, achei que nunca iam descer – Marcel comentou com Philipe quando viram Bianca, Olívia e Danielle descendo as escadas do dormitório.&lt;br /&gt;- Você está linda, amor – Philipe beijou a mão de Bianca e ela sorriu apaixonada – Vamos?&lt;br /&gt;- Henri está lhe esperando lá fora, Dani – Marcel avisou quando Bianca passou com Philipe e Danielle sorriu agradecendo, saindo com os dois&lt;br /&gt;- E você? – Olívia ficou sozinha e encarou o amigo – Está esperando quem?&lt;br /&gt;- Você – respondeu já estendendo o braço, mas ela não o segurou.&lt;br /&gt;- Eu? – se espantou – Você não tem par?&lt;br /&gt;- Não convidei ninguém. E como você também não tem par – ela o olhou de lado, mas ele não deixou que ela interrompesse – Não adianta olhar assim, você não tem. Vou fazer companhia a você. Vamos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olívia ainda pensou alguns segundos, mas acabou cedendo e segurando o braço do amigo, saindo com ele para o baile. O salão estava todo decorado com panos de cor rosa claro, balões em forma de coração, cupidos encantados que flutuavam de um lado para o outro e algumas bolhas de sabão entre eles. No palco havia alguns instrumentos e um dos garotos da banda já afinava sua guitarra e testava os microfones. Ao canto do salão, uma enorme mesa havia sido montada com um banquete e do outro lado, algumas mesinhas para as pessoas sentarem. No centro, uma enorme tábua de madeira lisa demarcava a pista de dança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A banda não demorou a começar o show. A pista logo se encheu, e uma relutante Olívia aceitou dançar as músicas lentas impostas pelo diretor. E enquanto dançava com Marcel, observava os demais casais na pista. Philipe e Bianca dançavam de olhos fechados, sem se importar com mais ninguém em volta. Danielle e Henri não estavam muito diferentes, mas conversaram entre si e trocavam sorrisos cúmplices. Kalani, Anabela e Andreas, que não haviam convidado ninguém, não saíram da mesa. Mantinham as cadeiras viradas para a pista e conversavam apontando para os casais, enquanto davam risadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que foi? – Marcel perguntou vendo Olívia olhar distraída para os lados&lt;br /&gt;- Nada – respondeu vaga e o encarou – Me distrai com a música.&lt;br /&gt;- Também não vi Kwon no salão – ele respondeu como se pudesse ler a mente dela&lt;br /&gt;- Quem disse que estou procurando ele? – Olívia se afastou aborrecida&lt;br /&gt;- Ninguém, só a sua testa.&lt;br /&gt;- Não me amole! – Olívia respondeu na defensiva e se irritou ainda mais quando Marcel riu – Vou voltar pra mesa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olívia se soltou das mãos de Marcel e virou de costas, mas congelou. Kwon estava a menos de 10 passos dela, e beijava uma menina loira que ela reconheceu como aluna da Nox, do mesmo ano que eles. Era como se alguém a tivesse jogado um balde de água fria. Não conseguia se mover, nem tampouco esboçar reação. Continuou parada encarando os dois e sentiu uma mão apertar seu ombro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sinto muito – ela ouviu a voz de Marcel e se virou para ele, abraçando o amigo e escondendo o rosto em seu ombro. Ele passou a mão nos cabelos da garota e a abraçou apertado. Ela não percebeu, mas Marcel não conseguiu evitar sorrir ao ver Kwon com outra garota e Olívia recebendo consolo em seus braços. Na verdade, nem mesmo Marcel percebeu o que estava sentindo naquele momento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Everybody finds somebody someplace&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;There's no telling where love may appear&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Something in my heart keeps saying&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;That my someplace is here&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Frank Sinatra – Everybody Loves Somebody&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905796-5688378092942033758?l=fablesbeauxbatons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/feeds/5688378092942033758/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905796&amp;postID=5688378092942033758&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/5688378092942033758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/5688378092942033758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/2009/02/o-dia-dos-namorados-havia-chegado-e.html' title=''/><author><name>um aluno de Beauxbatons</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08263899301418645554</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-jmsjUlraUM/SL6SUF-a01I/AAAAAAAAAAM/ZY7fq13Af24/S220/anarquia%5B1%5D.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905796.post-5975982322915659753</id><published>2009-02-06T11:03:00.000-08:00</published><updated>2009-02-06T11:05:26.548-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>- Olívia! – A garota ouviu seu nome no meio das pessoas no salão comunal e parou, olhando para trás. Logo avistou Kwon com a mão erguida, chamando por ela – Espera!&lt;br /&gt;- Oi Kwon, não vi você ai. Não devia estar na radio? – A garota sorriu para o amigo.&lt;br /&gt;- O salão está cheio mesmo, acho que a neve espantou todo mundo dos jardins – Ele ajeitou os livros na mão e sorriu de volta – E sim, deveria estar lá, mas precisava falar com você antes.&lt;br /&gt;- Claro. O que é?&lt;br /&gt;- Fico meio sem graça em te pedir isso, mas é que... – Marcel, que estava deitado na poltrona lendo um livro sobre quadribol, sentou atento – Bom, queria saber se você quer me ajudar na rádio.&lt;br /&gt;- Como é? – Olívia, que havia ficado esperançosa, quase não conseguiu disfarçar a decepção.&lt;br /&gt;- É que está faltando uma menina pra fechar o elenco da rádio novela e pensei que você talvez fosse gostar de ajudar. Tudo que tem que fazer é ler o texto no ar. Ensaiamos algumas vezes antes, mas nada demais.&lt;br /&gt;- Ah Kwon, obrigada pelo convite, mas não dá – Olívia respondeu desanimada e Marcel arregalou os olhos no sofá – O jornal tem consumido demais o meu tempo, não vou me dedicar como deveria e acabar prejudicando vocês. Desculpe.&lt;br /&gt;- Tudo bem, não precisa se desculpar – ele sorriu pra ela, sem parecer desapontado – Só ofereci a vaga pra você porque pensei que pudesse querer, mas vou encontrar outra pessoa então. Agora tenho que ir, Jude está sozinha lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kwon se despediu da amiga sumindo pela multidão que ocupava o salão comunal e não viu quando Marcel levantou indignado do sofá e foi questionar Olívia, e tampouco quando a garota fez um gesto impaciente e repeliu o amigo, subindo as pressas para o dormitório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;*****&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;- E terminamos a transmissão de hoje atendendo ao pedido de alguns ouvintes, com a música I Wak the Line, do Johnny Cash. Boa noite e até amanha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kwon apertou o botão para colocar a música no ar e desligou o microfone, girando na cadeira e parando de frente para Jude, que arrumava o seu lado da mesa e desligava seu microfone. Ficaram conversando sobre a programação do dia seguinte e desligaram os aparelhos quando a música chegou ao fim, saindo da rádio. Jude voltou logo para o salão comunal da Sapientai e Kwon ficou para trás trancando a porta. Já as guardava no bolso quando saltou assustado ao sentir uma mão segurando seu braço, deixando cair o que tinha na mão. Nani recuou alguns passos, também assustada com a reação dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Desculpa! – a garota falou arrependida de ter o abordado daquela forma – Não tinha a intenção de assustar você.&lt;br /&gt;- Tudo bem, Nani, calma – ele riu dela – É que não é normal alguém além de Jude e eu estar fora dos dormitórios até essa hora. O que faz aqui tão tarde?&lt;br /&gt;- Estava no escritório da diretora, conversando sobre minha adaptação aqui.&lt;br /&gt;- E como está indo? – Kwon finalmente guardou as chaves no bolso e caminhava com a irmã adotiva pelo corredor – Não temos nos visto muito e até peço desculpas, porque é minha culpa. O quadribol e a rádio tomam todo o meu tempo, mas devia encontrar um espaço para ajudar você com o que precisasse.&lt;br /&gt;- Ainda não me acostumei bem – Nani respondeu com um tom desanimado na voz – É tudo muito diferente pra mim, as pessoas me olham de lado por não falar francês fluente, não consigo entender todas as aulas e sinto falta das minhas amigas.&lt;br /&gt;- Quando entrei em Beauxbatons algumas pessoas também me olhavam de lado, para mim e Philipe, por sermos irmãos e não nos parecermos em nada. Preconceito idiota, mas não dê importância. Você é uma garota legal, quando te conhecerem melhor, vão se arrepender. Mas não se feche tanto. Pode sempre contar comigo, Philipe e seu irmão, mas você precisa de amigos da sua idade também.&lt;br /&gt;- Eu sei, eu tento, mas me incomodam os olhares. É tão patético ver as meninas da turma babando em cima da tal Charlotte, só porque ela é uma princesa. Ficam bajulando ela o dia inteiro.&lt;br /&gt;- Charlotte não gosta que a bajulem, pode ter certeza – Kwon riu outra vez – Ela acha que não tem nenhuma amiga de verdade na escola, porque não sabe se estão sendo legais com ela porque gostam dela de verdade ou se é porque é uma princesa. Tenta conversar com ela, acho que se dariam muito bem.&lt;br /&gt;- Duvido muito disso – Nani respondeu descrente – E também tem esses créditos. A diretora disse que preciso deles pra me formar, mas não entendi muito bem como funcionam.&lt;br /&gt;- Os créditos não são necessariamente obrigatórios, mas se você quiser um bom estágio quando se formar, sem eles é impossível conseguir um – Kwon explicou pacientemente, e já chegavam ao corredor que dava acesso ao salão comunal da Fidei – Tem varias atividades que dão créditos, mas as melhores são o jornal, a rádio e o quadribol.&lt;br /&gt;- Não sou boa escritora e muito menos sei jogar quadribol.&lt;br /&gt;- Bom, tem uma vaga na rádio, se quiser – Kwon disse animado – Precisamos de uma menina pra completar o elenco da novela, tudo que tem que fazer é ler suas falas no ar.&lt;br /&gt;- Acho que consigo fazer isso... – Nani sorriu mais animada&lt;br /&gt;- Ótimo! Amanha de manha falo com a Jude, ela é a responsável pelo elenco e vai te procurar pra conversar sobre a personagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois pararam em frente ao quadro da fada e Nani disse a senha, fazendo a passagem secreta ser revelada. Ainda era possível ouvir o barulho das conversas animadas lá dentro, embora passasse das 22hs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Obrigada Kwon – Nani abraçou o irmão e beijou seu rosto – Estava mesmo precisando conversar um pouco.&lt;br /&gt;- Sempre que quiser conversar, pode me procurar. Irmão mais velho serve pra isso também.&lt;br /&gt;- Vou cobrar isso – ela disse sorrindo e sumiu pelo buraco do quadro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kwon continuou parado encarando o lugar por onde Nani havia acabado de desaparecer, sem perceber que sorria. Mas quando percebeu, fechou a cara e sacudiu a cabeça. Por um momento, ele se vislumbrou abraçado a ela, acariciando seus cabelos. E aquela imagem o assustou mais que tudo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905796-5975982322915659753?l=fablesbeauxbatons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/feeds/5975982322915659753/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905796&amp;postID=5975982322915659753&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/5975982322915659753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/5975982322915659753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/2009/02/olivia-garota-ouviu-seu-nome-no-meio.html' title=''/><author><name>um aluno de Beauxbatons</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08263899301418645554</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-jmsjUlraUM/SL6SUF-a01I/AAAAAAAAAAM/ZY7fq13Af24/S220/anarquia%5B1%5D.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905796.post-2520613867438795065</id><published>2009-01-28T20:02:00.000-08:00</published><updated>2009-01-29T06:40:56.585-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Depois da explosão da Millie para cima de mim e do AJ, nós procuramos conversar com ela com calma, mas ela nos ignorava, evitando até ficar no mesmo ambiente. O gelo durou uns três dias, e logo depois disso ela passou a responder nossos cumprimentos, e até mesmo esboçava um sorrisinho quando ouvia alguma de nossas brincadeiras.&lt;br /&gt;Pisávamos em cima de ovos, para não irritá-la e parecia estar funcionando, porque aos poucos ela estava voltando a ser a mesma Millie de sempre. Outro dia a vi verificando o trabalho de latim do AJ, não que ele não soubesse a matéria, mas ele tinha mania de esquecer de revisar e verificar acentos, e como o professor Chevalier que achava que Latim era a coisa mais importante do mundo, mais até que o ar que respirávamos, isso era fatal. Por sorte, eu tinha facilidade com línguas estrangeiras, e me saia bem, mas em Botânica eu penava, e com o humor que Millicent andava, eu não tinha a quem recorrer, senão aos livros e algumas vezes ao AJ, mas ele andava diferente... Talvez fosse a preocupação com as esquisitices do irmão, mas havia algo mais, ele andava reflexivo demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era o ultimo tempo de aula de Historia da Magia e a professora após nos dizer a matéria do dia, nos mandou abrir os pergaminhos para anotar suas palavras. AJ estava atrasado, o que não era comum.&lt;br /&gt;- Que cheiro é este?- perguntei quando vi AJ sentando do meu lado, quando entrou na sala escorregando devagar sem ser notado, pois nossa carteira era a última e a porta havia ficado aberta.&lt;br /&gt;- Nada. - ele respondeu sem me olhar nos olhos.&lt;br /&gt;Aproximei-me dele e aspirei atentamente:&lt;br /&gt;- Isso é perfume!- falei um pouco alto e alguns colegas nos olharam e a professora Cordelia Blanchard, fez um hein, hein na frente da sala, para que ficássemos quietos, enquanto a lousa ia se enchendo magicamente com as anotações sobre Barbero Bragge, chefe do Conselho de Bruxos que, em 1269, ofereceu um prêmio de cinquenta galeões ao bruxo que capturasse um Pomorim Dourado durante uma partida de Quadribol.&lt;br /&gt;- Você vai se encontrar com alguém? - perguntei baixo.&lt;br /&gt;- Estou ocupado...&lt;br /&gt;- Você me contaria se tivesse um encontro não é? Eu sei que sim... Vai me conta, quem é a gatinha?- insisti.&lt;br /&gt;- Não estou a fim de receber uma detenção com a Cordélia hoje, deixa para nos falarmos depois. - disse sério e isso foi um balde água fria em mim.&lt;br /&gt;AJ e eu dividíamos segredos e aventuras desde quando entramos na escola e nos tornamos tão amigos que eu o considerava meu irmão, e após alguns dias Millie se juntou a nós, ela era a outra parte do trio de esquisitos que achou um lugar naquela escola, o que estava diferente agora?&lt;br /&gt;Ao final da aula ele saiu da carteira rápido, sem me esperar e se aproximou da Millie que conversava com a Jude, e falou alguma coisa no ouvido dela e ela sorriu como antes para ele e saíram da sala juntos. Ele segurava o material dela, e saíram sem nem olhar para mim, pareciam mais próximos que nunca, pareciam...&lt;br /&gt;Um casal!&lt;br /&gt;Eu deveria ficar feliz se meus melhores amigos formassem um casal não é? Isso seria o correto, mas porque eu não me sentia assim? Porque eu queria que ela voltasse a ser a Millie de sempre, que me ouvia, dava bronca quando necessário, ria das minhas brincadeiras e quando alguma coisa ruim acontecia comigo, ela estava ao meu lado, mesmo que derramasse algumas lágrimas. Eu odiava vê-la chorando ¬¬...&lt;br /&gt;E porque eu sinto vontade de arrebentar a cara do AJ por ver a forma que ele toca nela, ele é muito assanhado, Millie não é uma qualquer, ela é... Especial.&lt;br /&gt;Observei-os andarem na minha frente e pela primeira vez desde que a conheci, eu me dei conta de que nunca parei para ver o que devia ter visto: Millicent ela era uma garota que me atraia e se não fosse a nossa amizade, eu já teria saído com ela. O que me preocupa agora é que meu melhor amigo está saindo com ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperei por AJ no corredor pouco usado pelos alunos, que levava à Lux, e ele apareceu caminhando tranqüilo, parou quando me viu e sorriu:&lt;br /&gt;- Hey Tristan, me esperando aqui a esta hora? Deve ter bolado alguma coisa...&lt;br /&gt;- Cadê a Millie?- perguntei seco.&lt;br /&gt;- Está no dormitório dela, acabamos de nos despedir e...&lt;br /&gt;- Você a beijou?- perguntei me aproximando dele de forma ofensiva, AJ que me conhecia bem o bastante, se preparou:&lt;br /&gt;- Porque quer saber?&lt;br /&gt;- Responde logo: você a beijou ou não?&lt;br /&gt;- Beijei!&lt;br /&gt;Pow!&lt;br /&gt;Foi o barulho do soco que dei nele, e logo estávamos rolando no chão trocando socos e ficamos nos batendo por um tempo, e embora cansados não desistíamos. Mal sentimos dois pares de mãos nos puxarem e nos afastarem um do outro, eram Derek e Marcel, que lutaram para nos separar.&lt;br /&gt;- Vocês beberam?&lt;br /&gt;- Brigando no corredor, querem ser expulsos?&lt;br /&gt;Eu e AJ ficamos nos encarando ofegantes e ele disse:&lt;br /&gt;- Não sabia que você gostava dela a este ponto.&lt;br /&gt;- Você não sabe do que fala... Você estava se aproveitando dela...&lt;br /&gt;- Não fiz nada de que me envergonhar. Eu quero minha amiga de volta, tão difícil entender? Nós saímos como amigos. - e eu comecei a me acalmar, Marcel e Derek nos olhavam com atenção achando que íamos voar no pescoço um do outro se nos soltassem. Quando viram que estávamos mais calmos nos largaram e ficaram esperando nossas explicações:&lt;br /&gt;- Ela gosta de você? E você gosta dela a sério?- perguntei e Derek zombou:&lt;br /&gt;- Falei que era por causa de mulher, pode ir pagando, Marcel. - e mais ouvi do que vi o som de uma moeda sendo passada de um para o outro.&lt;br /&gt;- Eu me sinto atraído por ela, ela é minha melhor amiga e eu a acho muito bonita, você sabe disso... - rosnei, mas ele me ignorou e continuou:&lt;br /&gt;- Se você ia ficar com todo este ciúme, porque não saiu com ela antes?&lt;br /&gt;- Porque eu não pensei nisso, mas agora é tarde ela está com você eu não vou disputar uma garota com o meu melhor amigo.&lt;br /&gt;- Deixa de ser idiota, aqui não tem disputa nenhuma, ela gosta de outro.&lt;br /&gt;- De quem? Do Dubois? Não vai durar, ele é patético.&lt;br /&gt;- Não, seu lesado, ela já terminou com ele, porque gosta de outra pessoa, ficamos o tempo todo conversando sobre isso. - ele disse e eu passei a mão no rosto para ver se sangrava, ou era apenas o suor da luta, e comentei:&lt;br /&gt;- Seu 'Jab' ta mais forte, quase me rasga o supercílio.&lt;br /&gt;- Não virei o pulso para ter maior impacto, porque não queria estragar sua carinha bonita. - ele zombou e eu ri, parecia que a briga nunca havia acontecido.&lt;br /&gt;- Eu perdi alguma coisa aqui? Vocês estavam se espancando, e agora são amiguinhos? Cadê o sangue? Cadê o drama? - perguntou Derek, nós rimos e eu olhei para AJ e perguntei:&lt;br /&gt;- Este cara que ela gosta...Ele é legal? Tipo, não vai fazer ela sofrer não é?- e AJ depois de olhar para Derek e Marcel, disse sacudindo a cabeça:&lt;br /&gt;- Depende de você.&lt;br /&gt;- Como?- perguntei confuso e Derek perguntou a Marcel:&lt;br /&gt;- É este o cara que é a minha maior concorrência com as gatinhas? Um tanto devagar não é?&lt;br /&gt;- As pancadas afetaram o cérebro dele, vamos dar um desconto. - e AJ depois de rir disse:&lt;br /&gt;- A Millie gosta de você Tristan, e pelo jeito você é o único nesta escola que não sabia disso. E se você gosta dela, devia abrir os olhos e tomar uma atitude, porque ela não vai esperar para sempre. Venha, vamos à cozinha pegar uns bifes para por nestes machucados, porque já estão começando a arroxear. - e Marcel e Derek nos acompanharam e enquanto eu os ouvia conversando e rindo, eu pensava no que acabava de descobrir e senti um certo medo me invadir.&lt;br /&gt;Será que eu seria bom o bastante para fazer Millie feliz sem estragar nossa amizade? E será que ela gostava de mim o suficiente para acreditar que eu levaria isso a sério?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;When a boy like me meets a girl like you&lt;br /&gt;Then I must believe wishes come true&lt;br /&gt;I just look at you and I touch your hand&lt;br /&gt;And this ordinary world becomes a wonderland&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;There are many girls I have met before&lt;br /&gt;But I pass them by because I knew&lt;br /&gt;There would be this magic moment,&lt;br /&gt;One to last a lifetime through&lt;br /&gt;When a boy like me meets a girl like you&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;N.Autora: A boy like me, a girl like you, Elvis Presley.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905796-2520613867438795065?l=fablesbeauxbatons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/feeds/2520613867438795065/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905796&amp;postID=2520613867438795065&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/2520613867438795065'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/2520613867438795065'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/2009/01/depois-da-explosao-da-millie-para-cima.html' title=''/><author><name>Tristan Thorn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12009052699551816900</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905796.post-258435211929427301</id><published>2009-01-15T18:28:00.000-08:00</published><updated>2009-01-15T18:30:30.245-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;"Os homens cultivam cinco mil rosas num mesmo jardim e não encontram o que procuram. E, no entanto, o que eles buscam poderia ser achado numa só rosa."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-- Antoine de St. Exupéry&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O relógio de parede pendurado em cima da lareira do salão comunal da Lux marcava 2 horas da manha e apenas uma pessoa ainda mantinha a luz do lampião acessa. Marcel apoiava a cabeça com uma das mãos, e a outra se mantinha ocupada escrevendo em um rolo de pergaminho. Ao lado dos livros espalhados pela mesa, uma caneca com café e uma caixa de sapos de chocolate. Seus olhos começaram a fechar lentamente e seu queixo escorregou da mão, fazendo o garoto saltar da cadeira assustado quando sua testa bateu com força na mesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Machucou? – a voz de Olívia o fez olhar pra trás assustado – O que foi?&lt;br /&gt;- Você me assustou – disse com um ar cansado, e voltou a se virar para frente.&lt;br /&gt;- Desculpe, não era a minha intenção – ela riu, se aproximando. Usava um robe de cetim vermelho por cima do pijama – Sai para ir ao banheiro e vi que ainda tinha luz aqui embaixo. O que faz acordado essa hora?&lt;br /&gt;- A velha cachaceira passou dever extra pra mim, por ter dormido na aula – Marcel respondeu fazendo careta e indicou os livros na mesa – Tenho que entregar amanha um resumo sobre a Revolução dos Gigantes de 1473.&lt;br /&gt;- A revolução que ocorreu em Reims? – Olívia puxou um dos livros pra si e abriu, interessada – Foi um grande acontecimento, realmente... Os gigantes dizimaram quase toda a população da cidade. Saíram das montanhas quando anoiteceu e pela hora em que o sol saiu outra vez, já quase não restavam sobreviventes – ela parou de falar quando percebeu que ele a fitava com uma expressão perplexa – O que foi?&lt;br /&gt;- Você gosta de História da Magia – ele dizia como se constatasse que ela tinha uma doença grave – Você sabe tudo sobre essa revolução, não sabe?&lt;br /&gt;- Sim, eu gosto de História – respondeu um pouco ofendida pelo tom que ele usou – Não é tão ruim assim, talvez se experimentasse não dormir em aula, aprendesse a gostar também.&lt;br /&gt;- Duvido muito – ele fez outra careta e ela riu – Ollie, me ajuda, por favor! Se ler mais uma linha desses livros, vou dormir! Mas se você me contar a história dela, vou conseguir escrever esse resumo ainda hoje.&lt;br /&gt;- Não sei, Marcel... – ela devolveu o livro à mesa – Está tarde, e é uma história muito longa. Você já está sonolento, vai acabar dormindo e me deixar irritada.&lt;br /&gt;- Não, eu não vou dormir – ele agarrou as mãos dela, desesperado – Juro pra você que vou prestar atenção! Não posso tirar nota baixa, meu pai come o meu fígado. E a velha cachaceira está só esperando por essa oportunidade! Por favor, Olívia. Se você for minha amiga de verdade, não vai me deixar na mão!&lt;br /&gt;- Chantagem barata, boa jogada, Grimaldi – Olívia riu balançando a cabeça e tornou a pegar o livro – Ok, vamos lá. Mas se você dormir...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcel sorriu fazendo uma cruz com os dedos e beijando-os em seguida, e se ajeitou na cadeira para ouvi-la contar a história da Revolução dos Gigantes de 1473. Quando Olívia terminou, meia hora depois, Marcel conseguiu começar seu resumo. Terminou quase 4 horas da manha, sob a supervisão da amiga, e foram dormir sabendo que restavam apenas duas horas para levantarem, mas ele estava satisfeito. Ainda não era dessa vez que Cordelia Blanchard ia derrubá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;*****&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;As aulas de quinta-feira já haviam terminado e os alunos aguardavam famintos que o jantar fosse servido. Olívia conversava com Danielle na mesa da Lux sobre a aula de botânica que tiveram horas antes quando Marcel apareceu ao seu lado. Tinha um sorriso de satisfação estampado no rosto e abriu a pasta, tirando um pergaminho de dentro e entregando a amiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- “O”! – Olívia olhou para o pergaminho e sorriu radiante para o amigo – Marcel, você tirou “O”! Parabéns!&lt;br /&gt;- Graças a você – ele sentou no banco ao seu lado e lhe deu um beijo no rosto – Você é a melhor, Olívia. A cachaceira gostou tanto do resumo que chegou a achar que havia colado, de &lt;em&gt;“tão perfeito que está”&lt;/em&gt; – as garotas riram – Palavras dela.&lt;br /&gt;- Uau Ollie, você conseguiu fazer o Marcel entender História da Magia! – Danielle falou chocada – Deve ser mesmo uma professora e tanto!&lt;br /&gt;- A melhor do mundo, Dani – ele falou sorrindo e ela corou – Sem ela, estaria perdido.&lt;br /&gt;- Não seja exagerado, Marcel – Olívia falou sem graça – Tudo que fiz foi contar a história da revolução e impedir que você dormisse.&lt;br /&gt;- Mesmo assim, fez um excelente trabalho – ele parou de rir e encarou-a sério – Estava pensando, se você quiser e não for dar muito trabalho, será que poderia me dar umas aulas? História da Magia e Literatura, meus dois pontos fracos. Sei que são suas matérias favoritas e com o simulado dos NOMs cada vez mais próximo, preciso começar a entender o que é dito em sala.&lt;br /&gt;- Já tentou prestar atenção? – Danielle sugeriu, rindo.&lt;br /&gt;- Já, mas não deu certo – ele sacudiu a cabeça, dramático – É muita gente na sala, qualquer coisa me distrai.&lt;br /&gt;- Tudo bem, não vejo problema nisso – Olívia respondeu sorrindo – Vai ser até bom, assim reviso a matéria enquanto ensino a você. Depois vemos um horário vago pras aulas, nada de estudar de madrugada como ontem.&lt;br /&gt;- É por isso que eu te amo, Olívia – ele beijou outra vez seu rosto e saltou da cadeira, saindo do salão apressado.&lt;br /&gt;- Dar aula ao Marcel... – Danielle comentou vendo o amigo correr para fora do salão – Boa sorte! – e as duas riram, enquanto Olívia balançava a cabeça, se perguntando se aquilo realmente daria certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;*****&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;- Marcel! – Olívia fechou o livro com violência e o garoto olhou distraído – Você não está prestando atenção!&lt;br /&gt;- Desculpa, estou sim – ele sorriu e se sentou direito no chão – Estava só copiando os horários do simulado. Estou ficando sem tempo entre as aulas, o quadribol, a rádio e nossos estudos.&lt;br /&gt;- Por que mesmo você está na rádio? – Olívia ajeitou a almofada nas costas para ficar mais confortável – Você não precisa dos créditos.&lt;br /&gt;- Ah, o Andy e a Frida queriam companhia, acabei topando – ele deu de ombros, mexendo no cabelo – Mas está sendo divertido, o japa fica doido quando começamos a rir nos ensaios, morre de medo de termos um acesso de riso no ar.&lt;br /&gt;- Vocês não deviam judiar tanto assim do Kwon – Olívia não riu – Coitado, ele trabalhou muito ano passado pra conseguir arrumar a rádio, se esforça pra manter programas de qualidade e vocês levam tudo na brincadeira. Pode ser piada pra vocês, mas pra ele é coisa séria.&lt;br /&gt;- Nossa, calma, também não é pra tanto – Marcel se espantou com a reação dela – Só nos divertimos na rádio-novela, mas não achamos que o trabalho do Kwon é bobagem. Sei que ele batalhou pela rádio durante todo o último ano.&lt;br /&gt;- Bom, pois não parece. Vocês falam tudo em tom de deboche e ele sente isso, mas não fala.&lt;br /&gt;- Olívia... – Marcel encarou a garota, rindo – Você gosta do japa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olívia abaixou a cabeça rápido demais, evitando o olhar de Marcel, e aquele gesto foi a confirmação que ele precisava. O garoto jogou o corpo pra trás rindo alto, caindo por cima dos livros. Olívia puxou a almofada em que estava apoiada e atirou nele, que desviou sem parar de rir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Para com isso, não tem graça – Olívia reclamou, incomodada com a risada do amigo.&lt;br /&gt;- Não acredito nisso! – Marcel sentou outra vez, e controlou os risos – Ele sabe? Ah, que pergunta idiota, Marcel. É claro que não! – ele mesmo respondeu – Kwon é muito lesado pra isso.&lt;br /&gt;- Ele não é lesado – ele defendeu o amigo, o que causou mais risadas de Marcel – Eu que nunca demonstrei, não teria como ele saber.&lt;br /&gt;- E por que não? – Marcel parou de rir, embora o sorriso debochado continuasse estampado em seu rosto – Vocês fariam um par perfeito.&lt;br /&gt;- Ah, não sei... Não acho que ele goste de mim do mesmo jeito e prefiro não estragar nossa amizade, caso tentássemos e não desse certo. Nunca voltaria a ser como antes e não quero isso.&lt;br /&gt;- Prefere ficar o resto da vida sem descobrir? Que absurdo!&lt;br /&gt;- Falou o romântico a moda antiga... – ela riu debochada – O que você entende sobre isso? Só vejo você trocando de namorada todo mês. Você chega a decorar o nome delas, ou não dá tempo?&lt;br /&gt;- Esse sarcasmo não vai resolver seu problema. E pro seu governo, eu entendo muito mais do que pensa – Marcel disse convencido – E quanto às garotas, não são namoradas, são casos. Vou me preocupar em lembrar o nome quando encontrar a garota certa.&lt;br /&gt;- Quem não te conhece, pode até acreditar nisso tudo, mas comigo não cola.&lt;br /&gt;- Ah é assim? – Marcel ficou de pé, fingindo estar ofendido – Pois bem, vou ajudá-la a conquistar o Samurai, quer você queira ou não – Olívia abriu a boca pra falar, mas ele não deixou que ela interrompesse – E por hoje podemos encerrar os estudos, tenho uma novela para ajudar a colocar no ar. Sugiro que vá dormir e tenha uma boa noite de sono. Se acordar com olheiras, pode prejudicar o andamento das coisas. Kwon tem suas esquisitices, mas duvido que se sinta atraído por guaxinins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcel sorriu catando a mochila do chão e jogou nas costas, saindo do salão comunal e largando Olívia sozinha, sem reação. Talvez as aulas particulares não tenham sido mesmo uma boa idéia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905796-258435211929427301?l=fablesbeauxbatons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/feeds/258435211929427301/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905796&amp;postID=258435211929427301&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/258435211929427301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/258435211929427301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/2009/01/o-relgio-de-parede-pendurado-em-cima-da.html' title=''/><author><name>um aluno de Beauxbatons</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08263899301418645554</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-jmsjUlraUM/SL6SUF-a01I/AAAAAAAAAAM/ZY7fq13Af24/S220/anarquia%5B1%5D.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905796.post-8397362662170924999</id><published>2009-01-11T18:30:00.000-08:00</published><updated>2009-01-13T13:37:36.775-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;Algumas horas, após o jogo de Quadribol&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-... Posso assegurar que Bianca não vai ser a única jogadora num time de homens. Várias meninas já foram atrás dos capitães dos times de suas casas, exigindo a abertura de testes... - dizia Andreas animado.&lt;br /&gt;- Então já temos a matéria de capa da edição extra do jornal certo? - perguntou a professora Molineux, durante nossa reunião de emergência, após o jogo de quadribol entre Lux e a Sapientai. Onde tivemos a surpresa de ter Bianca jogando no time do namorado.&lt;br /&gt;- Sim, já temos, professora, porque isso merece não só a capa, temos planos de fazer entrevistas com o capitão, com os colegas de time, enfim com todos que apóiam o movimento e também com quem é contra. Temos de ouvir os dois lados. Isso vai ser agitado. - disse Millie empolgada.&lt;br /&gt;- Você é feminista? Vai odiar os homens??- perguntou Kalani, e me olharam curiosos.&lt;br /&gt;- Não sou feminista, acho que devemos apoiar uma garota num momento importante da historia, porque isso vai fazer historia...&lt;br /&gt;- Concordo com a Millie. Pensem nas possibilidades...Quem sabe um dia mulheres cheguem à lua. - disse Flora.&lt;br /&gt;- Há, vai sonhando. - disse Leonard e as meninas protestaram.&lt;br /&gt;Ficamos conversando por mais algum tempo, até que demos a reunião do jornal encerrada e cada um iria cuidar de seus artigos. Terminei de guardar minhas coisas, e saí da redação, quando passei por um corredor eu vi Tristan beijando uma garota da Nox. Senti que uma pedra caiu no meu estomago e me senti enjoada.&lt;br /&gt;Conhecia aquela garota, era o que os meninos chamavam de ‘gatinha’, mas para mim não passava de uma oferecida. Mudei meu caminho e tentei chegar ao meu salão comunal, mas acabei me perdendo e indo para mais longe. Esbarrei num garoto, e derrubei meus livros...&lt;br /&gt;- Desculpe, Von Griffin...&lt;br /&gt;- Tudo bem Dubois, foi um acidente não o vi.&lt;br /&gt;- Você esta indo para o seu salão comunal?&lt;br /&gt;- Sim, estou.&lt;br /&gt;- Posso acompanhá-la? Já esta tarde e não é bom, garotas bonitas andarem sozinhas por aí à noite...&lt;br /&gt;- Não estou ‘andando por aí’, saí de uma reunião do jornal, com a professora Molineaux. E você qual sua desculpa? - como ele me olhasse espantado, continuei:&lt;br /&gt;- Onde foi? Com quem? Tem algum álibi? Matou alguém? Isso pode sair no jornal hein? A imprensa é implacável. - disse rapidamente e ele depois de me olhar espantado, percebeu que eu estava brincando e começou a rir.&lt;br /&gt;- Isso é um “sim, aceito sua companhia, François”.- e eu depois de olhar para ele e ver que ele me olhava simpático respondi, e tentando fazer charme:&lt;br /&gt;- Millie aceita sua companhia François.&lt;br /&gt;Ele pegou minhas coisas e enquanto andávamos até as escadas que levavam ao salão comunal da Lux, eu pensava que se Tristan podia matar seu tempo pelos cantos do castelo, sem se importar com as outras pessoas, eu também podia, afinal as mulheres também tinham direito à diversão não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o-o-o-o-o-o-o&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hey Tristan, acorda. Parece que passou a noite em claro. - disse AJ, para um Tristan sonolento na mesa do café da manhã. Nossos colegas em volta riram, e eu continuei tomando minha xícara de chá, quando Tristan disse:&lt;br /&gt;- Não passei a noite em claro, passei a noite sonhando...E que noite! - e ele piscou de um jeito tão cafajeste que rangi os dentes por dentro. AJ riu junto com ele, mas de repente me olhou mais sério, pareceu prestar atenção em mim:&lt;br /&gt;- O que você tem Millie? Parece um pouco irritada...&lt;br /&gt;- Millie deve ter levantado com o pé esquerdo da cama, AJ. Sabe como as garotas são, quando alguma coisa dá errado pela manhã, como uma meia desfiada.... - provocou Tristan, e antes que eu respondesse, ouvi alguém atrás de mim.&lt;br /&gt;- Millie, nossa aula de Zoologia vai começar, podemos ir?- e tive a satisfação de ver AJ e Tristan olhando de mim para François sem fala.&lt;br /&gt;- Claro, prometi que faríamos esta aula juntos. - saí do salão conversando animadamente com François, e não olhei para trás, o mais estranho era que eu realmente o achava interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;No final do dia, após a aula de Literatura Mágica...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Desculpe a curiosidade, Millie, mas...Porque você está andando com o François? - perguntou AJ, enquanto Tristan se limitava a me encarar.&lt;br /&gt;- Ora, porque ele é um rapaz gentil e nós descobrimos que temos coisas em comum. Até gostamos das mesmas músicas. Não vejo nada demais nisso. - respondi de forma simples.&lt;br /&gt;- Mas ele é um dos amigos do Procy, até comentei isso com você... Um daqueles que andam sumindo com meu irmão, lembra? - disse AJ, como se estivesse me dando a cola numa prova importante. Olhei para ele de forma cética e perguntei:&lt;br /&gt;- E?- antes que AJ respondesse, Tristan disse autoritário:&lt;br /&gt;- E, que o cara é encrenca. Não sabemos o que o Procy e estes amigos dele fazem nestes sumiços, então até descobrirmos o que está acontecendo, é bom você não se envolver com este tipo de gente, você pode se machucar. - virei-me para ele e perguntei friamente:&lt;br /&gt;- E o que te dá o direito de me ‘sugerir’ isso?- e meu tom parecia um tapa, Tristan recuou um pouco:&lt;br /&gt;- Ora, Millie, somos seus amigos e queremos o seu bem...&lt;br /&gt;- O meu bem...O meu bem???- e minha voz foi ficando mais alta:&lt;br /&gt;- Calma, Millie não precisa gritar. - disse AJ espantado com minha reação. - respirei fundo e depois de olhar para eles como se eles fossem duas baratas cascudas eu disse:&lt;br /&gt;- Escutem bem o que vou dizer, espero que tenham lavado suas orelhas: vocês não são meus amigos. - eles protestaram, mas eu disse:&lt;br /&gt;- Calem a boca! Ainda não terminei: Vocês são dois neuróticos com mania de ‘conspiração’ e tempo de sobra. Quando você sai com alguma destas galinhas da escola Tristan, você não pergunta o que acho, até porque eu não sou boa o bastante para lhe dar opiniões sobre isso não é? Uma ‘encalhada’ não sabe o que falar sobre, ‘noites de sonhos’... - E você AJ, embora seja gentil comigo, nunca na sua vida me convidou a tomar um sorvete, ou elogiou minha roupa, que dirá me convidar para um encontro. Nenhum dos dois nunca viu que eu sou uma garota como outra qualquer, que quero alguém que goste de mim por mim mesma, que me convide para sair, e não porque eu sou ótima ajudando nos deveres ou sou a amiga que se preocupa quando vocês somem. Gosto de ser apreciada e se François sente interesse em mim, nenhum de vocês dois têm nada a ver com isso. Se não gostam da situação não posso fazer nada, sinto por vocês dois, porque isso vai continuar enquanto eu sair com François ou qualquer outro garoto, seja ele amigo do Procy ou não. E se não aceitarem, paciência. Nada dura para sempre mesmo, talvez nem nossa amizade. - sai dali pisando duro e fui para o meu quarto. Quando cheguei lá, comecei a chorar e a me perguntar:&lt;br /&gt;- O que foi que eu fiz???&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;You love him too much, &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;you're too blind to see&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;He's only playing a game&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;But he's never loved you &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;He never will&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;And darling, don't you know he will never change&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;N.Autora: It Hurts me, Elvis Presley&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905796-8397362662170924999?l=fablesbeauxbatons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/feeds/8397362662170924999/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16905796&amp;postID=8397362662170924999&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/8397362662170924999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16905796/posts/default/8397362662170924999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fablesbeauxbatons.blogspot.com/2009/01/algumas-horas-aps-o-jogo-de-quadribol.html' title=''/><author><name>Tristan Thorn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12009052699551816900</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16905796.post-2604781712374337329</id><published>2009-01-06T13:37:00.001-08:00</published><updated>2009-01-06T13:37:14.563-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>As férias de fim de ano haviam chegado ao fim e, com isso, a rotina de aulas da Academia de Magia Beauxbatons voltara ao normal. E junto com a volta as aulas, o campeonato de quadribol também retornava. A partida da Lux contra a Sapientai, as duas equipes mais fortes do campeonato, se aproximava. E com ela, a carga de treinos. Philipe estava determinado a fazer a Lux esquecer a dolorosa derrota da última final contra a Sapientai e marcara treinos em todos os horários disponíveis durante a semana que antecedeu a partida. Seus companheiros de time, embora esgotados, não se atreviam a reclamar. Sabiam o quanto o garoto era competitivo e que teriam que aprender a conviver com isso quando decidiram nomeá-lo capitão do time.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sábado havia finalmente chegado e depois do café, toda a escola se encaminhou para o campo de quadribol. Philipe pulou a refeição, estava sem fome, e as 9h o time se juntou a ele no vestiário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O estádio já está lotado – Alphonse, um dos batedores, disse ao entrar na tenda – A torcida da Sapientai está provocando a nossa com cartazes.&lt;br /&gt;- Então vamos calar a boca deles em campo – Marcel falou ríspido&lt;br /&gt;- É esse o espírito! – Philipe bateu no ombro do amigo – Levy, você está bem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O garoto, um dos artilheiros do time, fez sinal positivo com a mão e sorriu, embora sua aparência indicasse o contrario. O instrutor de vôo apareceu no vestiário pedindo que ficassem preparados para o início da partida e os sete jogadores se alinharam. Quando o apito soou, montaram em suas vassouras e entraram em campo formando uma fila vermelha e prata. As arquibancadas vibravam, era a partida mais disputada. O instrutor chamou Philipe e Erik Derkier, capitão da Sapientai, e depois de passar alguns avisos, os dois apertaram as mãos. A goles foi lançada no ar e Henri Renoir, artilheiro da Sapientai, saiu na frente dos outros e a capturou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Renoir sai na frente e captura a goles, levando a torcida da Sapientai ao delírio – Andreas Casiraghi narrava a partida no megafone – Ele avança em direção as balizas e vai lançar. O goleiro da Lux se prepara para defender e, OUCH! Renoir é atingido por um balaço lançado por Boniface e Philipe Perrineau tem a posse da goles! – agora era a torcida da Lux que gritava empolgada – Ele avança em direção ao outro lado do campo e olhem como ele voa rápido! O goleiro da Sapientai parece perdido com a velocidade da vassoura de Perrineau! Ele vai lançar e... ELE MARCA! Gol da Lux, 10 x 0!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A torcida se agitou na arquibancada e o lado azul e amarelo vaiou quando Philipe voou perto deles, socando o ar. Edmond Lestel capturou a goles quando a partida recomeçou e em uma jogada rápida com Enrico Beltoise, empatou a partida para a Sapientai. A partida seguiu equilibrada por mais de meia hora e não havia sinal do pomo. Levy Castel voava com a goles na mão para colocar a Lux na frente do placar quando um balaço violento de Alain DeVille o pegou no meio do caminho. A goles escapou de sua mão e Levy perdeu o equilíbrio, caindo da vassoura. O instrutor de vôo conseguiu desacelerar a queda, mas Levy ainda se chocou com o chão e desmaiou. A partida foi interrompida e o garoto deixou o campo flutuando em uma maca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E agora? – Kwon atirou a vassoura no chão, irritado, quando o time entrou no vestiário – Como vamos continuar o jogo? Não podemos jogar com um a menos, ele vai dar a vitória a Sapientai.&lt;br /&gt;- De jeito nenhum! – Marcel também estava nervoso – Não vou permitir isso, não suporto mais aquele sorrisinho besta na cara do namorado da Dani e se eles vencerem, vou quebrar a cara dele e daquele idiota do Beltoise!&lt;br /&gt;- Você não vai quebrar a cara de ninguém, sossega, Marcel – Philipe entrou no vestiário por ultimo, descansando a vassoura no banco – Esperem por mim aqui, eu já volto. Já sei o que fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Philipe deixou o vestiário as pressas, subindo as escadas que levavam as arquibancadas onde estava a torcida da Lux. Encontrou quem procurava roendo as unhas de preocupação enquanto procurava sinais dos jogadores da Lux na porta dos vestiários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Venha comigo – Philipe agarrou a mão de Bianca e a assustou – Agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A garota olhou assustada para o namorado, mas levantou sem questionar e o seguiu escada abaixo, até entrarem no vestiário da Lux. Os outros se espantaram ao ver a garota entrar, mas Marcel logo sorriu. Havia entendido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Speaker, dê um uniforme a Bia, ela vai jogar no lugar do Levy – Philipe ordenou e Bianca arregalou os olhos&lt;br /&gt;- Como é? – a garota se espantou – Não posso jogar, Phil! É contra as regras!&lt;br /&gt;- Não me importo com as regras – respondeu espantando a todos – Se você não jogar, vamos perder a partida. Não temos nada a perder, então vista o uniforme e pegue a vassoura que ganhou do Johnny, hoje você faz parte do time.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bianca ainda estava surpresa, mas não pode evitar abrir um enorme sorriso ao pegar o uniforme vermelho e prata das mãos de Thomas Speaker. Os garotos saíram do vestiário para que ela pudesse se trocar e em menos de cinco minutos, Bianca saiu usando as vestes do time. Seus olhos brilhavam ao se ver usando as vestes que seu pai e seus dois irmãos mais velhos usaram, especialmente Johnny, seu maior ídolo. Kwon sorriu para a amiga e lhe entregou a vassoura nova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos voltar ao campo! – Philipe beijou a namorada sorrindo e montou em sua vassoura, liderando a fila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A torcida da Lux toda se levantou gritando quando viu o time voltar a campo, sob as vaias da torcida adversária. Quando reconheceram Bianca entre os jogadores, muitos começaram a sussurrar. O instrutor de vôo olhou espantado, mas permitiu que ela jogasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E a goles é novamente lançada e Bianca Delacroix sai na frente! – Andreas narrava empolgado – É uma novidade no time da Lux, uma garoto jogando. E não é qualquer garota. Bianca é irmã do grande astro do Quiberon Quafflepunchers, Johnny Latour! E parece que o quadribol está no sangue, pois ela avança com tudo em direção as balizas da Sapientai e... ELA MARCA! GOL DA LUX! Que braço, senhoras e senhores. Ela lançou quase do meio do campo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bianca socou o ar em comemoração e suas amigas da arquibancada vibraram com a mesma empolgação. Surpreendidos pela força que a garota tinha, os jogadores da Sapientai se desconcentraram e a Lux se aproveitou disso para reagir. Philipe e Kwon voavam em sintonia, deixando todos os passes para serem finalizados por Bianca, que por sua vez, não desperdiçou nenhum sequer e marcou 14 gols seguidos. A Lux já liderava por uma boa vantagem quando o pomo finalmente apareceu. T. J. Speaker e Erik Derkier voavam emparelhados, mas o apanhador da Lux tinha a vantagem de ser mais alto e alcançou o pomo primeiro. Ele desceu ao encontro dos companheiros de time com a bolinha dourada presa entre os dedos e a torcida pulava enlouquecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O pomo do jogo é seu – Speaker estendeu o pomo de ouro a Bianca, que o segurou radiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Philipe observava a namorada sorrindo ao seu lado, segurando o pomo, e teve certeza que fez a escolha certa. Tinha certeza que enfrentaria problemas por tê-la escalado para o jogo, mas estava determinado a lutar ate o fim para mantê-la no time. E com o gesto de Thomas, agora sabia que teria o apoio do resto do time nessa luta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16905796-2604781712374337329?l=fablesbeauxbatons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
